Teses & Dissertações 2017

Produção do PPG Enfermagem em 2017


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 Teses de Doutorado

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A mamoplastia de aumento e a prática do aleitamento materno
Autor: Karla Oliveira Marcacine| Orientação: Ana Cristina Freitas de Vilhena Abrao| Doutorado 2017

Palavras Chave: aleitamento materno, mamoplastia, Implantes de mama


Resumo
Pesquisas recentes mostram que o número de cirurgias plásticas estéticas é cada vez maior no mundo e no Brasil e que as mulheres submetidas à mamoplastia de aumento tendem a amamentar por menos tempo, quando comparadas àquelas sem cirurgia. Objetivo: Analisar as repercussões da mamoplastia de aumento no processo de amamentação nos primeiros trinta dias após o parto. Método: Tratou-se de uma coorte prospectiva realizada em Hospital privado da cidade de São Paulo/SP entre 2015 e 2017, com 240 mulheres, sendo 125 sem cirurgia e 115 com mamoplastia de aumento, por meio de três avaliações, a primeira, realizada entre 12 a 72 após o parto, a segunda, entre o 5º e 7º dia e, a terceira entre o 30º e o 32ª dia. Resultados: Os grupos foram homogêneos. Na maioria das mulheres, a cirurgia havia sido realizada há até 10 anos, com incisão inframamária e implantação pré-peitoral. O tamanho médio da prótese foi de 267mL. Quase a totalidade delas foram informadas de que a cirurgia não interferiria na amamentação e mais da metade referiu preocupação com relação a essa prática. Na 1ª avaliação, o grupo com mamoplastia de aumento apresentou menores taxas de aleitamento materno exclusivo (AME) (p=0,016). Quanto aos aspectos relacionados às características cirúrgicas (tempo decorrido da cirurgia, via de acesso, local de implantação e volume implantado), não foram observadas diferenças significantes nas taxas de AME ao longo do tempo, houve um decréscimo significante no seu percentual, em todos os grupos avaliados. Não houve diferença estatística entre os grupos quanto ao contato precoce, posicionamento materno e da criança, preensão e sucção. Ao longo do tempo as mulheres com mamoplastia de aumento foram menos suscetíveis a apresentarem melhora em seu posicionamento (p=0,0483) e houve uma piora significativa da preensão adequada da criança em ambos os grupos (p<0,0001). A apojadura ocorreu mais precocemente no grupo com mamoplastia (p=0,038) e não houve diferença significante na incidência de ingurgitamento mamário e na produção láctea. Considerando as características cirúrgicas, a ocorrência da apojadura, incidência de ingurgitamento mamário e a produção láctea não demonstraram-se associadas. O uso de Ocitocina Spray foi mais frequente entre as mulheres com mamoplastia de aumento na 1ª avaliação (p=0,041) e, em ambos os grupos, houve um decréscimo significante no seu uso durante as consultas (p<0,0001). Ao longo do tempo, a utilização dos galactagogos foi mais frequente no grupo com mamoplastia (p=0,049) e, em ambos, houve um acréscimo significante no seu uso (p<0,0001). Segundo as características cirúrgicas, a Ocitocina Spray foi mais utilizada pelas mulheres com próteses maiores (p=0,040) e os galactagogos, por aquelas com implante retropeitoral (p=0,029), ambos na 2ª avaliação e, durante as consultas houve um decréscimo significante no seu uso, em todos os grupos. Ao longo do tempo, os galactagogos foram mais utilizados pelas mulheres com incisão inframamária (p=0,0127) e, houve um acréscimo significante no seu uso por todos os grupos. Os bicos artificiais foram mais usados entre as mulheres com mamoplastia de aumento na 3ª consulta (p=0,038) e, também, durante as consultas (p=0,0135); ao longo do tempo, em ambos os grupos houve um acréscimo significante dessa prática (p<0,0001). Não houve diferença estatística entre os grupos quanto a dor, score de dor e lesão mamilar e, observou-se um decréscimo significante dessas três variáveis ao longo do tempo, nos dois grupos (p<0,0001). Considerando os aspectos cirúrgicos, a maior parte das mulheres que relatou dor, apresentou maior score e lesão mamilar na 3ª avaliação, havia realizado a mamoplastia há mais de 10 anos (p=0,025; p=0,039 e p=0,021). Identificou-se maior score de dor na mama esquerda entre aquelas com implante pré-peitoral na 2ª consulta (p=0,046). Ao longo do tempo, todos os grupos analisados quanto ao tempo decorrido da cirurgia, via de acesso e volume implantado apresentaram um decréscimo significante nas taxas de dor e na média do score de dor. Já a ocorrência de lesão mamilar, apresentou o mesmo decréscimo entre os grupos, segundo a via de acesso, o local de implantação e o tamanho da prótese implantada. Ao longo do tempo, houve uma variação estatisticamente diferente da taxa de lesão mamilar entre os grupos, de acordo com o tempo decorrido da cirurgia (p=0,020). Conclusão: A mamoplastia de aumento e algumas de suas características interferiram no aleitamento materno nos primeiros trinta dias após o parto. 

Ações no controle do câncer de mama: identificação das práticas na atenção primária por meio da usuária na região sudeste da cidade de São Paulo
Autor: Carla Andreia Vilanova Marques| Orientação: Maria Gaby Rivero de Gutierrez| Doutorado 2017

Palavras Chave: Neoplasia da Mama, Atenção primária à saúde, Programas de Rastreamento, Avaliação em Saúde


Resumo
Objetivo: analisar as ações de detecção precoce do câncer de mama segundo a proposta do Ministério da Saúde (MS), em usuárias de Unidades Básicas de Saúde (UBS) na região sudeste do Município de São Paulo e os fatores que a influenciam. Método: estudo transversal realizado de outubro a dezembro de 2013 e aprovado pelos Comitês de Ética e Pesquisa envolvidos (nº 13926013.3.1001.5505). Empregou-se amostragem por conglomerado em dois estágios, considerando 50% de frequência do desfecho no grupo alvo e nível de confiança de 95% e deff de 2,9. No primeiro estágio, por amostragem aleatória simples foram selecionados 38 das 90 UBS na região. No segundo, as 1.117 mulheres da amostra foram distribuídas entre as UBS segundo a faixa etária (35- 39, 40-49, 50-69) e sua proporção na população destes serviços. Para seleção das usuárias utilizou-se a amostragem sistemática, programada com base no fluxo de atendimento dos serviços. Incluíram-se UBS com ≥ 3 anos de funcionamento e usuárias deste serviço por tempo ≥ 3 anos, com idade entre 35 a 69 anos. Os dados foram coletados por entrevistadores treinados, utilizando questionário validado com 83 questões relativas a características socioeconômicas, fatores de risco para câncer de mama e as ações de detecção precoce desta doença. Houve perda de 167 mulheres resultando em 950 na amostra final. As variáveis desfecho analisadas foram o exame clínico das mamas e mamografia. As variáveis independentes foram as sociodemográficas, fator de risco e modelo de UBS (Estratégia Saúde da Família, Tradicional e Mista). Realizou-se análise descritiva de todas as variáveis e posteriormente, aplicou- se o teste Qui-quadrado de Pearson e de regressão logística binária, assumindo o p≤ 0,05. Para análise da conformidade, os resultados foram confrontados aos preconizados pelo MS. Resultados: a maioria das 950 participantes era casada, branca, com 9 a 11 anos de escolaridade, da classe econômica C e SUS dependente. O perfil da prática dos exames preventivos revelou maior prevalência para as usuárias entre 50-69 anos, casadas, brancas, que não exerciam atividade remunerada, pertencentes à classe C, com risco padrão para câncer de mama. A frequência na realização do exame clínico das mamas foi de 42,9% e da mamografia de 58,5%, enquanto que as conformidades alcançadas foram de 39,8% e 28,6%, respectivamente. Em relação à oferta de mamografia, houve maior frequência na UBS Tradicional e menor na ESF. Evidenciou-se maior cobertura bienal deste exame em mulheres entre 50 a 69 anos na UBS Tradicional e menor na Mista, sendo a conformidade à recomendação governamental maior na ESF do que nas UBS Mista e Tradicional. Os fatores associados à realização da mamografia foram: faixa etária, ter histórico familiar de câncer de mama investigado, ter sido submetida ao exame clínico das mamas, realizado citologia oncótica e recebido orientação etária para iniciar este exame. Os fatores associados à submissão ao exame clínico das mamas foram: receber orientação etária para iniciar este exame e a mamografia, ter realizado mamografia e Papanicolaou. Conclusão: o exame mamográfico foi mais frequente do que a avaliação clínica mamária, entretanto, a periodicidade, faixa etária alvo e os fatores de risco familiar para o câncer de mama foram pouco considerados entre as usuárias da UBS, resultando em baixa cobertura e conformidade destes exames com as recomendações governamentais. As UBS Tradicionais ofertaram mais mamografia, porém, maior conformidade ao recomendado foi alcançada na ESF. Orientação etária sobre os exames de detecção precoce do câncer de mama e a realização de exames ginecológicos foram os fatores preditores de aderência a estas práticas preventivas. 

Avaliação das revistas de enfermagem: estado da arte e desafios atuais e futuros
Autor: Magdalena Jose Avena| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Doutorado 2017

Palavras Chave: Bibliometria, Fator de Impacto, Publicações Periódicas, Enfermagem, Pesquisa


Resumo
A comunicação dos resultados das pesquisas científicas, na área de enfermagem é realizada por meio da publicação dos resultados em artigos de revistas que os certifica e valida. As revistas científicas são avaliadas por indicadores bibliométricos que podem influir na avaliação dos pesquisadores. Os critérios SciELO para indexação e permanência das revistas em sua base, impõem inúmeras exigências visando ampliar a internacionalização e visibilidade das revistas junto à comunidade científica internacional. Objetivo: Avaliar o desempenho quanti-qualitativo das revistas nacionais comparadas às internacionais com escopo similar. Método: Foram selecionadas as revistas de enfermagem editadas no Brasil, com característica de revista de amplo espectro da ciência da Enfermagem e indexadas na Base SciELO. Foram selecionadas as revistas de enfermagem estrangeiras, de abrangência internacional, de amplo espectro, com escopo similar aos nacionais e com fator de impacto na Web of Science entre 1.0 e 1.8. Os dados foram coletados nas diversas bases indexadoras e nas páginas públicas das revistas e importados e tabulados pelo Excel. Resultados: A análise dos indicadores bibliométricos indicou que na WoS a diferença da média do JCR foi 0,819 maior quando comparadas as revistas nacionais e internacionais; na Scopus o SJR foi 0,281 maior e no CiteScore 0,77. Quanto ao índice H na Base WoS a diferença entre as médias foi 16,85 maior nos internacionais, na Scopus 25,58 maior e no Google scholar a diferença da média foi 4,0 maior para as revistas nacionais. Quanto aos aspectos qualitativos estudados foi encontrado similaridade em vários aspectos: todas oferecem acesso aberto e formato eletrônico, apresentam clareza nas instruções aos autores e a maioria, nos dois grupos informam ações antiplágio. Todas as nacionais são publicadas em pelo menos dois idiomas e apenas uma internacional publica em dois idiomas. Quatro revistas nacionais adotam o fluxo contínuo enquanto apenas uma internacional o declara. O índice h dos editores chefes também é equilibrado com uma média de h=10 para os nacionais e h=14 para os internacionais. Cinco revistas nacionais e cinco internacionais adotam o ―How to cite‖ nos artigos e todos tem ferramenta para exportação da referência. No quesito marketing e divulgação a diferença é maior. As internacionais são mais atuantes nas mídias e com diversos recursos de divulgação. Vale ressaltar que das citações recebidas pelas revistas nacionais, 88% são de artigos publicados em português, 10% em espanhol e 2% em inglês. Conclusão: Os critérios de excelência impostos visando à internacionalização das revistas não trouxeram a contrapartida esperada de crescimento nos indicadores bibliométricos, ou de citações em artigos estrangeiros das revistas nacionais da área da enfermagem. As revistas nacionais têm alguns desafios a enfrentar: ampliar o universo de artigos que citam os seus artigos atraindo pesquisadores de língua espanhola; criar mecanismos de marketing e divulgação atraindo autores e leitores. 

Construção de indicadores de qualidade para avaliação da assistência ao usuário com úlceras crônicas na atenção básica
Autor: Karina Maxeniuc Silva Montijo| Orientação: Lais Helena Domingues Ramos| Doutorado 2017

Palavras Chave: Indicadores de qualidade em assistência à saúde, Cicatrização, Atenção primária à saúde, Úlcera Crônica.


Resumo
Introdução: O número de usuários com úlceras crônicas, que procuram a atenção básica a fim de receberem tratamento nas unidades básicas de saúde, tem aumentado no município de São Paulo. É inexistente o uso de instrumentos validados que mensurem a assistência prestada ao paciente com úlceras crônicas na atenção básica. Objetivos: Construir e validar indicadores de qualidade na avaliação da assistência ao usuário com úlceras crônicas da atenção básica, segundo a tríade de Avedis Donabedian. Método: Estudo de desenvolvimento metodológico, de construção e validação de conteúdo de indicadores, com o uso da técnica Delphi. O estudo compreendeu a análise, por um grupo de juízes, do conteúdo do Manual Operacional dos indicadores elaborados de acordo com o referencial de Donabedian, constituindo indicadores de Estrutura, Processo ou Resultado, bem como do conteúdo de cada um dos Itens de avaliação e dos atributos do conteúdo do conjunto do instrumento. Resultados: Para o Estudo Piloto todos os indicadores foram validados com o mínimo de 83,3% de consenso estabelecido estatisticamente como significativo entre os seis juízes. Foram propostos e validados cinco indicadores, sendo um indicador de avaliação da Estrutura, um de Processo e três de Resultado. Todas as sugestões foram acatadas e o instrumento proposto foi reescrito. Após o Estudo Piloto foram realizadas duas rodadas de avaliação e validação; foi estabelecido o valor do consenso para 90%, como mínimo para ser atingido a cada item avaliado. Dez juízes validaram seis indicadores, sendo um indicador de avaliação de Estrutura relacionado à quantidade e à qualidade dos profissionais envolvidos na assistência - Competência profissional na assistência às úlceras crônicas, um indicador de Processo relacionado à conformidade da prática do profissional ao protocolo vigente - Índice de conformidade no preenchimento dos prontuários e quatro indicadores de avaliação de Resultado relacionados à satisfação - Satisfação do usuário, à relação custo-benefício Custo e benefício da assistência às úlceras crônicas, à eficácia da assistência prestada - Eficácia da assistência às úlceras crônicas e a efetividade da assistência – Efetividade Clínica da Assistência às úlceras crônicas. Conclusão: O uso de indicadores se constitui um desafio, porém, possível de ser implementado 

Construção e validação de um instrumento de avaliação de cursos modalidade a distância
Autor: Fabiana Silva Okagawa| Orientação: Isabel Cristina Kowal Olm Cunha| Doutorado 2017

Palavras Chave: Educação a distância, Educação Superior, Avaliação Educacional, Gestão em Saúde.


Resumo
OBJETIVOS: Construir e validar um instrumento de avaliação de cursos de nível superior ofertados na modalidade a distância. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa metodológica com abordagem quantitativa orientada pelo referencial teórico de Pasquali e composta por duas etapas. A primeira etapa selecionou critérios de qualidade de cursos a distância para construção do pré-teste que teve o construto validado por meio da Triangulação de Especialistas e as questões pelo Método Delphi. Na segunda etapa o instrumento foi aplicado em dois cursos lato sensu de especialização ofertados a distância. Na análise dos dados, as medidas contínuas foram apresentadas a partir de médias, desvios-padrão e medidas de posição e o perfil dos participantes, bem como os itens que utilizaram escalas de Likert (1 a 4) por frequências absolutas e relativas. A confiabilidade da escala foi verificada por meio da Análise Fatorial Confirmatório e a validade discriminante dos construtos formados pelas médias das questões observadas e a escala de 0 a 10 de indicação do curso pela Correlação de Spearman. RESULTADOS: Onze referenciais (nacionais e internacionais) deram origem ao pré-teste composto por 70 critérios e estratificado em seis categorias. A validação do construto alterou, excluiu e inseriu novos critérios, originando um instrumento composto por 60 questões que foi submetido ao crivo de especialistas. No primeiro ciclo Delphi 17 juízes validaram 55 (91,6%) questões e sugeriram inclusão de uma. No segundo ciclo 12 juízes validaram as demais. Os alfas de Cronbach foram de 0,93 e 0,80, respectivamente. O total de respostas analisadas após aplicação do instrumento nos dois cursos foi de 221, contudo, nem sempre os sujeitos responderam a todas as questões propostas. O primeiro curso abrangeu as seis categorias do instrumento e o segundo apenas quatro, uma vez que sua estrutura pedagógica não contempla professores e tutores presenciais. Após adequação do instrumento os índices de ajuste foram mais favoráveis (CFI = 0,806; TLI = 0,770 e RMSEA = 0,088). Constatou-se a associação positiva entre as variáveis, a melhor média (p < 5%) se refere à correlação entre os aspectos práticos do curso e a indicação pelos discentes. CONCLUSÃO: O estudo produziu um instrumento validado e com a confiabilidade aferida, de avaliação cursos de nível superior ofertados a distância, que pode ser aplicado em cursos com diferentes desenhos pedagógicos e não se limita a uma área especifica de conhecimento. 

Construção e validação do software tmo-app para uso por família de criança/adolescente com câncer submetido ao transplante de celúlas-tronco hematopoiéticas
Autor: Adriana Maria Duarte| Orientação: Myriam Aparecida Mandetta| Doutorado 2017

Palavras Chave: Família, Tecnologia de Informação, Enfermagem, Transplante de células- tronco hematopoiéticas, Oncologia Pediátrica, Aplicativo móvel


Resumo
Objetivo: construir e validar um software aplicativo informativo sobre transplante de células-tronco hematopoiéticas para uso por família de criança/adolescente com câncer. Método: estudo metodológico fundamentado no Modelo do Cuidado Centrado no Paciente e Família e na Abordagem Centrada no Usuário como referencial metodológico. Três princípios guiaram a construção do aplicativo: 1) foco nos usuários e suas tarefas: três estudos foram conduzidos, sendo uma revisão integrativa da literatura e um estudo de campo de abordagem qualitativa para identificação das necessidades de informação da família; e um estudo bibliográfico para fundamentar as informações no aplicativo; 2) mensuração da usabilidade do produto: primeiramente foi desenvolvido o protótipo do aplicativo; a seguir foram conduzidas as validações de conteúdo com especialistas da área, por meio da técnica Delphi, e com a população-alvo, aplicando a técnica de grupo focal; seguida da avaliação da usabilidade por especialistas em informática, por meio das Heurísticas de Nielsen; 3) aplicação do dispositivo junto aos usuários de maneira interativa: realizado estudo de caso de abordagem qualitativa, para compreender a usabilidade do software na perspectiva da família. Os princípios éticos em pesquisas com seres humanos foram respeitados na condução do estudo. Resultados: as necessidades de informação da família identificadas na literatura e no estudo de campo foram agrupadas em três categorias temáticas: acessar informações em fontes seguras; ter conhecimento sobre o TCTH; e ser acolhida pela equipe. As necessidades de informação foram levadas em consideração no desenvolvimento do protótipo, que foi submetido a validação de conteúdo por especialistas, obtendo-se percentual de concordância acima de 80%; e com a população-alvo, que reafirmou seu potencial para amenizar o sofrimento da família. Como a avaliação da usabilidade pelos especialistas atingiu grau de severidade simples, a versão final do software foi concluída e submetida a aplicação com uma família, confirmando sua percepção de se sentir fortalecida com as informações para enfrentar a experiência com a criança sendo submetida ao transplante. Conclusões: o estudo avança nas proposições de novas estratégias informativas para promover o empoderamento da família em situação de doença crônica. Evidencia-se que o reconhecimento das necessidades dos usuários é essencial para o planejamento e implementação de novas tecnologias. Este estudo auxiliará futuros pesquisadores cujo foco seja o desenvolvimento de softwares aplicativos. 

Cuidado em saúde: pesquisa-ação com pessoas trans em situação de rua
Autor: Eduardo Sodre de Souza| Orientação: Luiza Hiromi Tanaka| Doutorado 2017

Palavras Chave: Cuidado em Saúde, Pessoas Trans em Situação de Rua, Travestis, Pesquisa-Ação. Promoção da Saúde, Análise de Dicurso Crítica.


Resumo
Objetivo: Amparada pelos referenciais da Pesquisa-Ação (PA), Análise de Discurso Crítica (ADC) e Promoção da Saúde (PS), esta pesquisa teve como objetivos: 1) ressignificar e orientar as práticas de cuidado em saúde às pessoas trans em situação de rua; 2) identificar e analisar como o cuidado em saúde e seus agentes são representados nos textos das pessoas que participaram da pesquisa; 3) identificar e analisar as barreiras que impedem o acesso das pessoas trans em situação de rua ao cuidado em saúde e 4) identificar e analisar as propostas de superação promovidas pelo cuidado em saúde às pessoas trans em situação de rua. Métodos:, grupos focais, seminários e entrevistas foram utilizados nesta pesquisa. As entrevistas foram orientadas pela técnica de bola de neve da qual participaram dez mulheres (seis cisgêneras, três trans e uma lésbica) e três homens (dois cisgêneros e um gay). Estas definições sobre identidade de gênero, partiram do grupo entrevistado. Os dados foram organizados por meio do software NVivo Pro 11® analisados à luz da ADC. Resultados: As reflexões sobre o percurso metodológico evidenciaram aspectos relacionados à participação, poder e potencialidade das pessoas envolvidas na pesquisa, sobretudo, das pessoas trans. Há invisibilidade das pessoas trans em situação de rua na literatura científica. O cuidado em saúde foi definido como uma ação abrangente, incluindo aspectos da relação humana, como afeto e acolhimento; transformação do corpo e cidadania. São barreiras de acesso para o cuidado em saúde: aspectos institucionais; fragilidade na formação profissional, sobretudo em relação ao manuseio clínico e encaminhamento de casos que envolvem pessoas trans em situação de rua e representação das pessoas trans em situação de rua para os serviços e vice-versa. A educação permanente, alteração da grade curricular de cursos da área da saúde, fortalecimento de redes de cuidado e reorganização de serviços emergiram como possibilidades de superação das barreiras mencionadas. Considerações: A criação de uma proposta de cuidado em saúde, social e culturalmente sensível às necessidades das pessoas trans em situação de rua exige, por um lado, a formação específica de profissionais e desenvolvimento de pesquisas sobre o tema; e, por outro, a reorganização de serviços, fortalecimento de redes de cuidado e investimentos na educação permanente de profissionais em exercício. Os referenciais da PA, ADC e PS oferecem recursos teóricos e metodológicos que, articulados , ou não, podem contribuir com mudanças. 

Educação para o autogerenciamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço apoiada em multimídia
Autor: Flavia Tatiana Pedrolo Hortense| Orientação: Edvane Birelo Lopes de Domenico| Doutorado 2017

Palavras Chave: Autocuidado, Educação em saúde, Enfermagem oncológica, Câncer de cabeça e pescoço, Prestação de cuidados de saúde, Doença crônica, Qualidade de vida, Ansiedade e depressão


Resumo
O câncer de cabeça e pescoço (CA/CP) está entre os dez mais frequentes no Brasil, atingindo cerca de 1,7% da população. Os tratamentos podem resultar em deficiências funcionais e estéticas, dependendo da localização e do estadiamento. As ações educativas precisam ser desenvolvidas para auxiliar o paciente no processo de adaptação e na geração de habilidades para o autogerenciamento. Objetivos: construir, validar o conteúdo de um programa educativo alicerçado nos princípios do autogerenciamento, direcionado aos pacientes com CA/CP, e avaliar a eficiência deste programa de forma comparativa, e por meio de um estudo de recepção. Método: estudo de natureza mista, subdividido em três etapas: (1) estudo metodológico, para a construção e validação de um roteiro destinado ao desenvolvimento de objetos de aprendizagem, (2) estudo experimental, randomizado e controlado, para avaliar a intervenção educativa, com base na ação usual versus a multimídia, por meio dos instrumentos Functional Assessment of Cancer Therapy – Head and Neck (FACT-H&N) e Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) em quatro tempos transcorridos do início do tratamento ao período de seguimento (12 meses) e (3) estudo qualitativo, para avaliar o material educativo desenvolvido, com base nos princípios do estudo de recepção. Os resultados foram analisados de acordo com o desenho de estudo de cada etapa. Resultados: na primeira etapa, o roteiro foi aprovado por 99% dos profissionais de saúde. O teste estatístico kappa free-marginal apresentou valor igual a 0,68%, conferindo uma substancial concordância, resultando na produção de um manual impresso e um vídeo educativo. Na segunda, o grupo controle (GC) reportou queda gradual dos escores de qualidade de vida (QV) nos tempos de avaliação, enquanto a do grupo experimento (GE) aumentou progressivamente. A prevalência de sintomas de ansiedade e depressão (AD) foi baixa nos dois grupos, próxima ao descrito na literatura. A correlação foi significativa entre presença de sintomas de AD e baixa QV. Pacientes do GC apresentou piora significativa no bem-estar social/familiar e na prevalência de preocupações adicionais relacionadas ao CA/CP, enquanto o GE apresentou redução dos sintomas de ansiedade e melhora do bem estar emocional. Na última etapa, o material educativo foi avaliado de forma satisfatória para a sequência do assunto, extensão, linguagem e imagens utilizadas. Os participantes atestaram que os materiais educativos auxiliaram no desenvolvimento de habilidades para o autogerenciamento. Conclusão: os passos adotados para a construção e validação do conteúdo e para produção do material educativo foram efetivas, adequadas e passíveis de reprodutibilidade. Os diferentes critérios adotados para avaliação do material educativo indicou e evidenciou o benefício dessa ação educativa. Observou-se que os pacientes optaram por uma resposta mais adaptativa ao processo de adoecimento. Ademais, a rotina de avaliação trouxe indicadores que nortearam a atuação em equipe. O material educativo foi considerado adequado pela população alvo e capaz de gerar habilidades para o autogerenciamento. 

Estabilidade de soluções de cloridrato de dobutamina em diferentes tempos e a influência do aquecimento e da luminosidade decorrentes da infusão no interior de incubadora e sob fototerapia
Autor: Tatiany Calegari| Orientação: Maria Angelica Sorgini Peterlini| Doutorado 2017

Palavras Chave: Estabilidade de Medicamentos, Infusões Intravenosas, Enfermagem Neonatal., Dobutamina, Enfermagem Pediátrica


Resumo
Título: Estabilidade de soluções de cloridrato de dobutamina em diferentes tempos e a influência do aquecimento e da luminosidade decorrentes da infusão no interior de incubadora e sob fototerapia Introdução: Crianças gravemente enfermas, em tratamento na unidade de terapia intensiva, comumente recebem cloridrato de dobutamina em infusão contínua por cateter intravenoso central. Os fatores ambientes, tais como a luminosidade e temperatura, dessa unidade podem comprometer a estabilidade do fármaco. Objetivos: Validar metodologia analítica por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE/HPLC) para determinar a concentração e a estabilidade do cloridrato de dobutamina; analisar o pH, a osmolalidade e a concentração do cloridrato de dobutamina puro e diluído em cloreto de sódio a 0,9% (NaCl 0,9%), segundo tempo de exposição à influência da temperatura ambiente/lâmpadas fluorescentes e temperatura elevada da incubadora/luz da fototerapia. Métodos: Trata-se de um estudo experimental desenvolvido na Universidade Federal de São Paulo. Para validação da metodologia analítica foram determinados os parâmetros de desempenho analítico: seletividade, linearidade, intervalo, precisão, exatidão, robustez e estabilidade. A amostra foi composta por 60 alíquotas do cloridrato de dobutamina puro e 60 do medicamento diluído (16 mililitros – mL do fármaco em 32 mL de NaCl 0,9%) com uso de seringa de 20,0 mL com agulha hipodérmica descartável 30,0 x0,8 milímetros, mantidos em equipo tipo bureta, que foram expostos às condições ambiente com lâmpadas fluorescentes/temperatura média de 23,1ºC±1,3 e luminosidade de fototerapia/temperatura elevada da incubadora com temperatura média de 39,8ºC±0,7. As análises do pH, osmolalidade e concentração foram efetuados imediatamente (T0), 2 (T2), 4 (T4), 24 (T24), 48 (T48) e 72 (T72) horas após o preparo, por meio de pHmetro digital de bancada, osmômetro e HPLC. Os resultados foram analisados segundo a média (±desvio padrão) e mediana (intervalo interquartil), sendo aplicados os testes t de Student, Mann-Whitney, ANOVA, Kruskal-Wallis e estabelecido o nível de significância p≤0,05. Resultados: O método desenvolvido para a separação do cloridrato de dobutamina por HPLC demonstrou ser seletivo, sem interferência da fase móvel, diluente e outros compostos; linear no intervalo de 80% a 120% da concentração teórica do teste; preciso intracorrida e intercorrida; exato para as concentrações 0,40, 0,50 e 0,60 miligrama por mililitro (mg/mL); robusto às alterações provocadas na temperatura da coluna, composição e vazão da fase móvel; estável ao longo de 24 horas após o preparo da amostra. Em 72 horas de exposição, às situações ambiente e incubadora/fototerapia, o pH apresentou significante redução tanto para o cloridrato de dobutamina puro, quanto para o diluído e as variações da osmolalidade não foram significativas. Na condição ambiente, a concentração manteve-se estável para o medicamento puro e diluído de T0 até T72 (p=0,68 e p=0,25, respectivamente). Sob temperatura elevada da incubadora e fototerapia, a concentração do medicamento puro apresentou discreto aumento (p=0,68) e do fármaco diluído ocorreu redução estatisticamente significante durante período de exposição (T0=96,90%±1,39 para T72=92,03%±1,47; p=0,0004), porém mantendo a estabilidade da solução em decorrência da alteração ter sido inferior a 10%. Conclusões: O método cromatográfico, para análise da concentração do cloridrato de dobutamina foi considerado validado. Nas 72 horas de exposição ao ambiente e incubadora/fototerapia, o cloridrato de dobutamina puro e diluído manteve-se ácido, hipotônico e quimicamente estável. 

Fatores preditores do diagnóstico de enfermagem padrão respiratório ineficaz em pacientes de uma unidade de terapia intensiva
Autor: Patricia Rezende do Prado| Orientação: Juliana de Lima Lopes| Doutorado 2017

Palavras Chave: Diagnóstico de Enfermagem, Mecânica Respiratória, Unidades de Terapia Intensiva, Enfermagem, Terminologia Padronizada em Enfermagem


Resumo
Objetivo: Identificar os fatores relacionados (FR), as características definidoras (CD), as medidas de acurácia e os fatores preditores do diagnóstico de enfermagem padrão respiratório ineficaz (PRI) em adultos e idosos de uma unidade de terapia intensiva (UTI). Método: Trata-se de um estudo transversal. A amostra foi composta por adultos e idosos hospitalizados em uma UTI da cidade de Rio Branco, Acre. Para serem considerados como tendo PRI, os pacientes deveriam apresentar três ou mais características definidoras (CD) deste diagnóstico, bem como ter uma pressão inspiratória máxima diminuída obtida pelo teste do manovacuômetro. Os pacientes foram divididos em dois grupos, com e sem PRI. As variáveis independentes foram identificadas na classificação da NANDA Internacional (NANDA-I), na literatura (secreção nos brônquios, tosse, murmúrios vesiculares diminuídos, alteração na profundidade respiratória e ausculta com ruídos adventícios) e incluídas algumas variáveis de interesse identificadas na prática clínica das pesquisadoras (idade, grupo de doenças e tabagismo). As variáveis identificadas na literatura foram obtidas por meio de uma revisão integrativa. Foram utilizados artigos entre os anos de 1980 e 2016, que apresentavam as CD e FR de PRI em crianças, adultos e idosos. A questão de pesquisa foi formulada utilizando-se a estratégia PICOT (Paciente, Intervenção, Comparação, Resultado e Tempo). A qualidade dos artigos foi avaliada pela escala New Castle Ottawa. Para todas as características definidoras e fatores relacionados de natureza dicotômica foram apresentadas medidas de acurácia por meio da sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP) e negativo (VPN). Para se avaliar separadamente os efeitos simultâneos dos fatores relacionados (variáveis preditoras) sobre a presença de PRI (variável dependente), foram ajustadas regressões logísticas. Para o modelo final, tendo como variáveis preditoras, os fatores relacionados, a adequação de ajuste do modelo final foi avaliada via teste de Hosmer e Lemeshow. A sensibilidade e especificidade foram calculadas a partir da curva ROC. Resultados: Na revisão integrativa de literatura, o principal FR identificado em crianças foi a secreção nos brônquios (81,8%), seguido da hiperventilação (22,4%). As principais CD foram: dispneia (97,9%), taquipneia (82,9%), tosse (74,3%), uso da musculatura acessória para respirar (70,3%), ortopneia (69,9%) e ausculta com ruídos adventícios (67,5%). Nos adultos, os principais FR foram a fadiga (25,8%), dor (15,7%) e obesidade (15,0%). As principais CD foram a dispneia (40,7%), taquipneia (16,7%) e a ortopneia (15,6%). Ao avaliar os 120 pacientes do estudo transversal observou-se que 67,5% destes pacientes apresentaram PRI. Na análise univariada, os FR que se associaram com este diagnóstico de enfermagem foram: grupo de doenças (p=0,008), fadiga (p<0,001), obesidade (p=0,01), a secreção nos brônquios (p=0,01) e a idade (p=0,003) e as CD foram alteração na profundidade respiratória, ausculta com ruídos adventícios, dispneia, murmúrios vesiculares diminuídos, taquipneia, tosse e uso da musculatura acessória para respirar, todas com p<0,001. A CD murmúrios vesiculares diminuídos apresentou alta sensibilidade (92,6%), especificidade (97,4%), valor preditivo negativo (86,4%) e positivo (98,7%). Os fatores preditores de PRI nesta UTI foram: os FR fadiga (OR= 61,96; p<0,001), idade (OR= 1,06; p= 0,001), e os grupos de doenças, do sistema cardiocirculatório (OR=0,07; p=0,02), trauma (OR=1; p=0,013) e outros diagnósticos (OR=0,15; p=0,009). Conclusão: A fadiga, a idade e o grupo de doenças (cardiocirculatório, trauma e outros diagnósticos) foram fatores preditores do diagnóstico PRI nesta unidade de terapia intensiva. Os murmúrios vesiculares diminuídos, a ausculta com ruídos adventícios e a tosse podem ser características definidoras a serem acrescentadas na classificação da NANDA-I, assim como os FR secreção nos brônquios e grupos de doenças médicas. 

Gênero e sexualidade: práticas discursivas no cotidiano escolar
Autor: Maria Jose Dias de Freitas| Orientação: José Roberto da Silva Bretas| Doutorado 2017

Palavras Chave: Identidade de Gênero, Sexualidade, Sexismo, Gênero e Saúde, Violência de Gênero, Adolescente


Resumo
O objetivo do estudo foi conhecer as práticas discursivas sobre gênero e sexualidade entre estudantes do ensino fundamental II e ensino médio, visando apontar diretrizes e contribuir para as políticas públicas equitativas de gênero. A abordagem metodológica adotada foi a qualitativa, tipo de investigação que tem fundamental importância para o estudo das populações no que se refere a seu modo de viver, aos sentimentos, às crenças, percepções e opiniões. Este estudo tevecomo proposta a abordagem teórico-metodológica da produção de sentidos do cotidiano preconizada por Spink e Frezza (2004), uma forma de trabalhar com a linguagem, fundada na psicologia social, sob a perspectiva construcionista. Ao apresentar a vertente discursiva, buscamosa produção de sentidos a partir dos discursos do cotidiano e da acepção que são atribuídosao ser homem e ao ser mulher. O estudo aconteceu em duas etapas, sendo que a primeira contou com 211 estudantes, de ambos os sexos, na faixa etária entre 13e 18 anos de idade. Na segunda etapa, participaram sete estudantes, de ambos os sexos, na faixa etária de 15 a 17 anos. Os critérios de inclusão foram:estar matriculado e frequentando as aulas do último ano do ensino fundamental II e ensino médio da escola. A coleta de dadosconsistiu em aplicar dois instrumentos de pesquisa:na primeira etapa, foram aplicadasduas questões abertas para 211 estudantes;e, na segunda etapa,foi aplicada a técnica de grupo focal (GF) fundamentada nos pressupostos das práticas discursivas. Os dados que emergiram da primeira etapa foram organizados em uma planilhano Excele,posteriormente tratados pelo software Alceste, que é uma primeira classificação estatística de "unidades de contexto" do corpus estudado a partir da distribuição de palavras em "unidades", a fim de identificar as palavras mais características que subsidiaram a etapa seguinte do estudo. Na segunda etapa, as palavras mais características da primeira etapa subsidiaram o grupo focal, cujo conteúdo foi gravado e transcritointegralmente. A seguir,foi realizada a análise temática agrupada em mapas de associação de ideias, que é uma forma de decompor o texto ao máximo para chegar na essência da discussão. O material empírico resultante dos grupos focais foi discutido sob a luz dos pressupostos do construcionismo social. A justificativa dessa escolha está no rigor que essa alternativa teórica oferece, pois possibilita explicitar os passos da análise e da interpretação de modo a propiciar o diálogo. Para realizar o tratamento dos dados,adotamos a análise crítica do discurso (ACD), de Fairclough (2012), perspectiva teórica sobre a língua e a semiose. A semiose inclui várias formas de produção de sentidos-imagens, linguagem corporal e a própria língua. Esse processo de significação e produção de significados acontece a partir da estrutura analítica da ACD,cujositens esquemáticospermitemidentificar a problemática e como é a sua inserção no cotidiano, seus obstáculos e como superar os desafios apresentados discursivamente sobre o ser homem e ser mulher. Os resultadosmostraram aconduta de adolescentes em relação ao tratamento dado às questões pertinentes às práticas discursivas de gênero e sexualidade. No que se refere àsexualidade,sãoapresentadasconfigurações como a bissexualidade eo relacionamento aberto, além de relações sexuais sem uso de preservativo situação que aumenta as condições de sujeição e subordinação feminina.As práticas discursivas de gênero e sexualidade configura-sepela divisão sexual no trabalho e no esporte.Durante o estudo, identificadasviolações aos direitos humanos. Por isso recomendamos ao poder público buscar meios de combater o assédio, a violência sexual e a discriminação contra as mulheres.É imperativo retomar as ações em prol da equidade de gênero, combater a discriminação e a violência de gênero. Além disso, se faz fundamental alocar investimento público,social e financeiro para retomar as ações em educação, saúde e políticas de igualdade em prol da proteção de adolescentes. 

Medo de cair e chance de queda no idoso: revisão sistemática
Autor: Silvana Barbosa Pena| Orientação: Alba Lucia Bottura Leite de Barros| Doutorado 2017

Palavras Chave: Medo de cair, Idoso, Acidentes por quedas.


Resumo
Introdução: A enfermagem se depara, diariamente, com pessoas idosas que vivem na comunidade e que sofrem quedas. As quedas são multifatoriais e causam impacto na vida da pessoa idosa, na família e no sistema de saúde. Nota-se um número crescente de estudos que investigam o medo de cair em pessoas idosas que vivem na comunidade com ou sem história pregressa de quedas. Estes idosos são atendidos pelos enfermeiros por meio da consulta de enfermagem, que subsidia o raciocínio clínico para a fase diagnóstica, possibilitando a escolha de intervenções que impactam na diminuição das quedas. Diante do exposto, esta revisão visa responder à seguinte pergunta de pesquisa: existem evidências científicas na literatura sobre o medo de cair na pessoa idosa que vive na comunidade com história pregressa de quedas? Objetivo: Identificar o medo de cair e a chance de quedas em pessoas idosas que vivem na comunidade com história pregressa de quedas. Método: Trata-se de uma revisão sistemática. A estratégia para formular a pergunta de pesquisa consistiu em definir o PECOS: Paciente: que corresponde à pessoa idosa com 60 anos, ou mais, que vive na comunidade com história pregressa de quedas; Exposição: idosos com medo de cair; Comparação: o grupo sem medo de cair; Outcome: o desfecho queda e Studies: foram selecionados os estudos observacionais comparativos. Foram incluídos estudos observacionais comparativos, independentemente do idioma e do tipo de publicação para avaliar indivíduos idosos que vivem na comunidade. As fontes de informações utilizadas foram: LILACS, Medline/Pubmed, CINAHL/SPORTDISCUS, Embase, Cochrane Library, PyscINFO e PEDro. A seleção dos estudos foi realizada por dois revisores independentes. Os estudos incluídos tiveram seus dados extraídos por três avaliadores, utilizando formulário de extração de dados, observando os participantes, metodologia, exposição e desfechos. A análise da qualidade metodológica dos estudos foi efetuada por meio do instrumento STROBE (Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology)-(CRD42016042780). Resultados: As buscas foram feitas em 24 de março de 2017 e resultaram em um total de 3.781 artigos, com seleção de 13 para leitura de título, resumo e texto completo. Dos selecionados, seis estudos foram incluídos na revisão e preencheram mais do que 80% dos critérios estabelecidos pelo STROBE. A metanálise dos quatro estudos que utilizaram uma pergunta simples e direta para investigar o medo de cair demonstrou uma razão de chance de quedas de 16, 75 (IC 95%, 14, 43-19, 45) para o grupo com medo. Conclusão: Existe uma razão de chance de queda de 16,75 vezes para o grupo de idosos com medo de cair, quando comparado ao grupo de idosos sem medo de cair que vivem na comunidade. 

O ensino da tomada de decisão administrativa pelo método do mapeamento conceitual: intervenção educacional
Autor: Regiane Baptista Martins Porfirio| Orientação: Edvane Birelo Lopes de Domenico| Doutorado 2017

Palavras Chave: Administração, Aprendizagem, Ensino, Enfermagem, Tomada de decisão, Estudantes, Avaliação


Resumo
O Mapeamento Conceitual (MC) tem sido utilizado como estratégia de ensino para diferentes conteúdos curriculares, desde o ensino fundamental até os níveis superiores de formação. Objetivos: avaliar o uso da estratégia mapeamentos conceituais para o ensino dos estudantes de enfermagem sobre tomada de decisão administrativa e o desempenho dos estudantes no aprendizado dos modelos da tomada de decisão administrativa a partir da construção de mapeamentos conceituais. Método: pesquisa-ação, de natureza mista, quantitativa e qualitativa; subdividida em quatro fases: planejamento, no qual construiu-se o plano da disciplina e validou-se os conteúdos; ação, com desenho quase-experimental, baseado em estudos de casos administrativos; monitoramento da construção dos mapeamentos conceituais; avaliação, com aplicação de critérios de correção. A análise dos dados baseou-se nos conteúdos, estrutura e taxonomia topológica dos mapeamentos conceituais. Análise descritiva, utilizando frequência, medidas de tendência central e dispersão para os dados quantitativos. Resultados: estudantes da 2ª e 3ª séries da graduação em Enfermagem, de uma instituição pública federal da cidade de São Paulo, Brasil; matriculados em uma disciplina eletiva, e que atenderam aos critérios de inclusão. Dez estudantes foram participantes, e cada um construiu quatro mapeamentos conceituais, perfazendo um total de 40 mapeamentos; idade entre 22 e 24 anos (n=6; 60%); a maioria do sexo feminino (n=6; 60%), familiarizada com mídias digitais e conhecedora da estratégia de ensino Mapeamento Conceitual. Quanto ao desempenho no aprendizado dos conteúdos de tomada de decisão administrativa, a média das pontuações (0-10) ficou em 6,8 para o MC1; 6.65 para o MC2; 6.35 para o MC3 e 6.03 para o MC4. O resultado do Teste Shapiro Wilk não foi significativo (p>0,05), confirmando a distribuição normal e endossando os achados na Curva de Gauss. Quanto à estrutura, apresentavam-se com vários níveis de hierarquização; alto quantitativo de conceitos; proposições válidas (com maior frequência) e inválidas (em menor frequência); poucas relações cruzadas encontradas. Quanto à taxonomia topológica, a maioria dos mapeamentos conceituais construídos obtiveram classificações nível 3 (15/40) e nível 5 (11/40). Conclusão: a utilização de mapeamento conceitual para o ensino de preceitos teóricos da tomada de decisão administrativa demonstrou ser factível, com desempenho médio dos estudantes acima 6,0 pontos. Na avaliação qualitativa, os mapeamentos conceituais apresentavam estrutura cognitiva elaborada, bem ramificada, complexa, com conceitos interligados e coesos. 

O portfólio como ferramenta de avaliação no currículo de graduação em enfermagem
Autor: Maria Lucelia da Hora Sales| Orientação: Isabel Cristina Kowal Olm Cunha| Doutorado 2017

Palavras Chave: Portfólio, Avaliação, Currículo, Enfermagem.


Resumo
Os rumos dados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação dos enfermeiros impulsionaram as instituições de ensino na busca de referencial metodológico que ativasse os processos de mudança e a intencionalidade pedagógica. As metodologias ativas e os processos permanentes de avaliação do ensino-aprendizagem constituem-se em grandes eixos de mudanças no campo da formação. O portfólio é largamente utilizado como ferramenta de avaliação, por permitir a liberdade do estudante em defender suas ideias, favorecendo seu crescimento e o desenvolvimento do processo de aprendizagem. O objetivo do estudo foi analisar o uso do portfólio como ferramenta de avaliação utilizada no Módulo Ambiente Saúde e Sociedade de um Curso de Graduação em Enfermagem de universidade pública em Maceió, Alagoas. Trata-se de um Estudo de Caso com abordagem quantitativa, do tipo descritiva. A população foi composta de 152 sujeitos, sendo 66 egressos, 74 discentes e 12 docentes. A coleta dos dados foi feita em duas etapas: análise dos documentos institucionais e a aplicação de um questionário para os egressos, discentes e docentes, baseado em Escala do tipo LIKERT, com quatro categorias de assertivas. Os resultados mostraram que a maioria dos egressos e discentes concordaram ou concordaram totalmente que conseguiram estabelecer relações significativas com a prática a partir do portfólio, dialogando, portanto, com a avaliação formativa. Os relatos dos sujeitos do estudo evidenciaram uma unanimidade quanto à aquisição de competências, principalmente no segmento docente e egresso, o que não ocorreu na mesma medida com o segmento dos discentes. O estudo trouxe elementos importantes, que remetem à reflexão sobre o uso do portfólio no processo avaliativo, considerando as diferentes percepções dos sujeitos sobre um mesmo objeto estudado. Nos dados apresentados, foi possível verificar que a aprendizagem com o portfólio sedimenta as competências essenciais para uma formação crítica e reflexiva, evidenciando que o portfólio enquanto estratégia de avaliação favorece o protagonismo na construção do conhecimento, possibilitando uma formação socialmente comprometida com a realidade e capaz de transformá-la a partir de reflexões do cotidiano da formação. 

Os sentidos das experiências vividas no programa de extensão massagem e estimulação com bebês
Autor: Maria Das Gracas Barreto da Silva| Orientação: Conceição Vieira da Silva Ohara| Doutorado 2017

Palavras Chave: Enfermagem Pediátrica, Educação, Pesquisa Qualitativa, Ensino, Massagem.


Resumo
Ao delinear um percurso como Enfermeira Pediatra nos contextos de ensino e de aprendizagem, pesquisa e assistência, tendo em conta as tradições sociais, políticas e culturais da universidade, nos identificamos com a natureza e as premissas do ser docente, assumindo responsabilidade pela formação a partir da intervenção na realidade social por meio da extensão. Esta realização diz da construção pedagógica e ético-formativa, sobretudo, da possibilidade de fazer ciência pautada pela experiência do sujeito e do processo de humanização das ações e dos cuidados de enfermagem. Seguimos uma metodologia de natureza fenomenológico-hermenêutica, com o objetivo de compreender os sentidos das experiências vividas na Oficina de Massagem com Bebês, uma das ações do Programa de Extensão Massagem e Estimulação com Bebês (MEB), na perspectiva dos profissionais e estudantes da área da saúde. Para isso, revisitamos as descrições das experiências aí vivenciadas por doze profissionais e uma estudante – sujeitos da pesquisa, em resposta à seguinte pergunta: Como foi sua experiência na Oficina de Massagem com Bebês? O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, sob o parecer n°. 1.424.084. Ao apreender a massagem, produto da ação da Oficina, o sujeito carrega, no modo de realizar a massagem, o seu modo de habitar o mundo e cuidar da existência. Esse cuidado vem de uma escolha; apesar de sua facticidade, da dimensão histórica do ensino e do trabalho em saúde, da influência da cultura, das condições sociais, políticas e educacionais atuais, os sujeitos, assim como a professora, elegem de que modo e como cuidar de ser. O componente dessa escolha é que nos encaminha ao âmbito do sentido: o modo de cuidar do modo de cuidar de nossa práxis, que é encontrado na vivência da Oficina. Revela, ainda, como os modos de cuidar de ser podem variar e compõem o que chamamos de intersignificações, ou textura significativa, que ao trazer à luz os sentidos da vivência, nos permitem vê-las em suas variadas perspectivas. Assim, os sujeitos expõem como foram afetados pelo mundo da Oficina desvelando-a como: Apoio à formação profissional humanizada. Teoria - técnica - prática: diálogos; Contribuição à construção do vínculo mãe-filho e profissionais cuidadores. Tempo vivenciado nas experiências da Oficina do MEB: Desvelando sentidos. Vemos, então, o sentido de ser dos profissionais e da estudante, na experiência da Oficina revelar-se como o modo de cuidar dos modos de cuidar de seu aprendizado, de sua formação, enfim, de seu existir, expresso como um modo de empoderamento social para cuidar. Complexo e afetuoso, porém simples e difícil, esse cuidar solicita que compartilhemos saberes para seu enfrentamento. O estudo aponta perspectivas que nos auxiliam a produzir uma dialética fina de natureza prático – poiética entre os conhecimentos já postos e a novas compreensões e interpretações desveladas. Isto nos leva a transformações que se mostram estruturantes e essenciais às ações educativas do MEB como espaço de formação no contexto da extensão universitária, bem como meio de continuarmos investindo na produção de conhecimentos dirigidos às ações sensíveis e voltadas à formação de profissionais da primeira infância, a fim de alimentá-las e, desta forma, contribuir como partícipes na construção de uma educação para a Paz. 

Processo de ensino aprendizagem de pacientes hepatopatas com e sem encefalopatia no transplante hepático
Autor: Tatiana de Medeiros Colletti Cavalcante| Orientação: Solange Diccini| Doutorado 2017

Palavras Chave: Enfermagem, Transplante de fígado, Ensino. Aprendizagem, Satisfação do Paciente


Resumo
Avaliar o impacto do processo de ensino aprendizagem durante o período pré-operatório na retenção de conhecimento após um mês de transplante hepático, comparar o conhecimento dos pacientes com e sem encefalopatia após um mês de transplante hepático quanto às informações recebidas no período pré-operatório, identificar as complicações até o terceiro mês após o transplante hepático entre o grupo de pacientes com e sem encefalopatia e avaliar o grau de satisfação do paciente, quanto às orientações fornecidas no período pré-operatório do transplante hepático. Métodos: Estudo de Coorte prospectivo, realizado em um centro transplantador em Fortaleza/CE, na primeira fase com 55 pacientes e na segunda fase com 36 pacientes. Na primeira fase o paciente foi selecionado e respondeu ao questionário quanto ao transplante (pré-teste). Logo após, recebeu as informações baseadas no protocolo (intervenção) e depois respondeu ao mesmo questionário (pós-teste). Na segunda fase, os pacientes que participaram da primeira fase, após um mês do transplante responderam ao mesmo questionário. Resultados: A média de idade foi de 50,8 anos, homens (74,5%), com baixo nível de instrução, e diagnóstico médico de cirrose alcoólica (49,1%). Antes da intervenção educativa obteve-se uma mediana de acertos de 8 questões e após a mediana de acertos foi de 34 questões (p < 0,001). Após o transplante hepático, estratificamos os pacientes em grupos sem e com encefalopatia. Antes da intervenção os grupos sem e com encefalopatia acertaram 9 e 9,9 questões. Após a intervenção, a média de acertos foi de 33,4 no grupo sem encefalopatia e 32,8 no grupo com encefalopatia. Após 1 mês do transplante a média foi de 33,6 questões no grupo sem encefalopatia e 31,2 questões no grupo com encefalopatia. Não houve diferença estatisticamente significante entre as medidas de efeito entre os acertos antes da intervenção e logo após (p=0,548) e entre o após um mês e antes da intervenção (p=0,104) entre os grupos. As complicações ocorreram em 61,1% dos pacientes até o terceiro mês de pós-operatório. A infecção foi mais frequente nos pacientes com encefalopatia. Os pacientes se mostraram satisfeitos quanto as informações recebidas e o momento individual de orientação. Conclusões: O nível de acertos acima de 80% após um mês de transplante em 94,4% dos pacientes demonstra o impacto positivo da intervenção educativa individualizada no período pré-operatório com relação à retenção do conhecimento após o transplante hepático. Os pacientes com e sem encefalopatia apresentaram uma boa retenção de conhecimento após um mês de transplante, não havendo diferença entre os grupos, o que demonstra que a intervenção educativa individualizada é eficaz para o paciente encefalopata. A complicação mais frequente foi a infecção, sendo maior no grupo com encefalopatia. A satisfação do paciente acerca da intervenção educativa foi positiva relativa às informações recebidas e o momento individualizado da consulta de enfermagem. 

Qualidade de vida de estudantes de enfermagem e sua relação com o consumo de bebidas alcoólicas – intervenção breve para prevenção do consumo excessivo de álcool
Autor: Wanda Cristina Sawicki| Orientação: Angelica Goncalves Silva Belasco| Doutorado 2017

Palavras Chave: consumo bebidas alcóolicas, estudantes, enfermagem, promoção da saúde, qualidade de vida


Resumo
Objetivos: Investigar qualidade de vida (QV), consumo de álcool de universitários e o impacto de Intervenção Breve (IB). Métodos: Estudo prospectivo longitudinal. Avaliados 281 universitários, coletadas informações sociodemográficas, econômicas, ingesta de bebidas alcoólicas e avaliada QV. Pesquisa em 4 etapas: aplicação dos questionários; comentários sobre padrão de consumo e palestra com entrega de material informativo, reavaliação e reforço da IB. Efetuada estatística descritiva e analítica por meio dos testes. Resultados: Ingeriram álcool alguma vez 90% e 20,6% faziam uso abusivo ou nocivo. Menor a idade do primeiro uso de bebidas alcoólicas, maior o consumo de risco. Após IB, houve diminuição significativa no consumo de álcool. QV comprometida nos domínios vitalidade, estado geral de saúde, saúde mental e aspectos emocionais. Saúde mental dos estudantes que bebiam foi significativamente menor comparado aos que não bebiam. Conclusão: A IB mostrou-se eficaz na diminuição do consumo de álcool, sendo importante na promoção e melhora da saúde e QV. 

Variação hematimétrica no parto de mulheres nulíparas, cruzeiro do sul, Acre - Amazônia ocidental brasileira
Autor: Maria Jose Francalino da Rocha| Orientação: Janine Schirmer| Doutorado 2017

Palavras Chave: Hemorragia pós-parto, Cesárea. Parto, Hemoglobina, Hematócrito, Morbidade materna


Resumo
Analisar a relação entre a via de parto e os valores hematimétricos; estimar a variação da hemoglobina (Hb) e hematócrito (Ht) no pós-parto; estimar a incidência da hemorragia pós-parto e identificar os fatores associados às maiores reduções da Hb e Ht pós-parto. Métodos: Estudo prospectivo, observacional, realizado em uma maternidade pública de gestão estadual referência do Vale do Juruá localizada em Cruzeiro do Sul, Acre, Amazônia Ocidental Brasileira. A amostra foi constituída por 386 gestantes nulíparas a termo, feto único, vivo, que frequentaram o pré-natal. Foram excluídas as grávidas com diagnóstico prévio de doenças clínicas ou obstétricas. A coleta de dados ocorreu no período de junho de 2014 a dezembro de 2015; realizada em três fases: pré-parto, alta hospitalar (24 a 48 horas) e no puerpério (15 a 22 dias); realizado entrevista e coleta de sangue venoso em todas as etapas. As mensurações foram realizadas por meio da média e redução da Hb e Ht. Na análise dos dados empregou-se o teste t de Student, Qui-quadrado, exato de Fisher, regressão linear com efeitos aleatórios e regressão linear múltipla. Resultado: Foram estudados 110 (28,5%) partos vaginais sem episiotomia, 67 (17,4%) com episiotomia e 209 (54,1%) cesáreas. No momento da alta hospitalar foi observado redução da Hb e do Ht em todas as mulheres, independente do tipo de parto. No pós-parto as mulheres submetidas à cesariana apresentaram valores hematimétricos menores, quando comparadas com as de parto vaginal, com e sem episiotomia. Entre o pré-parto e a alta hospitalar, a redução da Hb e Ht em mulheres de parto vaginal com episiotomia foi em média, -1,18g/dL±0,12 e -3,43%±0,34; no parto vaginal sem episiotomia, -1,05g/dL±0,09 e -2,87%±0,29; e na cesárea, -1,70 g/dL±0,07 e -4,81%±0,21, respectivamente. Os valores médios da redução da Hb e Ht, entre o momento pré-parto e a alta hospitalar, foi maior nas mulheres submetidas à cesárea comparativamente àquelas de parto vaginal, com e sem episiotomia. A incidência de hemorragia pós-parto (HPP) foi de 3,1% (12) determinada pela redução da hemoglobina ≥ 3,5g/dL e 4,4% (17) definida pela redução do hematócrito ≥ 10%. Os fatores associados a maiores reduções de Hb e Ht foram a sobrepeso/obesidade e a cesárea. Conclusões: As mulheres submetidas a cesárea apresentaram maiores reduções hematimétricas; a incidência da HPP foi maior na ocorrência de cesariana; os fatores que influenciaram na redução da Hb e Ht foram o sobrepeso/obesidade e a cesariana. 

 Dissertações de Mestrado

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Adaptação do modelo de avaliação da qualidade e melhoria do desempenho americano à realidade brasileira.
Autor: Leticia de Fatima Lazarini| Orientação: Bartira de Aguiar Roza| Mestrado 2017

Palavras Chave: transplante, gestão em saude, estudos de validação, pesquisa em enfermagem


Resumo
Objetivo: Realizar a adaptação cultural para o português brasileiro, instrumento de Avaliação da qualidade e melhoria do desempenho dos Estados Unidos da América à realidade brasileira. Método: Pesquisa metodológica desenvolvida para validar o instrumento que visa medir a qualidade e o desenvolvimento das equipes transplantadoras. O instrumento utilizado para tradução foi o Instrumento Quality assessment and Performance Improvement (QAPI). A planilha QAPI é utilizada para determinar a conformidade dos programas de transplante com a legislação vigente e os regulamentos técnicos da área de transplante. Para a validação deste instrumento foi realizada a proposta de Beaton et al que prevê as seguintes etapas: tradução, síntese, backtranslation, revisão por comitê de especialistas e pré-teste. Para se avaliar as concordâncias entre os cinco juízes das percepções sobre Relevância, Precisão, Clareza, Objetividade, Sequência de Tópicos e aspectos de Equivalência (Semântica, Idiomática, Cultural e Conceitual) foram apresentados os coeficientes Kappa para múltiplos juízes (8). Foram analisadas as concordâncias considerando-se, tal qual para o Índice de Validação de Conteúdo, as respostas “4” e “5” como sendo “importante”. Para todos os testes estatísticos foram adotados um nível de significância de 5%. Resultado: Os resultados da adaptação do instrumento QAPI- Brasil mostram que, no questionário como um todo, houve 97,5% de equivalência semântica e idiomática e 99,1% de equivalência cultural e conceitual. Para os blocos nos quais foram possíveis de se realizar o cálculo do Kappa, as concordâncias mostraram-se pobres. Entretanto, as concordâncias observadas entre os juízes sobre as adequações de semântica, idiomática, cultural e conceitual dos blocos de identificação, parte 1, parte 2 e final, bem como a adequação cultural e conceitual da parte, foram de 100,0%. Para a validação de conteúdo também foi analisada a Relevância, precisão, Clareza, Objetividade de cada questão e a Sequência de Tópicos. Valores de IVC para relevância e sequência de tópicos de pelo menos 0,80 para todos os blocos. De uma forma geral, a clareza apresentou mais blocos com IVC inadequado – apenas a parte 2, parte 5 e final apresentaram valores que variaram de 0,80 a 1,00. Já o Índice de Validação de Conteúdo para Precisão e Objetividade mostraram-se adequados para identificação, parte 2, parte 5 e final. Para o pré-teste 80% dos profissionais elogiaram o questionário e o classificaram como de grande relevância para o Transplante no Brasil. Cerca de 30% dos profissionais classificaram o questionário como muito extenso para ser preenchido mensalmente. Os profissionais de São Paulo - capital e interior, apresentaram maior facilidade em responder o questionário uniformemente e sem dúvidas. Para 20% dos profissionais que responderam o questionário, as questões relacionadas a eventos adversos não foram respondidas, pois o programa não dispunha dos dados. Conclusão: o questionário de Avaliação da qualidade e melhoria do desempenho americano está traduzido, adaptado e seu conteúdo validado à realidade brasileira. 

Análise da estrutura organizacional dos núcleos de segurança do paciente em instituições de saúde da rede sentinela do município de São Paulo
Autor: Renata Soares de Macedo| Orientação: Elena Bohomol| Mestrado 2017

Palavras Chave: Avaliação de Serviços de Saúde, Gestão de Riscos, Estudos de Validação, Segurança do Paciente, Enfermagem


Resumo
A preocupação com a Segurança do Paciente destacou-se com os estudos que revelaram sistemas de saúde inseguros. A Organização Mundial da Saúde se posicionou em 2004 e propôs a Aliança Mundial de Segurança do Paciente. No Brasil, em 2013, foi lançado o Programa Nacional de Segurança do Paciente estabelecida a obrigatoriedade da criação do Núcleo de Segurança do Paciente nas instituições de atenção à saúde. Objetivo: Desenvolver e validar um instrumento de autoavaliação do Núcleo de Segurança do Paciente e descrever a estrutura organizacional dos núcleos dos hospitais da Rede Sentinela do município de São Paulo. Método: Na primeira etapa, realizado estudo metodológico não experimental, dividido nas seguintes etapas: (i) revisão bibliográfica; (ii) validação de conteúdo do instrumento preliminar quanto à clareza e pertinência por nove juízes com experiência em Gestão da Qualidade e segurança do paciente; (iii) validação da confiabilidade do instrumento final por 12 coordenadores de Núcleo de Segurança do Paciente. Na segunda etapa, tratou-se de um estudo exploratório e descritivo, composto por 12 coordenadores de Núcleo de Segurança do Paciente. Os participantes responderam ao instrumento de autoavaliação, após darem anuência ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi utilizada a estatística descritiva para a apresentação dos resultados. Resultados: A validação do conteúdo do instrumento foi evidenciada pelo consenso acima de 70% dos juízes. A consistência interna alcançou alfa de Cronbach 0,857 para o instrumento geral, 0,825 para o Domínio Estrutura e 0,809 para o Domínio Processo. O instrumento é estruturado em dois domínios, seis tópicos e 65 itens. A segunda etapa evidenciou que o Núcleo de Segurança do Paciente está implantado nos serviços e tem o apoio e participação da alta direção. Em quase metade dos núcleos o Domínio Estrutura: “Recursos Humanos e Materiais” são compartilhados com outros setores. No Domínio processo, verificou-se que os núcleos têm implantado totalmente ou parcialmente os tópicos “Implantação do Núcleo de Segurança do Paciente” e “Principais atividades do Núcleo de Segurança do Paciente”. Os itens que apresentaram menores percentuais de implantação foram: “Estratégias para divulgação dos resultados às equipes” e “Notifica os Eventos Adversos ao Serviço Nacional de Vigilância Sanitária”. Foi identificado pontos de melhoria quanto às “Diretrizes e ações de prevenção de Eventos Sentinela”, “Estratégias e ações para Gestão de Risco” e “Capacitação dos profissionais de saúde”. Conclusão: O instrumento atingiu as evidências de validade de conteúdo e confiabilidade para autoavaliação dos Núcleos de Segurança do Paciente nos serviços de saúde. Nos serviços estudados verificou-se que há necessidade de desenvolver estratégias para cultura não punitiva, divulgação de resultados às equipes, notificação de eventos, prevenção de Eventos Sentinela, Gestão de Risco e Capacitação dos Profissionais. 

Análise da opinião dos profissionais de enfermagem sobre a cultura de segurança em um hospital privado no município de São Paulo
Autor: Eliana Ferreira de Melo| Orientação: Elena Bohomol| Mestrado 2017

Palavras Chave: Avaliação de serviços de saúde, Cultura Organizacional, Equipe de enfermagem, Qualidade da assistência à saúde, Segurança do paciente


Resumo
Objetivo: Analisar a opinião de profissionais de enfermagem de um hospital privado acerca das dimensões da cultura de segurança do paciente. Método: Trata-se de um survey descritivo e exploratório com abordagem quantitativa, realizado numa instituição hospitalar privada, acreditada, com 310 leitos e diversos setores assistenciais. A equipe de enfermagem constituiu a população e, atendidos os critérios de inclusão e exclusão, a amostra do estudo foi de 190 enfermeiros e 355 técnicos de enfermagem, totalizando 545 (91,2%) profissionais. O instrumento de pesquisa foi o Hospital Survey on Patient Safety Culture da Agency for Healthcare Research and Quality e os dados foram coletados em julho de 2015, após a aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo e da instituição hospitalar. Os profissionais foram convidados a participar e os que aceitaram assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para análise dos dados utilizou-se de estatística descritiva, teste Qui-quadrado, análise de variância (ANOVA) e coeficiente Alpha de Cronbach. Foi adotado o nível de significância de 5%. Resultados: A confiabilidade do instrumento foi de 0,64, conferindo nível satisfatório. A amostra foi composta por 37% enfermeiros e 63% técnicos de enfermagem; 53,9% com nível superior; 59,7% trabalhavam na instituição entre um e cinco anos, oriundos de sete unidades assistenciais. Das 12 dimensões avaliadas, as dimensões "Frequência de eventos relatados", "Apoio da gestão hospitalar para segurança do paciente", "Retorno da informação e comunicação sobre os erros" e "Aprendizado organizacional e melhoria contínua" tiveram todos os itens avaliados positivamente. A dimensão "Resposta não punitiva aos erros" teve todos os itens avaliados negativamente. Foram encontradas diferenças significativas em nove dimensões, quando analisadas as opiniões dos profissionais de acordo com sua alocação nos setores; em cinco, quando analisadas de acordo com o tempo de trabalho na instituição; em três, quando analisadas de acordo com o período de trabalho; e em duas dimensões, quando analisadas de acordo com a função de enfermeiro ou técnico de enfermagem. O grau de segurança do paciente foi percebido como muito bom e excelente por 74,4% dos participantes. Conclusão: A segurança do paciente estava presente na cultura organizacional da instituição e foi percebida pelos profissionais de enfermagem, embora houvesse processos de melhoria que poderiam ser incorporados. 

Análise do gerenciamento de pacientes crônicos atendidos por operadora de saúde suplementar
Autor: Gilmar Oliveira de Sousa| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Mestrado 2017

Palavras Chave: Saúde Suplementar, Gestão em saúde, Doença crônica, Enfermagem domiciliar


Resumo
Estudo realizado num programa de atenção à saúde de uma operadora de saúde suplementar na região sul da Bahia composto por equipe multidisciplinar. Trata-se de uma investigação retrospectiva, documental com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados em 2016, referente aos anos de 2012-2015. Tendo como objetivo geral: analisar o programa de atenção domiciliar gerenciado por uma operadora de saúde em Itabuna-Bahia e como objetivos específicos: caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico dos beneficiários atendidos pelo programa; conhecer os custos/ano por período do programa, visando a uma melhor operacionalização dos recursos investidos no gerenciamento da saúde da população assistida. Considerando a obtenção dos resultados com eficácia e eficiência, obtendo estratégias de intervenções, com atuação e valorização da autonomia da Enfermagem neste processo. Nesse estudo foi observado os aspectos éticos precedido da aprovação do Comitê de Ética da Unifesp resolução número 1.592.711/2016 e protocolo do CEP/UESC número 822.937/2015. Resultados: O programa atendeu nesse período 300 beneficiários, portadores de doenças crônicas consideradas foram: diabetes, Alzheimer, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica- dpoc e/ou sofreram procedimentos complexos (cirurgias neurológicas, traumatológicas, dentre outras). A maioria dos beneficiários atendidos pelo programa foi do sexo feminino (59,67%); com 70 anos ou mais (59%). Quanto a escolaridade primeiro grau incompleto foi de (33%); segundo grau completo (22%); nível superior completo (4,33%); e a faixa salarial familiar entre 2 a 3 salários mínimos (30%), 3 a 5 salários mínimos (18,33%) e aposentados (49%). Em relação aos custos da operadora de saúde com seus usuários antes e após a inserção no programa de atenção à saúde (PAS) na modalidade gerenciamento de saúde, percebe-se redução significativa desses custos. Antes do PAS valor anual de R$ 747.036,65 e depois do PAS após o primeiro ano foi de R$ 281.276,42, um percentual de redução do custo de 62,35%. Conclusão: Observaram-se a importância e a eficácia de um programa de gerenciamento de pacientes crônicos não só para a saúde financeira de uma operadora de saúde suplementar, mas, principalmente para o gerenciar de saúde de uma população ainda desprovida de recursos técnico-educacionais que podem fazer a diferença na sua caminhada em busca de uma qualidade de vida e de uma longevidade com segurança e utilizando apenas recursos básicos, mas primordiais para sua saúde. Este estudo apesar de alcance limitado comprova que um programa de gerenciamento de saúde na região, no atual contexto do envelhecimento humano, é de fundamental importância, principalmente no que tange ao paciente acamado. Sem este, é notório o aumento do custo de qualquer operadora de saúde, visto que o paciente fica à deriva do conhecimento do cuidado em saúde, diminuindo o déficit de qualidade de vida, elevando mais ainda o custo pelo agravamento da sua saúde. 

Anúncios de emprego para enfermeiros entre 1966 e 1985 em jornais paulistanos de grande circulação
Autor: Kenny Paolo Ramponi| Orientação: Maria Cristina Sanna| Mestrado 2017

Palavras Chave: História da Enfermagem, Enfermeiro, Mercado de Trabalho, Recursos Humanos em Saúde


Resumo
Objetivo: Analisar as condições de oferta e recompensas oferecidas para preenchimento das vagas para enfermeiros anunciadas nos classificados dos jornais de grande circulação em São Paulo entre um de janeiro 1966 e 31 de dezembro de 1985. Método: Estudo histórico documental, de análise quantitativa, serial. A coleta dos dados contemplou o acesso aos acervos dos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo e foi estendida para hemeroteca física, tendo-se lançado os dados em um banco construído com três grupamentos: Requisitos Profissionais, constituído de sete subitens; Condições de Trabalho, contemplando 21 subitens; e Perfil do Cargo, agregando três subitens. Após a compilação dos dados, estes foram divididos em quatro períodos, para serem analisados. Foi aplicado o teste de Fisher e também foi realizada a verificação de existência de tendência nas séries, utilizando-se o teste de Cochran-Armitage e a associação linear entre o número de exigências e benefícios oferecidos. Resultados: Foi encontrado um total de 611 anúncios nos dois jornais, sendo 319 referentes a vagas recrutadas e 292 a enfermeiros que se ofereceram ao mercado de trabalho. Assim, foram observadas duas formas de preenchimento dos postos de trabalho - recrutamento de enfermeiros e oferecimento dos serviços pelos enfermeiros, concomitantemente, verificando-se divulgação contínua e crescente de vagas nos jornais, em ambas as formas de preenchimento, ao longo do tempo. Verificou-se também o oferecimento de variados benefícios – transporte, vale transporte, refeitório, assistência medica, assistência odontológica, assistência farmacêutica, incentivo acadêmico, bolsa de estudos e clube recreativo, frente às exigências feitas – idade, gênero, tempo de experiência profissional, carga horária, rodízio de horário e formação complementar. Ainda se observou que houve aumento progressivo da exigência de filiação a conselho de classe a partir de 1975. O mercado de trabalho mostrou baixo número de exigências, o que pode ser consequência do quantitativo pequeno de enfermeiros frente ao alto número de postos de trabalho a serem preenchidos. Nos anúncios de recrutamento figuraram diferentes formas de denominar a profissão de enfermeiro, que variaram com os processos de transformação da profissão. Entre os enfermeiros que se ofereceram ao mercado de trabalho, notou-se a prevalência de valorização da experiência profissional e do tempo de serviço. Conclusão: O estudo do mercado de trabalho dos enfermeiros apreendido dos anúncios dos jornais paulistas entre 1966 e 1985 se limitou ao Estado de São Paulo, com duas fontes de pesquisa. Por meio deles se descreveu e analisou as condições do mercado de trabalho no período estudado, conseguindo-se caracterizar o perfil dos enfermeiros que foram recrutados para o mercado trabalho, bem como dos enfermeiros que nele se ofereceram. Também se conseguiu identificar as exigências que o mercado de trabalho fez no período estudado, para a ocupação das vagas, assim como os benefícios que as instituições recrutadoras ofereceram. Assim, foi possível traçar um panorama do mercado de trabalho paulista através dos jornais, ao longo dos anos de 1966 até 1985, e verificar que este foi favorável para o enfermeiro. 

Aplicação da ferramenta bow-tie como recurso de disseminação da política de segurança do paciente
Autor: Daniela Akemi Costa| Orientação: Elena Bohomol| Mestrado 2017

Palavras Chave: Segurança do Paciente, Gestão da Segurança, Gestão de Riscos, Medição de Riscos


Resumo
Analisar a aplicabilidade da ferramenta Bow-Tie como recurso de disseminação da política de segurança do paciente. Método: Foi realizado um estudo descritivo e exploratório de abordagem quantitativa, em um hospital privado no município de São Paulo, estruturado em duas etapas, sendo a primeira uma análise documental de Bow-Ties construídas por grupos multiprofissionais durante oficinas planejadas de abril a julho de 2014 nos turnos manhã, tarde e noite; e a segunda etapa uma análise estatística comparativa e correlacional utilizando testes de Kruskal Wallis, Mann-Whitney e Spearman para conhecer a opinião dos profissionais por meio de uma pesquisa estruturada com seis afirmativas e cinco opções de resposta utilizando escala de Likert (concordo totalmente, concordo, nem concordo nem discordo, discordo, discordo totalmente), com cálculo amostral de 95% de intervalo de confiança e 5% de margem de erro de uma população de profissionais de assistência direta ao paciente e que participaram das oficinas de construção das Bow-Ties. Resultados: foram realizadas 19 oficinas com participação de 505 colaboradores, sendo 254 assistenciais. Foram construídas 123 Bow-Ties com 70 temas diferentes (47 assistenciais), sendo os dois mais prevalentes: Erros de Medicação e Queda de Pacientes. Foram identificados, respectivamente aos dois temas, 29 e 22 perigos; 95 e 81 barreiras; 19 e 12 consequências; e 68 e 53 ações de mitigação. A relação barreira e perigo foi de 3,28 e 3,68; e a relação de ações de mitigação e consequências de 3,58 e 4,42. A opinião dos profissionais quanto a aplicabilidade da ferramenta teve aprovação média de 86%. Conclusão: a representação gráfica da Bow-Tie provou ter importância na disseminação de diretrizes de segurança, facilitando o entendimento de prevenção e mitigação frente aos incidentes, assim como obteve aprovação dos profissionais que participaram do processo de construção das ferramentas, podendo este modelo ser replicado nas organizações de saúde para promoção da segurança do paciente. 

Avaliação da eficácia e efetividade de treinamentos ministrados à equipe de enfermagem de um hospital geral acreditado
Autor: Paula Maria Correa de Gouveia Araujo| Orientação: Maria D Innocenzo| Mestrado 2017

Palavras Chave: Avaliação Educacional, Estudos de Validação, Avaliação, Enfermagem, Treinamento, Educação Continuada em Enfermagem


Resumo
Introdução: Depois de efetuado o treinamento, fazem-se necessários o acompanhamento e a avaliação, para verificar se os objetivos propostos foram alcançados. Objetivos: Elaborar e validar os conteúdos dos instrumentos para análise do processo de avaliação dos treinamentos ministrados à equipe de enfermagem; Analisar o processo de avaliação da reação, no que se refere à metodologia utilizada, local, facilitador, material e horário dos treinamentos ministrados à equipe de enfermagem; Analisar os processos de avaliação da aprendizagem, de comportamento e de resultados dos treinamentos ministrados à equipe de enfermagem. Métodos: Estudo descritivo correlacional, exploratório, de campo sob a abordagem quantitativa, realizado em um Hospital Geral localizado na região da Grande São Paulo. Os quatro instrumentos para coleta de dados foram elaborados e validados por meio da técnica de Delphi, que foi aplicada em duas rodadas com 18 e 15 juízes respectivamente que julgaram os conteúdos e propuseram sugestões. A coleta de dados utilizando os instrumentos validados ocorreu em três etapas (30 dias antes do treinamento, momento da aplicação do treinamento e 30 dias após o treinamento) com duração de quatro meses no ano 2016. Fizeram parte deste estudo 28 auxiliares de enfermagem. Os dados foram analisados descritivamente e as análises estatísticas ocorreram através do software estatístico SPSS 20.0 e SAS 9.3. Resultados: Na avaliação de reação, verificou-se que 75,0% e 64,3% apontaram como adequadíssimas a atuação do facilitador e a estratégia. Já esta porcentagem foi de 50,0% para o material didático, 42,9% para o local e de apenas 25% para o horário. Na avaliação de aprendizagem verificou-se um aumento do número de acertos apenas na questão nove cuja porcentagem passou de 25,0% para 71,4%. Mais de 70,0% dos profissionais, no pré-treinamento já apresentaram acertos nas questões 2,4,7,8 e 11. Por outro lado, menos de 25% dos profissionais apresentaram acertos nas questões 6,10 e 12 permanecendo em níveis similares mesmo após o treinamento. Ocorreu um aumento na média da nota de aprendizagem após o treinamento (p=0,002). Quanto à avaliação de comportamento dos treinamentos aplicados: Não foram verificadas mudanças no padrão de comportamento das anotações de enfermagem de todos os três itens entre a primeira e a segunda avaliação e entre a segunda e terceira avaliação. Este resultado possivelmente foi devido ao pouco tempo de intervalo entre as avaliações. O tempo médio entre a primeira e a segunda foi de 1,96 dias (DP=1,07 dias) e entre a segunda e a terceira foi de 2,18 dias (DP=1,33 dias). Quanto à avaliação de resultados dos treinamentos aplicados: Foi verificado um aumento na média de anotações corretas para os itens 1.1 (p=0,008), 1.3 (p=0,001), 2.1 (p=0,001), 2.2 (p=0,002), 2.3 (p=0,001), 2.4 (p=0,002), 3.1 (p=0,004) e 3.3 (p=0,001). Em relação a correlação de Spearman entre as variações dos itens de resultados e variação das notas de aprendizagem, não se verificou correlação significante. Conclusões: Os objetivos foram alcançados e entre as contribuições deste estudo está a construção de quatro instrumentos que poderão ser utilizados em contextos de avaliação de ações de treinamento não somente na Instituição onde foi realizada a pesquisa, mas também em outras Instituições Hospitalares Brasileiras e Internacionais. 

Avaliação do desenvolvimento de crianças matriculadas em uma creche conveniada do município de São Paulo
Autor: Paola Mendez Merino| Orientação: Circea Amalia Ribeiro| Mestrado 2017

Palavras Chave: desenvolvimento infantil, creches, saúde da criança, enfermagem pediátrica


Resumo
Objetivos: Geral: Avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor de crianças de 0 a 60 meses de idade que frequentam a creche do Centro Assistencial Cruz de Malta Específicos: Caracterizar o desenvolvimento neuropsicomotor das crianças utilizando o teste Denver II, descrever as características sociodemográficas, neonatais, familiares e institucionais referente às crianças estudadas e relacionar as variáveis sociodemográficas, neonatais, familiares e institucionais com o desenvolvimento neuropsicomotor das crianças. Métodos: Estudo descritivo, transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP, Parecer n°1.575.822/16. A amostra foi de 152 crianças, sendo excluídas as que apresentavam problemas de saúde impeditivos à participação nas atividades do estudo. Os dados foram coletados por dois instrumentos, um relacionado às variáveis sociodemográficas, neonatais, familiares e institucionais das crianças e o outro, à avaliação do desenvolvimento infantil, pelo Teste de Triagem de Desenvolvimento Denver II. Na análise dos dados, utilizou-se estatística descritiva e bivariada. Resultados: A maioria das crianças eram menores de 36 meses (67,7%) e do sexo feminino (50,7%); 95,4% das mães haviam realizado acompanhamento pré-natal; 53,8% das crianças nasceram de parto normal, com média de idade gestacional de 38,4 semanas, Apgar no 5° minuto de 9,4 e de peso ao nascer de 3,144g; 9,2% delas foram de baixo peso, 1,3% muito baixo peso e 11,3% prematuras; 24% das crianças apresentaram intercorrências neonatais, sendo as mais frequentes: icterícia, prematuridade e baixo peso ao nascer; 32% tiveram hospitalizações prévias, sendo os problemas respiratórios o principal motivo; 65,1% das crianças eram eutróficas e 25,7% tinham risco de sobrepeso; 16,9% das crianças apresentavam anemia; 98% receberam aleitamento materno, e 68,4% receberam aleitamento materno exclusivo em média 101,7 dias; a maioria dos pais viviam com companheiro, sendo 19,1 % casados e 38,8% em união estável; 50,3% das mães tinham idade entre 19 e 29 anos; as faixas etárias mais frequentes dos pais foram 19 e 29 anos e de 29 e 39 anos, correspondendo a 41,8% cada uma; 37% das mães e 37,6% dos pais possuíam ensino médio completo; 61,6% delas e 90,1% deles encontravam-se empregados; 55,3% das famílias tinham renda familiar de um saláriomínimo. Quanto a permanência da criança na creche, a idade média de ingresso da criança na instituição foi 15,4 meses e seu tempo de frequência na mesma foi, em média, 13,8 meses; avaliadas pelo Denver II, 73,7% das crianças tiveram resultado “Normal” e 26,3% “Questionável”; 118 itens foram identificados como “Cautela”, 68% na área da Linguagem, apresentados por 63 (41,4%) das crianças; dos 40 itens com “Atraso”, 87,5% foram na área da Linguagem, presentes em 13,2% das crianças; algumas apresentaram mais de um item de “atraso/cautela” por área e/ou em mais de uma área. Encontrou-se associação estatisticamente significante entre o resultado do Denver II e a idade atual das crianças (p<0,001), o nível de Hb (p=0,030), a situação laboral das mães (p=0,005) e a frequência da criança à creche (p=0,001). Conclusão: A maioria das crianças avaliadas apresentou o resultado do teste Denver II “Normal”, com mais cautelas na área da linguagem. Considerações finais: Ressalta-se a importância da avaliação periódica do desenvolvimento das crianças que frequentam este equipamento educacional nesta e em outras instituições. 

Avaliação do perfil dos pacientes inscritos no cadastro técnico único de transplante renal do estado de São Paulo
Autor: Camilla Maria Mesquita Batista| Orientação: Bartira de Aguiar Roza| Mestrado 2017

Palavras Chave: transplante renal, doença renal crônica, perfil epidemiológico, lista de espera


Resumo
Objetivos: Identificar e analisar o perfil dos pacientes inscritos para realização do transplante renal no cadastro técnico único do estado de São Paulo. Material e Método: Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional transversal com coorte prospectiva. Os dados foram analisados por estatística descritiva, utilizando os testes Qui-Quadrado, t de Student, e Kaplan Meier para verificar a significância estatística. Resultados: Avaliou-se um total de 12415 pacientes cuja média de idade foi de 50 anos, predominância do sexo masculino (59,6%), de cor branca (63,1%), tipo sanguíneo O (48,9%), provenientes da região metropolitana de São Paulo (73,82%), diagnóstico da doença não especificado no momento da inscrição (34,5%), não realizaram transplante (77,2%) e receptores sem condições clínicas de realizar o transplante (99,8%). Conclusões: Conhecer o perfil dos pacientes portadores de DRC inscritos no Cadastro Técnico Único de São Paulo permite traçar novas estratégias de cuidados aos pacientes assistidos em terapia renal substitutiva, minimizando as taxas de morbidade e mortalidade em lista de espera para o transplante, além de gerar evidências na carência de atendimento da demanda e altos índices de recusa. 

Brincando para continuar a ser criança e libertar-se do confinamento por estar hospitalizada e em precaução
Autor: Jessica Renata Bastos Depianti| Orientação: Circea Amalia Ribeiro| Mestrado 2017

Palavras Chave: Jogos e Brinquedos, Criança Hospitalizada, Isolamento de Pacientes


Resumo
A hospitalização, por si só, é um fator gerador de estresse e sofrimento para a criança, pois ela é afastada da sua rotina habitual. Essa situação é potencializada quando ela se encontra na condição de precaução, o que a priva da liberdade e de poder interagir com outras crianças também hospitalizadas. A possibilidade de brincar tem sido recomendada para reduzir o estresse decorrente da hospitalização. Este estudo objetivou compreender o significado do brincar para a criança hospitalizada e em precaução. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa que utilizou como referencial teórico o Interacionismo Simbólico. Foi realizada em um hospital público infantil da cidade de São Paulo, com oito crianças de idade entre cinco e dez anos, hospitalizadas em quartos privativos de precaução. Seu projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP sob o parecer nº 1. 267.939/2015, e todos os procedimentos éticos foram respeitados. A coleta dos dados ocorreu no período entre abril e setembro de 2016 e deu-se pela observação participante com elaboração de um diário de campo, a partir de uma interação lúdica desenvolvida com a criança durante três dias consecutivos e por entrevista semiestruturada mediada pelo Procedimento de Desenho-Estória com Tema. Os dados foram analisados por meio da Análise Qualitativa de Conteúdo seguindo as etapas de codificação, categorização, integração e descrição das categorias desveladas. Os resultados revelaram que, ao brincar, a criança percebe-se ativa no processo da hospitalização, tendo voz e colocando-se como o ator principal que pode decidir e dominar uma situação; manifesta seus sonhos e desejos, inclusive a vontade de libertar-se do confinamento. Mostraram também que nos três dias da atividade lúdica houve evolução das interações da criança com o ambiente, a pesquisadora e com ela mesma, tornandose mais calma, tranquila, feliz e percebendo-se respeitada. Além disso, indicaram que a criança define o hospital como um local de sofrimento, restrições e procedimentos, e os profissionais de enfermagem como quem apenas os realiza; desvelaram a importância e os benefícios de participar de uma atividade lúdica envolvente, com um adulto que se mostra disponível para brincar e as estratégias desenvolvidas pela criança para participar dessa atividade, apesar das dificuldades e limitações que apresenta. Ressalta-se que, como defensor dos direitos da criança, o enfermeiro deve se engajar na promoção da atividade lúdica, incorporando-a à sua prática assistencial, visando ao estabelecimento do vínculo e à facilidade na realização dos cuidados, desmistificando a imagem do enfermeiro como o profissional que realiza apenas procedimentos, propiciando a expressão da criança, tornando a hospitalização um evento menos traumático e possibilitando que ela continue sendo criança e possa se libertar do confinamento por estar hospitalizada e em precaução. 

Comparação de qualidade de vida de renais crônicos antes e após o transplante renal e relação entre espiritualidade e qualidade de vida do transplantado renal
Autor: Leticia Meazzini de Oliveira| Orientação: Angelica Goncalves Silva Belasco| Mestrado 2017

Palavras Chave: insuficiência, renal crônica, transplante de rim, qualidade de vida, espiritualidade.


Resumo
Introdução: Doença renal crônica (DRC) é um fator para resultados negativos de saúde quando associada às principais doenças não transmissíveis. Taxa de sobrevida é muito usada para avaliação do sucesso de todos os tratamentos disponíveis para substituição renal, porém a percepção do paciente sobre sua qualidade de vida (QV) deve ser valorizada em todas as modalidades. Objetivos: Comparar a QV dos pacientes renais quando em diálise e após o transplante renal e correlacioná-la às variáveis sociodemográficas; mórbidas e espiritualidade/religiosidade à QV dos pacientes transplantados renais. Métodos: Em 2007, foi avaliada a QV de 477 pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise (HD) ou diálise peritoneal (DP). Após sete anos, foi avaliada a QV dos pacientes que fizeram parte da amostra inicial e que receberam o transplante renal por meio do instrumento KDQOL-SF; além desses dados foram coletadas informações sociodemográficas, econômicas e sobre espiritualidade/religiosidade através do instrumento WHOQOL-SRPB. Resultados: Foram avaliados 27 transplantados renais, do total de 63 e desses, 15 haviam realizado hemodiálise e 12, diálise peritoneal. Houve melhora significativa de algumas dimensões da QV no período pós-transplante e impacto positivo da espiritualidade/religiosidade sobre a QV em algumas dimensões. Conclusão: O transplante renal proporcionou melhora em importantes aspectos da QV do paciente renal crônico, como: componente mental, efeitos da doença e sobrecarga gerada pela doença. Características sociodemográficas, como sexo, estado civil, raça, situação de trabalho e religião também influenciaram nesses índices. Práticas de espiritualidade/religiosidade impactaram positivamente na QV dos pacientes transplantados renais. 

Concepção dos profissionais de saúde mental sobre o trabalho multiprofissional desenvolvido em CAPS do município de São Paulo
Autor: Giovana Telles Jafelice| Orientação: João Fernando Marcolan| Mestrado 2017

Palavras Chave: saúde mental, politicas publicas, integralidade em saúde, equipe de assistencia ao paciente, serviços de saúde mental


Resumo
Resumo: A Reforma Psiquiátrica Brasileira preconiza o Paradigma da Atenção Psicossocial para os cuidados em Saúde Mental. Defende a atenção comunitária, territorial e em rede de serviços substitutivos aos hospitais psiquiátricos. Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é considerado equipamento estratégico para desinstitucionalização e cuidado em liberdade. Buscando ampliação do modelo biomédico de atenção, tem em seu cerne o trabalho em equipe multiprofissional, na perspectiva da integração disciplinar, que visa garantir integralidade da atenção. Este estudo teve o objetivo de verificar, junto aos profissionais de Saúde Mental de CAPS, como compreendiam multi, inter e transprofissionalidade; de que maneira estas práticas aconteciam nos CAPS; quais as potencialidades e desafios destas ações e a importância para os usuários. Tratou-se de estudo qualitativo, exploratório, descritivo, com uso da Análise de Conteúdo como referencial metodológico. Foram entrevistados vinte e sete profissionais de nove CAPS vinculados à Prefeitura Municipal de São Paulo, que responderam a quatro questões norteadoras elaboradas pelos autores. A pesquisa foi aprovada pelo CEP UNIFESP (CAAE 43383515.6.0000.5505) e pelo CEP SMS (CAAE nº 43383515.6.3001.0086), em maio de 2015. Os resultados foram organizados em quatro categorias: Definição de trabalho em equipe multiprofissional, interprofissional e transprofissional em Saúde Mental e aspectos específicos das diferentes profissões; Concepções sobre o trabalho em equipe multi, inter e transprofissional no cotidiano dos CAPS; Avaliação das Políticas Públicas de Saúde Mental; e Importância do trabalho em equipe multi, inter e transprofissional em Saúde Mental para o usuário e relações possíveis com a integralidade do cuidado. Foram observadas dificuldades em conceituar as modalidades de integração disciplinar e pouca problematização na realidade dos trabalhadores, com questionamentos sobre as práticas específicas de cada área. Elencaram-se elementos facilitadores e dificultadores das ações multi e interdisciplinares e dispositivos dos serviços em que estas se dão. Considerou- se que ainda há centralidade das ações na figura do médico e hierarquia nas relações entre os profissionais e entre equipe e usuários, comprometendo o trabalho de integração. Foram problematizados o distanciamento entre as Políticas Públicas de Saúde Mental e a prática efetiva dos profissionais, bem como a complexidade da noção de integralidade do cuidado, prejudicada pelas dificuldades que o trabalho em rede de serviços apresenta. Há coexistência dos paradigmas biomédico e da Atenção Psicossocial nos discursos e ações das equipes, o que compromete a efetivação dos pressupostos da Reforma Psiquiátrica e da desinstitucionalização, processos construídos a partir de ações efetivamente antimanicomiais e não somente da construção de serviços substitutivos. Pode-se considerar que a Reforma Psiquiátrica, embora tenha avanços na reorientação da atenção em Saúde Mental, carece de decisão política para investimentos adequados na efetivação da RAPS e desenvolvimento do modelo oficial de atenção em saúde mental preconizado, para que os usuários possam alcançar efetivamente o lugar de cidadãos. 

Construção e validação de instrumento para consulta de enfermagem em ambulatório de quimioterapia
Autor: Giselia Santos Tolentino| Orientação: Ana Rita de Cassia Bettencourt| Mestrado 2017

Palavras Chave: Enfermagem Oncológica, Processo de Enfermagem, Enfermagem no Consultório


Resumo
Construir e validar conteúdo de instrumento para consulta de enfermagem em ambulatório de quimioterapia de adultos. Método: Estudo metodológico composto por duas etapas: elaboração do instrumento e validação de conteúdo. Para a construção do instrumento, realizou-se revisão literária das dimensões do cuidado do paciente oncológico em tratamento quimioterápico e adotou-se como referencial a Teoria das Necessidades Humanas Básicas, de Wanda de Aguiar Horta, culminando no desenvolvimento de dois instrumentos, sendo um para consulta de enfermagem de admissão e outro, de seguimento. A validação de conteúdo de ambos instrumentos ocorreu em duas fases, pela avaliação de experts listados com base no Modelo de Validação de Fehring adaptado para a temática. Utilizou-se o Índice de Validade de Conteúdo, para determinar a concordância dos juízes. Resultados: Na primeira rodada, dois itens do instrumento de admissão apontaram para a necessidade de reformulação, apesar da taxa de concordância de 0,89. No instrumento de seguimento, cuja taxa de concordância foi de 0,88, três itens foram reformulados. As contribuições dos experts foram avaliadas e adotadas com base no referencial teórico e confronto de opiniões, prevalecendo o maior índice de concordância. Posteriormente, os instrumentos foram reenviados ao grupo, e houve um aumento da taxa de concordância de 11% no instrumento de admissão e de 10% no instrumento de seguimento. Novas considerações surgiram e compuseram as versões finais dos instrumentos. Considerações Finais: O instrumento é uma tecnologia leve, facilitadora da consulta de enfermagem, mas seu uso requer um profissional com conhecimento, habilidades, atitudes, valores e ética, para que possa atingir o fim a que se destina. Uma nova etapa se faz necessária: a aplicação dos instrumentos em diferentes centros de quimioterapia para testar sua aplicabilidade na prática. 

Cuidados com o corpo: estudo sobre as técnicas do corpo entre adolescentes
Autor: Lais de Souza Ricardo| Orientação: José Roberto da Silva Bretas| Mestrado 2017

Palavras Chave: Cuidado Corporal, Adolescente, Técnicas Corporais, Saúde, Autoimagem.


Resumo
O corpo é um fator dominante no desenvolvimento biopsicossocial do indivíduo, sua presença e atitude expressa o envolvimento do ser humano com o mundo e suas particularidades, como Le Breton afirma em sua obra, o corpo é como uma espécie de escrita viva, no qual imprimem “vibrações” e cavam caminhos, em que o sentido nele se desdobra e nele se perde, como em um labirinto onde o próprio corpo traça seus caminhos (LE BRETON, 2009). O uso do corpo com base na teoria das técnicas corporais de Marcel Mauss nos direciona à unificação de todos os fatores que influenciam essa transformação apresentados até aqui. Hábitos que passam a ser utilizados como técnica corporal, adquiridos sob as mais diversas formas de contato do adolescente com o mundo, seja ele por meio social, físico ou psicológico. Objetivos: (1) conhecer como os adolescentes percebem e cuidam de seus corpos; (2) conhecer a prática de cuidados no contexto das técnicas corporais em rapazes e moças; (3) conhecer comportamentos de exposição à situações de vulnerabilidades. Método: O estudo utilizou o tipo de pesquisa descritiva, que tem por objetivo descrever características de um determinado grupo ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre as variáveis. Para coleta dos dados foi aplicado um questionário com 34 questões. Resultados: A população do estudo foi composta por 814 estudantes, com frequência semelhante entre homens (50,1%) e mulheres (49,9%) e idade média de 15,8 (±1,22) anos. Foram coletadas informações sobre autoimagem, hábitos de higiene corporal, utilização de produtos e adereços, alimentação prática de atividade física, onde buscam informações, sexo e sexualidade. Conclusão: Os adolescentes utilizam seus corpos de modo que os expõem à situações de vulnerabilidade social, física e psicológica, é importante maior atenção e participação da equipe de saúde para melhorar as informações fornecidas aos adolescentes. 

Epidemiologia para graduação em enfermagem: processo ensino-aprendizagem
Autor: Flavia Cristiane Kolchraiber| Orientação: Monica Antar Gamba| Mestrado 2017

Palavras Chave: epidemiologia, educação em enfermagem, aprendizagem, ensino


Resumo
Objetivo: avaliar a implantação de estratégia pedagógica na Unidade Curricular de Epidemiologia do curso de graduação em Enfermagem de uma Universidade Pública. Método: Trata-se de um estudo intervencional e prospectivo com a finalidade de contribuir com a formação de enfermeiras durante a graduação, sob o foco da Epidemiologia crítica, partindo da visão de mundo do educando para a concepção teórica sobre a ciência. O estudo foi dividido em três etapas: revisão de literatura para busca de estratégias pedagógicas, reconhecimento de campo para sistematização da estratégia de ensino-aprendizagem e desenvolvimento para implantação e avaliação de Unidade Curricular. Resultados: demonstraram que a implantação da nova prática didático-pedagógica foi efetiva quanto à aprendizagem da Epidemiologia. A caracterização da população de estudo apontou que dos 67 participantes, 91% eram do sexo feminino, 54% predominantemente de 20 a 29 anos. O conhecimento prévio da Epidemiologia evidenciado nos núcleos de significados foi majoritariamente clínico/biológico: 41,1%. A estratégia de ensino-aprendizagem utilizada potencializou o conhecimento da ciência para 80% dos estudantes, sendo 29,7% de forma crítica e reflexiva, 26,7% motivou e gerou trabalho em equipe para 23,7%. Conclusão: Apesar de poucos estudos existentes a respeito do processo ensino-aprendizagem de Epidemiologia em Enfermagem, uma sistematização efetiva de estratégias pedagógicas que ocorra por meio do ensino com base na aprendizagem significativa, ampliação de horizontes, longitudinalidade e amorosidade tem poder para aumentar a curiosidade quanto ao processo de ensino-aprendizagem dessa ciência, o interesse sobre o tema e, assim, contribuir para a formação de profissionais mais críticos, criativos e ativos. 

Estrutura e dinâmica familiar no estágio tardio do ciclo vital e deficiência intelectual
Autor: Renata Balieiro Takebayashi| Orientação: Ana Lucia de Moraes Horta| Mestrado 2017

Palavras Chave: Família, Enfermagem, Deficiência Intelectual, Envelhecimento, Estágios do ciclo de vida


Resumo
Conhecer a estrutura e compreender a dinâmica da família no estágio tardio do ciclo vital que possuísse um integrante com Deficiência Intelectual. Método: Tratou-se de um estudo clínico qualitativo. Foram selecionadas dez famílias que participaram de entrevistas semiestruturadas, complementadas com genogramas e ecomapas, e foram submetidas à análise temática de conteúdo. Utilizou-se a Teoria Geral de Sistemas como referencial teórico e o Modelo Calgary de Avaliação de Família (MCAF) como referencial metodológico. Resultados: Das famílias entrevistadas, emergiram as seguintes categorias: A família convivendo com a Deficiência Intelectual; A comunicação como estratégia familiar de compartilhar sentimentos e perceber o outro; A percepção do isolamento familiar e a necessidade de auxílio externo; A família preocupando-se com o cuidado no futuro: envelhecimento e morte; e A entrevista como ferramenta de ampliação da comunicação familiar e reflexão diante do futuro. Conclusão: As famílias com uma pessoa com Deficiência Intelectual enfrentam mudanças em sua dinâmica, estrutura e organização; lidam com dificuldades para a inserção social da pessoa com Deficiência Intelectual; e utilizam mecanismos particulares de comunicação e de busca de apoio, além de apresentarem sofrimento em relação às projeções de futuro. 

Estudo comparativo no manejo da dor de pacientes classificados como urgência relativa atendidos em um pronto atendimento de excelência
Autor: Marcia Boessio Dos Santos| Orientação: Elena Bohomol| Mestrado 2017

Palavras Chave: serviços médicos de emergência, triagem, dor, diretrizes, satisfação do paciente


Resumo
A longa espera pelo atendimento no Serviço de Emergência associada à queixa de dor aumenta a insatisfação e sofrimento do paciente, neste contexto, o gerenciamento da dor e as melhores práticas do cuidado de enfermagem são pontos relevantes para garantir a qualidade do atendimento e o controle da dor. Objetivo: Avaliar a implementação da Diretriz de Antitérmico e Analgésico na Triagem (DAAT), em pacientes classificados como urgência relativa, num Pronto Atendimento (PA), pelos indicadores de tempo de permanência no serviço, redução da dor e índice de satisfação dos usuários. Métodos: Trata-se de um Estudo Coorte Prospectivo comparativo de pacientes que aceitaram e os que não aceitaram a DAAT, em um PA na cidade de São Paulo. Foram acompanhados os com 18 anos ou mais, classificados como urgência relativa e que apresentaram dor durante a triagem. Na caracterização, verificou-se diferentes tempos de atendimentos, escores de dor em diferentes momentos e grau de satisfação, comparando com a variável explicativa de aceite ou não aceite da diretriz. Resultados: A amostra constitui-se de 185 pacientes: 55 aceitaram a diretriz, mas 130 não. Quanto à caracterização, sexo feminino, idade entre 31 e 40 anos, escolaridade nível superior, sem atendimento anterior há menos de um ano, especialidade clínica médica foram as variáveis mais presentes e sem significância. Pacientes não terem tomado analgésico antes de chegarem ao PA para atendimento foi significante (p=0,004). O tempo médio de triagem, atendimento médico, observação e permanência no serviço não obteve significância entre os grupos, somente o tempo de espera para atendimento médico foi estatisticamente relevante: quem aceitou a DAAT esperou mais do que quem não a aceitou (p=0,03). Quanto a dor houve significância estatística para o grupo que aceitou a diretriz do que não aceitou em: escore de dor na triagem (p=0,0001); redução da dor comparado a admissão para os que foram para observação e não tomaram analgésico (p=0,01); os que necessitaram analgesia na observação tomaram menos analgésico (uma única dose e tipo) (p=0,01); e redução da dor na alta comparado a admissão (p=0,02). O manejo da dor foi satisfatório para ambos os grupos comparativos, contudo há oportunidade de melhoria. O principal motivo do não aceite da diretriz foi a preferência por atendimento médico, o que demonstra desconhecimento da população sobre a potência de um protocolo. O principal motivo para quem aceitou o medicamento foi a melhora da dor. Conclusões: Não foi encontrada diferença estatística no tempo de permanência no serviço e na satisfação dos pacientes, mas a dor foi reduzida em quem aceitou a DAAT. É pertinente o enfermeiro identificar e tomar ações para o manejo desse sintoma durante a Triagem, bem como direcionar a continuidade terapêutica, através de constante avaliação da melhora, subsidiado por diretrizes consolidadas pela equipe multiprofissional. Diretrizes estudadas e implantadas, na realidade dos diferentes serviços no Brasil e ampliadas com envolvimento de políticas de órgãos públicos e conselhos profissionais, trariam maior satisfação ao usuário, independente do principal motivo que o levou a procurar atendimento. 

Impacto do perfil ansioso e dos sintomas de depressão na morbidade e mortalidade de pacientes com síndrome coronariana aguda
Autor: Denise Meira Altino| Orientação: Juliana de Lima Lopes| Mestrado 2017

Palavras Chave: Síndrome Coronariana Aguda, Infarto do Miocárdio, Isquemia Miocárdica, Ansiedade, Depressão.


Resumo
Objetivo. Avaliar o impacto do perfil ansioso e dos sintomas de depressão na morbidade e mortalidade de pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA); identificar os fatores preditivos para ansiedade e depressão destes pacientes. Método. Estudo de coorte retrospectivo, realizado em unidade coronariana, dividido em duas fases. A primeira avaliou os fatores preditivos para ansiedade e depressão de 120 pacientes com SCA. Os dados desta fase foram obtidos de um banco de dados coletados de estudo prévio. Na segunda fase avaliou-se a morbidade e mortalidade de 94 destes pacientes no período de dois anos após alta hospitalar. Estes dados foram coletados por meio do prontuário eletrônico e contato telefônico nos seguintes momentos: imediatamente após a alta hospitalar; após um ano e após dois anos da alta. Para morbidade, considerou-se a necessidade de readmissão devido doença cardiovascular e necessidade de revascularização miocárdica (RM). A ansiedade e a depressão foram avaliadas por meio do Inventário de Ansiedade Traço e Inventário de Depressão de Beck, respectivamente. As variáveis coletadas para identificar os fatores preditivos foram obtidas por meio de um instrumento contendo dados sociodemográficos e clínicos. Para avaliar a relação da ansiedade e depressão com as variáveis foram utilizados os testes Pearson Chi-Square, Exato de Fisher, Likehood Ratio, Mann-Whitney, t-Student e o Coeficiente de Correlação de Spearman. As variáveis que apresentaram p<0,10, na análise univariada, foram utilizadas no ajuste do modelo de regressão logística. Na segunda fase, para descrever o comportamento da morbidade e mortalidade ao longo do tempo foram utilizados os gráficos de Kaplan-Meier e, a associação das curvas de sobrevida por categoria de depressão e ansiedade foram comparadas por meio do teste logrank. O nível de significância adotado foi de 0,05. O estudo foi apreciado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados. Sexo, diabetes mellitus, estresse, ansiedade, obesidade e número de anos estudados se associaram com a depressão. Sexo, estresse, depressão e número de anos estudados se associaram com a ansiedade. Observou-se que a presença de obesidade aumenta em aproximadamente 4,5 vezes a chance de depressão (p-valor=0,037) e para cada unidade que se aumenta no escore da ansiedade, pode aumentar em 1,2 vezes a chance de o paciente apresentar depressão (p-valor<0,001). A depressão, por sua vez, aumenta em aproximadamente 7,9 vezes a chance do paciente apresentar ansiedade (p-valor<0,001), enquanto que cada ano a mais estudado é um fator protetor para ansiedade (OR= 0,874, p-valor=0,036). Ao avaliar os pacientes no seguimento de dois anos, 23,4% apresentaram uma nova internação após o primeiro ano e 12,8% após o segundo ano. Durante a internação, 17% dos pacientes realizaram RM, 4,2% após o primeiro ano e nenhum após o segundo. Apenas 9,6% evoluíram a óbito durante o período de seguimento. A depressão e ansiedade não se relacionaram à morbidade e a mortalidade. Conclusão. Não houve associação significativa entre níveis de ansiedade e depressão com a morbidade e mortalidade dos pacientes. A obesidade e a ansiedade foram fatores preditivos para a depressão e a depressão e o menor número de anos estudados para a ansiedade. 

Lesões por pressão no intraoperatório de craniotomias: incidência e fatores de risco
Autor: Vanessa Guarise Cunha| Orientação: Solange Diccini| Mestrado 2017

Palavras Chave: Craniotomia, Período Intraoperatório, Lesão por Pressão


Resumo
Pacientes submetidos à craniotomia podem desenvolver lesão por pressão (LP) no intraoperatório. Objetivo: Avaliar a incidência e os fatores de risco da lesão por pressão no intraoperatório de pacientes submetidos à craniotomia. Método: Estudo prospectivo realizado nas unidades de internação hospitalar, no centro cirúrgico e nas unidades de pós-operatório de um hospital geral privado de São Paulo. O cálculo da amostra foi de 119 pacientes. Foram incluídos pacientes maiores de 18 anos, submetidos a cirurgias eletivas de craniotomia com tempo cirúrgico maior igual a duas horas e sem LP no pré-operatório. Após indução anestésica, o paciente foi posicionado com dispositivos de proteção de pele ajustados ao corpo. Ao final da cirurgia, esses dispositivos foram retirados e a pele do paciente foi avaliada em relação ao desenvolvimento, local e estágio da LP. Os pacientes foram acompanhados no período de 72 horas do pós-operatório (PO), com monitoramento diário em relação à LP. Resultados: Participaram do estudo 134 pacientes, dos quais 119 foram avaliados. A média da idade dos pacientes foi de 52,6 anos, e 52,1% eram do sexo feminino. A maioria dos pacientes (81,5%) foram posicionados em decúbito dorsal. O tempo médio de cirurgia foi de 234,5 minutos. Quanto ao porte da cirurgia, 62,2% dos pacientes foram classificados em porte II, 26,9% como porte III e 10,9% como porte IV. Ao término da cirurgia, 60,5% dos pacientes apresentaram LP. Todas as 140 LP foram classificadas como estágio I. Os locais da LP mais frequentes foram: região do calcâneo (26,5%), sacral (23,6%), olécrano (18,6%) e escapular (15,0%). Após 24 horas de PO, a incidência de LP foi de 5,0% e após 48 e 72 horas de PO, a incidência foi de 2,5% para ambos os períodos. Todas as LP apresentadas foram classificadas em estágio I. O único fator de risco do paciente submetido à craniotomia no intraoperatório foi o porte cirúrgico, porte III e porte IV. Conclusão: A incidência de LP no intraoperatório de craniotomias foi alta, porém todas as lesões foram classificadas como estágio 1. As áreas com maior incidência de LP foram a região do calcâneo e a região sacral. As cirurgias de porte III e IV foram fatores de risco para o aparecimento de LP. A utilização de dispositivos de proteção de pele no intraoperatório auxiliou na prevenção de LP em outros estágios. 

Manipulação de recém-nascidos prematuros e a influência sobre o sono
Autor: Maria Takahashi Maki| Orientação: Ariane Ferreira Machado Avelar| Mestrado 2017

Palavras Chave: Prematuro, Sono, Enfermagem Neonatal, Cuidados de enfermagem, Polissonografia.


Resumo
O nascimento prematuro leva a hospitalização prolongada do neonato e consequente manipulação excessiva durante este período, acarretando a fragmentação e privação do sono com provável comprometimento no desenvolvimento futuro. Estudo observacional e de correlação que teve por objetivos identificar as manipulações realizadas em recém-nascidos prematuros (RNPT) e avaliar a influência sobre o tempo total de sono, de vigília e das variáveis objetivas do sono, a partir da observação direta, filmagem e polissonografia por 24 horas de RNPT hospitalizados em unidade neonatal de um Hospital Universitário de São Paulo. A amostra foi constituída por RNPT, clinicamente estáveis, mantidos em incubadora de parede dupla, com teste de emissão otoacústica positivo. Para a análise dos dados foram utilizadas estatística descritiva e os testes não paramétrico de Friedman, coeficiente de correlação de Pearson, Spearman e análise de Regressão Linear com significância estatística de p≤0,05. Foram avaliados 12 RNPT predominantemente do sexo feminino, prematuros tardios, com média de 1722,92(±215,32) gramas, com baixo peso, manipulados em média 176,4(±37,9) durante as 24 horas. As manipulações ocorreram principalmente para monitoramento, seguidas de terapêutica/diagnóstica, higiene e conforto e, alimentação. Observou-se que 58% das manipulações foram decorrentes exclusivamente da hospitalização e as manipulações com finalidade terapêutica/diagnóstica ocorreram em maior frequência no período matutino (p<0,01). Quanto às variáveis objetivas do sono, identificamos que os RNPT permaneceram predominantemente em sono quieto (38,4%), seguido por vigília (37,6%), sono ativo (31,2%), e sono indeterminado (30,4%), permanecendo maior tempo (95,5±31,57) em SQ no período noturno 1, seguido por SA (76,25±34,79) no período vespertino, SI(73,29±14,94) e vigília (140,83±43,74) no noturno 2. Não foram identificadas diferenças estatisticamente significantes entre manipulações diretas (r=0,158 e p=0,623) e do ambiente (r=0,226 e p=0,479) com o TTS (p>0,05). Assim, os resultados do estudo reforçam a importância do cuidado voltado às sinalizações comportamentais do prematuro e do agrupamento das atividades a fim de proporcionar ambiente que favoreça o adequado desenvolvimento frente ao nascimento precoce e à necessidade de hospitalização em unidades neonatais 

Mapeamento dos principais diagnósticos de enfermagem em uma unidade de terapia intensiva de um hospital público em um municipio do interior do Acre
Autor: Charlene Maria Ferreira de Lima| Orientação: Ana Rita de Cassia Bettencourt| Mestrado 2017

Palavras Chave: Sistematização da Assistência de Enfermagem, Processo de Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Unidade de Terapia Intensiva.


Resumo
Sistematizar a assistência de Enfermagem é fundamental para o desenvolvimento de processos assistenciais que permitam o cuidado aos pacientes de forma individualizada e de qualidade. Para isto, o uso da linguagem padronizada tem sido o diferencial para alcançar este objetivo. Percebe-se, no entanto, que na prática muitas instituições de saúde ainda não fazem uso da linguagem padronizada de Enfermagem, como verificado na realidade do Hospital Regional do Juruá, localizado em um município da Amazônia Ocidental. Objetivo: O estudo teve como objetivo comparar os termos e expressões registrados nas evoluções de Enfermagem com os conceitos e domínios da Taxonomia II da NANDA-I, por meio do mapeamento cruzado, obtendo assim os prováveis diagnósticos de Enfermagem mais frequentes na unidade. Método: Estudo epidemiológico, transversal de caráter descritivo, do tipo retrospectivo, com abordagem quantitativa. Foi realizado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional do Juruá (HRJ), localizado no município de Cruzeiro do Sul, estado do Acre. Foi desenvolvido em duas etapas. Na primeira, foi feito um estudo retrospectivo nos 73 prontuários dos pacientes internados na UTI, no período de maço de 2014 a março de 2015, para coletar os dados sociodemográficos e clínicos, bem como extrair das evoluções de Enfermagem os termos e expressões referentes a respostas humanas. Na segunda etapa, procedeu-se à comparação dos termos e expressões retirados do prontuário com a linguagem padronizada da Taxonomia II da NANDA-I, por meio do mapeamento cruzado. O estudo obteve aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sob o Parecer nº 795.287/2014 Resultados: A análise dos 73 prontuários permitiu identificar que 37 (50.68%) eram do sexo feminino e 36 (49.31%) do sexo masculino. A faixa etária variou de 14 a 96 anos, predominando a idade acima de 60 anos (58.90%). A média de idade foi de 59.61 anos, desvio padrão de 22.34 e mediana de 66 anos. Após análise e exclusões das repetições, foram identificados 294 termos e expressões a partir das evoluções de Enfermagem. Estes termos foram mapeados em relação à NANDA-I e pôde-se identificar 72 diferentes títulos diagnósticos de Enfermagem. Distribuídos em 8 dos 13 domínios da taxonomia de NANDA-I, com destaques os domínios segurança e proteção, eliminação e troca, atividade e repouso, conforto e nutrição. Os diagnósticos mais prevalentes (frequência maior ou igual a 50%) foram: Risco de infecção (83,56%), Integridade tissular prejudicada (68,49%), Integridade da pele prejudicada (52,05%), Dor aguda (50,68%), Débito cardíaco diminuído (52,05%), Troca de gases prejudicada (54,79%). Conclusões: O estudo possibilitou conhecer o perfil da clientela internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional do Juruá e, por meio do mapeamento cruzado entre os termos e expressões registrados nas evoluções de Enfermagem e a Taxonomia II da NANDA – I, identificaram-se os possíveis diagnósticos de Enfermagem mais prevalentes na unidade. Constituiu-se um passo importante para iniciar o processo de implantação do Processo de Enfermagem em sua totalidade na UTI do Hospital Regional do Juruá. 

Mensuração da adesão aos medicamentos imunossupressores em pacientes pediátricos no pós-transplante renal
Autor: Ana Carolina Maximo Silva| Orientação: Bartira de Aguiar Roza| Mestrado 2017

Palavras Chave: Adesão à medicação, Transplante de Rim, Enfermagem Pediátrica.


Resumo
Introdução: A adesão ao regime terapêutico após o transplante é um fenômeno multidimensional determinado pela interação de cinco agentes, sendo estes: a equipe de saúde, o social e econômico, o tratamento, o paciente e a doença. Vários métodos, com o objetivo de detectar a não adesão em doentes transplantados têm sido sugeridos na literatura, mas não há um único método considerado eficiente. Objetivo: Mensurar a adesão aos medicamentos imunossupressores no pós-transplante renal, mediante o uso da Escala Basel Para Avaliação de Adesão a Medicamentos Imunossupressores (BAASIS). Método: Foi desenvolvido um estudo observacional e transversal de único centro. A amostra foi constituída por 156 pacientes pediátricos do pós-transplante renal, que tinham no mínimo quatro semanas completas em casa após alta hospitalar. Foram avaliados por meio do instrumento BAASIS: a ingestão de drogas prescritas; dias utilizados de dose correta; horário-dentro de 25% do horário prescrito; pausa da medicação; tempo de ingestão excedente de 24 horas; alterações de dose por conta própria, complexidade das doses prescritas, percepção do paciente frente ao tratamento, nível de creatinina e registro de internação por rejeição aguda celular comprovada por biópsia. Resultados: Observou-se 66,7% de adesão aos medicamentos imunossupressores e não adesão de 33,3%. Na presença de um cuidador, a adesão foi de 68,2% e, na ausência deste, a adesão diminuiu para 25%. Notou-se: predominância de meninos 60,9% (p=0,0081), diferença de médias de creatinina por sexo (p=0,044), tipo de tratamento – Hemodiálise (p=0,010) e Conservador (p=0,035), procedimento cirúrgico (p=0,004), tipo de transplante (p<0,001) e internação por rejeição aguda celular (p=0,005). Conclusões: A realização desse estudo possibilitou identificar algumas especificidades da população pediátrica do pós-transplante renal quanto à não adesão medicamentosa e mostrou que quanto maior a não adesão medicamentosa, pior é a percepção de adesão dos pais e/ou responsável e do paciente. Os achados conduziram-nos a entender que é necessário revisar a adesão medicamentosa, a existência de barreiras de adesão e a importância da presença de um cuidador. Sendo assim, é preciso monitorar a adesão e suas barreiras, visando à elaboração de estratégias posteriores com foco em ações educativas que promovam o autocuidado e o apoio à adesão, pois são essenciais para a adesão medicamentosa efetiva no pós-transplante renal pediátrico, alterando por consequência os resultados e melhorando a sobrevida dos pacientes. 

Mensuração da adesão aos medicamentos imunossupressores em pacientesdo pós-transplante cardíaco
Autor: Nadja Van Geen Poltronieri| Orientação: Bartira de Aguiar Roza| Mestrado 2017

Palavras Chave: Adesão medicamentosa, transplante cardíaco, enfermagem.


Resumo
Introdução e Objetivos:Evidencia-se que além de ser universal a dificuldade dos pacientes em aderir ao tratamento, outros fatores interferem, como o profissional de saúde, o tratamento, a patologia e o paciente. A não adesão é hoje reconhecida como um fator determinante para o aumento da morbidade e mortalidade, redução da qualidade de vida, aumento dos custos médicos e excesso da utilização dos serviços de saúde. Em Transplantados, este estudo teve como objetivos a de mensurar a adesão medicamentosa nos pacientes pós-transplante cardíaco medianteo uso da Escala Basel Para Avaliação de Aderência a Medicamentos Imunossupressores (BAASIS)®, identificar as comorbidades prevalentes e a sobrevida. Metodologia:O método estudado foi de coorte histórica de abordagem quantitativa, realizado no ambulatório de transplante cardíaco do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). A população foi composta pelos pacientes submetidos a transplante no período de 2009 a 2016, totalizando 60 casos. A coleta de dados foi realizada, seja por meio de análise do instrumento BAASIS ou, pela escala analógica visual (VAS). Resultados:A mensuração da adesão utilizando as variáveis da pesquisa nos mostrou que com a aplicação do instrumento BAASIS, 53,3% dos pacientes aderiram à medicação, o grupo de não adesão foi de 25% que relatou atraso de até 2 horas do prescrito, porém, sem interrupção dos remédios. Embora os valores de adesão do VAS foram maiores ao do instrumento BAASIS (93,3% vs 83,3%), ambos valores não foram significativamente diferentes entre eles (p=0,950). As comorbidades estudadas foram hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemias (DLP) e insuficiência renal crônica. Observou-se que HAS e DLP permaneceram com resultados similares; 38,3% e 30% no pré-transplante e 48,3% e 30% no período pós-transplante. A sobrevida dos pacientes obteve como média 7 anos (85,1meses) pós-transplante, independente do grupo com adesão e sem adesão.Considerações finais: Diante da complexidade do tratamento ao transplante cardíaco, com possíveis eventos adversos e comorbidades, podemos de fato considerar a extrema importância à adesão medicamentosa no pós-transplante e mensurá-las para que todo trabalho empenhado pelos profissionais envolvidos, familiares destes receptores e principalmente do próprio paciente, em questão, não seja em vão. Nisto consiste o trabalho de vários profissionais e estudos sobre adesão para que mostremos sua importância e relevância no resultado final que é a sobrevida destes pacientes com qualidade e sem complicações ou as controláveis com tratamento. 

O que é sexualidade? representações sociais de jovens e adultos
Autor: Ana Maria Limeira de Godoi| Orientação: José Roberto da Silva Bretas| Mestrado 2017

Palavras Chave: Sexualidade, Representações Sociais, Educação em Sexualidade, Educação em Saúde


Resumo
A motivação para elaboração deste projeto de pesquisa teve origem na prática de atividades voltadas à Educação em Sexualidade, desenvolvidas junto a jovens universitários e professores do ensino fundamental e médio, pelo GECOPROS, reconhecido pela Unifesp e credenciado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. Para atender ao objeto do estudo elaboramos como objetivos os seguintes pontos: (1) conhecer as Representações Sociais de jovens e adultos sobre sexualidade; (2) identificar a percepção dos participantes acerca das representações da sexualidade no ambiente social vivido. Fomos motivados a buscar compreender como se dá a elaboração desse conceito tão importante ao nosso trabalho, e para tanto, optamos por utilizar uma abordagem da metodologia qualitativa, sobretudo pela lógica relacional, que parte do pressuposto de que existe uma relação dinâmica entre o mundo real e os sujeitos da pesquisa, entre os sujeitos e o objeto estudado, entre o mundo objetivo e a subjetividade dos sujeitos, atendendo às convicções teóricas e conceituais enquanto pesquisada. O estudo contou com a participação total de 343 participantes. A coleta de dados foi realizada mediante à aplicação de um instrumento não estruturado composto por indicadores sócios demográficos (sexo, idade e escolaridade) e duas questões orientadoras da investigação, que se constituiu de: “O que é sexualidade? Como você observa as manifestações da sexualidade no ambiente em que vive? ”. Foram desvelados doze temas da questão “O que é sexualidade? ” e oito temas da questão “Como você observa as manifestações da sexualidade no ambiente em que vive?” 

Percepção dos indivíduos com transtornos mentais sobre o estigma social que recebem
Autor: Talita Cristina Marques Franco Silva| Orientação: João Fernando Marcolan| Mestrado 2017

Palavras Chave: Transtornos mentais, preconceito, estigma social, saúde mental, enfermagem psiquiátrica.


Resumo
O preconceito e estigma direcionados aos indivíduos com transtornos mentais trazem sérios prejuízos e agravos para suas vidas. Esta pesquisa teve por objetivos analisar a percepção destes indivíduos sobre o preconceito que os vitimaram, analisar os fatores que levam a sociedade a tais práticas, identificar o sofrimento psíquico gerado pelo preconceito, bem como a forma como estes indivíduos enfrentaram o preconceito e estigma. Esta pesquisa foi realizada no município de Álvares Machado/SP, na única Unidade Básica de Saúde a realizar atendimento psiquiátrico. Foram entrevistados vinte e um participantes, sendo dezenove mulheres e dois homens, que estavam na faixa etária de dezoito a setenta anos de idade, todos em processos de tratamento. A pesquisa utilizou a abordagem qualitativa e foi utilizado um questionário semiestruturado, com questões norteadoras para avaliação da percepção dos participantes. A análise dos dados foi feita com base no referencial metodológico de análise do conteúdo. A pesquisa foi autorizada pelo Secretário Municipal de Saúde de Álvares Machado e pelo Comitê Permanente de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos (CEP) da Universidade. Ficou constatado que falta de conhecimento sobre o transtorno mental é a principal causa para o preconceito, advindo do meio social, profissional, religioso, familiar e até mesmo dos profissionais responsáveis pelo tratamento, fato que prejudica o processo do quadro psicopatológico, fazendo com que estes indivíduos se sintam inferiores, incapazes e envergonhados de si mesmos, culminando tudo isto com a exclusão. Os dados apontam também para o sofrimento da família, devido a falta de recursos materiais ou de preparo para conviverem com o familiar acometido de transtorno mental, mas por outro lado, mostrou que o apoio familiar a alguns dos indivíduos não faltou. Todos os participantes enfrentaram a situação na esperança de alivio do sofrimento, às vezes este enfrentamento se deu pelo isolamento, trabalhos artesanais, passeios e frequência em ambientes religiosos. O sofrimento causado pelo preconceito familiar, social, religioso, escolar, profissional e no ambiente de tratamento associados a problemática causada pelas internações e exclusão social interferiram no tratamento e agravaram o quadro psicopatológico. A sociedade com seu modo preconceituoso, isola os indivíduos com transtornos mentais, impedindo-os de exercerem seus direitos básicos de cidadãos e tem a visão de que são antissociais, violentos e perigosos, tal como eram vistos há séculos atrás. As mudanças advindas da Reforma Psiquiátrica no Brasil ainda não surtiram os efeitos desejados, especificamente quanto à mudança de mentalidades sobre a loucura e o louco no contexto social. A pesquisa comprovou que o preconceito e estigma direcionados aos indivíduos com transtornos mentais é realidade a causar mais sofrimento a estes indivíduos. 

Reinternação e adesão ao tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca após orientação de alta e contato telefônico de enfermagem
Autor: Monica Isabelle Lopes Oscalices| Orientação: Ruth Ester Assayag Batista| Mestrado 2017

Palavras Chave: Insuficiência cardíaca, Educação, Ensaio clínico, Enfermagem, Enfermagem em emergência, Alta do paciente


Resumo
A adesão ao tratamento é um grande desafio aos pacientes portadores de doenças crônicas, como a insuficiência cardíaca, pois grande parte dos pacientes não reconhece os sinais e sintomas, demonstrando baixa adesão à terapêutica. O conhecimento da Literacia Funcional em Saúde em pacientes portadores de insuficiência cardíaca se mostra como importante ferramenta de apoio à educação em saúde. A escolha da estratégia de orientação deste complexo tratamento deve ser adequada à capacidade de compreensão do paciente. O acompanhamento telefônico é uma extensão da orientação de alta, considerado importante ferramenta na educação em enfermagem. Objetivo: Comparar a efetividade de dois tipos de intervenção educacional na adesão ao tratamento, nas reinternações e na mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca; associar o nível de Literacia Funcional em Saúde com a adesão medicamentosa, barreiras para não adesão e índices de reinternações e mortalidade destes pacientes. Método: Estudo clínico randomizado, sem cegamento, no qual foram incluídos 201 pacientes, internados em um pronto-socorro, com diagnóstico de insuficiência cardíaca. Na alta, foram divididos em Grupo Controle e Grupo Intervenção, tendo sido realizada orientação de alta personalizada no Grupo Intervenção e institucional no Grupo Controle. Após 90 dias foi avaliada a adesão ao tratamento por meio dos testes de Morisky-Green, Brief Medical Questionnaire e teste para adesão não medicamentosa. No Grupo Intervenção, foi avaliado o nível de Literacia Funcional em Saúde por meio do teste de Newest Vital Sign, e foram realizados contatos para reorientação por meio de ligações telefônicas após 7 e 30 dias da alta. Utilizou-se o Modelo de Equações de Estimação Generalizadas (p<0,05%) para análise estatística. Resultados: Foram alocados 101 pacientes no Grupo Controle e 100 no Grupo Intervenção, com idade média de 62,6±15,2. Após 90 dias o Grupo Intervenção apresentou maior adesão ao tratamento em relação ao Controle (p<0,001). Houve maior incidência de reinternações e morte no Grupo Controle quando comprado ao Intervenção (p<0,01). Pacientes com baixa Literacia Funcional em Saúde apresentaram pior adesão medicamentosa e presença de mais barreiras para a adesão, além de maior incidência de reinternações e óbito. Conclusão: A orientação de alta com acompanhamento telefônico resultou em maior adesão ao tratamento, diminuição de reinternações e óbitos. Deve-se considerar a avaliação da Literacia Funcional em Saúde dos pacientes para direcionar a educação em saúde efetiva a cada nível, demonstrando a importância das intervenções realizadas para diminuição da superlotação das unidades de emergência e custo hospitalar. 

Relação entre o estado nutricional e composição corporal, função pulmonar e qualidade de vida em idosos com doença pulmonar obstrutiva crônica
Autor: Giovanna Peixoto Barreto| Orientação: Ana Rita de Cassia Bettencourt| Mestrado 2017

Palavras Chave: Avaliação Nutricional, Estado Nutricional, Idoso, Composição Corporal, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Qualidade de Vida


Resumo
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença respiratória comum, prevenível e tratável, que se caracteriza pela limitação ao fluxo aéreo. Em 2015, a DPOC foi a quarta causa de mortalidade, sendo responsável por 3,2 milhões de óbitos no mundo. Em pacientes com DPOC, a desnutrição é um achado comum e está relacionada com a piora da gravidade da doença e da qualidade de vida. Objetivo: Avaliar a relação entre o estado nutricional e a composição corporal de pacientes com DPOC com a função pulmonar e a qualidade de vida. Métodos: Estudo transversal analítico realizado em pacientes idosos com DPOC atendidos no ambulatório do Centro de Reabilitação Pulmonar da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Para a avaliação do estado nutricional foram utilizados o Índice de Massa Corporal (IMC), a Bioimpedância (BIA) e a Mini Avaliação Nutricional (MAN). A função pulmonar foi avaliada de acordo com a espirometria, segundo critérios GOLD e a qualidade de vida foi avaliada pelo Teste da Avaliação da DPOC (CAT). As análises estatísticas foram realizadas com auxílio do pacote estatístico IBM SPSS versão 20.0 e foram considerados como estatisticamente significativos os resultados com probabilidade de Erro tipo I inferior a 5%. Resultados: Foram incluídos 107 pacientes com média de idade de 71,1 ± 6,6 anos, 52,3% homens, 44,9% tinham DPOC moderado e 34,6% grave. Segundo a MAN, 42,9% dos pacientes tinham risco nutricional e desnutrição. Em relação a BIA, a massa livre de gordura (MLG) apresentou correlações de intensidade moderada com os indicadores Volume Expiratório Forçado no 1 Segundo (VEF1) e Capacidade Vital Forçada (CVF) e a Massa de Gordura Corporal (MG) também se correlacionou positivamente com o VEF1(L) e a relação VEF1 / CVF. Embora não tenha sido observado diferenças médias significativas entre os valores da MAN com a gravidade da doença, esta correlacionou-se positivamente com quase todos os indicadores espirométricos. Os valores de IMC, circunferência braquial e circunferência da panturrilha foram significativamente menores nos pacientes com maior gravidade da doença. Dentre os indicadores de composição corporal, a massa de gordura corporal e o índice de massa livre de gordura mostraram diferir significativamente entre os grupos de gravidade da doença. Observou-se correlações significativas entre a MAN e a pontuação total do instrumento CAT, sendo que a pontuação foi maior nos pacientes em risco nutricional ou desnutridos. Conclusão: O estado nutricional se associa à função pulmonar e qualidade de vida de pacientes idosos com DPOC. 

Representação gráfica do processo de coleta de dados simplificada do e-sus atenção básica
Autor: Gabriel Rodrigues Santana| Orientação: Lais Helena Domingues Ramos| Mestrado 2017

Palavras Chave: Atenção Primária à Saúde, Estratégia Saúde da Família, Sistemas de Informação em Saúde, Fluxo de Trabalho


Resumo
Analisar documentos oficiais e da literatura, com o intuito de descrever detalhadamente o processo do Sistema com Coleta de Dados Simplificada da estratégia e-SUS Atenção Básica, com foco nas atividades e eventos, utilizando modelagem de processos com notação gráfica BPMN - Business Process Modeling Notation. Métodos: Para a execução desse trabalho, valeu-se uma técnica de modelagem de processos, chamada ciclo de modelagem. Esse trabalho teve dois ciclos de execução, o primeiro ciclo com cinco etapas e o outro com apenas uma etapa. No primeiro ciclo, a primeira etapa contou com a definição do escopo, identificação das informações e interfaces dos sete processos de coleta de dados simplificada da estratégia e-SUS Atenção Básica. Na segunda etapa, as informações obtidas foram analisadas. Na terceira etapa, obteve-se uma primeira versão do modelo gráfico dos sete processos de coleta dos dados simplificada da estratégia e-SUS Atenção Básica. Na quarta etapa, a representação gráfica dos sete processos foi submetida a uma validação com oito especialistas. Dessa validação, construiu-se a versão final da representação gráfica dos sete processos de coleta de dados simplificada da estratégia e-SUS Atenção Básica. Na quinta etapa, a descrição das atividades da coleta dos dados simplificada da estratégia e-SUS Atenção Básica foi publicada com o uso de um software de modelagem de processos com notação gráfica BPMN - Business Process Modeling Notation, com o propósito de dar suporte à publicação do modelo validado pelos oito especialistas. Nesse momento, o ciclo 1 foi encerrado e então teve início o ciclo 2, o qual se caracterizou pela aplicação do método Delphi. A pesquisa foi realizada durante duas rodadas, contanto com a participação de 30 especialistas na primeira rodada e 27 na segunda rodada. Para medir o grau de concordância entre os juízes, foi utilizado um teste estatístico de Análise de Concordância (Coeficiente Kappa). Resultados: Representação gráfica dos sete processos do Sistema com Coleta de Dados Simplificada da estratégia e-SUS Atenção Básica. Conclusão: Para cerca de 80 % dos juízes/painelistas, a representação gráfica dos sete processos de coleta de dados está adequadamente desenhada em conformidade com os processos descritos nos documentos oficiais. O diagrama poderá contribuir para a compreensão do fluxo de trabalho dos gestores e profissionais de saúde que atuam nas Unidades Básicas de Saúde com Estratégia Saúde da Família ativas. É preciso ter uma boa estratégia de implementação do e-SUS Atenção Básica, com eventuais campanhas que promovam a conscientização dos profissionais quanto à mudança de estratégias, oficinas, capacitações dos envolvidos sobre os processos existentes e em tudo que possa contribuir para sua implementação sem problemas, garantindo a qualidade das informações em saúde na Atenção Básica. 

Resultados maternos e perinatais pós intervenções não farmacológicas para o alívio da dor e ansiedade no trabalho de parto: ensaio clínico, randomizado e controlado
Autor: Patricia de Souza Melo| Orientação: Maria Cristina Gabrielloni| Mestrado 2017

Palavras Chave: Enfermagem Obstétrica, Dor do Parto, Ensaio Clínico, Hidroterapia


Resumo
Objetivo: Analisar os efeitos clínicos das intervenções não farmacológicas banho quente de aspersão e exercício perineal com bola suíça, de forma isolada ou combinada, para o alívio da dor e ansiedade no trabalho de parto em parturientes, fetos e recém-nascidos. Método: Ensaio clínico, randomizado e controlado. O estudo foi realizado em duas instituições públicas vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), situadas na cidade de São Paulo. A população foi composta por parturientes de risco habitual, admitidas no Centro de parto intra-hospitalar. A amostra foi de 101 parturientes. Resultados: Das parturientes, 58,4% fizeram uso de indutor no parto, sendo a ocitocina a mais utilizada (76,3%). O parto vaginal ocorreu em 88,1%. A integridade das membranas mostrou-se significativa para a determinação do tipo de parto, bem como para a frequência cardíaca fetal (FCF), pois mulheres com membranas rotas tiveram um incremento de 5,5 vezes na chance de ter parto cesariana (p=0,040) e seus fetos apresentaram redução de, em média, 4,6 bpm comparados aos fetos de mães com membranas amnióticas íntegras (p=0,043). Houve aumento de média na frequência respiratória materna (p=0,037) e dilatação (p<0,001) após a intervenção. Nota-se que a cada aumento de uma contração no segundo momento de avaliação, a chance de parto cesariana reduziu em 86%. Não foram observadas diferenças de médias de pressões arteriais sistólica e diastólica e de pulso nos três grupos, antes e após a intervenção. Constatou-se que o banho quente de forma isolada (p=0,041) e combinada (p=0,021), modificou a progressão do trabalho de parto, visto que houve aumento no número de contrações uterinas comparados ao grupo que utilizou exercício perineal com bola suíça de forma isolada. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas de médias na frequência cardíaca fetal, presença de aceleração transitória, variabilidade ou desacelerações, bem como no índice de Apgar no primeiro e quinto minutos de vida. Conclusão: O uso das intervenções tanto isoladas como combinadas mostraram-se seguras, pois não contribuíram para desfechos maternos e perinatais desfavoráveis, devendo ser recomendadas e incorporados às práticas obstétricas. 

Sintomatologia depressiva em cuidadores familiares de idosos com alzheimer ou outra demência
Autor: Daniela Cristina Magno| Orientação: João Fernando Marcolan| Mestrado 2017

Palavras Chave: Sintomatologia depressiva, cuidadores familiares, idosos, Alzheimer ou outra demência


Resumo
Introdução: O aumento pela demanda de cuidados a idosos portadores de demências tem acarretado sobrecarga física e emocional em cuidadores familiares, tornando-os mais vulneráveis a depressão. Objetivos: Analisar a presença de sintomas depressivos e sua intensidade em cuidadores familiares de idosos com o quadro da doença de Alzheimer ou outras demências; analisar a percepção dos cuidadores sobre a sintomatologia depressiva apresentada; conhecer os fatores desencadeantes dessa sintomatologia e verificar se os cuidadores recebiam alguma intervenção e os fatores que levam a tal situação. Método: Estudo exploratóriodescritivo, quantitativo, realizado com cuidadores familiares de idosos com Alzheimer ou outra demência. Foi utilizado questionário sociodemográfico semiestruturado e escalas psicométricas para avaliação da sintomatologia depressiva: Inventário de Depressão de Beck, a escala de depressão de Montgomery & Asberg e a escala de depressão de Hamilton. Amostra constituída por 51 cuidadores familiares. Para a análise estatística, utilizou-se o teste exato de Fisher e teste para Comparação das Proporções. Resultados: Perfil predominante: filhas, com idade média de 55 anos, casadas e que residiam com o idoso. A maioria dos entrevistados apresentou sintomatologia depressiva com intensidade predominante de leve a moderada. Dos 50 que apresentaram sintomas depressivos, 27 (52,9%) percebiam-se deprimidos e 96% referiram o cuidar do idoso como causa de seu adoecimento. A maioria dos cuidadores apontou a falta de suporte familiar e os sintomas/evolução da doença como principais fatores para depressão, e relataram não receber nenhum tipo de intervenção para seu sofrimento psíquico, portanto, foram orientados sobre sintomatologia apresentada e encaminhados para atendimento especializado. Conclusão: Verificou-se alta prevalência de sintomas depressivos na amostra. Identificar previamente, orientar e intervir são estratégias que devem ser utilizadas com o intuito de minimizar os efeitos que o cuidar pode provocar a este núcleo. 

Tempo de compressão da artéria radial pós-cinecoronariografia: influência sobre hemostasia e ocorrência de complicações vasculares
Autor: Maria Aparecida de Carvalho Campos| Orientação: Ariane Ferreira Machado Avelar| Mestrado 2017

Palavras Chave: Cateterismo Cardíaco, Artéria Radial, Hemostasia, Oclusão da Artéria Radial, Complicações, Enfermagem.


Resumo
A técnica de acesso transradial é a mais segura na realização de procedimentos percutâneos por cateter. Dispositivos mecânicos têm sido utilizados com o propósito de promover hemostasia eficaz e no menor tempo possível, visando à manutenção da patência da artéria radial sem complicações no sítio de punção. Todavia a compressão realizada com curativos customizados mantidos por diferentes tempos de permanência é amplamente utilizada nos países em desenvolvimento. Assim, questiona-se se o tempo de compressão da artéria radial pode ter impacto na ocorrência de hemostasia e de complicações vasculares. Objetivo: Comparar dois tempos de compressão da artéria radial pós-cinecoronariografia eletiva quanto à ocorrência de hemostasia e complicações vasculares. Método: Estudo clínico, prospectivo, randomizado e controlado realizado em pacientes submetidos à cinecoronariografia eletiva pelo acesso transradial, alocados em dois grupos de estudo: G30, cujo curativo compressivo foi mantido por 30 minutos, e G60, no qual o curativo compressivo foi mantido por 60 minutos, ambos até a primeira avaliação de hemostasia. Foram avaliadas variáveis relativas aos pacientes, procedimento, ocorrência de hemostasia e complicações. A patência da artéria radial foi avaliada com ultrassonografia vascular com doppler, imediatamente após a retirada da compressão e após 30 dias do procedimento. As variáveis contínuas foram expressas segundo média, mediana e desvio-padrão, utilizando-se teste t de Student, e as variáveis categóricas em valores absolutos e relativos, sendo comparadas com os testes do qui-quadrado de Pearson e exato de Fischer, com nível de significância p<0,05. Resultados: A amostra foi composta por 152 pacientes no G30 e 151 no G60, distribuídos homogeneamente nos dois grupos de estudo, tendo sio avaliados quanto às características demográficas, do procedimento, ocorrência de hemostasia e complicações vasculares. A hemostasia foi obtida em 76,3% dos pacientes do G30 e em 84,2% do G60 na primeira avaliação. A ocorrência de hematoma do tipo I e II foi identificada em 14,5% dos pacientes do G30 e em 20,5% do G60, enquanto a oclusão imediata da artéria radial em 13,2% dos pacientes do G30 e em 11,9% do G60. Na avaliação de 30 dias, foram identificadas 18 oclusões tardias, sendo 7 (5,5%) no G30 e 11 (8,2%) no G60. Conclusão: Os diferentes tempos de compressão da artéria radial após cinecoronariografia não influenciaram significativamente a ocorrência de hemostasia e complicações vasculares imediatas e tardias. 

Terapia nutricional enteral em pacientes neurocirúrgicos
Autor: Marcia Maria Teixeira de Freitas| Orientação: Solange Diccini| Mestrado 2017

Palavras Chave: Terapia Nutricional Enteral, Neurocirurgia, Avaliação nutricional, Desnutrição.


Resumo
A Terapia Nutricional Enteral (TNE) adequada e precoce é essencial para o tratamento da doença neurocirúrgica e tem associação com o menor tempo de internação. Objetivo: Monitorizar a TNE e avaliar o estado nutricional dos pacientes submetidos à neurocirurgia eletiva e de urgência. Métodos: Estudo tipo coorte, realizado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral e neurológica de um hospital de nível terciário durante o período de 2014 a 2016. Foram incluídos pacientes com idade superior a 18 anos, com diagnóstico neurológico submetidos a cirurgia de urgência ou eletiva com indicação de TNE exclusiva. A coleta de dados foi realizada nas primeiras 24 horas da introdução da TNE com monitoramento diário. O tempo para o acompanhamento foi de 14 dias, com a aferição das medidas antropométricas no primeiro, sétimo e 14º dia. Para a estimativa das necessidades nutricionais, foram considerados os valores de 25 a 30 calorias/Kg/dia e 1,2 a 2,0 g proteína/kg/dia, com fórmulas enterais poliméricas e/ou oligoméricas, com fracionamento de 3/3 horas. As calorias dos sedativos utilizados à base de emulsão lipídica foram consideradas para o cálculo das calorias totais. Para os casos em que não foi possível atingir a meta proteica com a fórmula enteral prescrita, utilizou-se módulo proteico adicional. Para o monitoramento da TNE, considerou-se a adequação da oferta calórica e proteica, jejum, saída inadvertida da sonda enteral e resíduo gástrico. Resultados: Participaram do estudo 83 pacientes, sendo 80 pacientes avaliados no total, dos quais, 78,7% em cirurgia de urgência e 21,3% em eletiva, sendo sua maioria do sexo masculino com média faixa etária de 55 anos em ambos os grupos. O grupo de urgência apresentou frequência para indicação cirúrgica, como Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE) e Acidente Vascular Cerebral (AVC) e no grupo de cirurgia eletiva, neoplasia de encéfalo. Adequação calórica e proteica mostrou ligeira superioridade entre os pacientes do grupo urgência. Pode-se observar que, em ambos os grupos, os pacientes apresentaram redução de medidas antropométricas, em especial para os de urgência. Observou-se maior frequência dos desfechos alta hospitalar e óbito entre os pacientes do grupo eletivo, sugerindo que os pacientes do grupo urgência permaneceram internados por período superior. Conclusão: A monitoração da TNE foi precoce com adequação da oferta calórica e proteica até o quarto dia. Houve alteração da composição corporal mais acentuada no grupo de urgência, com redução de medidas antropométricas, devido a alguns limitadores para a efetividade da TNE. 


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