Teses & Dissertações 2020

Produção do PPG Enfermagem em 2020

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 Teses de Doutorado

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Ações para o controle do câncer de mama entre usuárias da atenção primária em dois municípios da amazônia ocidental
Autor: Maria Susana Barboza Da Silva| Orientação: Maria Cristina Gabrielloni| Doutorado 2020

Palavras Chave: Neoplasia da mama;Atenção Primária à Saúde;Detecção Precoce de Câncer;Programas de Rastreamento;Saúde da mulher.


Resumo
Objetivo: Avaliar a realização das ações de detecção precoce do câncer de mama na Atenção Primária à Saúde (APS) por meio das usuárias de Unidades Básicas de Saúde(UBS) em dois Municípios da Amazônia Ocidental.Método: Estudo de corte transversal. A amostra foi constituída de 736 mulheres de 35 a 69 anos usuárias das UBS elegíveis. A coleta ocorreu em UBS de Estratégia Saúde da Família de setembro/2017 a março de 2018, utilizou-se um questionário estruturado, baseado em protocolos e diretrizes nacionais publicados até 2015 como referenciais. Para análise estatística utilizou-se o software R® Core Team (2018) aplicando os testes do QuiQuadrado ou Exato de Fisher, com nível de significância de 5%. Resultados: Dentre as 736 mulheres 82,3% residia na área urbana, 40,1% eram casadas, 76,4% de cor/raça parda, 48,2% analfabetas ou com o fundamental 1 incompleto e 63,9% pertencentes à classe D-E. A frequência na realização do exame clínico das mamas nas mulheres com risco elevado e risco padrão foi de 39,7% e da mamografia 42%. A adequação do exame clínico das mamas atingiu 21% das mulheres com risco para o câncer de mama. A mamografia foi realizada adequadamente em 66,7% nas mulheres com risco elevado e 5,8% nas com risco padrão. A maioria das mulheres foram orientadas a realizar a mamografia após os 40 anos, consequentemente, a prevalência do exame mamográfico anual foi maior nas mulheres de 40 a 49 anos. Houve maior adequação na realização do exame clínico das mamas e da mamografia nas mulheres com risco padrão para o câncer de mama em Cruzeiro do Sul do que em Rodrigues Alves, porém, esta, está muito abaixo do recomendado. Conclusão: Na caracterização sócio demográfica dos estratos etários, verificou-se que a baixa escolaridade e renda é mais frequente nas mulheres de 50 a 69 anos do que nas de 35 a 39 anos e nas de 40 a 49 anos, tornando-as mais vulneráveis socialmente. As ações de detecção precoce implementadas estão em desacordo com as recomendações nacionais, o que pode implicar maior risco às mulheres. Diante disso, torna-se necessário a criação de estratégias para aumentar a adesão dos profissionais de saúde às propostas governamentais, assim como avaliação contínua das ações realizadas nos serviços da APS. 

Análise dos eventos infecciosos ocorridos com receptores de transplante renal com doador falecido com critério expandido
Autor: Sirlei Regina De Sousa| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Doutorado 2020

Palavras Chave: Transplante Renal;Infecção;Doador;Estudo de Coorte


Resumo
Introdução: apesar dos avanços nos métodos dialíticos e no transplante renal, a mortalidade na Doença Renal Crônica permanece elevada. Há poucos estudos epidemiológicos sobre os fatores de risco para infecção/colonização por bactérias multirresistentes em receptores de rim com Doador Falecido com Critério Expandido. Objetivos: analisar os fatores de risco para infecção/colonização por bactérias multirresistentes em receptores de transplante renal com Doador Falecido com Critério Expandido. Método: estudo de coorte, retrospectivo, epidemiológico, que analisou a presença de infecção em 466 receptores de transplante renal com doador falecido expandido. Realizada análise descritiva dos dados apresentados utilizando-se frequências absolutas e percentuais, médias, desvios padrão, valores mínimos e máximos, quando apropriados, análise univariada e multivariada para fatores de risco para infecção. O nível de significância adotado foi de 0,05. O programa estatístico utilizado para efetuar os cálculos foi o RStudio, versão 1.2.1335 e o R, versão 3.4.4. Resultados: Um total de 466 receptores de transplante renal com Doador Falecido com Critério Expandido foram incluídos no estudo. Eram do sexo masculino 63%, media de idade 47 anos, prevaleceu etnia parda (44,2%), 89% eram positivos para citomegalovírus, 49% receberam ate uma bolsa de concentrado de hemácias antes do transplante. O tempo médio de isquemia fria foi de 1503 minutos, 53,4% realizaram anastomose uretral com a técnica de Gregoir, com necessidade de realizara hemodiálise apos o transplante de 3 a 4 vezes, o uso de timoglobulina foi observado em 39,9% para uma dose e em 15,9% para 4 doses. A principal causa de morte do doador foi acidente vascular encefálico (31,5%) seguido de traumatismo crânio encefálico (32%). A presença de necrose tubular aguda foi observada em 64,2% do rim do doador antes do transplante. Um total de 551 episódios de infecção foram registrados, sendo 162 por citomegalovírus, 80 por infecção do trato urinário e outras. Os episódios de infecções foram de 70,2% nos receptores de transplante renal com Doador Falecido com Critério Expandido .Os fatores de risco para infecção para os 327 (70,20%) dos receptores foram uso do protocolo imunossupressor Tacrolimus, Prednisona e Azatioprina, Tacrolimus, Prednisona e Micofenolato Sódico, indução com Timoglobulina e presença de infecção por CMV. A incidência de infecção com bactérias multirresistente foi de 6,1%. A infecção mais presente foi a Infecção do Trato Urinário (70%), e o agente etiológico Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase foi diagnosticado em onze uroculturas (78,50%). A pneumonia por Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase estava presente em quatro pacientes e em um por Infecção de sitio cirúrgico. Um paciente estava com Infecção do trato urinário por Eschichia Coli Multirresistente, um Infecção de correte sanguínea por Enterococcus resistente à vancomicina, e dois estavam com Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase e Eschichia Coli. A sobrevida foi de 96% entre os pacientes com infecção. Os pacientes sem infecção sobreviveram com uma taxa de 100% após dois anos do transplante. A sobrevida foi menor para os receptores que tiveram infecção por CMV no primeiro mês após o transplante. Conclusões: os episódios infecciosos mais frequentes foram por citomegalovírus e Infecção do trato urinário. O agente etiológico mais presente no resultado da urocultura foi o Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase. Os fatores de risco para infecção foram o tempo de internação, ter infecção por Citomegalovírus, uso de Tacrolimus, Prednisona e Azatioprina, Tacrolimus, Prednisona e Micofenolato Sódico, indução com Timoglobulina e diabetes. O óbito ocorreu em 3,3% da população estudada e a principal causa de óbito foi infecciosa. A sobrevida foi de 96% entre os pacientes com infecção. 

Aplicabilidade de um algoritmo de apoio à decisão no processo de avaliação perineal na assistência ao parto
Autor: Monica Bimbatti Nogueira Cesar| Orientação: Márcia Barbieri| Doutorado 2020

Palavras Chave: Episiotomia;Lacerações;Períneo;Enfermagem;Tecnologia da Informação.


Resumo
Introdução: Entre as ações ou procedimentos que compõem a assistência ao parto, a avaliação perineal e a decisão de preservar a integridade do períneo ou proceder a episiotomia são temas polêmicos. Há falta de método que indique evidências a serem avaliadas e critérios decisórios, o que gera desconforto profissional quanto a prática e morbidade materna relacionada às lacerações no canal vaginal e região perineal. Usar algoritmos, implementados em sistemas computacionais de apoio à decisão, pode contribuir para a avaliação de múltiplas variáveis e sugerir trajetórias de ações mais alinhadas a evidências científicas e segurança assistencial. Objetivo: Avaliar a aplicabilidade de um algoritmo para apoiar decisões conscientes e seguras da manutenção ou não da integridade perineal na assistência ao parto. Materiais e Método: Pesquisa aplicada de desenvolvimento tecnológico. Foi construído um algoritmo tendo por base informações relevantes adquiridas na literatura, validado por profissionais. Para avaliar sua aplicabilidade em campo, o algoritmo foi utilizado como base para a construção de um protótipo de “Sistema de Apoio à Decisão” (SAD) on- line para dispositivos móveis. Após aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa, realizou-se teste piloto. O algoritmo, embutido neste protótipo de SAD, foi utilizado por dois meses, em 305 partos vaginais, por enfermeiros obstetras de um hospital público da cidade São Paulo, preenchendo-se formulários de avaliação sobre a aplicabilidade do sistema. Resultados: Dos doze profissionais participantes, dez recomendaram, com certeza, o uso do SAD na avaliação perineal e dois tiveram dúvidas. Observou- se que ocorreu concordância entre a sugestão do SAD e a decisão do profissional em 93,1% dos partos. Nos casos onde o profissional escolheu seguir as recomendações do SAD, os resultados foram favoráveis à puérpera e ao recém-nascido. Quando o profissional seguiu a recomendação do SAD, casos desfavoráveis à puérpera de laceração de 2o ou 3o graus se mantiveram em 13,4%. Quando o profissional escolheu não seguir a recomendação do sistema, esta frequência subiu para 28,6%. Quanto aos casos desfavoráveis ao recém-nascido, como Apgar de 5° minuto inferior a 7, a incidência foi de apenas 0,4% das ocorrências quando houve concordância entre a decisão do profissional e a recomendação do SAD, porém esse índice subiu para 9,5% quando o profissional não seguiu o recomendado. Verifica-se associação entre divergências de conduta e número de eventos adversos (p=0,001). Quando houve concordância de conduta entre a recomendação do SAD e a conduta profissional, a incidência de eventos adversos foi de 33,3%. Já, nos casos onde houve divergência, a incidência subiu para 66,7%. Desta forma, percebe-se que os eventos adversos tenderam ser menores quando a recomendação do SAD foi acatada. Conclusão: O algoritmo proposto, implementado em um protótipo móvel de SAD para avaliação perineal, mostrou ser uma ferramenta aplicável e útil para nortear o profissional por ocasião da assistência ao parto. Acredita-se que a continuidade deste estudo pode levar a significativo aprimoramento e utilidade do algoritmo e de suas implementações em Sistemas de Apoio à Decisão mais elaborados. 

Avaliação da classificação de risco em um serviço de emergência da Bahia
Autor: Ana Paula Santos de Jesus| Orientação: Ruth Ester Assayag Batista| Doutorado 2020

Palavras Chave: Triagem;Enfermagem em Emergência;Serviços Médicos de Emergência;Avaliação de Processos e Resultados em Cuidados de Saúde;Tempo de Internação;Comorbidade.


Resumo
Objetivos: Associar as categorias de classificação de risco com perfil demográfico, aspectos clínicos, comorbidades, tempos de atendimentos e desfechos dos pacientes no serviço de emergência, para avaliar o Sistema de Triagem de Manchester. Métodos: Estudo transversal e analítico. Foram incluídos pacientes com 18 anos ou mais classificados em relação à urgência do atendimento pelo Protocolo de Manchester em um serviço de emergência. Para processamento e análise estatística, foi utilizado o Statistical Package for Social Science (SPSS), versão 23. A análise descritiva foi realizada por meio dos cálculos de média, desvio padrão, mediana, mínimo e máximo. Para as variáveis categóricas, calcularam-se frequência e percentagem. Foram utilizados teste qui-quadrado, teste t de Student, análise de variância e modelo linear generalizado, com nível de significância de 5%. A carga comórbida foi calculada por meio do índice de comorbidades de Charlson. Resultados: Foram analisados os dados de 3.624 prontuários de pacientes. A idade variou de 18 a 114 anos, com média de 48,4 ± 18,7 anos. Predominaram o sexo feminino (51,8%), a cor parda (94,4%; n = 2.751), os procedentes da residência (88,1%), os classificados na categoria de risco amarela (31,5%) e aqueles com desfecho de alta hospitalar (42,9%). Indivíduos da categoria branca apresentaram idade mais elevada, e os homens tiveram maior percentual de risco vermelho quando comparados às mulheres (p = 0,0018). Pacientes classificados nas categorias de alta prioridade (vermelha e laranja) apresentaram maior frequência de comorbidades, sinais vitais alterados, queixas cardiológicas, causas externas, dois ou mais exames realizados e óbito. O tempo médio de espera para início da classificação de risco e a duração da classificação foram maiores do que o recomendado, com exceção da categoria vermelha. O tempo médio de espera para atendimento médico nas categorias vermelha e laranja foi significativamente maior que o estimado. O desfecho óbito associou-se à categoria vermelha com menores tempos médio de espera para atendimento e reduzida permanência no serviço de emergência. A pontuação média no índice de comorbidade ajustado à idade foi maior nos pacientes das categorias vermelha e branca, com queixas vasculares e endócrinas, e naqueles que realizaram tomografia de crânio, apresentando risco alto de mortalidade (p < 0,0001). Internação hospitalar, transferência e óbito associaram-se a escores médios de comorbidade mais altos (p < 0,0001). Conclusão: O uso do Sistema de Triagem de Manchester foi fundamental para a priorização dos casos graves, adequação do uso de recursos diagnósticos e a identificação de risco mais elevado para internação e óbito. Houve diferença entre o tempo médio de espera para atendimento médico e o preconizado pelo protocolo. Apesar da priorização dos casos urgentes, melhorias devem ser implantadas para a organização do fluxo de atendimento, visando à redução nos tempos de espera, especialmente em categorias de alta prioridade. A avaliação da carga comórbida pode ser usada para estabelecimento da prioridade clínica, definida pelo Protocolo de Manchester, quando se deseja identificar os pacientes com chances mais altas de evoluir a óbito. 

Avaliação de sintomatologia depressiva e autoestima em usuários de centro de referência no atendimento a queimados
Autor: Sandra Renata Pinatti De Moraes| Orientação: João Fernando Marcolan| Doutorado 2020

Palavras Chave: sintomatologia depressiva;enfermagem em saúde mental;queimaduras;autoimagem;escalas de graduação psiquiátrica.


Resumo
Introdução: Queimadura é um dos traumas mais graves que o indivíduo pode sofrer, importância do tema decorre dos transtornos físicos e emocionais que queimadura acarreta na vida dos indivíduos acometidos. Objetivos: avaliar presença e intensidade de sintomas depressivos, autoimagem e autoestima em participantes queimados; relacionar presença de sintomatologia depressiva e comprometimento na autoestima e autoimagem; analisar interferência desta sintomatologia na vida pessoal e de relação. Método: Estudo descritivo com abordagem quantitativa e qualitativa, desenvolvido com 36 participantes atendidos em hospital universitário de referência no atendimento a queimados, em Londrina- PR, por meio da aplicação de escalas psicométricas e entrevistas gravadas em áudio e realizadas quando da alta hospitalar e do retorno ambulatorial. Utilizado questionário semiestruturado com variáveis sociodemográficas e dados sobre queimadura; Inventário de Depressão de Beck; Escalas de Depressão de Hamilton (HAM-D) e Montegomery-Asberg (MADRS) e Escala de Autoestima de Rosenberg. Dados quantitativos foram avaliados por programa estatístico para análise descritiva e inferencial, os qualitativos pela análise de conteúdo. Resultados: Predomínio do sexo masculino (24 - 66,67%), mediana de idade de 38 [27-51] anos, casados (23 - 63,89%), brancos (25 - 69,44%), renda entre um a dois salários mínimos (19 - 52,77%), queimadura mais prevalente de segundo grau (24 - 66,66%), durante ato laboral (18 - 50%), por produtos inflamáveis (12 - 33,33%), na primavera (12 - 33,33%); submeteu-se a maior parte a desbridamento e enxerto (29 - 80,55%), área queimada mais acometida foram membros superiores e mãos; maioria (20 - 55,56%) não possuía rede de apoio. Quanto as escalas psicométricas a maioria apresentou sintomatologia depressiva na primeira etapa (35 - 97,0%) e na segunda (33 - 91,0%), com piora da intensidade leve/moderada para grave, nas Escalas de Hamilton (HAM-D) e Montegomery-Asberg (MADRS), Inventário de Beck não apresentou mudanças significativas nos dois momentos por ser autoaplicável; autoestima baixa se fez presente na maioria dos participantes e com piora da mesma da primeira para a segunda etapa; autoestima apontou significância estatística para renda (p=0,007), possuir diagnóstico depressivo prévio (p=0,04) e professar uma fé (p=0,005). A análise qualitativa forneceu duas categorias: “o sofrimento causado pela queimadura e impacto na autoimagem” e “enfrentamento do sofrimento”, com três unidades temáticas em cada categoria. Verificou-se sofrimento e culpa pelo acidente que acarretou a queimadura permeado pela desatenção; relações de afeto familiares se solidificaram; importância da rede de suporte familiar, do trabalho e da equipe de saúde; autoimagem ficou comprometida e interferiu de modo prejudicial na autoestima e sintomatologia depressiva; percepção que seu corpo foi estigmatizado, mas professar uma fé/religião e contar com apoio familiar consolidou afeto como fator primordial para enfrentar esta nova condição de vida. Conclusão: aplicação de escalas psicométricas permitiu conhecer intensidade da sintomatologia depressiva e autoestima/autoimagem e suas comparações e deve estar na prática a indivíduos queimados; importância do fortalecimento da relação familiar e em crenças religiosas/espiritualidade como fatores de enfrentamento da situação de sofrimento. 

Avaliação multidimensional de pessoas idosas em diferentes situações de atenção familiar
Autor: Marcelo Geovane Perseguino| Orientação: Ana Lúcia de Moraes Horta| Doutorado 2020

Palavras Chave: Idoso; Qualidade de v ida; Po pulações vulneráv eis; Avaliação Geriátrica; Serviços de S aúde para Idosos.


Resumo
Introdução: O progressivo crescimento populacional de idosos leva à necessidade de adaptações físicas e sociais frente o aumento da demanda pelo cuidado. A família é o principal provedor desta assistência e por isso, torna-se importante a análise do seu papel para a saúde da pessoa idosa. Este estudo apresenta-se no formato de dois artigos. Artigo 1-Objetivo: teve como objetivo avaliar e correlacionara vulnerabilidade e a qualidade de vida de idosos na comunidade em diferentes situações de atenção familiar. Método: destaca-se a abordagem quantitativa,comparticipaçãode769pessoas com idade acima de 65 anos atendidas meu m ambulatório universitário interdisciplinar de saúde no município de São Paulo no período de junho de 2017 1 março de 2018,com aplicação de três instrumentos de coleta de dados conhecidos como VES-13,Whoqol-Breef e seu complemento Whoqol-old e um instrumento de coleta de dados sócio contextual elaborado pelo próprio autor com variáveis relacionadas à idade, sexo, estado civil, escolaridade, profissão, número de filhos, coabitação, renda, contato e presença de auxílio familiar, características da residência e atividades avançadas de vida diária As análises estatísticas que envolveram o teste de hipótese foram processadas no software Statiscal Packagefor Social Sciences, versão 22.0. Para a análise descritiva das variáveis contínuas calculou-se a média, desvio padrão, mediana, mínimo e máximo. Para as variáveis categóricas calculou-se frequência e percentual. Para as demais analises foram utilizados os testes Qui-Quadrado, Razão de Verossimilhança, não paramétrico de Mann-Whitney (2 categorias) ou de Kruskal-Wallis(3 ou mais categorias), coeficiente de correlação de Spearman e o Modelo Linear Geral. Foi utilizado um nível de significância de 5% (p-valor < 0,05). Resultados: Quanto a vulnerabilidade 427 (62,2%) não apresentaram vulnerabilidade. A qualidade de vida a média apresentada foi 3,64 (0,56) no Whoqol-bref e 3,65 (0,6) no Whoqol-old. Pacientes não vulneráveis apresentam maior escore de Whoqol-old (3,81) e Whoqol-bref (3,78) do que pacientes vulneráveis(p<0,0001), com maior escore em todos os domínios do que pacientes vulneráveis. Conclusão: A relação entre a vulnerabilidade e qualidade de vida das pessoas idosas avaliadas mostra que idosos mais vulneráveis apresentam menor qualidade de vida, assim a avaliação da vulnerabilidade da pessoa idosa se mostra como um fator importante de melhora na qualidade de vida. Artigo 2-Objetivo: teve como objetivo avaliar e correlacionar a capacidade funcional e funcionalidade familiar de idosos na comunidade em diferentes situações de atenção familiar. Método: destaca-se a abordagem quantitativa, com participação de 769 pessoas com idade acima de 65 anos atendidas em um ambulatório universitário interdisciplinar de saúde no município de São Paulo no período de junho de 2017 1 março de 2018, com aplicação de três instrumentos de coleta de dados conhecidos como o APGAR familiar, Escalas de Katze Lawton e um instrumento de coleta de dados sócio contextual elaborado pelo próprio autor com variáveis relacionadas à idade, sexo, estado civil, escolaridade, profissão, número de filhos, coabitação, renda, contato e presença de auxílio familiar, características da residência e atividades avançadas de vida diária. As análises estatísticas que envolvem teste de hipótese foram processadas no software Statiscal Package for Social Sciences, versão 22.0. Para a análise descritiva das variáveis contínuas calculou-se a média, desvio padrão, mediana, mínimo e máximo. Para as variáveis categóricas calculou-se frequência e percentual. Para as demais analises foram utilizados os testes Qui-Quadrado, Razão de Verossimilhança, não paramétrico de Mann-Whitney (2 categorias) ou de Kruskal-Wallis (3 ou mais categorias), coeficiente de correlação de Spearman e o Modelo Linear Generalizado. Foi utilizado um nível de significância de 5% (p-valor < 0,05). Resultados: Quanto a capacidade funcional 355 entrevistados (51,7%) não realizam atividade de vida diária avançada, 633 (92,3%) são independentes para as atividades de vida diárias básicas. Quanto às atividades de vida diária instrumentais, 403 (58,7%) apresentam dependência parcial e 272 (39,7%) são independentes. Quanto a funcionalidade familiar 69 (10,1%) apresentaram elevada disfunção familiar e 518(75,5%) boa funcionalidade familiar. Pacientes com funcionalidade intermediária apresenta maior percentual de boa funcionalidade familiar do que pacientes com capacidade menos funcional. Conclusão: Embora o grupo estudado apresente boa capacidade para realização das atividades de vida diárias básicas a dificuldade na realização das atividades instrumentais e avançadas demonstra perda de capacidade funcional. A funcionalidade familiar mostrou-se como um fator de manutenção das capacidades funcionais. 

Avaliaçãodo modelo de gestão de serviço de enfermagem aplicado em hospitais gerenciados por organização social de saúde: um estudo de caso
Autor: Elizabeth Akemi Nishio| Orientação: Maria D Innocenzo| Doutorado 2020

Palavras Chave: Modelos Organizacionais;Administração Hospitalar;Gestão em Saúde;Assistência à Saúde em Enfermagem


Resumo
Objetivo: Avaliar, sob a percepção dos enfermeiros ativos, o modelo de gestão de serviço de enfermagem (MGSE) hospitalar aplicado em hospitais gerenciados pela Organização Social de Saúde Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (OSS-SPDM), considerando-se o tipo e as dimensões do modelo. Método: trata-se de um estudo quantitativo, exploratório, transversal, do tipo estudo de caso único integrado e população censitária. A análise do modelo foi realizada em 15 hospitais a partir do instrumento de coleta de dados denominado Index of Professional Nursing Governance, composto por 86 questões direcionadas aos enfermeiros ativos das instituições hospitalares do estudo. Os escores foram calculados pela soma das pontuações atribuídas pelos profissionais, resultando na indicação do tipo de modelo de gestão vigente em cada instituição. Para a consistência interna utilizou-se o coeficiente Alpha de Cronbach. A coleta de dados foi realizada on-line com link de acesso aos instrumentos, mediante declaração de concordância do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido no período de 01 de fevereiro a 30 março de 2019. Os dados foram armazenados e organizados na plataforma REDCap, hospedada na Universidade Federal de São Paulo. A análise estatística foi realizada de forma descritiva seguida de uma análise de agrupamento pelo método k-means e por regressão linear múltipla, a fim de analisar os efeitos simultâneos de um conjunto de variáveis sobre a pontuação alcançada no instrumento supracitado. Resultados: dos 1.523 enfermeiros convidados, 680 (44,6%) aceitaram participar do estudo, dos quais 518 (34,1%) completaram os questionários. A maioria dos participantes é mulher (82,8%) com idade média de 36,7 anos; 81,1% tem especialização e pós graduação e 24,3% exerce algum cargo gerencial. Quanto aos resultados do instrumento de coleta, 12 (80%) hospitais obtiveram média geral de 184,3 pontos indicando governança compartilhada e três hospitais (20%) foram classificados no modelo de gestão tradicional com média geral de 165,7 pontos. Quanto à classificação dos hospitais, verificaram-se na governança compartilhada três hospitais sem certificação, com média de 187,3 pontos, cinco hospitais com certificação, com média de 187,5 pontos, três hospitais psiquiátricos, com média de 178,6 pontos, e um hospital com menos de um ano de gestão, com 176,8 pontos. Na governança tradicional observou-se um hospital com certificação (168,0 pontos), um hospital sem certificação (166,1 pontos) e um hospital com menos de um ano de gestão (163,0). Enfermeiros com cargo gerencial apresentaram, em média, percepção menor de governança compartilhada (12,4 pontos a menos) do que os profissionais sem cargos de gerência. Aqueles que trabalhavam de 11 a 20 anos sob gestão da organização social apresentaram médias maiores em relação àqueles com menos de um ano de trabalho (19,6 e 33,7 pontos, respectivamente). Conclusões: dos 15 hospitais analisados, 80% encontram-se sob a governança compartilhada, indicando que o grupo dominante possui, sobretudo, alguma participação da equipe. Por outro lado, observou-se que a percepção, por parte dos enfermeiros com cargo gerencial, da governança compartilhada foi menos expressiva ao ser comparada com a percepção dos profissionais sem cargos de gestão. Os fatores que influenciaram a percepção de governança foram o tipo de cargo e tempo de trabalho sob gestão da OSS-SPDM. Ressalta-se que o MGSE em uso é híbrido, em processo de transição do modelo tradicional para modelo de governança compartilhada. 

Efeitos do cálcio em baixa e alta dosagem em gestantes com hipertensão gestacional: Ensaio Clínico Randomizado
Autor: Erica De Brito Pitilin| Orientação: Janine Schirmer| Doutorado 2020

Palavras Chave: Hipertensão induzida pela gravidez;Carbonato de cálcio;Suplementos nutricionais;Pré-eclâmpsia;Proteinúria.


Resumo
Introdução: As síndromes hipertensivas gestacionais são consideradas uma das mais importantes complicações do ciclo gravídico puerperal. Os potenciais mecanismos subjacentes dessas síndromes parecem estar diretamente relacionados à concentração do cálcio. A suplementação dietética de cálcio durante a gravidez tem reduzido a incidência das complicações dessa síndrome, como pré-eclâmpsia, trabalho de parto prematuro e baixo peso ao nascer. Os efeitos benéficos desse nutriente têm sido encontrados em estudos tanto com alta dosagem, quanto com baixas doses. Resultados conflitantes são relatados na literatura sobre a segurança na dosagem eficaz e o impasse entre os riscos de uma suplementação em excesso. Apesar das evidências indicando os potenciais efeitos do cálcio, pequena parcela de mulheres recebe prescrições do suplemento durante a assistência pré-natal nas instituições públicas brasileiras, mesmo estando disponível no sistema público de saúde. Considerando o dilema emergente em relação à dosagem da suplementação de cálcio, este estudo parte do pressuposto de que a baixa dosagem de suplementação com o cálcio (500mg) equivale aos efeitos positivos da suplementação com 1.500mg de cálcio na redução dos níveis pressóricos e proteinúria em gestantes com hipertensão gestacional, bem como à redução no número de nascimentos prematuros e baixo peso ao nascer. Identificar o efeito do cálcio pode subsidiar uma prática clínica padronizada e incentivar sua prescrição. Objetivo: Investigar os efeitos da suplementação de cálcio em baixa e alta dosagens nos parâmetros clínicos e biomarcadores preditivos da pré-eclâmpsia de gestantes com hipertensão gestacional. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado realizado com gestantes diagnosticadas com hipertensão gestacional a partir da 20ª semana de gestação sem proteinúria associada, alocadas aleatoriamente em dois grupos: grupo intervenção mínima (cálcio 500mg/dia) e grupo intervenção máxima (cálcio 1.500mg/dia). A cada 4 semanas, foram avaliados os parâmetros clínicos e laboratoriais, tendo sido colhidas informações sobre o nascimento ao final do estudo. Os dados foram coletados no período de junho de 2018 a julho de 2019. Foi considerada como desfecho primário do estudo a redução dos níveis pressóricos e proteinúria e foram tomados como desfechos secundários prematuridade, baixo peso ao nascer, internação em unidade de terapia intensiva neonatal, risco cardiovascular e adesão ao tratamento. Resultados: No período da coleta de dados, 142 gestantes estiveram elegíveis para o protocolo de pesquisa. Destas, 18 recusaram-se a participar do estudo, 49 foram excluídas por não atenderem aos critérios de inclusão e 24 não fizeram parte da pesquisa por outras causas (etnia, óbito fetal e mudança de endereço), totalizando, ao final, 51 gestantes. Ao comparar o efeito do cálcio nos biomarcadores intragrupo, foi possível identificar que, no grupo suplementado com 500mg/dia, houve redução significativa na pressão arterial sistólica (redução de 7,33 mmHg), na proteinúria (redução de 9,52 mg/dl) e na incidência de pré-eclâmpsia (relação proteína/creatinina), e a microalbubinúria aumentou (elevação de 4,2mg/dl) após 4 semanas de uso do suplemento. Ao final de 8 semanas, houve redução na média da proteinúria (redução de 10,71mg/dl), ureia (redução de 12,8 mg/dl), proteína C-reativa (redução de 9,05 mg/dl), e aumento nos triglicerídeos (aumento de 63,67 mg/dl). Por outro lado, a partir da suplementação com 1.500mg/dia de cálcio, foi possível observar redução significativa na pressão arterial sistólica (redução de 17,5 mmHg) e na lipoproteína de alta densidade (redução de 6,63 mg/dl) após 4 semanas do suplemento e, ao final de 8 semanas, uma diminuição na pressão arterial diastólica (redução de 8,8 mmHg), na ureia (redução de 5,8mg/dl), na proteinúria (redução 6,8 mg/dl) e na proteína C-reativa (redução de 6,91 mg/dl). Na análise entre os grupos de intervenção, foi possível observar que, ao final de 4 semanas, houve diferença significativa na relação proteína/creatinina, sendo menor no grupo cálcio 500mg/dia, e no paratormônio (pg/ml), sendo menor no grupo cálcio 1.500mg/dia. No entanto, após 8 semanas de uso do suplemento, as diferenças foram nas médias da pressão arterial sistólica e diastólica, da ureia, da creatinina e da lipoproteína de baixa densidade, sendo esses valores menores no grupo cálcio 1.500mg/dia. Os desfechos secundários neonatais entre os grupos de intervenção, após 8 semanas de suplemento, foram iguais. Ao longo do protocolo de pesquisa, nenhuma gestante apresentou complicações graves, como pico hipertensivo, pré-eclâmpsia grave, síndrome HELLP (hemólise, elevação das enzimas hepáticas e plaquetopenia), falência renal, eclâmpsia ou óbito fetal. Conclusão: O cálcio tem potencial efeito nos processos hemodinâmicos e metabólicos de gestantes hipertensas, variando conforme a dosagem ingerida e o tempo de uso. O efeito da suplementação mínima em alguns parâmetros analisados foi equivalente ao da suplementação, com altas doses na análise intragrupo, corroborando a hipótese inicial do estudo. Melhores resultados foram observados no grupo com suplementação máxima, porém efeitos positivos também foram encontrados com pouco tempo de uso e baixa dosagem sem piores desfechos neonatais. 

Efetividade de intervenção educativa para prevenção de infecções do trato urinário de idosos institucionalizados
Autor: Joao Luis Almeida Da Silva| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Doutorado 2020

Palavras Chave: Idoso;Infecções Urinárias;Educação Permanente;Instituição de Longa Permanência para Idosos;Monitoramento Epidemiológico


Resumo
Objetivos: analisar a efetividade de intervenção educativa com profissionais de enfermagem e cuidadores para prevenção de infecções do trato urinário de idosos institucionalizados; comparar as taxas de prevalência e fatores de risco associados; verificar o conhecimento da equipe de enfermagem e dos cuidadores sobre sinais, sintomas, fatores de risco, tratamento e medidas preventivas antes e após intervenção educativa. Métodos: estudo quase experimental realizado em uma Instituição de Longa Permanência para Pessoas Idosas no período de julho de 2018 a julho de 2019 em município no sul da Bahia. O perfil de prevalência foi realizado com 116 idosos. Utilizou-se instrumento para avaliação clínica dos idosos e os fatores de risco foram coletados dos prontuários. Realizou-se coleta de urina I e urocultura para análise laboratorial antes e após a intervenção educativa. A intervenção educativa foi realizada com 20 profissionais (07 da equipe de enfermagem e 13 cuidadores de idosos), organizados em 4 grupos. Aplicou-se questionário estruturado autoaplicável no período pré-intervenção, realizou-se intervenção educativa através de 6 oficinas temáticas por grupo de profissionais, reaplicação do questionário 6 meses pós- intervenção. Resultados: a prevalência de infecção do trato urinário no período pré-intervenção foi de 33,62%. Os fatores associados foram: sexo feminino; uso de fraldas e de diuréticos; incontinência urinária e fecal; diabetes tipo 1; hiperplasia benigna de próstata e desidratação (p<0,05). Evidenciou-se que desidratação aumentou em 40 vezes a chance de desenvolver a infecção. Os uropatógenos isolados foram todos gram-negativos, os de maior prevalência foram Escherichia coli (69,2%) com boa sensibilidade aos antimicrobianos e Klebsiella Pneumoniae (20,6%) com sensibilidade e resistência mais variável. Pós-intervenção educativa a prevalência de infecção urinária reduziu para 20%; os fatores de risco desidratação e uso prolongado de fraldas não foram mais associados à patologia; os microrganismos mais prevalentes mantiveram-se. A média de acertos da equipe de enfermagem e de cuidadores, após intervenção educativa, aumentou do pré para o pós-teste em 52% em relação aos sinais de infecção urinária, 32% em relação a sintomas, 72,5% tratamento, e 40% sobre fatores de risco pessoais/comportamentais e relacionados a morbidade, 59% em relação a fatores condicionais e 43,8% sobre medidas preventivas. A equipe de cuidadores apresentou maior ganho de conhecimento em relação à equipe de enfermagem em quase todas as questões (p<0,05). O tempo de cuidado com idoso não apresentou correlação positiva com nenhuma variável (R<1; p>0,05). Conclusão: a intervenção educativa foi efetiva ao produzir aquisição de conhecimento à equipe de enfermagem e de cuidadores, propiciou redução da taxa das infecções do trato urinário nos idosos e alterou a associação dos fatores modificáveis mais prevalentes na chance de desenvolver esse tipo de infecção. 

Eficácia de cobertura estéril de cateteres intravenosos periféricos na prevenção de flebite: estudo clínico pragmática, randômico e controlado com cegamento
Autor: Sandra Maria Sampaio Enes| Orientação: Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira| Doutorado 2020

Palavras Chave: flebite;cateterismo periférico;dispositivos de acesso vascular;infusões intravenosas;segurança do paciente


Resumo
Introdução: A cateterização venosa periférica é o procedimento invasivo mais realizado na assistência à saúde. Práticas de cuidado de enfermagem e o uso de tecnologias podem influenciar os resultados de uso de cateteres intravenosos periféricos (CIP), contribuindo para a redução de complicações e eventos adversos. A flebite caracteriza-se como uma das mais graves complicações relacionadas ao uso de CIP e este estudo tem como hipótese verificar se há influência do uso de cobertura estéril sobre a ocorrência de flebite associada à CIP. Objetivos: Verificar o efeito do emprego de cobertura estéril e fita adesiva estéril comparada a fita adesiva não estéril em CIP na ocorrência de flebite em pacientes adultos atendidos em um hospital da Amazônia Ocidental Brasileira. Casuística e método: Estudo clínico pragmático, randômico, controlado e único cego realizado em Rio Branco, Acre. A amostra foi calculada em 330 pacientes, com idade igual ou superior a 18 anos e que atendessem aos critérios de inclusão. A coleta dos dados ocorreu entre junho de 2018 e setembro de 2019, após aprovação do mérito ético. Para identificação do tipo de cobertura transparente estéril a ser avaliado, foi realizado estudo de implementação com amostra de 71 pacientes, enfocando características de análise na perspectiva do paciente, do profissional e clínicas. Os pacientes do estudo clínico foram alocados randomicamente em um dos grupos de estudo: Grupo estéril (película transparente estéril) ou Grupo Padrão (fita adesiva não estéril). A flebite foi diagnosticada pelo enfermeiro do local de estudo, segundo presença e gravidade. Se presente o enfermeiro retirava o CIP e acionava avaliador externo à unidade para diagnóstico de flebite com cegamento quanto à intervenção. Foram investigadas variáveis relativas à caracterização dos pacientes, TIV, punção venosa periférica, motivos da retirada e tempo de permanência do CIP, motivos da retirada e tempo de permanência da cobertura, e complicações associadas. Para a análise estatística empregaram-se os testes de Qui-quadrado de Person, Exato de Fisher, t de Student e teste U de Mann-Whitney. A análise múltipla foi realizada pelo modelo de regressão logística para estimar o Risco Relativo (RR) e o modelo de Kaplan-Meier, regressão de Cox, para análise de sobrevida. Foi aplicado cálculo de RR para Intervalo de Confiança (IC) de 95% para estimar o grau de associação entre as variáveis. Em todos os testes o nível de significância de 5% foi considerado. Resultados: No estudo de implementação a cobertura IV3000® ported obteve melhor resultado dos indicadores de satisfação profissional e do paciente (p<0,0001). A média de sobrevida de CIP com cobertura IV3000® ported foi 3,096 maior do que Tegaderm3M® Basic (p=0,006). O estudo clínico foi realizado com 306 pacientes, 153 em cada grupo de estudo (24 perdas de seguimento), sendo a maioria do sexo feminino (52,3%), com média de 47,22(±16,1) anos de idade, cor da pele parda (68,3%) e 51% apresentavam doenças crônicas. Identificou-se ocorrência de flebite em 24,2% dos pacientes, com diferença entre os grupos de estudo (p<0,0001). Usar a cobertura não estéril aumentou em 5,958 vezes a chance de desenvolvimento de flebite em comparação aos pacientes que receberam a cobertura estéril (p=0,0001; IC95%; 13,09-10,78). A média de sobrevida dos CIP em que se utilizou a cobertura IV 3000® ported foi 5,387 vezes maior do que os cateteres com fita adesiva não estéril (p=0,0001). Conclusão: O uso da cobertura e fita adesiva estéril teve eficácia significante na redução de flebite e de outras complicações relacionadas à CIP e maior tempo de permanência do cateter, quando comparado ao emprego de fita adesiva não estéril. 

Essências florais: efeitos no alívio da dor, ansiedade, parâmetros clínicos e neuroendócrinos do estresse no trabalho de parto
Autor: Sonia Regina Godinho De Lara| Orientação: Márcia Barbieri| Doutorado 2020

Palavras Chave: Ansiedade;Trabalho de Parto;Dor do Parto;Essências Florais


Resumo
A dor no trabalho de parto é singular, envolvendo aspectos fisiológicos, sociais e psicológicos. A ansiedade, o estresse, o medo e a sensação de perda do controle contribuem efetivamente para a sua presença neste período. A utilização de recursos não farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto busca resgatar o caráter fisiológico no processo de parturição. O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos das essências florais como terapia não farmacológica durante o trabalho de parto sobre a percepção da dor, ansiedade, respostas clínicas e neuroendócrinas do estresse. Trata-se de ensaio clínico experimental, randomizado, triplo cego e controlado no qual foi utilizado desenho pré e pós-intervenção com medidas repetidas entre 164 parturientes de risco obstétrico habitual, subdivididas entre dois grupos para as quais foram ministradas essências florais e placebo, respectivamente. Os resultados revelam que a essência floral Five Flower teve função importante diante os fatores que potencializam o trabalho de parto, isto é, rotura das membranas amnióticas, fase ativa e indução do parto. Proporcionou homogeneidade no aumento da frequência das contrações, ou seja, não houve aumento diferenciado das contrações frente aos referidos fatores. Observou-se aumento da β Endorfina juntamente com a diminuição de uma (01) contração em mulheres com rotura das membranas ovulares e com indução, fatores estes, que potencializam a dor do parto. Em relação ao estresse, houve constância do aumento dos valores do Cortisol para o Grupo Experimental, não alterando seu valor perante a fase ativa, rotura das membranas ovulares ou indução. A Essência Five Flower mostrou-se eficaz na redução do tempo do trabalho de parto, uma vez que o Grupo Experimental reduziu uma hora e trinta minutos (1:30h) do início da intervenção ao nascimento, quando comparado ao Grupo Controle. Em relação aos parâmetros clínicos, pressão arterial, pulso e respiração observou-se homogeneidade em ambos os grupos, experimental e controle. Conclui-se que a essência floral Five Flower, que tem como principal função, o regate do equilíbrio físico e emocional, mostrou-se eficaz no controle da dor, estresse e ansiedade durante o trabalho de parto, refletindo positivamente na sua brevidade e qualificando seu desfecho. 

Estágio curricular supervisionado: um estudo nas escolas paulistas
Autor: Maria Aparecida Modesto Dos Santos| Orientação: Isabel Cristina Kowal Olm Cunha| Doutorado 2020

Palavras Chave: Enfermagem;Educação;Educação Superior;Estágio


Resumo
Introdução: O Estágio Curricular Supervisionado (ECS) nos cursos de Graduação em Enfermagem está fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para esses cursos, de acordo com o Ministério da Educação. Insere-se nos dois últimos semestres do curso, com carga horária mínima de 800 horas, aproximando o discente dos serviços ao vivenciar o processo de trabalho dos enfermeiros e ser por eles supervisionado. Essa prática é fundamental para o desenvolvimento dos futuros enfermeiros, porém não é uniforme em todas as instituições de ensino. Neste cenário, o papel do coordenador de curso ou de estágio é fundamental a fim de assegurar que o processo ensino-aprendizagem dessa etapa seja concretizado e o aluno vivencie o mundo do trabalho. Objetivos: Geral: Analisar a prática do estágio curricular supervisionado em cursos de Graduação em Enfermagem da região metropolitana de São Paulo. Específicos: conhecer o papel dos coordenadores de cursos e de estágios na operacionalização do ECS; caracterizar como se estabelece a escolha e contrapartida da Universidade para os campos do ECS; e identificar a carga horária e o número de docentes para o ECS. Método: Estudo exploratório descritivo de abordagem quantitativa tendo como cenário os cursos de Graduação em Enfermagem de escolas paulistas, cuja população constituiu-se dos coordenadores de curso ou de estágio. Os dados foram coletados por instrumento definido após pré-teste, através de entrevistas. Resultados: A amostra foi composta por 16 instituições da região metropolitana de São Paulo e 22 pessoas responderam ao questionário, sendo 9 coordenadores de curso, 9 coordenadores de estágio e 4 coordenadores de curso e de estágio. Dessa amostra, a maior parte eram mulheres, com média de idade de 49 anos, casadas, com tempo médio de trabalho nas instituições de 11 anos e na função de 7,5 anos e com mestrado. Das instituições, a maior parte era privada, com nota 2 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), cuja seleção de docentes se dá por indicação, onde o ECS inicia-se no 7º e 8º semestres e tem 800 horas, com docentes contratados apenas para essa prática. O pagamento do tipo de contrapartida às instituições é decidida pelo administrador a partir dos campos conveniados, sendo o custo médio declarado por aluno de R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos) por hora de estágio. Conclusões: A prática do ECS na maior parte das escolas pesquisadas, segundo os respondentes, atende às determinações das DCN quanto à carga horária e ao período em que é oferecida. Os coordenadores de curso e/ou de estágio apenas organizam essas práticas distribuindo os alunos nos campos conveniados, com supervisores (1 para cada 8 alunos) sem vínculo com o curso e com a teoria, contratados apenas por tempo pré-determinado para esta atividade, normalmente por indicação. Todavia, existem discrepâncias identificadas, tais como: o valor do custo médio declarado da hora de estágio por aluno torna a atividade inviável financeiramente; a contrapartida não está atrelada ao valor do custo dos alunos; em algumas escolas os alunos iniciam o ECS sem nenhuma prática clínica anterior; cargas horárias com muita diversificação; e locais de prática de acordo com os convênios e não com a necessidade do processo ensino-aprendizagem, sendo a contrapartida paga em equipamentos, cursos e treinamentos. 

Formação dos docentes de administração e gerência em enfermagem para o ensino da participação política
Autor: Carmen Elizabeth Kalinowski| Orientação: Isabel Cristina Kowal Olm Cunha| Doutorado 2020

Palavras Chave: Enfermagem;Participação Política;Administração em Enfermagem;Ensino Superior


Resumo
A trajetória da ciência de Enfermagem está em transformação em sua prática social, com repercussões nos processos de trabalho assistir, administrar, ensinar, pesquisar e participar politicamente. O processo de trabalho participar politicamente é aqui compreendido como o compromisso profissional do enfermeiro de atuar criticamente em espaços de poder, em negociações e acordos decorrentes de conquistas, para assegurar a representatividade e a visibilidade da profissão, bem como o direito à qualidade de cuidado aos usuários dos serviços de saúde. O objetivo geral da investigação foi analisar a percepção de docentes de Administração em Enfermagem do ensino do processo de trabalho participar politicamente. Os objetivos específicos foram: identificar a aquisição de conhecimento, apontar influências na trajetória profissional, elencar estratégias utilizadas e propor ações e estratégias para o ensino do processo de trabalho participar politicamente. Foi realizada pesquisa do tipo estudo de caso único, qualitativa, com coleta de dados entre agosto de 2017 e abril de 2018, com 31 docentes de 12 cursos de Bacharelado em Enfermagem do estado do Paraná. Foi usado roteiro para entrevista semiestruturada contendo questões sobre caracterização da amostra e duas norteadoras: como foi sua trajetória profissional para participar politicamente em Enfermagem? Como é sua atuação no processo de trabalho participar politicamente na docência de Enfermagem? As entrevistas foram gravadas, transcritas, os dados foram submetidos à análise temática segundo a Hermenêutica Dialética e resultaram em cinco categorias: Participação política na graduação, Ensino de participação política por docentes de Administração em Enfermagem, Influência da pós-graduação para o ensino de participação política, A prática como exemplo para o ensino de participação política e Cargos de direção colaborando no ensino de participação política. Os resultados apontaram que a participação política dos enfermeiros-professores começou na graduação, em campos de estágio; esporadicamente em aula, por incentivo de docentes; em centros acadêmicos e entidades de classe de Enfermagem; na monitoria e sob influência da família. Dentre as estratégias de ensino utilizadas pelos docentes estão: oportunizar espaço ao aluno para participar politicamente, oferecer sustentação teórica e momentos de participação na comunidade e instâncias decisórias, dar liberdade e permitir o diálogo sobre o tema. As influências da pós-graduação e da prática assistencial foram relatadas nas entrevistas de maneira positiva e avaliadas como momentos para exercitar a participação política. Já os cargos de direção, apesar de contribuírem para a participação política de seus detentores, não foram utilizados para o ensino da temática. Contudo, muitos depoentes relataram pouco contato com esse processo na graduação, confundiram participação política com participação partidária, restringiram a participação política apenas à filiação em entidades de classe, não explicaram claramente suas estratégias para o ensino do processo participação política, assim como as melhores estratégias pedagógicas. Concluiu-se que a maior parte dos docentes entrevistados reconhece a importância da participação política para a sua categoria, no entanto, não demonstrou buscar aquisição de conhecimentos para essa prática. Parte das estratégias apontadas como utilizadas no ensino abordavam apenas alguns aspectos da participação política, indicando que os docentes reproduziam o modelo em que foram formados. As influências mais lembradas durante a formação foram a família, a participação em entidades de classe e modelos de professores. Este trabalho propõe ações para auxiliar o docente a melhor direcionar suas práticas pedagógicas para o ensino do participar politicamente. Dessa maneira, pretende-se minimizar o distanciamento da participação política da prática profissional, romper com raízes históricas e de formação tradicional, para empoderamento, valorização e visibilidade dos enfermeiros. 

Gênero, violência e saúde: representações sociais de adolescentes sobre masculinidade no contexto amazônico
Autor: Alessandra Carla Santos de Vasconcelos Chaves| Orientação: Conceição Vieira da Silva Ohara| Doutorado 2020

Palavras Chave: Masculinidade;Violência;Gênero e saúde;Adolescente;Enfermagem.


Resumo
Objetivo: Analisar as representações sociais de adolescentes de uma escola pública em Belém – Pará sobre masculinidade a partir das intersecções entre gênero, violência e saúde. Métodos: Trata-se de uma investigação qualitativa tendo como referencial teórico-metodológico as Representações Sociais de Serge Moscovici, baseado na ancoragem e objetivação, utilizando como estratégias para coleta de dados: oficinas pedagógicas, observação participante e diário de campo. Participaram do estudo 244 adolescentes entre 10 e 19 anos, sendo 113 do sexo masculino e 131 do sexo feminino que cursavam do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano de Ensino médio. Para análise dos dados utilizou-se a técnica de análise de conteúdo temática segundo Minayo e Bardin. Resultados: A exploração do material emergiu três categorias temáticas, a saber: (1) Divisão sexual do trabalho; (2) O machismo: estrutura e reprodução; (3) Violência de gênero. Nas falas dos(das) jovens as atividades domésticas, vistas como estritamente femininas, ganham menos visibilidade se comparadas às tarefas exercidas pelos homens fora do lar. O machismo é percebido como estrutura de longa duração que gera desigualdade e violência, todavia, sem se aperceberem, reproduzem crenças e comportamentos pré-concebidos. A violência é vista como um dos fenômenos definidores das relações de gênero, historicamente construídas. Discussão: As representações sobre masculinidade produzidas entre os(as) jovens apresentam formas distintas de conceber o gênero masculino. Enquanto elas referem os posicionamentos e atitudes masculinas, responsabilizando-os por parte expressiva de seus sofrimentos e adoecimentos, eles, ainda que acreditem num processo de mudança dos padrões machistas e patriarcais, não verbalizam consequências diretas de uma masculinidade adoecida em seu cotidiano. Todavia, ambos incorporam e reproduzem a lógica da dominação. Considerações finais: A pesquisa demonstrou que se de um lado os adolescentes reconhecem e legitimam a mudança nos comportamentos relacionados ao gênero, do outro, reiteram para o homem o papel dominante, e para as mulheres, o comportamento passivo e submisso. Ao passo que as jovens acreditam que o modelo patriarcal e o machismo, deixam-nas em situação de vulnerabilidade, insegurança e medo. Essa aparente contradição é reflexo das próprias relações de poder entre o gênero, percebidas como invisíveis e frutos da própria biologia, gerando e perpetuando as desigualdades, violências e adoecimento físico e mental em homens e mulheres. A compreensão da masculinidade, pela ótica dos próprios homens, permite entender que as contradições de suas falas expressam as contradições entre eles mesmos, e que as representações sociais apresentadas por eles contribuem para a elaboração de políticas públicas mais próximas de suas experiências de vida. 

Infecção de trato urinário em pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador
Autor: Graciana Maria De Moraes| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Doutorado 2020

Palavras Chave: Insuficiência Renal;Tratamento Conservador;Infecção de Trato Urinário;Microrganismo;Infecção


Resumo
Introdução: Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, ao longo das últimas décadas, observa-se o incremento da incidência e da prevalência de doenças crônicas, como hipertensão arterial e diabetes, que se configuram como as principais causas de insuficiência renal. Esta pode resultar em doença renal terminal, com ônus para o paciente, a família e a sociedade. A identificação de fatores de risco para infecções urinárias nessa população pode diminuir ou reverter a progressão da doença renal, além de prevenir a necessidade de terapia renal substitutiva. Objetivo: Avaliar a prevalência e os fatores de risco para infecção de trato urinário em pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador. Método: Estudo transversal, analítico, realizado no Ambulatório de Tratamento Conservador do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo. Foram analisados os registros dos prontuários dos pacientes com idade ≥18 anos, com uroculturas coletadas (n=1.555), atendidos entre 2010 e 2018. Do total de uroculturas, 343 (22%) tiveram resultado positivo, sendo considerado o primeiro resultado positivo (n=134) para compor o estudo. Foram estudadas variáveis sociodemográficas e clínicas, comorbidades e presença ou não de infecção de trato urinário. Os fatores de risco foram identificados comparando-se pacientes com e sem infecção com os mesmos critérios de inclusão para o estudo. Para identificar os fatores de risco para a ocorrência de infecção do trato urinário na população do estudo, foi aplicado o modelo de regressão logística. O nível de significância considerado foi de 5%. Resultados: A prevalência de infecção do trato urinário na população foi 22%. O Grupo com Infecção foi composto por 134 pacientes e o Grupo sem Infecção por 81 indivíduos. Foram mais prevalentes no Grupo com Infecção pacientes do sexo feminino e com Ensino Fundamental, sendo que pacientes com Ensinos Médio e Superior tiveram menor percentual nesse grupo. Pacientes do Grupo com Infecção apresentaram idade maior em relação aos pacientes sem infecção. Diabéticos, hipertensos, pacientes com doença cardíaca e outros antecedentes foram mais prevalentes no Grupo com Infecção. Ainda, pacientes do Grupo com Infecção apresentaram índice de massa corporal maior em relação aos do Grupo sem Infecção. Os valores médios de ureia, creatinina e clearance de creatinina foram significativamente maiores no Grupo com Infecção. A maioria dos pacientes em tratamento conservador foi classificada nos estágios 3, 4 e 5 da doença renal, e os microrganismos mais frequentes nas culturas foram Escherichia coli (50,7%), Klebsiella pneumoniae (23,1%) e Enterococcus spp (9,7%) – E. coli e K. pneumoniae foram, em sua maioria, resistentes. No modelo de regressão logística múltipla, as variáveis que melhor explicaram a ocorrência de infecção de trato urinário em pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador foram idade avançada, presença de outros antecedentes e aumento dos valores de ureia e creatinina. Conclusão: A prevalência de infecção do trato urinário em pacientes com doença renal em tratamento conservador foi alta. Os fatores de risco identificados foram idade, presença de antecedentes pessoais e valores de ureia e creatinina. 

Infecção e colonização por Candida spp, em cavidade oral de pacientes transplantados hepáticos: identificação das espécies e perfil de sensibilidade
Autor: Clarice Elvira Saggin Sabadin| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Doutorado 2020

Palavras Chave: Candida;Candidiase;Agentes antifúngicos.;transplante hepática


Resumo
Introdução: Infecções fúngicas são frequentes após transplante hepático, sendo esses microrganismos responsáveis por uma elevada taxa de morbidade e mortalidade. Objetivo: Analizar a infecção e colonização oral por Candida em pacientes transplantados hepáticos, identificar as espécies, testar os principais antifúngicos e verificar fatores associados. Metodologia: Estudo transversal realizado com 97 pacientes transplantados hepáticos de um hospital do Sul do Brasil, nos quais foi feito exame clínico oral no início do estudo e outro após seis meses (coleta “A” e coleta “B”), para verificar a infecção/colonização por Candida. Foi preenchida uma ficha com dados sociodemográfico e clínicos, após material oral de todos os pacientes foi coletado com swab estéril, semeado em placas com meio de cultura Sabouraud Dextrose ágar com Cloranfenicol e incubadas a 350 C por 48h. As amostras foram identificadas por sequenciamento da região ITS (Internal transcribed spacer) do rDNA. Os testes de sensibilidade a antifúngicos foram realizados conforme o protocolo M-27A4 do CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute), sendo realizada a técnica de microdiluição em caldo frente aos antifúngicos fluconazol, anfotericina B e micafungina. Resultados: Dos 97 pacientes investigados, 15,47% apresentaram candidíase em uma as coletas, sendo a C. albicans a espécie prevalente. Foram evidenciadas uma cepa de C. albicans e uma de C. tropicalis resistentes ao fluconazol. Nos 82 pacientes que não apresentaram candidíase oral, foi verificada a colonização em 61% deles na coleta A e em 59,8% na coleta B. A distribuição de espécies encontradas nas coletas A e B respectivamente foram C. albicans 29 (58%) e 27 (55,1%), C. glabrata 8 (16%) e 9 (18,4%), C. tropicalis 5 (10%) e 3 (6,12%), C. dubliniensis 5 (10%) e 8 (16,3%) e C. fermentatti 03 (6%) e 2 (4,1%). Em relação a icafungina, todos os isolados foram suscetíveis. Para anfotericina B todos sugestivos de suscetibilidade. Os índices de resistência ao fluconazol nas coletas A e B respectivamente foram C. albicans (6,9% e 7,4%), C. glrabrata (12,5% e 11,1%), C. dubliniensis (20% e 12,5%), C. tropicalis (20% e 33,3%). Entre 49 pacietes analizados pode-se observar que quanto maior a idade e tempo de trasnpsplante, maior a chance de desenvolver candidíase. Entre os 97, não houve diferença estatisticamente significante entre candidíase, colonização e resistência com os fatores associados. Conclusão: Pacientes transplantados hepáticos apresentam candidíase e colonização oral por Candida, principal espécie identificada foi a C. albicans. Foram encontrados 11 isolados de Candida resistentes ao fluconazol. 

Influência da duração do contato pele a pele sobre o sono e parâmetros fisiológicos de recém-nascidos pré-termo
Autor: Claudia Machado Alves Pinto| Orientação: Ariane Ferreira Machado Avelar| Doutorado 2020

Palavras Chave: Enfermagem neonatal;método canguru;recém-nascido prematuro;sono;sinais vitais.


Resumo
Introdução: A melhoria do padrão de sono-vigília e a estabilização dos sinais vitais de recém-nascidos pré-termo (RNPT) são benefícios relacionados ao contato pele a pele com sua mãe ou pai, apresentando impacto positivo no desenvolvimento, maturação e reparo cerebral, comportamental, cognitivo e motor do recém-nascido. No entanto, ainda não está claramente estabelecida a duração do contato pele a pele para que sejam alcançados os resutados positivos esperados durante a hospitalização e alta dos RNPT. Objetivo: Investigar a influência do tempo de duração do contato pele a pele sobre o sono e parâmetros fisiológicos de recém-nascidos pré-termo e as características maternas e neonatais que podem interferir na duração desse contato. Casuística e método: Estudo transversal, desenvolvido com recém-nascidos prétermo, com peso inferior a 2.000 gramas e aptos a realizarem o contato pele a pele (CPP) na Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional de uma maternidade pública da Amazônia Ocidental Brasileira. A amostra por conveniência foi composta por 36 RNPT e 30 mães. A coleta de dados ocorreu no período de abril a outubro de 2018. Foram investigadas as variáveis sociodemográficas, reprodutivas e obstétricas maternas, biológicas e de vitalidade neonatal, as relacionadas ao contato pele a pele e seu tempo de duração, parâmetros fisiológicos e comportamentais. Os parâmetros fisiológicos dos recém-nascidos (RN) foram registrados antes, durante e após uma única sessão do contato pele a pele, e a temperatura da mãe registrada antes e após. As respostas comportamentais apresentadas pelos recém-nascidos durante o CPP foram filmadas em tempo real, e o estado predominante do comportamento foi registrado ao final de cada perído de 10 segundos de gravação. A diferenciação dos estados de sono-vigília dos RNPT foi realizada com base nas definições de um método de avaliação biocomportamental observacional aceito e classificado como sono, vigília e transição. Resultados: O contato pele a pele ocorreu por tempo mediano de 2,12 horas (1º quartil: 1,65; 3º quartil: 2,99), com recémnascidos entre 26 e 31 semanas de idade gestacional e peso entre 980 e 2.000 gramas ao nascimento. A maioria das mães (55,6%) permaneceu em CPP por mais de 2 horas. Identificouse diferenças estatisticamente significantes da frequência respiratória do RNPT e temperatura axilar materna entre os valores antes e depois do CPP e da frequência cardíaca neonatal antes do término do CPP (p⦤0,05). Com relação ao comportamento, a duração do CPP não influenciou significativamente o tempo de sono dos RNPT, mas foi possível observar que os RN que permaneceram por mais tempo em contato passaram mais tempo dormindo. Conclusão: nosso estudo não foi capaz de identificar efeito da duração do CPP sobre o sono nesta amostra de recém-nascidos pré-termos. O acompanhamento do estado comportamental por um período maior poderá fornecer percepções significativas. Quanto aos parâmetros fisiológicos, o CPP promoveu aumento da frequência respiratória neonatal e da temperatura axilar materna após o contato, e da frequência cardíaca dos RN ao final do contato. 

Inovação em saúde: construção e validação de um instrumento para avaliação da qualidade e segurança do paciente nos serviços de fisioterapia
Autor: Carlos Eduardo Kruger de Campos| Orientação: Maria D Innocenzo| Doutorado 2020

Palavras Chave: Segurança do Paciente e Auditoria Clínica.;Gestão da Qualidade;Fisioterapia;Qualidade da Assistência à Saúde


Resumo
Introdução - A questão norteadora desta pesquisa foi saber quais eram os requisitos necessários para a criação de um instrumento de avaliação para a segurança do paciente e da qualidade na assistência nos Serviços de Fisioterapia, que pudesse contribuir para a melhoria da gestão do cuidado. Objetivo – O objetivo principal tornou-se propor um modelo de avaliação para a segurança do paciente nos Serviços de Fisioterapia. Método - Para a operacionalização da pesquisa, optou-se por uma pesquisa metodológica com abordagem descritiva, utilizando a técnica de Delphi para a construção e validação do instrumento com uma amostra total de 26 juízes locados em dois grupos, um grupo de 14, que participou do Pré-teste e outro de 12, que participou da validação do instrumento. Resultados - Na fase de Pré-teste, o Alpha de Cronbach foi de 0,979 para o instrumento e, para a análise da Validade do Conteúdo, foi utilizado o Coeficiente de Validade do Conteúdo (CVC), cujo resultado foi 0,89. Na fase de Validação do Instrumento, o Alpha de Cronbach foi de 0,969 para a clareza do instrumento e 0,966 para a objetividade/pertinência. O Índice de Correlação Intraclasse (ICC) foi igual a 1, Pearson foi de 0,999 e o Coeficiente de Validação do Conteúdo foi 0,92; além dele, também foi utilizado o Teste de Igualdade de Duas Proporções para mensurar o grau de concordância entre os especialistas, sendo que houve consenso entre os mesmos. Conclusão - O instrumento proposto para a Avaliação da Qualidade da Assistência e Segurança do Paciente nos Serviços de Fisioterapia possui boas propriedades psicométricas e está validado para a aplicação prática. 

O comportamento suicida em Assis/SP: análise epidemiológica e qualitativa
Autor: Daniel Augusto Da Silva| Orientação: João Fernando Marcolan| Doutorado 2020

Palavras Chave: Política Pública; Saúde Mental; Depressão; Epidemiologia; Suicídio


Resumo
Introdução: Estima-se que uma pessoa a cada 38 segundos morre por suicídio em todo o mundo. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico do comportamento suicida na cidade de Assis/SP. Métodos: Pesquisa exploratória-descritiva, quanti-qualitativa, análise estatística para dados quantitativos e referencial teórico da análise de conteúdo para dados qualitativos. Coleta de dados realizada entre dezembro de 2017 a novembro de 2019, com 113 participantes que cometeram tentativa de suicídio e em atendimento na Unidade de Pronto Atendimento de Assis/SP. Realizada entrevista com uso de questionário semiestruturado elaborado pelos autores, gravada em áudio, e aplicação do Inventário de Depressão de Beck. Variáveis analisadas foram sexo, idade, estado civil, orientação sexual, cor/raça, ter filhos, grau de instrução, diagnóstico prévio para depressão/outro transtorno mental Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo. Resultados: Dentre os 113 (100,0%) participantes, 86 (76,1%) eram do sexo feminino; idade variou entre 14 e 65 anos, com média de 32,4 anos; maioria autodeclarou ser heterossexual, branca, solteira e casada/união estável, sem filhos, com ensino médio completo, com diagnóstico prévio de transtorno mental majoritariamente transtorno do humor, não usar drogas. Eventos traumáticos foram associados ao comportamento suicida por 100 (88,5%) participantes, também incidentes desemprego e problema financeiro, violência física e bullying. Maioria negou histórico de comportamento suicida em familiares e pessoas próximas. Local de ocorrência de tentativa de suicídio foi residência pessoal para 87 (77,0%) participantes; 24 (21,2%) participantes afirmaram planejamento do suicídio, 80 (70,8%) ter histórico pessoal de tentativa de suicídio anterior, autointoxicação exógena foi método mais empregado nas tentativas de suicídio (73,3%); maioria decidiu pela tentativa de suicídio devido aos sintomas depressivos e problemas nas relações afetivas, não deu avisos ou informações a respeito do que iria fazer; metade dos participantes não tinha plano futuro para tentativa de suicídio. Fatores de proteção relacionados ao modelo familiar e fatores sociais/culturais. Pelo Inventário de Depressão de Beck, 91 (80,5%) apresentaram sintomatologia depressiva, sendo que dos 59 (62,1%) participantes que não tinham diagnóstico prévio de depressão, 7 (11,9%) foram pontuados para disforia e 48 (81,4%) para depressão; dos 36 (37,9%) que afirmaram diagnóstico prévio para depressão, 1 (2,8%) foi pontuado para depressão leve, 7 (19,4%) para depressão moderada e 28 (77,8%) para depressão grave. Conclusão: Características sociodemográficas relacionadas ao comportamento suicida em Assis/SP correspondem à realidade nacional e mundial, com maioria das tentativas de suicídio realizadas por mulheres, na idade jovem. Análise qualitativa leva a concluir a existência da associação entre as relações familiares, o histórico de experiências traumáticas e o comportamento suicida. Sintomas depressivos e problemas nas relações afetivas foram os principais motivos para tentativa de suicídio. 

Participando de um show predominantemente para as meninas: a criança significando a dança na escola
Autor: Angelita Pereira dos Santos da Conceição| Orientação: Circéa Amália Ribeiro| Doutorado 2020

Palavras Chave: Jogos e brinquedos;Dança;Educação física;Saúde da criança


Resumo
Introdução: Atualmente, a dança é considerada uma área de conhecimento autônoma, com cursos específicos de formação acadêmico-científica e profissional, sendo passível de inúmeras configurações sociais: espetáculo, comunicação, ritualização, terapia, estilo de vida, exercícios, entre outras. No contexto escolar, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, aparece como um dos conteúdos das artes cênicas na disciplina de Artes, e no bloco de atividades rítmicas e expressivas na disciplina de Educação Física. Nesta, a presença da dança como conteúdo curricular está em todos os níveis de ensino, o que se justifica por ser um conhecimento produzido pelos indivíduos em várias culturas, uma significativa manifestação cultural por meio do corpo. Estudos a respeito da dança na escola referem-se sobretudo à visão a respeito dos professores de ensino fundamental e médio, dos professores de artes e de educação física e sobre a formação deles para a o ensino da dança, não se identificando investigações sobre a visão da criança a respeito dessa vivência. Objetivos: - Compreender o significado atribuído pela criança em idade escolar à vivência da dança na escola; - Elaborar um Modelo Teórico explicativo dessa vivência. Metodologia: Estudo qualitativo, cujo projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, por meio do Parecer nº: 2.519.831/17. Utilizou como referencial teórico o Interacionismo Simbólico e como referencial metodológico a Teoria Fundamentada nos Dados – Grounded Theory. Participaram 12 crianças, seis meninos e seis meninas com idades entre 6 e 12 anos, que estudavam em escolas públicas e privadas dos municípios de Rio Branco – Acre, Santo Amaro da Imperatriz e São José – ambos de Santa Catarina. Os dados foram coletados por meio de observação participante e entrevista com as crianças mediada pelo Brinquedo Terapêutico Dramático, na qual elas eram convidadas a brincar de uma criança que dança na escola. Conforme preconizado pelo referencial metodológico, a análise dos dados ocorreu concomitantemente à coleta dos mesmos, seguindo os passos: Codificação Inicial, Categorização, Codificação Teórica, Identificação da Categoria Central e Construção do Modelo Teórico explicativo de como a criança significa a dança na escola. Resultados: Os resultados revelaram que a criança vivencia a dança na escola em algumas disciplinas curriculares, como atividade extracurricular, em bailinhos organizados por elas mesmas ou em datas comemorativas; que reconhece a música como condição para que a dança ocorra; que interage com diferentes estratégias de ensino utilizadas pelos professores; que as danças habitualmente perpassam um ritmo ou tipo de dança brasileira; que interage com a direção dificultando a dança espontânea nos espaços livres da escola e com o fato da dança não ser considerada como coisa de menino; e que percebe a dança tendo como objetivo final constituir-se em um espetáculo, um grande show, que atende às expectativas e conta, predominantemente, com a participação das meninas. Tais achados estão descritos nas categorias emergidas no estudo: Dança sendo vivenciada em algumas disciplinas, Música sendo condição para a dança ocorrer, Dançando danças da cultura brasileira na escola, Interagindo com estratégias de ensino da dança na escola, Direção dificultando a dança nos espaços livres da escola, Dança na escola não sendo coisa de menino, Dança sendo oferecida como atividade extracurricular, Organizando bailinhos e Definindo a dança na escola como um show. A integração dos conceitos expressos nestas categorias permitiu a identificação da categoria central PARTICIPANDO DE UM SHOW PREDOMINANTEMENTE PARA MENINAS e a descrição do Modelo Teórico representativo do significado que a criança escolar atribui ao processo de vivenciar a dança na escola. 

Qualidade de vida e burnout de docentes de uma universidade pública federal da amazônia ocidental brasileira
Autor: Kleyton Goes Passos| Orientação: Angélica Gonçalves Silva Belasco| Doutorado 2020

Palavras Chave: Qualidade de vida;Esgotamento profissional;Docente;Estresse;Despersonalização


Resumo
Objetivo: Avaliar a qualidade de vida e a prevalência da Síndrome de Burnout nos docentes do Campus Floresta da Universidade Federal do Acre. Método: pesquisa exploratória, analítica, transversal, realizada com docentes da Universidade Federal do Acre. Foram coletados dados sociodemográficos, econômicos, de trabalho, exames laboratoriais, aspectos diversos da vida, aplicado o questionário de qualidade de vida Short Form Health Survey; e o questionário Maslach Burnout Inventory. As variáveis contínuas foram expressas por meio de média ou mediana (mínimo e máximo) e as categóricas expressas em proporção. Utilizou-se para associações entre a síndrome de Burnout e variáveis demográficas o Teste Qui-quadrado; para qualidade de vida e síndrome de burnout Correlação de Spearman; as associações entre variáveis clínicas foram feitas por meio do coeficiente de correlação de Pearson e para comparar síndrome de burnout e variáveis categóricas foi utilizado o teste T (2 categorias) ou ANOVA (3 e mais categorias). Resultado: 87 docentes pesquisados, 51,72% dos cursos de licenciatura, 57,5% sexo feminino, 69,0% casado/união estável, 40,2% mestres, 20,8% especialistas. No domínio exaustão emocional 27,59% dos docentes apresentaram nível alto e 34,48% escore médio. Na despersonalização, 3,44% apresentaram nível alto e 24,14% nível médio. Na baixa realização profissional, cujo escore negativo é o mais baixo, 41,37% apresentaram nível baixo e 33,34% escores. Os escores de qualidade de vida variaram entre 57,18 (vitalidade) e 82,87 (capacidade funcional), os piores, além da vitalidade foram Estado Geral de Saúde (58,52) e Aspectos Emocionais (60,91). Ser mulher mostrou aumentar em 24,81 pontos a exaustão emocional e diminuir em 36,01 pontos a baixa realização profissional, possuir mais de um vínculo mostrou correlação significante com o domínio exaustão profissional, ser casado ou ter companheiro fixo diminuiu significativamente o escore da escala de exaustão emocional. Quanto aos exames laboratoriais, 4 (8,88%) e 15 (33,33%) docentes de licenciatura apresentaram níveis elevados de cortisol e de glicemia respectivamente e 6 (16,7%) docentes dos cursos de bacharelado tinham os níveis de glicemia acima dos valores de normalidade. Conclusão: Mulheres, casadas e profissionais com dois ou mais contratos de trabalho apresentaram menor qualidade de vida, professores com médios e altos escores de exaustão emocional, despersonalização e médio a baixo escore de baixa realização profissional, apresentam potencial para desenvolver síndrome de burnout. 

Qualidade de vida, presença de sinais e sintomas de depressão e nível de dependência para realização de atividades básicas de vida diária, de idosos residentes em instituições de longa permanência, da cidade de São Paulo
Autor: Gerson Scherrer Junior| Orientação: Angélica Gonçalves Silva Belasco| Doutorado 2020

Palavras Chave: Qualidade de vida;Instituição de longa permanência para idosos;Perfil de saúde


Resumo
Introdução: O envelhecimento populacional teve início em países de alta renda e atualmente países de média e baixa estão passando pela mesma transição. As estratégias principais da Organização Mundial da Saúde e das políticas públicas brasileiras, voltadas para os idosos, são a promoção e a prevenção da capacidade funcional das pessoas com 60 anos ou mais. A incapacidade funcional compromete a realização das atividades básicas da vida diária, o humor e pode levar a institucionalização, fatores que associados desencadeiam a insatisfação com a qualidade de vida. Objetivos: avaliar a qualidade de vida, a capacidade para realizar atividades básicas da vida diária e a presença de sinais e sintomas de depressão em idosos residentes em instituições de longa permanência para idosos e correlacioná-los. Métodos: estudo transversal, multicêntrico e analítico por meio de entrevistas dirigidas com idosos para a aplicação dos instrumentos The World Health Organization Quality of Life - old e The World Health Organization Quality of Life - bref, Inventário de Depressão de Beck e Índice de Katz. As variáveis foram apresentadas por meio de médias, variação, frequência absoluta e relativa. O teste Kolmogorov-Smirnov foi utilizado para verificar normalidade e para identificar a correlação entre os escores de qualidade de vida e demais variáveis utilizou-se o teste de Pearson e a seguir foi feita a análise de regressão linear múltipla, considerou-se como significante p≤0,05. Resultados: os domínios da qualidade de vida que apresentaram menores médias foram autonomia e meio ambiente, 74,8% dos idosos apresentavam sinais e sintomas de depressão leve a grave e 82,8% eram independentes para as atividades básicas da vida diária. Houve correlação negativa e significante entre todos os domínios da qualidade de vida e a presença de sinais e sintomas de depressão e correlação positiva e significante entre grau de independência para as atividades básicas da vida diária e os domínios funcionamento sensorial, físico e psicológico. Conclusão: Os idosos demonstraram estar nem satisfeito e nem insatisfeitos com a qualidade de vida. A maioria apresentava-se independente para as atividades básicas da vida diária, porém, com sinais e sintomas de depressão fatores que inferem na qualidade de vida. 

Sintomas depressivos e sua relação com comportamento suicida em moradores de cidade do sul de Minas Gerais
Autor: Giovanna Vallim Jorgetto| Orientação: João Fernando Marcolan| Doutorado 2020

Palavras Chave: Depressão; Comportamento suicida; Epidemiologia; Saúde mental; Psicometria


Resumo
Objetivou-se verificar presença e intensidade de sintomatologia depressiva em moradores maiores de 18 anos, analisar a percepção dos participantes sobre a sintomatologia depressiva na relação com comportamento suicida e identificar fatores de risco e de proteção. Estudo exploratório, descritivo, quantitativo-qualitativo, com referencial da Análise de Conteúdo. Utilizadas escalas psicométricas para verificar a presença e a intensidade de sintomas depressivos (escala de depressão de Beck II, de Hamilton e de Montgomery &Asberg) e questionário semiestruturado para a presença de comportamento suicida, aplicada em moradores adultos de Poços de Caldas/MG, cidade de médio porte do sul de Minas Gerais. Foram observados os aspectos éticos da pesquisa em seres humanos e aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP. De 200 participantes, 73 (36,5%) apresentaram sintomatologia depressiva pela aplicação das escalas psicométricas, dos quais 62 (84,92%) com depressão previamente diagnosticada, sendo 27 (37,0%) com intensidade moderada e 11 (15,1%) grave; 57 (78,1%) eram mulheres, 22 (30,1%) entre 29-39 anos, 67 (91,78%) brancos, 47 (64,4%) católicos, 39 (53, 42%) casados, 32 (43,8%) com até 02 filhos, 20 (27,39%) com ensino fundamental incompleto, 51(69,86%) empregados, 34 (46,58%) com renda individual de até 02 salários mínimos (46,57%), 39 (53,43%) com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos. 39 (53,43%) viviam com companheira/marido/esposa/filhos; 24 (32,87%) tinham como recreação amigos; 23 (31,50%) moravam em área de vulnerabilidade social; 40 (54,8%) apresentaram comorbidades clinicas; 30 (41,1%) referiram tempo de diagnóstico de depressão entre 0 a 5 anos; 54 (73,97%) dos com depressão referiram tratamento, dos quais 36 (66,7%) por período de 0 a 5 anos e 10 (18,5%) entre 12 a 17 anos, evidenciando cronicidade da depressão. Dos 73 com depressão, 26 (35,61%) apresentaram ideação suicida, sendo 13 (50,0%) nos últimos 5 anos e 11 (42,3%) destes referiram não ter realizado qualquer tipo de tratamento, 15 (57,7%) referiram tratamento, sendo destes 07 (46,7%) com tratamento apenas medicamentoso; 03 (11,5%) dos entrevistados com ideação suicida receberam tratamento em hospitais psiquiátricos. Em relação à presença de sintomas depressivos pela escala IDB, 37(50,68%) apresentaram sintomas leves, 27 (36,99%) moderados e 09 (12,33%) graves. Para as escalas de HAM-D e MADRS, 35 (47,95%) eram sintomas leves, 27 (36,98%) moderados e 11 (15,07%) graves. Quanto às questões norteadoras, foram elencadas três categorias temáticas: para os fatores protetores da sintomatologia depressiva foi descrita a família e espiritualidade e como fatores de risco, problemas familiares, tristeza, perda de relacionamentos afetivos, desemprego, solidão e inabilidade em vivenciar frustrações. A percepção acerca do sofrimento psíquico relatado/detectado pelas escalas foi descrita como não ter percepção de depressão ou admissão do transtorno e tristeza pelas lembranças despertadas. Para a percepção sobre a sintomatologia depressiva na relação com o comportamento suicida, os participantes apresentaram não percepção do quadro depressivo e desejo de morte como saída frente ao sofrimento mental ocasionado pela depressão e justificativa para o desenvolvimento da depressão atrelada a perdas afetivas, medo, desespero, ausência de apoio familiar, ruminação de ideias, relações familiares conflituosas, perda da autoestima e solidão. Conclui-se que porcentagem de detecção de depressão em moradores adultos do estudo foi maior que a média nacional (36,5%), com prevalência de intensidade dos sintomas leves. Participantes sem sintomatologia prévia apresentam maior severidade dos sintomas depressivos. A relação entre depressão e suicídio se fez presente. Família foi apontada tanto para fatores de risco quanto de proteção. 

Transtorno mental comum e sintoma depressivo perinatal no estudo Mina-Brasil: ocorrência e fatores associados
Autor: Bruno Pereira da Silva| Orientação: Maria Cristina Gabrielloni| Doutorado 2020

Palavras Chave: Pré-natal;Período pós-parto;Depressão Pós-parto;Saúde Mental;Transtornos mentais


Resumo
Objetivo Geral - Investigar a ocorrência e os fatores associados ao transtorno mental comum (TMC) e o sintoma depressivo perinatal de mulheres atendidas na atenção básica à saúde de Cruzeiro no Sul, Acre. Método - Trata-se de estudo de coorte prospectiva, aninhado ao Estudo MINA-Brasil (Saúde e Nutrição Materno Infantil no Acre), realizado em 5 momentos, sendo, duas avaliações clínicas durante a gestação, entre a 16ª-20ª e 24ª-28ª semana gestacional, e três avaliações aos 3, 6 e 12 meses pós-parto, respectivamente. A primeira avaliação gestacional como a linha de base (n=588) e a última avaliação pós-natal como última observação (n=345). O TMC na gestação foi rastreado com o uso do Self-Reported Questionnaire (SRQ-20), com escore ≥8 para casos positivos, e o sintoma depressivos pós-natal rastreado com a Escala de Depressão Pós-natal de Edimburgo (EPDS) e adotou-se o escore ≥10 para positividade. A regressão logística ordinal foi utilizada para estimar a associação entre exposição e desfecho e os resultados com p<0,05 foram considerados significativos. Resultados - A prevalência de TMC foi de 36,2% (IC95% 32,1-40,4) na primeira avaliação e de 24,5% (IC95% 20,6-28,6) na segunda. Ao considerar as gestantes que participaram das duas avaliações observou-se incidência acumulativa de 9,2% (IC95% 6,1-13,1) e persistência de TMC de 50,3% (IC95% 42,5-58,1). As frequências de TMC persistente foram expressivas entre as gestantes que recebiam bolsa família (52,9%), com escolaridade entre 0-9 anos (60,9%), que não moram com companheiro (56,1%), tinham ≤2 filhos (57,4%) e fumavam durante a gestação (72,7%). Os fatores associados à ocorrência do TMC na primeira e na segunda avaliações gestacionais, respectivamente, foram a pouca escolaridade materna (OR 1,74; IC95% 1,05-2,89) (OR 1,87; IC95% 1,00-3,48) e o consumo de álcool na gestação (OR 2,17; IC95% 1,10-4,27) (OR 2,90; IC95% 1,02-8,26). A ocorrência do TMC foi associada a gravidez não planejada (OR 1,52; IC95% 1,04-2,23) somente na primeira avaliação e ser chefe da família (OR 1,96; IC95% 1,05-3,65) e ter ≤2 filhos (OR 1,82; IC95% 0,97-3,44) somente na segunda. A prevalência de sintoma depressivo pós-natal foi de 22,6% (IC95% 18,6-27,1) aos 3 meses, 20,9% (IC95% 16,7-25,7) aos seis meses e 20,6% (IC95% 16,4-25,2) aos 12 meses pós-natal. Encontrou-se associação entre a ocorrência do TMC em algum momento da gestação e do sintoma depressivo pós-natal (OR 5,6; IC95% 5,50-12-60). Conclusão - Foram encontradas elevadas prevalências e persistência de TMC na gestação. Os fatores associados à ocorrência de TMC, na primeira avaliação e na segunda avaliações clínicas, foram pouca escolaridade materna e gravidez não planejada. Consumo de álcool na primeira avaliação, ser chefe de família em algum momento. As prevalências dos sintomas depressivos pós-parto estão dentro dos valores estimados na literatura e permanecem como um alerta importante para as mulheres de países de média e baixa renda. Os fatores de risco para o sintoma depressivo pós-parto foram pertencer ao primeiro quintil do índice de bens e o consumo de álcool na primeira avaliação. E, forte associação do sintoma depressivo pós-parto com a ocorrência do TMC em algum momento da gestação (OR 5,6; IC95% 5,50-12,60). Considerações finais - Esses resultados alertam para a importância de se conhecer a saúde mental materna perinatal, com destaque para a necessidade de rastreamento de tais transtornos desde a primeira consulta pré-natal. Demandam especial atenção de pesquisadores e profissionais da saúde, fazendo-se necessárias pesquisas para determinar caminhos para o treinamento profissional e estabelecer protocolos assistenciais na realidade nacional. 

Undestanding processes, structures and inter-professional relacional networks within organ donation programs in Otario
Autor: Vanessa Silva E Silva| Orientação: Janine Schirmer| Doutorado 2020

Palavras Chave: Organ Donation Programs;Understanding Processes;Structures and Inter-Professional Relational Networks


Resumo
Background: The complex factors contributing to variation in the performance of organ donation programs are poorly understood. Thus, the overall aim of this dissertation research was to enhance our understanding of the organizational attributes (i.e., process and structure) and inter-professional relationships within organ donation programs in Ontario. Objectives: The specific research objectives were: (1) To identify and synthesize the current evidence in regards to the key contexts, processes and structures of international organ donation programs, (2) To describe the interactions of the Organ Tissue Donor Coordinators (OTDCs) with others during organ donation cases, and (3) To describe the interprofessional interactions during organ donation cases, within organ donation programs in Ontario, from an organizational perspective (structure, context, process). Methods: To address Objective 1, I conducted a scoping review of the literature. To address Objective 2, I completed a social network analysis (SNA) of organ donation cases focusing on the OTDC role and interactions, and to address Objective 3, I completed a mixed method SNA with a convergent design. Data were collected among 3 Ontario hospitals through interviews, review of documents, and case observation. Results: For Objective 1, I identified three themes that influence success in organ donation programs: context (n=39, 46 %), process (n=48, 57 %), and structural (n=59, 70%). In the social network analysis (Objective 2), OTDCs were identified as the acting hub facilitating the information exchange in the network. For Objective 3, I identified that the care team regarded the OTDCs’ position as central in the network (contrary to the network analysis measures); and there were opportunities for improvement to reduce organ allocation time. Conclusions: This thesis’ findings reinforced positive aspects, previously presented in the literature, of the benefits of the OTDC role in managing organ donation processes. Based on our findings, we identified potential organ donation process improvements that could positively impact donation rates and reduce transplant waiting lists. However, in the future, it will be important to consider a national perspective that would allow comparisons across provinces to further explore the interprofessional roles and organizational attributes that are associated with optimal performance of organ donation networks. 

Violência por parceiro íntimo e resiliência em mulheres usuárias da atenção primária em saúde em município da amazônia ocidental brasileira
Autor: Vivian Victoria Vivanco Valenzuela| Orientação: Lucila Amaral Carneiro Vianna| Doutorado 2020

Palavras Chave: Violência por parceiro íntimo;Violência contra a mulher;Resiliência psicológica;Rede social;Atenção primária à saúde;Pesquisa em enfermagem


Resumo
Objetivos: verificar a prevalência da violência contra a mulher perpetrada por parceiro íntimo; mensurar a resiliência nas mulheres; relacionar a resiliência com o tipo de violência perpetrada; identificar as motivações impulsoras e inibidoras para a busca de ajuda; relacionar as motivações impulsoras/inibidoras para a busca de ajuda com o tipo de violência perpetrada. Método: estudo epidemiológico com desenho transversal e abordagem analítica, realizado com 291 mulheres entre 18 e 59 anos, entre abril e julho de 2018. Resultados: A prevalência de violência por parceiro íntimo nos últimos 12 meses foi de 58,8% (n=171). A resiliência mensurada por escore mostrou que 50,9% das mulheres apresentavam resiliência média e 49,1% resiliência baixa, nenhuma das participantes obteve escore que a situasse com alta resiliência. A Escala de Resiliência por fator revelou que o Fator I concentra a maior parte das participantes (76,1%), mostrando que estas têm sua adaptação psicossocial voltada para a resolução de ações e valores, usando estratégias como levar os planos até o fim, ser determinada, achar motivos para rir e lidar com problemas de uma forma ou outra. A perpetração de violência física influencia negativamente no desenvolvimento do Fator III da resiliência (p=0,023), essas mulheres possuem menos autoconfiança e capacidade de adaptação psicossocial as situações adversas, se mostram dependentes de terceiros e têm ineficácia para lidar com varias coisas ao mesmo tempo. As motivações impulsoras para a procura de ajuda, 32,7% manifestou já ter exaurido todas as possibilidades para manter o relacionamento e 30% acredita que o agressor não irá mudar. As motivações inibitórias para 57,3% é vergonha e em 54% medo do agressor. A violência psicológica influenciou negativamente para a mulher decidir buscar ajuda (p<0,001), a violência física e sexual influenciaram para que a mulher decidisse romper com o ciclo de violência e buscasse ajuda (p<0,001). Conclusão: A maior prevalência de violência contra a mulher por parceiro íntimo foi a psicológica, seguida da física e sexual. A resiliência mensurada por escore mostrou predominância de resiliência média. A avaliação da resiliência por fatores mostrou predominância de mulheres com atitudes resilientes do Fator I de resolução de ações e valores. A violência física por parceiro íntimo repercutiu negativamente na resiliência. As motivações impulsoras/inibitórias para procurar ajuda foram internas, encontrou-se relação altamente significante entre as motivações e tipo de violência. 

   

 Dissertações de Mestrado

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A prevalência da junção escamocolunar em laudos citopatológicos realizados em serviçõs de atenção primária à saúde
Autor: Liane De Oliveira Serra Tochetto| Orientação: Edvane Birelo Lopes De Domenico| Mestrado 2020

Palavras Chave: Neoplasias do Colo do Útero;Papillomaviridae;Teste de Papanicolaou;Programas de Rastreamento;Estudo Observacional.


Resumo
Introdução: o câncer de colo do útero é um dos mais incidentes tumores na população feminina, o quarto mais incidente no mundo e o terceiro no Brasil; grande parte decorrente das infecções por Papiloma Vírus Humano (HPV), localizadas, especialmente, na junção escamocolunar (JEC). O exame de Papanicolaou é, ainda, o mais acessível e um dos mais eficientes para diagnósticos precisos, desde que as amostras epiteliais, obtidas por esfregaço, sejam satisfatórias. Objetivos: identificar a qualidade do material coletado para o exame de citologia oncótica por meio da prevalência de células da junção escamocolunar descritas em laudos citopatológicos de colo uterino e verificar a associação entre a prevalência das células da junção escamocolunar em laudos citopatológicos com as variáveis: idade, estado gestacional, inflamação, atrofia ou atrofia com inflamação, microbiologia, demais alterações celulares e profissional coletador. Método: transversal, descritivo, quantitativo, baseado na análise de 1.251 laudos de exames de citologia ginecológica oncótica realizados em 16 Unidades Básicas de Saúde (UBS), que oferecem atendimento à população em 51 bairros no Distrito Administrativo de Sapopemba do município de São Paulo, São Paulo, Brasil. O período para a coleta de dados foi de seis meses, de agosto de 2018 a janeiro de 2019. Dados organizados no Visual Basic For Aplications e analisados pelo software estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 20.0. Testes realizados: Qui-Quadrado para análise de associação entre duas ou mais variáveis e Teste de Igualdade de Duas Proporções para estabelecer comparação entre respostas de uma mesma variável. O nível de significância adotado foi p  5%. Resultados: os epitélios com maior representatividade foram o escamoso (n=636; 50,8%) e escamoso-glandular (n=368; 29,4%). A presença de JEC foi observada em 48,6% das amostras. A maior prevalência de JEC ocorreu em mulheres com idade entre 25 e 39 anos (n=274; 56,1%; p0,001). Foi observada associação estatisticamente significativa entre amostras com presença de JEC e o profissional coletor ser enfermeiro (n=510; 83,9%; p=0,022). A presença de JEC também foi associada à inflamação (p=0,023), ausência de atrofia (p0,001), ausência de atrofia/inflamação (p0,001), presença de bacilo (p0,001), ausência de flora escassa (p=0,002) e presença de citologias atípicas (p0,001). Apesar de as atipias citológicas terem sido observadas em apenas 4,8% dos laudos com JEC, houve associação positiva dessas atipias e a presença de JEC (p0,001). Também se constatou associação entre presença de JEC e citólise moderada (n=578, 95,1%; p0,001) e hipoestrogenismo (n=594, 97,7%; p=0,02); além de ausência de JEC e cariomegalia (n=640, 99,5%; p=0,014) e presença de hemácias (n=630, 98,0%; p0,001). Estes dados não podem ser ignorados, considerando que essas atipias podem evoluir para alterações mais graves e o diagnóstico preciso e o tratamento preventivo poderiam dificultar o desenvolvimento de câncer de colo do útero. Conclusão: os indicadores mais importantes para determinar a adequabilidade das amostras nos laudos citopatológicos, representação de células de JEC e presença de atipias, estão abaixo do esperado, inclusive no grupo de mulheres entre 40 e 59 anos, evidenciando a qualidade insatisfatória do rastreamento para o câncer de colo do útero. 

A saúde mental das mulheres em situação de rua
Autor: Bruna Farias Ribeiro| Orientação: João Fernando Marcolan| Mestrado 2020

Palavras Chave: Saúde Mental;Sofrimento Psíquico;Mulheres;Pessoas em Situação de Rua.


Resumo
Introdução: A população em situação de rua tem aumentado em vários países e no Brasil, e sua causa deve-se a série de fatores que englobam a esfera social e individual. Historicamente, a mulher que vivencia diversas desigualdades relacionadas ao gênero, tem na situação de rua, agudizada situações de extrema exclusão, pobreza e violência, portanto, é altamente vulnerável ao sofrimento psíquico. Objetivo: Analisar a presença de sofrimento psíquico em mulheres, relacionado ao fato de estarem em situação de rua. Método: Estudo descritivo, exploratório, de abordagem qualitativa, tendo como referencial metodológico a análise de conteúdo. O estudo foi realizado no centro de acolhida tipo II Estação Bem-Estar localizado na cidade de São Paulo/SP, após autorização da instituição e a aprovação do estudo no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, no período de fevereiro de 2018 a junho de 2019. Participaram do estudo dezesseis mulheres em situação de rua. Os critérios de inclusão foram estarem em situação de rua a pelo menos seis meses, maiores de 18 anos de idade, que tivessem utilizado do centro de acolhida apenas para pernoite, em condições cognitivas para responder. Para a coleta de dados foi realizada entrevista individual, com aplicação de um instrumento elaborado pelos pesquisadores, composto por formulário semiestruturado sobre o perfil sociodemográfico e de morbidade para caracterização das mulheres em situação de rua e questões norteadoras relacionadas aos objetivos do estudo. As entrevistas foram gravadas em gravador digital, transcritas na íntegra e interpretadas à luz da técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin. Resultados: A violência sofrida em toda a trajetória de vida associada à pobreza, a presença de transtorno mental, o uso de drogas, a desestruturação familiar e conjugal se revelaram como fatores desencadeantes à presença do sofrimento psíquico e para a tomada de decisão de as levarem às ruas na tentativa de fuga ao contexto de sofrimento vivido, portanto, as participantes já o experienciavam antes da condição de estar na rua. E uma vez nela, o sofrimento psíquico foi agudizado pelas adversidades na tentativa de sobrevivência, em meio a um cotidiano permeado por condições subumanas, preconceitos, ociosidade, invisibilidade social, impedimentos para reinserção no mercado de trabalho, graves violações aos direitos humanos e as violências sofridas, incluindo a do Estado. As principais manifestações identificadas foram: alterações de humor, de sono e de apetite, estresse emocional, tentativas de suicídio, choros constantes, ansiedade, nervosismo e sintomas psicossomáticos, como dores crônicas. As atitudes de enfrentamento deram-se pelo exercício da espiritualidade e religiosidade, a busca pela capacitação profissional e a utilização de serviços de saúde. Equipamentos de saúde foram percebidos de modo geral como sendo bom, mas em relação aos sócios assistenciais, a percepção foi de que se tratava de serviço que possuía muitas limitações que obstaculizavam a vida cotidiana. Conclusão: a presença do sofrimento psíquico, bem como a ida às ruas, deu-se em decorrência de um sistema capitalista, sexista e patriarcal que corroborou para a vulnerabilidade social por meio da desigualdade e exclusão sociais e sérios problemas na vida familiar. 

Adaptação transcultural do coronary revascularisation outcome questionnaire para a língua portuguesa brasileira
Autor: Ana Raquel Viegas de Assim| Orientação: Juliana de Lima Lopes| Mestrado 2020

Palavras Chave: Tradução;Estudo de validação;Qualidade de vida;Revascularização miocárdica;Cateterismo cardíaco.


Resumo
Introdução: Pacientes com doenças arteriais coronarianas podem apresentar alterações na qualidade de vida devido aos sinais e sintomas desencadeados pela doença, como a precordialgia e dispneia e, consequentemente, a limitação na execução de atividades físicas. Destaca-se ainda que o tipo de tratamento para as obstruções coronarianas, quer seja cirúrgico ou percutâneo, pode influenciar na qualidade de vida destes pacientes a curto e médio prazo. Nesse sentido, foi elaborado um questionário denominado Coronary Revascularisation Outcome Questionnaire (CROQ), que avalia a qualidade de vida especificamente para esta população. Objetivo: Realizar a adaptação transcultural do Coronary Revascularisation Outcome Questionnaire – adaptado (CROQv2) para a língua portuguesa brasileira (LPB) e avaliar sua confiabilidade. Método: Estudo metodológico de adaptação transcultural para a LPB e de análise da confiabilidade das quatro versões do Coronary Revascularisation Outcome Questionnaire - adaptado (CROQv2) (CROQ-PCI v2 pre e post e, CROQ-CABG v2 pre e post). O estudo foi autorizado pela autora do questionário original e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Parecer 2.105.494). Para a adaptação transcultural, foram realizadas as seguintes etapas: tradução da versão original para a LPB, síntese das traduções, retrotradução para o inglês, avaliação das equivalências semântica, idiomática, experimental e conceitual por comitê de experts, teste da versão pré-final e submissão da documentação à autora do questionário original para avaliação do processo. Para avaliação da confiabilidade, foi analisada a consistência interna por meio do alfa de Cronbach, sendo considerados aceitáveis valores superiores a 0,70. Foi também calculada a correlação item-total, sendo considerado valor de 0,20 como mínimo aceitável. Resultados: As divergências entre traduções e retrotraduções estavam relacionadas principalmente ao uso de sinônimos, ao tempo verbal ou à flexão de número. Na avaliação das equivalências, as adaptações concentraram-se em facilitar a compreensão dos itens, como mudança de jargões profissionais da área da saúde, bem como adaptação de linguagem formal para informal. Os domínios com valores de alfa de Cronbach inferiores a 0,70 foram: domínios 5 – Efeitos Adversos (0,55) e 6 – Satisfação (0,61) na versão CROQ-PCI v2 pós-Br e domínios 4 – Função Cognitiva (0,55) e 5 – Efeitos Adversos (0,61), na versão CROQ-CABG v2 pós-Br. Quanto à correlação item-total, um item do domínio 5 e um do domínio 6 da versão CROQ-PCI v2 pós-Br, um item do domínio 3 da versão CROQ-CABG v2 pré-Br e cinco itens do domínio 5 da versão CROQ-CABG v2 pós-Br obtiveram valores inferiores a 0,20. Conclusão: As versões pré procedimento (CROQ-PCI v2 pré-Br e CROQ-CABG v2 pré-Br) foram consideradas confiáveis e as versões pós procedimento (CROQ-PCI v2 pós-Br e CROQ-CABG v2 pós-Br) requerem demais análises psicométricas e com uma amostra maior, por apresentarem valores abaixo dos estabelecidos como mínimos para consistência interna em alguns domínios. Para que a versão adaptada para a língua portuguesa seja utilizada no Brasil, evidências de validade de construto e de critério devem ser obtidas. 

Adaptação transcultural para a língua portuguesa do Brasil de um guia autoinstrucional para a avaliação do raciocínio clínico de estudantes de enfermagem
Autor: Lidia Santiago Guandalini| Orientação: Alba Lúcia Bottura Leite de Barros| Mestrado 2020

Palavras Chave: Diagnóstico de Enfermagem;Guia Autoinstrucional;Estudo de Caso;Tomada de Decisões.


Resumo
Introdução: O uso de guias autoinstrucionais para o raciocínio clínico (GARC) de estudantes de enfermagem pode aumentar a acurácia dos diagnósticos de enfermagem durante a resolução de estudos de caso, contribuindo para o processo de ensino-aprendizagem e para a segurança dos pacientes. Objetivo: Estimar a validade do guia autoinstrucional para avaliação do raciocínio clínico de estudantes de enfermagem. Método: Foi realizado um estudo metodológico de tradução e adaptação transcultural para o português brasileiro de instrumentos que visam promover a melhora do RC, composto por: 1) um guia autoinstrucional (GARC); 2) estudos de caso; 3) um questionário sobre percepções dos estudantes durante a tomada de decisão nos estudos de caso; 4) uma rubrica de pontuação para correção dos estudos de caso. Para tradução e adaptação transcultural, foram adotados os passos 1 a 8 do Guidelines for Establishing Cultural Equivalency of Instruments do Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD) Consortium Network: 1) Tradução do idioma original para o idioma-alvo; 2) Síntese e resolução de discrepâncias das duas ou mais traduções; 3) Retrotradução; 4) Revisão da retrotradução pelo autor do instrumento original; 5) Revisão e desenvolvimento iterativo relacionado aos itens com problemas de tradução ou retrotradução; 6) Consolidação de toda a tradução e avaliação em um único instrumento adequado para avaliação interna; 7) Revisão por comitê de especialistas quanto à equivalência cultural e validade de conteúdo (clareza e pertinência prática). Consideraram-se satisfatórios os valores de concordância entre experts >80% e coeficiente de validade de conteúdo (CVC) > 0,8; 8) Preparo do instrumento pré-final e 9) Pré-teste: ensaio clínico randomizado com 24 estudantes de enfermagem (Grupo Intervenção, n=14, usando GARC para resolução de estudos de caso e Grupo Controle, n=10, sem uso do GARC). Resultados: o GARC foi traduzido e adaptado para a língua portuguesa no Brasil, sendo necessários ajustes para a obtenção de concordância entre os juízes superior a 80% e o CVC acima de 0,80 no que diz respeito a validade de conteúdo. Em relação à validação de face, foi obtida concordância adequada na avalição pelos estudantes. No pré-teste, não houve diferença na acurácia dos diagnósticos de enfermagem entre os grupos Intervenção e Controle. Conclusão: O GARC foi traduzido e adaptado para o português falado no Brasil e apresentou adequadas estimativas de validade de face e conteúdo. O uso preliminar do GARC, entretanto, não se associou a melhora da acurácia diagnóstica de estudantes de enfermagem. 

Adesão da equipe de enfermagem à conferência da pulseira de identificação do paciente antes da administração de medicamentos
Autor: Marcia Martins| Orientação: Denise Miyuki Kusahara| Mestrado 2020

Palavras Chave: Sistemas de Identificação do Paciente;Erros de medicação;Segurança do Paciente;Enfermagem


Resumo
Introdução: Erros de identificação do paciente podem ocorrer, desde a admissão até a alta do serviço, em todas as fases da doença e do tratamento, como por exemplo, no momento da administração de medicamentos. A identificação correta do paciente é condição essencial para garantia de sua segurança, assim a Organização Mundial da Saúde recomenda o uso de pelo menos dois identificadores, como nome completo e data de nascimento, para confirmação da identidade do paciente, como uma das formas de prevenção de erros. Apesar das recomendações já serem de conhecimento dos profissionais, ainda há falhas na adesão a esta ferramenta para o cuidado seguro. Objetivos: Verificar a taxa de adesão da equipe de enfermagem à conferência da identificação do paciente, por meio da pulseira, previamente a administração de medicamentos, antes e após a implementação de intervenção educativa para a promoção da prática. Materiais e Métodos: Estudo quase experimental, do tipo antes e depois, referente à conferência dos dados de identificação do paciente, por profissionais da equipe de enfermagem, selecionados de forma não aleatória, antes da administração de medicamentos, em uma unidade de internação da especialidade de neurologia, de um hospital universitário da cidade de São Paulo. A amostra foi composta por 280 observações diretas (140 pré-intervenção e 140 pós- intervenção). Foram estudadas variáveis referentes ao tipo e forma de conferência da pulseira de identificação, local de internação, tipo e nível de resposta do paciente, relação de pacientes por profissional, e categoria do profissional de enfermagem. A coleta dos dados ocorreu no período de agosto de 2017 a fevereiro de 2018 após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição, sob parecer número CAAE 60350016.3.0000.5505. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva e inferencial adotando-se como nível de significância valores de p<0,05. Resultados: Todos os pacientes, sem exceção, possuíam pulseira de identificação durante o período de estudo. Dentre as 280 observações realizadas, a pulseira foi conferida de forma completa em 105 (37,5%) oportunidades. Porém, a frequência de observações em que houve a conferência adequada da identificação do paciente aumentou significativamente após a intervenção, ocorrendo em 12 (8,6%) observações no momento pré-intervenção e em 93 (66,4%) observações realizadas após a intervenção (p<0,001). Não foi verificada associação estatisticamente significante entre o tempo de internação do paciente e a conferência da pulseira de identificação (p= 0,464) no período pré-intervenção, bem como no período pós-intervenção (p=0,219). Na análise multivariada, apenas a variável intervenção se manteve significativamente associada à conferência completa da pulseira OR = 24,43 (11,07 – 53,92), confirmando assim o efeito positivo da intervenção sobre a adesão dos profissionais de enfermagem à conferência da pulseira de identificação do paciente antes da administração de medicamentos. Conclusão: Após intervenção educativa, houve aumento significativo na adesão à prática de conferência da pulseira de identificação do paciente antes da administração de medicamentos. 

Caregiver Contribution to Heart Failure Self- Care – Versão Brasileira: adaptação transcultural e validação de conteúdo e de face
Autor: Daiane Lopes Grisante| Orientação: Camila Takáo Lopes| Mestrado 2020

Palavras Chave: Autocuidado;Cuidador;Insuficiência Cardíaca;Psicometria;Tradução


Resumo
Introdução: Pacientes com insuficiência cardíaca (IC) comumente contam com o apoio de cuidadores informais para autocuidado. É relevante que as contribuições dos cuidadores sejam avaliadas por meio de instrumentos confiáveis e válidos. O Caregiver Contribution to Heart Failure Self-Care (CACHS) foi desenvolvido no Canadá, de forma a mensurar as contribuições dos cuidadores para o autocuidado dos pacientes com IC, e apresentou adequadas propriedades psicométricas no país de origem. Objetivo: Adaptar o CACHS para Português falado no Brasil e estimar evidências de validade de conteúdo e de face da versão adaptada. Método: Estudo psicométrico de adaptação transcultural e validação de conteúdo e face do CACHS, iniciado após permissão das autoras, seguindo as fases: 1) Duas traduções Inglês-Português (T1 e T2); 2) Síntese por uma terceira tradutora brasileira - versão T12; 3) Duas retrotraduções T12 (RT1 e RT2); 4) Revisão de RT1 e RT2 quanto à consistência conceitual pelas autoras do instrumento; 5) Revisão iterativa de todas as fases a partir da opinião das autoras; 6) Revisão por comitê de especialistas: 6.1) Equivalências semântica, idiomática, cultural e conceitual (-1: não equivalente, 0: indeciso e 1: equivalente). Foi considerada aceitável concordância≥80%. 6.2.) Clareza, relevância teórica e pertinência prática (1: não, 2: pouco, 3: bastante; 4: muito claro/relevante/pertinente). Foram considerados aceitáveis coeficientes de validade de conteúdo (CVC)≥0,80. 7) Testagem cognitiva: Avaliação da compreensão dos itens e do aspecto estético do instrumento por 46 cuidadores. 8) Revisão dos aspectos sugeridos pelos cuidadores e novo teste com sete cuidadores. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de São Paulo (Protocolo 2.935.525) Resultados: Fase 1) T1 e T2 apresentaram discrepâncias relacionadas ao uso de sinônimos, à abordagem literal ou interpretativa, e quanto à tradução do item I call to make an appointment with a nurse or doctor, pois a tradutora leiga desconhecia consultas de enfermagem. Fase 2) Na versão T12, deu-se preferência à tradução mais literal. Fases 3 a 5) As autoras consideraram que RT1 e RT2 mantiveram consistência conceitual com a versão original, sem necessidade de nova revisão das traduções. Fase 6) Na primeira rodada, quatro itens tiveram concordância de 75% na equivalência semântica, sete itens tiveram concordância de 62,5% a 75% na equivalência idiomática e um item teve concordância de 75% na equivalência cultural. Na segunda rodada, todos os itens alcançaram concordância de 100%, exceto pelo item “Eu sugiro que a pessoa faça um pouco de exercício todos os dias”, que apresentou concordância de 75% em equivalência conceitual. O CVC na primeira e segunda rodada foi de 0,80 a 0,90. Fase 7) Os cuidadores solicitaram explicações sobre três itens, os quais foram reformulados. O tamanho da fonte foi aumentado. Fase 8) Todos os cuidadores demonstraram compreensão da versão reformulada do CACHS, denominado “Caregiver Contribution to Heart Failure Self-Care – Versão Brasileira””. Conclusão: O CACHS foi adaptado à cultura brasileira e apresentou adequadas evidências de validade de conteúdo e face. Propriedades psicométricas adicionais do instrumento serão testadas de forma a subsidiar a avaliação das contribuições do cuidador para o autocuidado de pacientes com IC no país. 

Competências socioemocionais de professores em um curso técnico em Enfermagem
Autor: Camila Moraes de Azevedo| Orientação: Alexandre Pazetto Balsanelli| Mestrado 2020

Palavras Chave: Educação Profissional;Competência Profissional;Educação em Enfermagem


Resumo
Introdução: As competências socioemocionais são extremamente necessárias no mundo atual para estabelecer relações interpessoais eficazes e de impacto no processo ensinoaprendizagem e no mundo laboral. Neste estudo, procurou-se voltar o olhar para o professor em curso técnico em Enfermagem. Objetivos: 1. Identificar as competências socioemocionais dos professores que atuam em um curso técnico em Enfermagem; 2. Elencar as competências socioemocionais com os professores que atuam em um curso técnico em Enfermagem; 3.Vivenciar e refletir com os professores as competências socioemocionais elencadas para ensinar e aprender na prática docente. Método: trata-se de um estudo qualitativo na modalidade da pesquisa-ação. Os critérios de inclusão foram: ser professor do curso técnico em Enfermagem na cidade de São Paulo, SP, Brasil e estar diretamente articulado com o processo ensino-aprendizagem de acordo com os valores, missão e visão da escola em questão. A coleta de dados deu-se de dezembro de 2018 a junho de 2019 por meio da realização de 5 encontros focais. Os temas dos encontros foram: o que se entende por competências socioemocionais, quais se consideram as mais relevantes para este público e as vivências sobre o desenvolvimento destas competências. Resultados: os dados foram analisados utilizando-se a técnica de análise de conteúdo, segundo Bardin. Foram classificados em 2 categorias e 5 subcategorias, a saber: 1) Competências socioemocionais do professor em uma perspectiva conceitual e vivencial; e as subcategorias 1.a) percepção e compreensão sobre as competências socioemocionais necessárias ao professor; 1.b) definição e compreensão sobre as competências socioemocionais essenciais ao professor, elencadas pelos participantes e 1.c) percepção da importância da relação professor/aluno para o desenvolvimento das competências socioemocionais. A segunda categoria foi a seguinte: 2) Competências socioemocionais do professor em uma perspectiva consciente das experiências vividas, com as subcategorias: 2.a) autopercepção das competências socioemocionais e 2.b) desenvolvimento da percepção do outro e para o outro. Dentre as várias competências citadas destacaram-se as cinco mais promissoras para o cenário em questão. As falas dos encontros demonstram que as competências socioemocionais são um tema latente no coração dos professores que fizeram parte deste estudo. Destacaram que estas são importantes no processo ensino-aprendizagem, além de sua correlação com o mundo laboral e para a vida. Conclusão: o grupo de professores identificou as competências socioemocionais, elencou as competências socioemocionais mais promissoras: autocontrole, criatividade, empatia, respeito e saber ouvir; e, tiveram a oportunidade de vivenciá-las no processo ensinoaprendizagem. Houve uma forte conscientização do professorado em relação a importância de se trabalhar essas competências a fim de formar pessoas motivadas para a transformação de sua realidade social e profissional diante de um mundo altamente globalizado pelas tecnologias 

Diagnósticos de enfermagem de alta acurácia em pessoas com insuficiência cardíaca
Autor: Larissa Maiara Da Silva Alves Souza| Orientação: Alba Lúcia Bottura Leite de Barros| Mestrado 2020

Palavras Chave: Diagnóstico de Enfermagem;Confiabilidade dos dados;Processo de enfermagem;Insuficiência cardíaca


Resumo
Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa e secundária a anormalidade estrutural e funcional cardíaca. A existência de comorbidades como hipertensão, diabetes, sedentarismo e dislipidemia e a não adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso, bem como a falta de conhecimento dos sintomas de exacerbação da doença estão associadas a hospitalizações. Estima-se que cerca de 2 milhões de novos casos surgem no mundo por ano. No ano de 2018 houve 200.814 internações hospitalares registradas no Sistema Único de Sáude (SUS) associadas à IC, sendo que 9.156 admissões foram registradas no estado de São Paulo. Hoje aproxidamente 5,1 milhões de norte-americanos têm IC. Acredita-se que esse número tende a aumentar 46% até 2030 podendo chegar a oito milhões de indivíduos diagnosticados com IC. Nesse panorama, a atuação da enfermagem pode ser circunstancial. Ao identificar os diagnósticos de enfermagem (DE) associando-os aos sinais e sintomas clínicos, o enfermeiro unifica as necessidades do indivíduo para que as intervenções elaboradas sejam voltadas a resolução desses DEs ora identificados. Esses diagnósticos, quando elaborados de forma acurada viabilizam um cuidado mais assertivo, com maiores índices de resolutividade, redução de complicações e melhora do estado de saúde. A Escala de Acurácia de Diagnóstico de Enfermagem versão-2 (EADE-2) avalia o grau com que a afirmação do DE é confirmada por meio de um conjunto de informações clínicas do paciente sendo utilizada para mensurar o grau de acurácia dos DEs elencados. Objetivos: identificar os DEs de alta acurácia presentes na admissão e na alta dos pacientes internados por IC; identificar a prevalência dos DEs na admissão e na alta dos pacientes internados por IC; testar a concordância da EADE-2 entre avaliadores quanto ao grau de acurácia dos diagnósticos. Método: coorte prospectiva de acurácia diagnóstica realizado no Pronto Socorro de um hospital escola de grande porte de referência em cardiologia numa metrópole brasileira, no período de agosto de 2018 a julho de 2019. Participaram da pesquisa 155 pacientes hospitalizados por IC. Foram coletados dados sócio demográficos, clínicos e o tratamento medicamentoso a partir de um instrumento elaborado pelas pesquisadoras e testado previamente. Posteriormente, duas pesquisadoras aplicaram a EADE-2 nos DEs registrados na admissão e alta de pacientes com IC hospitalizados. As variáveis foram apresentadas por meio de estatística descritiva (frequências absolutas e relativas) e por média±desvio padrão. Foi utilizado o Teste exato de Fisher e associações com nível descritivo≤0,05 foram considerados significativas. Para avaliar a concordância entre os avaliadores, foi utilizada o coeficiente de Kappa, o qual varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de um, maior a concordância. Resultados: A idade média dos pacientes hospitalizados foi de 62,6 anos sendo a maioria do sexo masculino (61,3%), raça branca (54,19%) e ensino fundamental incompleto (49,03%). O perfil hemodinâmico predominante foi o B (73,5%), as etiologias de maior ocorrência foram cardiomiopatias (19,4%) e doença de chagas (16,1%), sendo que 25,16% não tiveram classificação. A síndrome coronariana aguda foi a patologia de maior frequência, observada em 43 pacientes (27,7%), as comorbidades mais prevalentes foram hipertensão (74,19%), diabetes (40,64%) e dislipidemia (40,64%). Dentre os 18 DEs identificados, quatro foram prevalentes tanto na admissão como na alta: Risco de Infecção, Risco de Queda, Risco de débito cardíaco diminuído e Volume de Líquidos excessivos. Estes DEs tiveram boa concordância entre avaliadores, sendo o Volume de Líquidos excessivos o de maior concordância na admissão (0,7) e na alta (0,9). Considerando todos os DEs, 85% foram classificados como altamente acurados na admissão e cerca de 66% na alta hospitalar, os DEs que se destacaram nesta classificação de alto grau de acurácia foram: Risco de Infecção e Risco de débito cardíaco diminuído na admissão; e na alta manteve o Risco de infecção juntamente com o Risco de queda. Conclusão: Os resultados do estudo permitiram identificar diagnósticos de enfermagem de alta acurácia. Além disso, o DE Risco de Infecção foi o mais prevalente e altamente acurado, embora ele não esteja diretamente relacionado a patologia como o Risco de débito cardíaco diminuído e o Volume de Líquidos excessivos que são DEs relacionados às condições fisiopatológicas da IC, demonstrando que existe a necessidade de priorização daqueles DEs de maior relevância clínica em situações críticas como na admissão e na alta. Considerando que os enfermeiros através dos sinais e sintomas, exame físico, exames laboratoriais e de imagem, podem identificar outros DEs, e assim tomarem decisões frente as condições atuais e reais dos pacientes, a identificação de DEs de alta acurácia os ajudará durante o cuidado sistematizado, possibilitando planejamento e cuidado de enfermagem apropriados, seguros e alicerçados ao conhecimento científico. 

Elaboração e validação de um estudo de caso para o desenvolvimento do raciocínio diagnóstico de estudantes e enfermeires
Autor: Daniela Luana Fernandes Leandro| Orientação: Juliana de Lima Lopes| Mestrado 2020

Palavras Chave: Relatos de caso;Diagnóstico de enfermagem;Estudo de validação;Precisão da Medição Dimensional.


Resumo
Introdução: Estudos de caso são ferramentas de ensino que podem ser utilizadas para o desenvolvimento e aprimoramento do raciocínio diagnóstico, contribuindo para uma prática de enfermagem baseada em evidências e com melhores indicadores de saúde para o paciente. Para tanto, devem ser elaborados com base na literatura e o seu conteúdo deve ser validado. Na literatura, observa-se a existência de poucos estudos de caso validados e, no melhor do nosso conhecimento, nenhum abordando a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP). Devido à alta prevalência dessa doença na população mundial, é relevante que os enfermeiros estejam aptos a identificar as respostas humanas comuns aos pacientes com DAOP. Objetivo: Elaborar e validar um estudo de caso para auxiliar no desenvolvimento do raciocínio diagnóstico de estudantes e enfermeiros. Método: Estudo metodológico, realizado em três etapas: 1) elaboração do estudo de caso; 2) validação de conteúdo do estudo de caso e identificação dos diagnósticos de enfermagem presentes; 3) avaliação da acurácia diagnóstica e estabelecimento do diagnóstico prioritário. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unifesp, Protocolo nº 1550/2017. Participantes: Doze enfermeiros especialistas em Processo de Enfermagem selecionados de acordo com critérios pré-definidos. Resultados: O estudo de caso foi elaborado a partir de uma revisão narrativa da literatura, que permitiu a identificação das pistas relacionadas aos diagnósticos de enfermagem (DE) mais frequentes em pacientes com DAOP, selecionada como problema de saúde central do caso. Para a construção do caso, foram seguidos os oito pressupostos de Lunney para elaboração de estudos de casos. O conteúdo do estudo de caso foi validado na segunda rodada de avaliação e os especialistas identificaram 18 DE com diferentes graus de acurácia. Os diagnósticos mais frequentes foram: Perfusão tissular periférica ineficaz (100%), Deambulação prejudicada (83%), Conforto prejudicado (50%) e Dor crônica (50%). O diagnóstico considerado prioritário por todos os especialistas foi “Perfusão tissular periférica ineficaz”. Conclusão: O estudo de caso validado poderá ser utilizado por estudantes e enfermeiros para facilitar o desenvolvimento do raciocínio diagnóstico e pensamento crítico no contexto da prática assistencial, no ensino e na pesquisa. 

Elaboração e validação de vídeo educacional sobre aspiração nasofaríngea e orofaríngea
Autor: Tatiane Souza Nascimento| Orientação: Juliana de Lima Lopes| Mestrado 2020

Palavras Chave: Educação em enfermagem;Gravação em vídeo;Sucção;Nasofaringe;Orofaringe


Resumo
Objetivo: Elaborar e validar um vídeo educacional sobre aspiração nasofaríngea e orofaríngea. Método: Estudo metodológico realizado em quatro fases (elaboração do roteiro do vídeo, validação deste roteiro, elaboração do vídeo e validação do vídeo). O roteiro, do tipo storyboard, sobre aspiração nasofaríngea e orofaríngea, foi elaborado baseado na literatura. Dez enfermeiros especialistas validaram seu conteúdo, utilizando-se a técnica Delphi. Para ser considerado válido, o roteiro deveria atingir 100% de concordância entre os especialistas. Uma vez validado, foi realizada a filmagem do procedimento no Centro de Ensino de Habilidades e Simulação Helena Nader da Universidade Federal de São Paulo, utilizando-se manequim de baixa fidelidade e atores, que representavam o paciente e a enfermeira. O vídeo foi editado por uma equipe especializada. A validação de face e conteúdo do vídeo foi realizada por enfermeiros especialistas, por meio de escala de Likert de três pontos, e a avaliação da compreensão dos itens do vídeo foi realizada por graduandos em Enfermagem do segundo ano, por meio de uma escala de Likert, composta por cinco pontos. Para ser considerado compreensível, deveria alcançar uma média igual ou superior a 4. Foi utilizado o teste de Wilcoxon para testar a hipótese nula de que as respostas médias são menores ou iguais a 4. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Protocolo 1.349.064/2015). Resultados: O roteiro do vídeo foi composto por sete tópicos (conceito, indicação, contraindicações, materiais necessários, procedimento, complicações e anotação de enfermagem). Foram necessárias quatro rodadas para validar o roteiro do vídeo pelos especialistas. O vídeo foi gravado e, posteriormente avaliado por seis enfermeiros especialistas, para validação de face e conteúdo. O tópico “Compreensão dos itens” atingiu média 2,5, os tópicos “Tamanho da fonte”, “Som” e “Imagem” obtiveram média de 2,6 e os demais itens atingiram a média 3. O vídeo foi reeditado após as sugestões e nenhuma outra alteração foi sugerida. O vídeo foi assistido por 51 alunos do curso de graduação em enfermagem, todas as questões apresentaram médias e medianas superiores a quatro, foi observado que o intervalo de confiança em quatro questões apresentou valores inferiores a 80%, mediante os resultados foram realizadas alterações na sequência de cenas da execução do procedimento. Após a reedição, o vídeo foi assistido e avaliado por 45 alunos da mesma turma. Todas as questões apresentaram médias superiores a 4 e mediana iguais a 5, rejeitando a hipótese nula em todos os casos. A questão com menor pontuação média foi “Você compreendeu a técnica de aspiração nasofaríngea e orofaríngea?”, com média 4,64. A questão com maior média foi: “Você compreendeu quais são os materiais necessários para a aspiração nasofáringea e orofaríngea”, com média 4,87. Conclusão: O vídeo sobre aspiração nasofaríngea e orofaríngea foi validado por enfermeiros especialistas e alunos e pode ser utilizado como uma ferramenta de ensino atrativa, dinâmica e com diversas possibilidades de aplicação. 

Incidência e fatores de risco relacionados ao delirium em crianças gravemente enfermas
Autor: Alexandra Elizabeth Flores Reinoso| Orientação: Denise Miyuki Kusahara| Mestrado 2020

Palavras Chave: Delirium;Enfermagem Pediátrica;fatores de risco;Unidades de Cuidados Intensivo Pediátrico


Resumo
Introdução: Delirium é uma síndrome de disfunção cerebral orgânica de início agudo e flutuante, caracterizada por uma deterioração global das funções cognitivas, depressão do nível da consciência, distúrbios da atenção e da atividade psicomotora, e desordem no ciclo sono-vigila. Crianças em terapia intensiva podem ser expostas a condições precipitantes de delirium, assim a detecção precoce e o reconhecimento dos fatores de risco para a ocorrência desta condição são necessários para a prevenção e intervenção precoce, com vistas a redução da morbimortalidade e complicações futuras decorrentes do tratamento intensivo implementado. Objetivos: Identificar a incidência de delirium em uma Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIP); verificar os fatores de risco relacionados à ocorrência de delirium e a concordância entre duas escalas utilizadas para a detecção de delirium pediátrico em crianças gravemente enfermas. Método: Estudo longitudinal, realizado em uma UCIP de um hospital universitário. A amostra foi composta por 65 crianças gravemente enfermas admitidas na UCIP, com mais de 24 horas de internação, sendo excluídas crianças com dano neurológico ou cognitivo, déficit auditivo e visual, encefalopatia crônica e declínio do consentimento para participar do estudo. A variável de desfecho foi definida como a ocorrência de delirium identificado por meio da aplicação diária de duas escalas, Cornell Assessment of Pediatric Delirium (CAPD) e Sophia Observation withdrawal Symptoms-Pediatric Delirium Scale (SOS_PD), no período da manhã e da tarde. Foram investigadas variáveis de exposição referentes a características demográficas das crianças, condições clínicas e terapia intensiva implementada. Foi realizada análise estatística descritiva e inferencial, por meio do software SPSS, tendo sido estabelecido o nível de significância de 5%. Resultados: A maioria das crianças incluídas no estudo eram meninas (53,8%), com média de idade de 47,6 meses; internadas na unidade por condições clínicas (67,7%). Dentre a totalidade 22(33,8%) das crianças apresentavam patologias respiratórias. Quanto aos dispositivos utilizados 47 (72,3%) das crianças utilizaram cateter intravenoso central, 36 (55,4%) cateter venoso periférico, e 32 (49,2%) usaram sondas. O tempo médio de utilização de ventilação pulmonar mecânica foi de 8,71 dias e tempo de permanência na UCIP de 3,2 dias. O delirium foi identificado em 7,7% das crianças, com tempo de duração do distúrbio de aproximadamente 2 dias. A concordância entre as duas escalas foi considerada muito boa (Kappa =1; p<0,001). Houve associação estatisticamente entre a ocorrência de delirium e idade menor de 2 anos (p=0,060); sexo feminino (p=0,057); uso de ventilação pulmonar mecânica (p=0,034); antieméticos (p=0,002); anticolinérgicos (p=0,044), e alterações de sódio e potássio séricos (p=0,053). Conclusão: A incidência de delirium em crianças na UCIP foi de 7,7%, taxa abaixo das identificadas na literatura. Condições demográficas, clínicas, e farmacológicas foram associadas a ocorrência de delirium. As escalas utilizadas para a identificação do delirium apresentaram concordância satisfatória. O uso dessas ferramentas de observação favorece a detecção precoce de delirium em crianças internadas na unidade de terapia intensiva, permitindo intervenção oportuna após o diagnóstico e monitoramento contínuo que podem contribuir para a redução de consequências negativas que podem surgir a longo prazo. 

Infecção Neonatal por Streptococcus agalactiae do grupo B e Escherichia coli
Autor: Maria Cristina Barbosa Longo| Orientação: Monica Taminato| Mestrado 2020

Palavras Chave: Sepse neonatal;Controle de Infecções;Streptococcus agalactiae;fatores de risco;Escherichia coli


Resumo
Introdução: A sepse neonatal é uma importante questão de saúde pública mundial, está entre uma das principais causas de morbidade e mortalidade em neonatos principalmente em países em desenvolvimento. É um importante componente para elevação das taxas de mortalidade neonatal e pode levar a sérias complicações como morbidade, com impactos a longo prazo aos que sobrevivem apesar de números relativamente baixo de casos nesta população. Objetivos: verificar mortalidade para sepse neonatal precoce e quais os fatores de risco da sepse neonatal causada pelo Streptococcus agalactiae do grupo B e Escherichia coli, a mortalidade e prevalência dos microrganismos em uma unidade de cuidados intensivos em um hospital escola. Método: Estudo observacional realizado entre 2007 e 2017 com neonatos com o diagnóstico de sepse clínica e/ou laboratorial admitidos na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal do Hospital São Paulo e busca de evidências sobre os principais fatores de risco para infecção e sepse neonatal com uma Revisão Sistemática e Metanálise, conforme as recomendações da Cochrane Collaboration. Resultados: Os resultados deste trabalho serão apresentados na forma de dois artigos. No Artigo 1 foram 16 selecionados para compor o presente estudo. Os principais fatores de risco para infecção neonatal por GBS e E.Coli são baixo peso ao nascer e prematuridade. No gráfico de metanálise foi identificada a mortalidade superior para os casos de sepse por E. coli e/ou GBS, com Odds ratio 3.54 (P < 0.00001). No artigo 2 foram incluídos 181 neonatos, 36 foram excluídos do estudo por não possuírem os dados completos no prontuário eletrônico. A taxa de positividade de hemocultura de sangue foi de 15(10,3%) e de líquor não houve nenhuma amostra positiva. Já a taxa de mortalidade foi de 22%. Os microrganismos mais prevalentes foram o Staphylococcus coagulase-negativa (CONs) com 6(50%), Streptococcus agalactiae com 2(16,6%). Conclusão: No artigo 1 foi que a sepse por E. Coli apresentou maior mortalidade, ficou evidente que os recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer possuem mais susceptibilidade para adquirir infecção e posteriormente sepse causada por E. Coli e GBS. No artigo 2, os microrganismos mais prevalentes encontrado no estudo foram CONs e GBS entre as bactérias gram positivas e entre as gram negativas a E. coli, necessitando além de medidas específicas para a prevenção do GBS, estratégias de prevenção para os outros tipos de microrganismos que causam a infecção. Em ambos artigos ficaram evidente que são necessários mais estudos de abrangência nacional para investigação das etiologias da sepse neonatal, mapear e monitorar a sua epidemiologia local para realização de políticas públicas com medidas específicas voltadas para esse público. 

Liderança do enfermeiro na atenção primária à saúde e sua relação com o ambiente da prática profissional em enfermagem
Autor: Julio Cesar De Oliveira Mattos| Orientação: Alexandre Pazetto Balsanelli| Mestrado 2020

Palavras Chave: Enfermagem;Liderança;Atenção Primária à Saúde;Coaching;Ambiente de Instituições de Saúde.


Resumo
Objetivos: 1-) Avaliar a autopercepção sobre liderança coaching do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde; 2-) Verificar como os auxiliares de enfermagem avaliam a liderança coaching do enfermeiro; 3-) Classificar o ambiente da prática profissional em enfermagem, neste cenário de assistência; 4-) Correlacionar a autopercepção enfermeiro e percepção dos auxiliares sobre liderança coaching e o ambiente da prática profissional em enfermagem. Método: trata-se de um estudo transversal e correlacional, realizado em 13 Unidades Básicas de Saúde localizadas na Zona Sul do município de São Paulo, SP, Brasil, com a participação de 75 enfermeiros e 75 auxiliares de enfermagem. Foram aplicados dois questionários de liderança coaching: Questionário de Autopercepção do Enfermeiro no Exercício da Liderança (QUAPEEL) e Questionário de Percepção do Técnico e Auxiliar de Enfermagem no Exercício da Liderança (QUEPTAEEL). Em seguida, foi aplicada a Practice Environment Scale - versão brasileira (PES). Para análise dos dados, utilizaram-se a Análise de Variância Multivariada (MANOVA), com o Teste Multivariado de Rastreio de Pillai, a Análise de Variância Univariada (ANOVA), o Teste de Correlação de Pearson e o Tamanho do Efeito pelo coeficiente “r” de Rosenthal: pequeno (entre 0,100 e 0,299), médio (entre 0,300 e 0,500) e grande (acima de 0,500), com nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: através das medidas e das pontuações total e por subescala dos questionários, observou-se diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação às medidas do questionário QUEPTAEEL/QUAPEEL. O ambiente da prática profissional em enfermagem foi favorável tanto para os enfermeiros quanto para os auxiliares de enfermagem. Com relação à variável “liderança”, o grupo de enfermeiros apresentou pontuação média próxima aos achados no grupo de auxiliares em enfermagem. Quando correlacionou-se a autopercepção da liderança coaching e os domínios do ambiente de prática profissional em enfermagem entre os enfermeiros, percebeu-se a presença de duas correlações positivas lineares: comunicação e fundamentos de enfermagem voltados para a qualidade do cuidado e comunicação com relações colegiais entre enfermeiros e médicos. Em outras palavras, quanto maior a comunicação entre líder e liderado, maiores são as relações com médicos e a qualidade do cuidado. Os auxiliares de enfermagem, ao avaliarem a liderança coaching dos enfermeiros e o ambiente de prática profissional em enfermagem, obtiveram-se correlações significativas entre muitos domínios das duas escalas. Conclusões: as habilidades da liderança coaching foram percebidas em ambos os grupos, sendo melhor avaliada pelos enfermeiros. O ambiente da prática profissional em enfermagem foi avaliado como favorável tanto pelos enfermeiros quanto pelos auxiliares de enfermagem e relacionou-se com a liderança coaching. Ambientes favoráveis associados à liderança contribuem para melhores resultados e melhores práticas na organização. 

Metodologia lean seis sigma para melhoria do fluxo de alta em um centro de terapia intensiva
Autor: Guilherme Dos Santos Zimmermann| Orientação: Elena Bohomol| Mestrado 2020

Palavras Chave: Gestão da Qualidade;Melhoria de Qualidade;Administração em Saúde;Fluxo de Trabalho;Unidades de Terapia Intensiva


Resumo
Objetivo: Aplicar a metodologia Lean Seis Sigma para melhoria do fluxo de alta em um centro de terapia intensiva adulto. Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo, descritivo/exploratório, de caráter quantitativo, que seguiu o método de desenvolvimento de projetos intitulado DMAIC (Define-Measure-Analyze-Improve-Control). Este método constituiu cinco fases, sendo elas: a definição do projeto, mensuração do ponto inicial e coleta de dados, análise dos resultados, melhoria em processos e controle estatístico. O local de aplicação foi em um centro de terapia intensiva de um hospital terciário privado, localizado no município de São Paulo, durante o período de outubro de 2018 a maio de 2019. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e os participantes submetidos ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Na primeira fase intitulada Define, foi realizada a composição de uma equipe responsável pela construção do escopo, elaborado as definições do projeto e mapeamento do processo. Na fase Measure foi realizado coleta de dados com estabelecimento da capacidade sigma inicial do processo de 0,44σ, seguindo para Analyze, em que foi realizado brainstorming com a equipe para construção do Diagrama de Causa e Efeito, além da priorização de três dos dezoito problemas identificados. Na fase de Improve foram realizadas melhorias com treinamento, estabelecimento de metas e definição de protocolos, que após sua conclusão foram monitoradas através da carta de controle I-AM, confeccionada na fase Control. Com isso, se estabeleceu melhora da capacidade sigma inicial do processo de alta de 0,44 para 1,93. Esta melhoria representou uma redução do tempo médio de transferência do paciente para a unidade de internação de 189 minutos para 75 minutos, totalizando uma melhoria de 61% no tempo de alta. Conclusão: A metodologia Lean Seis Sigma demonstrou-se eficaz para melhoria do fluxo de alta de um centro de terapia intensiva, com a possibilidade da aplicação de ferramentas da qualidade e otimização dos processos na instituição. 

Perda de potenciais doadores de órgãos e tecidos nos principais hospitais notificadores do Estado de São Paulo
Autor: Alessandra Duarte Santiago| Orientação: Janine Schirmer| Mestrado 2020

Palavras Chave: doação de órgãos;doador de órgãos;morte encefálica;enfermagem;transplante


Resumo
Introdução: A busca pelo aumento no número de doações de órgãos e tecidos para transplantes se intensifica a cada ano no Brasil. Porém, mesmo com o número crescente de doações, as estatísticas provam que ainda são insuficientes para a demanda de receptores inscritos no cadastro técnico (lista de espera). No Brasil, dos 70 potenciais doadores por milhão de população no ano (pmp/ano), apenas 51,9 pmp/ano são notificados às CETs (Centrais Estaduais de Transplantes), sendo somente 17,0 efetivos doadores (pmp/ano), conforme dados de 2018. No mesmo ano, foram notificados 10.779 doadores e, apenas 3.531 doadores efetivos. A perda de potenciais doadores foi superior, quando comparada às doações efetivadas. Entre os motivos de perda de potenciais doadores, nota-se: negativa familiar (42%), parada cardíaca (12%) e contraindicação médica (15%). Os registros hospitalares a respeito da doação de órgãos são insuficientes e, quando somados ao fato de o Brasil não ter um programa de qualidade que determine as causas reais das perdas por subnotificação, manutenção do potencial doador e recusa familiar, impossibilitam qualquer tipo de avaliação e implantação de políticas de saúde capazes de auxiliar na mudança desse cenário. Objetivo: Avaliar as perdas de potenciais doadores nas instituições hospitalares do Estado de São Paulo. Método: Estudo de coorte retrospectivo baseado nos registros hospitalares de óbitos notificados à Central Estadual de Transplantes de São Paulo no período de 2015 a 2017 através do Formulário Informativo de Óbitos, baseado no modelo espanhol de qualidade. Resultados: Foram analisadas as informações 33.175 registros de óbitos. A média de idade no momento do óbito foi de 64,2 anos sendo que 54,9% eram do sexo masculino. Doenças cardiovasculares, neurológicas e respiratórias, foram as causas de internações mais frequentes (acima de 17,0%). 38,0% já apresentavam Glasgow 3 na admissão nas unidades críticas, sendo que 68,4% dos óbitos foram em UTI, tendo como causas de morte mais frequentes a infecção (27,5%). Somente, 867 dos 33.175 casos de óbito (2,6%) atenderam aos critérios de possível e potencial doador. Dentre esses casos, apenas 330 (38,1%) estariam em condições de manutenção hemodinâmica de doar os órgãos. Entre os óbitos que chegaram a ser potenciais doadores (867), mais de 95% deles não chegaram a realizar o exame complementar diagnóstico de ME. A hipotensão foi a maior causa de perda de potenciais doadores quando relacionada à manutenção hemodinâmica (55,6% dos casos). Há 1,6 casos de perda para cada doador apto. Houve associação entre a perda e causa de morte (p=0,031), na qual, os indivíduos que foram a óbito por doenças cardiovasculares têm chance de não conseguir doar órgãos 5,0 vezes maior do que aqueles que tiveram causa de óbito por doenças neurológicas. Conclusão: A análise dos óbitos notificados mostra a perda de continuidade do processo de doação de órgãos tanto por subnotificação dos casos de morte encefálica (ME), quanto pela manutenção hemodinâmica inadequada para garantir o início da abertura do protocolo de ME e também pela não conclusão do protocolo por ausência do exame complementar. Não há diferença entre as perdas quando se é comparado os óbitos em UTI ou PS, mostrando que a dificuldade em identificar o potencial doador e realizar sua manutenção hemodinâmica ocorre independente do seu setor de internação. A incompletude dos dados, falta de treinamento para preenchimento dos registros e o preenchimento inadequado, dificulta análise fidedigna do potencial doador de cada hospital. 

Relação entre percepção do risco de quedas, capacidade funcional, dor e risco para quedas em idosos assistidos em um serviço de emergência
Autor: Lidia Ferreira De Souza| Orientação: Meiry Fernanda Pinto Okuno| Mestrado 2020

Palavras Chave: Idoso;Acidentes por quedas;Serviço hospitalar de emergência;Atividades cotidianas;Envelhecimento;Hospitalização.


Resumo
Introdução: durante a internação hospitalar, os idosos podem cursar com perda de funcionalidade, a qual pode se dar pela doença que determinou a internação, condições clínicas prévias, procedimentos submetidos e pouca adaptação do sistema de saúde às demandas de uma população envelhecida e frágil. As quedas estão entre as principais causas de morte e constituem o motivo mais frequente de procura pelo Serviço de Emergência entre as pessoas acima de 65 anos. Objetivo: verificar os fatores associados ao risco, percepção e conhecimento de quedas e dor em idosos em um Serviço de Emergência. Relacionar as variáveis sociodemográficas, econômicas e clínicas e ter ou não cuidador. Método: estudo transversal realizado em um Serviço de Emergência com 197 idosos. Foram aplicados: Falls Risk Awareness Questionnaire, Escala de Queda de Morse, escala numérica de dor, índice de Katz e escala de Lawton. Resultados: entrevistados com risco alto de quedas apresentaram maior idade e maior renda familiar. Os idosos não letrados apresentaram maior percentual de totalmente dependentes e os que tinham ensino fundamental completo, maior percentual de independentes. Os classificados como independentes apresentaram maior renda do que aqueles totalmente dependentes. Os pesquisados divorciados e sem cuidador apresentaram maior escore na escala de Lawton. Idosos com hipertensão arterial sistêmica, neoplasia e déficit de deambulação tiveram menor pontuação na escala de Lawton. Quanto melhor a percepção dos riscos de queda pelos idosos, menos independente para as atividades instrumentais eles eram. Os idosos com risco baixo para quedas apresentaram menos independência. Conclusão: os resultados demonstram a importância de explorar a rede de apoio e incluir o cuidador no planejamento dos cuidados com o idoso durante a hospitalização, também o preparando para os cuidados pós-alta, revelando a contribuição da equipe interprofissional. Esses cuidados devem ser direcionados à manutenção e/ou mitigação da deterioração da capacidade funcional e à prevenção de quedas. Ainda, são úteis para auxiliar os profissionais de saúde no planejamento de ações que potencializem a segurança do idoso, além de expor a importância do uso não só do instrumento que avalia o risco de queda e a dor, mas também da percepção e do conhecimento do idoso quanto ao risco de quedas. 

Symptom status questionnaire - heart failure - versão brasileira: adaptação transcultural e validação de conteúdo
Autor: Gabriela Nunes Dos Santos| Orientação: Camila Takáo Lopes| Mestrado 2020

Palavras Chave: Avaliação de sintomas;Insuficiência cardíaca;Psicometria;Tradução.


Resumo
Introdução: A avaliação de sintomas físicos comuns em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) é necessária para que os fatores relacionados a esses achados sejam identificados e mais bem manejados. Para tanto, instrumentos confiáveis e válidos são necessários. No Brasil, entretanto, não há instrumentos disponíveis para avaliar especificamente os sintomas físicos da IC. O Symptom Status Questionnaire-Heart Failure (SSQ-HF), instrumento americano, avalia a presença, frequência, intensidade e angústia relacionada a sete sintomas físicos comuns na IC e tem adequadas evidências de consistência interna e validade de construto. Objetivo: Adaptar o SSQ-HF para português falado no Brasil e estimar evidências de validade de conteúdo da versão adaptada. Métodos: Estudo psicométrico de adaptação transcultural (ATC) e validação de conteúdo (VC) de instrumento de medida, realizado após obtenção de autorização da autora do instrumento. A ATC foi organizada em cinco fases: 1.1) Tradução por dois tradutores independentes. 1.2) Síntese das traduções. 1.3) Retrotradução por dois tradutores independentes. 1.4) Revisão das retrotraduções pela autora do instrumento original. 1.5) Avaliação da versão traduzida quanto às equivalências semântica, idiomática, cultural e conceitual (-1: não equivalente, 0: indeciso, +1: equivalente) por nove profissionais da saúde especialistas. A concordância considerada aceitável foi ≥80%. A validação de conteúdo foi realizada por profissionais especialistas e outra por pacientes com IC, em duas fases: 2.1). O conteúdo foi avaliado por oito profissionais especialistas em relação à clareza, relevância teórica e pertinência prática, em uma escala do tipo Likert de quatro pontos (1: não, 2: pouco; 3: bastante; 4: muito claro/relevante/pertinente). Itens com coeficiente de validade de conteúdo (CVC)≥ 0,70 foram considerados aceitáveis. 2.2) Avaliação do conteúdo por 40 pacientes ambulatoriais com IC, que julgaram a aparência visual do instrumento e compreensão das instruções e dos itens. A necessidade de adequações foi avaliada qualitativamente pelas pesquisadoras. Rodadas de avaliação por meio da técnica Delphi foram realizadas até que as medidas de validade adequadas fossem alcançadas. Resultados: Após a tradução e retrotradução, uma discrepância conceitual foi identificada e corrigida na tradução do item Did you have shortness of breath during day time?. Na primeira rodada de avaliação de equivalências, a concordância entre especialistas foi de 100%, exceto em relação ao item Did you have shortness of breath during day time?, que obteve 55,6% de concordância quanto à equivalência cultural e 77,8% quanto à equivalência conceitual. A tradução do item foi modificada para “Você teve falta de ar durante o período do dia?”, a qual obteve 100% de concordância na segunda rodada de avaliação. Na validação de conteúdo pelos profissionais, apenas uma rodada foi necessária e o CVC total do instrumento foi de 0,99. Na validação de conteúdo pelos pacientes, todos compreenderam os itens e foram realizados ajustes de tamanho de fonte e formatação, conforme sugestões. Conclusão: O SSQ-HF – Versão Brasileira é equivalente à versão original e tem evidências satisfatórias de validade de conteúdo. Teste psicométricos adicionais são necessários para possibilitar a acurada avaliação da prevalência, frequência, intensidade e angústia associada aos sintomas da IC nos diferentes cenários de cuidado no Brasil. 

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