Teses & Dissertações 2018

Produção do PPG Enfermagem em 2018

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 Teses de Doutorado

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Análise de sobrevida e fatores prognósticos de idosas com câncer de mama em um hospital público de referência em São Paulo
Autor: Camila Brandao de Souza| Orientação: Janine Schirmer| Doutorado 2018

Palavras Chave: Sistemas de Informação Hospitalar, Acurácia dos dados, Registros Médicos, Análise de Sobrevida, Neoplasias da mama, Idoso


Resumo
Objetivos: Avaliar a completude e a tendência de completude de dados dos prontuários; Analisar a sobrevida e fatores prognósticos de idosas acometidas por câncer de mama, diagnosticadas e atendidas entre os anos de 2001 a 2006 em um hospital público, centro de referência em saúde da mulher do Estado de São Paulo. Método: Realizaram-se dois estudos, o primeiro, analítico, baseado em dados secundários, com população composta por todas as idosas diagnosticadas no serviço entre os anos estudados, totalizado 1241 registros. Para análise da não completude, utilizou-se a classificação: excelente (<5%), bom (5 a 10%), regular (10 a 20%), ruim (20 a 50%) e muito ruim (≥50%). O segundo estudo trata-se de coorte retrospectiva de dados secundários coletados a partir do Registro Hospitalar de Câncer e de prontuários. Utilizou-se o método de Kaplan-Meier para estimar a probabilidade de sobrevida e o log-rank para testar a significância estatística e comparar as curvas de sobrevida. Para verificar o efeito independente das variáveis com significância estatística de até 10%, utilizou-se o modelo multivariado de riscos proporcionais de Cox (Hazards Ratio). Resultados: Com relação a completude dos dados, variáveis socioeconômicas e demográficas, bem como as de fatores de risco e comportamentais predominaram dentre as classificadas como regular, ruim e muito ruim. Os melhores escores foram das variáveis pós-tratamento e de desfecho, seguidas pelas relacionadas ao diagnóstico e ao tratamento. A única variável com tendência de não completude decrescente foi história familiar de câncer de mama (p = 0,05). As variáveis com tendência de não completude crescente foram: raça/cor (p = 0,01), anos de estudo (p = 0,01), uso de contraceptivos orais (p = 0,002), tempo de uso de contraceptivos orais (p = 0,002), reposição hormonal (p = 0,007) e amamentação (p = 0,004). A sobrevida global ao final do período analisado foi 56% e por causa específica 72%. As variáveis faixa etária 80-84 anos (p = 0,001), diagnóstico em estadiamento tardio (p = 0,001), tumores ≥ 4cm (p = 0,001), margens cirúrgicas comprometidas (p = 0,001), tumores negativos para progesterona (p = 0,028), positivos para p53 (p = 0,034), grau nuclear III (p = 0,011) e histológico 3 (p = 0,007), presença de necrose tumoral (p = 0,001), 4 ou mais linfonodos comprometidos (p = 0,001), presença de recidiva locorregional (p = 0,001) ou metástase (p = 0,001) estiveram significantemente ligadas aos anos de vida perdidos e à queda da sobrevida acumulada. Mantiveram-se no modelo após a hazard ratio ajustada: faixa etária (HR: 5,96; IC95%: 2,57-13,85), tamanho do tumor (HR: 3,42; IC95%: 1,17-9,99), número de linfonodos comprometidos (HR: 2,00; IC95%: 1,04-3,87) e presença de metástase (HR: 3,31; IC95%: 1,89-5,82). Conclusão: Dentre as variáveis classificadas como regular, ruim e muito ruim, a tendência de completude predominou como constante, com 12 registros, seguida pela tendência crescente de não completude, com 6 registros, e apenas a variável história familiar de câncer de mama apresentou melhora da tendência de completude com o passar dos anos. O registro completo dos dados em prontuário é tarefa inerente de toda a equipe de saúde, primordial para estabelecer protocolos da assistência, no desenvolvimento de pesquisa, bem como na implementação de políticas públicas de saúde. O prognóstico e a sobrevida decaem ao passo que a faixa etária, o tamanho do tumor e o número de linfonodos comprometidos se elevam, e a metástase acontece. Diagnosticar a mulher em fases precoces da doença torna-se uma necessidade primordial. 

Análise ex vivo do efeito do aquecimento de concentrados de glóbulos vermelhos e uso de diferentes dispositivos de infusão no nível de marcadores de hemólise
Autor: Maria Paula de Oliveira Pires| Orientação: Mavilde da Luz Goncalves Pedreira| Doutorado 2018

Palavras Chave: Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica, Prevenção de doenças, Unidades de Terapia Intensiva, Pacote, cuidados com o paciente, Enfermagem em cuidados críticos


Resumo
Introdução: Dentre as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) é considerada um evento adverso grave que acomete pacientes em serviços de saúde, principalmente em Unidade de Terapia Intensiva. Objetivo: Avaliar a adesão dos profissionais de saúde a um conjunto de boas práticas de prevenção de PAV, índice de conformidade às medidas individuais e associação com a pneumonia. Métodos: Estudo de coorte prospectivo realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva de um hospital universitário no período de maio a outubro de 2017. A população do estudo foi composta por pacientes internados no período do estudo, que preencheram os critérios de inclusão, a coleta de dados foi realizada por meio de consulta a prontuários, incluindo variáveis clínicas e demográficas, além de medidas de prevenção de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica instituídas na unidade de estudo . Foi realizada análise estatística descritiva, considerando as variáveis de interesse e análise univariada para a avaliação da adesão às medidas de prevenção de PAV, seguido de regressão logística múltipla. Resultados: O item com maior adesão foi a avaliação diária da sedação e redução sempre que possível, 81 (88,0%), seguido da troca do circuito a cada 7 dias, 76 (82,6). A manutenção da pressão do cuff entre 20 e 30 mm H2O foi o item com menor adesão 22 (23,9%). A adesão ao conjunto completo apresentou conformidade em 20 (21,7%) das oportunidades. O estudo mostrou que quanto maior a adesão às medidas de boas práticas, menor é o risco de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica, porém não foi um dado estatisticamente significante. Pacientes cirúrgicos e em uso de ventilação mecânica apresentaram maior risco de desenvolver PAV (p= 0,05). Conclusão: A Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica pode trazer grave repercussão para o paciente, a aplicação de medidas com embasamento científico é fundamental, a fim de se prevenir a ocorrência deste agravo, que é uma das mais frequentes infecções relacionadas à assistência à saúde dentro das Unidades de Terapia Intensiva no Brasil. 

Avaliação da colonização por bactérias multirresistentes em pacientes submetidos a hemodiálise crônica ambulatorial
Autor: Silvia Regina Manfredi| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Doutorado 2018

Palavras Chave: cura, programa de controle, malária, região amazônica


Resumo
Objetivo: avaliar o alcance das atividades de monitoramento do tratamento e verificação de cura no cumprimento da normatização predeterminada e classificada como padrão ouro no Programa de Controle da Malária junto àpopulação do município de Cruzeiro do Sul –Acre.Método:Pesquisa avaliativa, de abordagem quantitativa.Os participantes do estudo foram usuários e trabalhadoresdo programa de controle da malária(microscopistas, enfermeirose agentes de controle de endemias).A coleta de dados foi realizada em seis unidades de saúde da família, sendo três da zona rural e três da zona urbana. Para a escolha, selevou em consideração as que realizarammaior número de notificações. Os usuários foram entrevistados, aplicando-seformulários estruturados,com variáveis relativas ao monitoramento do tratamento e verificação de cura. Para coletar os dados relativos aostrabalhadores,realizou-se aobservação sistemática, com auxílio de formulário estruturado, no formato deescala de Likert.O projeto do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de São Paulo. Resultados: Foramacompanhados 345 usuários e 25 trabalhadores. Entre os usuários 51,3% são do sexo feminino e 48,7% do masculino.A faixa etária com maior incidência da doença foi entre26 e35 anos, correspondendo a 27,6%. Quanto ao tipo de plasmódio, 83,5% foram notificados com Plasmodium vivax, sendo o tipo de detecção passiva a predominante (77,2%). As variáveis de monitoramento do tratamento e verificação de cura não foram cumpridas conforme padrão ouro estabelecido pelo programa nacional.Conclusão: O comprometimento desses componentes, pode significar a manutenção ou mesmo a criação das condições para a elevação do número de casos da malária. Melhorar a gestão do trabalho dos profissionais, diretamente envolvidos no controle dessa endemia, assim como, conhecer a real situação da taxa de recaída que mantém fontes ativas de infecção, além de qualificar o processo de planejamento do Programa de Controle da Malária local, ajustado a essa realidade são fundamentais para o êxito do programa e pode ser um fator que contribuirá para controlar a endemia nessa regional. 

Avaliação das atividades de monitoramento do tratamento e verificação de cura do programa de controle da malária na Região Amazônica
Autor: Talita Lima Do Nascimento| Orientação: Karen Mendes Jorge de Souza| Doutorado 2018

Palavras Chave: HIV, Sífilis, Transmissão vertical de doença infecciosa, Controle de doenças transmissíveis, Assistência hospitalar


Resumo
Objetivo: Descrever e avaliar as ações direcionadas a prevenção da transmissão vertical do HIV e da morbimortalidade da sífilis congênita. Método: Estudo de coorte retrospectivo, realizado nas maternidades de dois hospitais da cidade de Montes Claros, MG. A população foi composta pelo universo de mulheres com diagnóstico de sífilis e infecção pelo HIV na gestação, parto ou puerpério, atendidas para a resolução do parto nas referidas maternidades, nos anos de 2014 a 2017 e pelos seus respectivos recém-nascidos. As variáveis de interesse foram coletadas principalmente dos prontuários clínicos e digitadas em banco criado no programa Epidata versão 3.0 e, posteriormente transferido para o programa SPSS versão 20.0, onde foi realizada análise descritiva, (dados referentes aos casos de HIV) e descritiva e inferencial (dados referentes aos casos de sífilis). Resultados: Foram incluídas no estudo 250 parturientes/puérperas com diagnóstico de sífilis e 46, com diagnóstico de HIV, além de 233 nascidos-vivos expostos à sífilis e 46, expostos à infecção pelo HIV. O coeficiente de detecção de HIV e sífilis em gestantes encontrado no período foi de 1,9 casos/1000 e 10,4/1000 nascidos vivos, respectivamente. Já a taxa de incidência de sífilis congênita foi de 11,9/1000 nascidos vivos. A avaliação da assistência hospitalar prestada pelas duas maternidades investigadas permitiu verificar que o manejo da sífilis foi inadequado em 54,0% dos casos em parturientes/puérperas e 74,2% em recém-nascidos, sendo, a falta de encaminhamento para término de tratamento e ou controle de cura a nível ambulatorial (65,2%), para a mulher, e a não notificação do caso, para o recém-nascido, os principais motivos para inadequação do manejo. Apresentaram associação significativa com o manejo materno as variáveis: caso de sífilis notificado na gestação (p=0,033); desfecho da gestação (p=0,036), titulação do VDRL da parturiente/puérpera (p< 0,001), número de abortos anteriores (p=0,006), tratamento do parceiro prescrito na maternidade (p <0,001) e período de ocorrência do parto (p< 0,001). Para o manejo do RN, as seguintes variáveis independentes se associaram ao desfecho: realização de RX de ossos longos (p= 0,001), Critério de definição de sífilis congênita (p= 0,006), notificação do caso (p< 0,001) e o período de ocorrência do nascimento (p < 0,001). Quanto à prevenção da transmissão vertical do HIV, o manejo foi considerado inadequado em 30 casos de parturientes/puérperas (65,2 %) e em 14 casos de RN (30,4%). Os principais motivos identificados para a inadequação do manejo das mulheres foram: não realização da inibição farmacológica da lactação (53,3%) e falta do consentimento da mulher para realização do exame anti- HIV (46,6%). Já para o manejo dos recém-nascidos, destacaram-se o início tardio da solução oral de Zidovudina (50,0%) e a não prescrição da Nevirapina, quando havia indicação para tal (28,6%). Conclusão: Tais resultados indicam o não seguimento pelos profissionais da assistência hospitalar de todas as recomendações do Ministério da Saúde e demostram a necessidade de investimentos, principalmente na capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde envolvidos na assistência. 

Avaliação das medidas de profilaxia da transmissão vertical do vírus hiv e da sífilis
Autor: Ana Paula Ferreira Holzmann| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Doutorado 2018

Palavras Chave: HIV, Sífilis, Transmissão vertical de doença infecciosa, Controle de doenças transmissíveis, Assistência hospitalar


Resumo
Objetivo: Descrever e avaliar as ações direcionadas a prevenção da transmissão vertical do HIV e da morbimortalidade da sífilis congênita. Método: Estudo de coorte retrospectivo, realizado nas maternidades de dois hospitais da cidade de Montes Claros, MG. A população foi composta pelo universo de mulheres com diagnóstico de sífilis e infecção pelo HIV na gestação, parto ou puerpério, atendidas para a resolução do parto nas referidas maternidades, nos anos de 2014 a 2017 e pelos seus respectivos recém-nascidos. As variáveis de interesse foram coletadas principalmente dos prontuários clínicos e digitadas em banco criado no programa Epidata versão 3.0 e, posteriormente transferido para o programa SPSS versão 20.0, onde foi realizada análise descritiva, (dados referentes aos casos de HIV) e descritiva e inferencial (dados referentes aos casos de sífilis). Resultados: Foram incluídas no estudo 250 parturientes/puérperas com diagnóstico de sífilis e 46, com diagnóstico de HIV, além de 233 nascidos-vivos expostos à sífilis e 46, expostos à infecção pelo HIV. O coeficiente de detecção de HIV e sífilis em gestantes encontrado no período foi de 1,9 casos/1000 e 10,4/1000 nascidos vivos, respectivamente. Já a taxa de incidência de sífilis congênita foi de 11,9/1000 nascidos vivos. A avaliação da assistência hospitalar prestada pelas duas maternidades investigadas permitiu verificar que o manejo da sífilis foi inadequado em 54,0% dos casos em parturientes/puérperas e 74,2% em recém-nascidos, sendo, a falta de encaminhamento para término de tratamento e ou controle de cura a nível ambulatorial (65,2%), para a mulher, e a não notificação do caso, para o recém-nascido, os principais motivos para inadequação do manejo. Apresentaram associação significativa com o manejo materno as variáveis: caso de sífilis notificado na gestação (p=0,033); desfecho da gestação (p=0,036), titulação do VDRL da parturiente/puérpera (p< 0,001), número de abortos anteriores (p=0,006), tratamento do parceiro prescrito na maternidade (p <0,001) e período de ocorrência do parto (p< 0,001). Para o manejo do RN, as seguintes variáveis independentes se associaram ao desfecho: realização de RX de ossos longos (p= 0,001), Critério de definição de sífilis congênita (p= 0,006), notificação do caso (p< 0,001) e o período de ocorrência do nascimento (p < 0,001). Quanto à prevenção da transmissão vertical do HIV, o manejo foi considerado inadequado em 30 casos de parturientes/puérperas (65,2 %) e em 14 casos de RN (30,4%). Os principais motivos identificados para a inadequação do manejo das mulheres foram: não realização da inibição farmacológica da lactação (53,3%) e falta do consentimento da mulher para realização do exame anti- HIV (46,6%). Já para o manejo dos recém-nascidos, destacaram-se o início tardio da solução oral de Zidovudina (50,0%) e a não prescrição da Nevirapina, quando havia indicação para tal (28,6%). Conclusão: Tais resultados indicam o não seguimento pelos profissionais da assistência hospitalar de todas as recomendações do Ministério da Saúde e demostram a necessidade de investimentos, principalmente na capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde envolvidos na assistência. 

Avaliação de efetividade do biofeedback como estratégia de manejo da síndrome de burnout: um ensaio clínico randomizado
Autor: Eduardo Motta de Vasconcelos| Orientação: Milva Maria Figueiredo de Martino| Doutorado 2018

Palavras Chave: Ensaio Clínico, Estudantes de Enfermagem, Estresse Psicológico, Esgotamento Profissional, Biorretroalimentação Psicológica


Resumo
Objetivo: Avaliar a efetividade do condicionamento com biofeedback baseado na variabilidade da frequência cardíaca para a redução da intensidade do burnout nos acadêmicos de enfermagem. Métodos: Ensaio clínico randomizado, com duas fases. Realizado com acadêmicos de enfermagem de uma instituição de ensino pública. A primeira fase do estudo contou com 100 participantes, estes preencheram o formulário de coleta de dados sociodemográficos e o Maslach Burnout Inventory - Student Survey. Entre os participantes da primeira fase foram selecionados 32 indivíduos (16 com burnout e 16 saudáveis) para a segunda fase da pesquisa, que por meio de sorteio foram locados em dois grupos. O grupo experimental que incluiu oito indivíduos com burnout e oito indivíduos saudáveis, que de forma aleatória receberam duas sessões de biofeedback com duração total de 40 minutos. O grupo controle que incluiu oito indivíduos com burnout e oito indivíduos saudáveis, que aleatoriamente foram submetidos uma sessão da condição de controle ativo com duração de 20 minutos. Antes de iniciar a condição de controle ativo ou a intervenção, foi estabelecida a condição inicial dos participantes por biofeedback baseado na variabilidade da frequência cardíaca no modo de monitoramento. Por fim, foi estabelecida a condição final dos acadêmicos e foi preenchido o Maslach Burnout Inventory - Student Survey. Resultados: A prevalência de acadêmicos com a síndrome correspondeu a 20% da amostra. Desses todos eram solteiros, não tinham emprego, sem filhos e não tinham renda própria. Os acadêmicos que estavam no segundo (p = 0,036) e no terceiro ano da graduação (p = 0,046), os que utilizavam medicamento (p = 0,002) e os que pensavam em desistir do curso (p = 0,001) apresentaram associação significativa com o burnout, sendo estes considerados fatores preditivos. No subgrupo experimental com burnout houve redução do score (intensidade) da exaustão emocional (p = 0,004), do score (intensidade) da descrença (p = 0,016) e dos score total (intensidade) do Maslach Burnout Inventory (p = 0,011), enquanto que na dimensão de eficácia profissional (p = 0,001) houve aumento do score (intensidade). Sobre as variáveis obtidas por meio do cardioEmotion®, no subgrupo experimental com burnout houve redução das médias da frequência cardíaca (p = 0,031) e do percentual de tempo em não-coerência cardíaca (p = 0,008). Além disso, houve aumento das médias do percentual de tempo em plena coerência cardíaca (p = 0,001) e das médias nas notas da atividade simpático-vagal (p < 0,001). Constatou-se que a intervenção reduziu de forma mais acentuada o score da descrença (p = 0,013) nos acadêmicos que praticavam atividade física em relação aos que não praticavam. Conclusão: A intervenção com biofeedback baseado na variabilidade da frequência cardíaca foi efetiva para a redução da intensidade do burnout nos acadêmicos de enfermagem. 

Cercas a serem rompidas: as desigualdades de gênero entre juventude do movimento dos trabalhadores rurais sem terra (MST) no Paraná.
Autor: Luiz Fabiano Zanatta| Orientação: José Roberto da Silva Bretas| Doutorado 2018

Palavras Chave: Identidade de Gênero, Gênero e Saúde, Saúde da População Rural, Juventude, Movimentos Sociais.


Resumo
Trata-se de uma pesquisa qualitativa que teve como objetivo compreender as representações sociais sobre as desigualdades de gênero presentes no contexto do cotidiano e da militância da juventude Sem Terra no Estado do Paraná. A pesquisa foi alicerçada nos pressupostos da Teoria das Representações Sociais, e assumiu como categoria analítica gênero. O estudo foi conduzido mediante três planos metodológicos: o primeiro refere-se a revisão bibliográfica; o segundo a observação participantes e; o terceiro foram entrevista realizada junto a 10 jovens de ambos os sexos, com idade entre 18 e 27 anos, integrantes do Coletivo da Juventude. A pesquisa de campo deste estudo compreende o período entre agosto de 2014 a janeiro de 2018. O campo temático das Representações Sociais, emergentes dos resultados desta pesquisa, evidenciam seis campos temáticos que expressam desigualdades de gênero: 1 - Sexualidade: uma ferida a ser tocada; 2 - Normas e estereótipos de gênero: a base da naturalização das desigualdades; 3 - Trabalho e Renda: desigualdades que tencionam a saída da juventude do campo; 4 - Poder de decisão: expressões de desigualdades; 5 - O grito das oprimidas: manifestações simbólicas contra a opressão. Constatou-se que a cerca das desigualdades de gênero entre a juventude do MST no Estado do Paraná, foi alicerçada sobre o terreno das masculinidades. Seus mourões encontram força para permanecerem fixos e “inertes” nas concepções patriarcalistas, e distintos regimes de gênero tencionam a manutenção das desigualdades. 

Efeitos de uma disciplina sobre práticas de atenção plena e espiritualidade em acadêmicos da área da saúde
Autor: Aline Correa de Araujo| Orientação: Luiza Hiromi Tanaka| Doutorado 2018

Palavras Chave: Estudantes de Ciências da Saúde, Atenção Plena, Meditação, Promoção da Saúde, Saúde Mental, Espiritualidade


Resumo
Contexto: Estudantes da área de saúde apresentam altos níveis de estresse durante a sua formação e um consequente enrijecimento emocional, distanciando-se dos pacientes, familiares e de si. Estudos sobre práticas meditativas ou de aprendizado estruturado de autopercepção e técnica de relaxamento, realizados durante a formação do profissional da saúde, têm mostrado resultados positivos sob diversos aspectos emocionais. Neste sentido, objetiva-se com esta pesquisa, avaliar os efeitos de uma disciplina eletiva sobre práticas de atenção para a promoção da saúde integral, com base na espiritualidade e neurociência, para estudantes de enfermagem, fonoaudiologia e medicina da Universidade Federal de São Paulo, quanto ao manejo de emoções. Trata-se de um estudo de caso realizado com 38 estudantes dos cursos de graduação da referida universidade, divididos em dois grupos: experimental, com 24 estudantes que cursaram a disciplina; e controle, com 14 estudantes que não cursaram. Os grupos foram avaliados em dois momentos: pré-intervenção e pós-intervenção. A disciplina incluiu práticas meditativas de atenção focada, escaneamento corporal, atenção na respiração, coração aberto e gentileza, treinando a atenção plena por meio das percepções das sensações físicas, emoções e sentimentos e pensamentos. Os conteúdos teóricos e práticos foram contextualizados com o cultivo da espiritualidade e a relação com a neurociência. A disciplina eletiva teve duração de nove semanas, totalizando 36 horas. Os dados foram coletados por meio de entrevistas grupais, escalas psicométricas e observação participante. Foram aplicadas as seguintes escalas: Percepção de Estresse (EPE-10), Atenção e Consciência Plena (MAAS), Afeto Positivo e Negativo (PANAS-X) e Índice de bem-estar-WHO5. As entrevistas grupais foram realizadas no início e ao final da disciplina eletiva. As observações participantes foram registradas durante a realização da disciplina. Os dados qualitativos foram analisados por meio da metodologia de análise categorial temática de conteúdo e os dados quantitativos por meio de análise estatístico descritivo e comparativo. Como resultado principal, apresentaram-se alterações significativas entre a pré e a pós-intervenção nos escores da escala de afeto positivo e negativo (PANAS-X). As demais variáveis não exibiram diferença significante (p>0,05). Os resultados qualitativos revelaram cinco categorias de análise: 1) sinto-me responsável por todos, quase como um super-herói; 2) busca pelo autoconhecimento e autocontrole; 3) dificuldade de viver o momento presente e a ansiedade de controlar o futuro; 4) a prática meditativa de atenção plena para a autopercepção e o manejo de emoções; 5) a experiência marcada pela tranquilidade, e a gentileza, pela espiritualidade. Conclusão: a disciplina promoveu saúde integral com redução de afetos negativos, com habilidades para o manejo de emoções e o cultivo da espiritualidade. 

Eficácia da redução no tempo de imobilização no leito em pacientes com síndrome coronariana aguda após angioplastia coronariana:ensaio clínico randomizado
Autor: Vinicius Batista Santos| Orientação: Alba Lucia Bottura Leite de Barros| Doutorado 2018

Palavras Chave: Síndrome Coronariana Aguda, Angioplastia Transluminal Percutânea Coronária, Repouso em Cama, Cuidados de Enfermagem, Ensaio Clínico


Resumo
Introdução: A angioplastia transluminal coronariana (ATC) éo tratamento realizado em pacientes com doença arterial coronariana especialmente nos pacientes com Síndrome Coronariana Aguda (SCA). Um dos cuidados de enfermagem nesses pacientes após a realização deste tratamento é a manutenção dos mesmos imobilizados em posição supina por um período médio de quatro horas após a retirada do introdutor em artéria femoral. Este cuidado tem a finalidade de prevenir complicações vasculares, porém este tempo de imobilidade pode ocasionar desconfortos (dorsalgia, lombalgia, parestesia e dificuldade de micção) e maior necessidade de uso de drogas analgésicas. Não existe consenso sobre qual o tempo ideal os pacientes com SCA submetidos a ATC pela artéria femoral devem permanecer em imobilidade no leito. Objetivo: Avaliar a eficácia da redução do tempo de imobilidade no leito de quatro para duas horas após retirada do introdutor em artéria femoral em pacientes com SCA submetidos à ATC. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, sendo incluídos pacientes com SCA submetidos àATC por artéria femoral, sendo randomizados por um sistema eletrônico para dois grupos, sendo que o grupo intervenção foi submetido à imobilização no leito em posição supina por duas horas após a retirada do introdutor em artéria femoral e o grupo controle foi submetido à imobilização no leito em posição supina por quatro horas após a retirada do introdutor em artéria femoral. Foram considerados desfechos primários as queixas de dor e necessidade de uso de drogas analgésicas durante o tempo de imobilização e os desfechos secundários, as queixas de parestesia, retenção urinária e complicações vasculares (hematomas, sangramento no local da punção femoral, hematomas retroperitoneais, fístula arteriovenosa e oclusão arterial aguda). Os desfechos primários foram avaliados imediatamente após a liberação do período de imobilização no leito e os desfechos secundários foram avaliados nos intervalos de seis, 12 e 24 horas após a liberação do período de imobilização no leito por uma equipe de avaliadoras treinadas. Os dados coletados foram submetidos à estatística descritiva e comparativa por meio de testes de associação, sendo considerados estatisticamente significativos quando o valor do p fosse menor que 0,05. Resultados: Foram selecionados 150 pacientes sendo que 94% tinham como diagnóstico médico o IAM com supradesnível do segmento ST, seguido de 4% de Angina Instável e 2% de IAM sem supradesnível do segmento ST, sendo randomizados 75 pacientes para o grupo intervenção e 75 pacientes para o grupo controle. Não foram observadas diferenças significativas em relação às características sociodemográficas, clínicas e em relação ao procedimento da ATC e da retirada do introdutor arterial nas análises comparativas entre os grupos na primeira avaliação, exceto pela presença da hipertensão arterial que foi maior no grupo controle (p= 0,02). Na análise dos desfechos primários foi observado que o grupo intervenção apresentou maior prevalência na queixa de dor (p= 0,48) e maior intensidade dolorosa (p= 0,59), contudo o grupo controle apresentou maior frequência no uso de medicações analgésicas (p= 0,38). Em relação aos desfechos secundários houve maior frequência de retenção urinária (p=0,61), hematomas (p= 0,07) e parestesia no grupo intervenção. No grupo controle houve maior frequência de sangramentos no local da punção femoral (p= 0,44) e pseudoaneurisma em artéria femoral. Conclusão: Não foram obtidas diferenças significativas nas análises comparativas entre os grupos no que diz respeito aos desfechos primários e secundários, demonstrando que a redução no tempo de imobilidade no leito por mais que não tenha reduzido as queixas de dor, a necessidade de uso de analgésicos, parestesia e retenção urinária não aumentou a frequência de complicações vasculares e as demais nesses pacientes. Neste sentido, a implementação desses resultados na prática clínica do enfermeiro deverá ser feita de forma individualizada para cada paciente principalmente naqueles que após duas horas de imobilidade no leito apresentam grandes desconfortos. 

Estilos de aprendizagem de técnicos de enfermagem
Autor: Etelvina Vitor Dos Santos| Orientação: Isabel Cristina Kowal Olm Cunha| Doutorado 2018

Palavras Chave: Enfermagem, Educação, Educação Técnica em Enfermagem, Técnicos de Enfermagem, Aprendizagem


Resumo
Introdução: A necessidade de metodologias de ensino cada vez mais diferenciadas pressupõe investir nos Estilos de Aprendizagem dos estudantes, a fim de que o professor possa melhor dirigir seus esforços para que estes aprendam mais e de forma protagonista. Objetivos: O geral foi elaborar um instrumento para identificação dos Estilos de Aprendizagem (EA) de Técnicos de Enfermagem (TE) e os específicos foram: adaptar, validar e aplicar este resultado com estes profissionais. Método: Desenvolveu-se um estudo metodológico e exploratório com abordagem quantitativa, realizado em cinco etapas: Etapa 1- Adaptação dos itens, utilizando o Índice de Estilos de Aprendizagem (ILS) de Felder e Soloman. Os itens adaptados, no total 64, foram validados por juízes, por meio da técnica Delphi, que permite obter consenso de grupo a respeito de um determinado fenômeno. Etapa 2 - Análise de consistência interna, na qual os 64 itens foram submetidos ao indicador estatístico de Alfa de Cronbach, reduzindo-os para 40. Etapa 3 - Elaboração final do instrumento Inventário de Estilos de Aprendizagem-Enfermagem (IEA-Enf), com oito estilos de aprendizagem em quatro dimensões, sendo cada estilo com cinco itens, e neles respostas dicotômicas de sim e não. Elaborou-se ainda a Folha de Respostas. Etapa 4 - Aplicação do instrumento como pré-teste em 17 estudantes de um curso de TE e realização dos acertos finais. Etapa 5 - Aplicação do instrumento em TE inscritos no Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo entre 2007 e 2017. Resultados: após adaptação e validação do instrumento, ele foi aplicado em 192 TE. A maior parte dos respondentes (163-85%) eram do sexo feminino e na faixa etária de 26 a 35 ou com mais de 40 anos (58-30,2% para ambos). Das oito estratégias de ensino disponibilizadas, as que mais facilitaram a aprendizagem foram: fazer atividades práticas em laboratório (escore oito: 110-57%) e ter desafios para descobrir possibilidades (escore sete: 77-40%). As que menos facilitaram foram: ler e seguir explicações passo a passo (escore dois: 60-31%) e relacionar o assunto de aula com a utilização prática (escore um: 46-24%). Como EA predominantes nos TE, detectou-se: Percepção Sensorial (163-85%), Processamento Ativo (158-82,5%) e Compreensão Sequencial (167-87%). Quanto à Dimensão Retenção, percebeu-se que houve tendência tanto para o Visual (148-77%) quanto para o Verbal (136-71%), com leve predominância do Visual. Conclusão: Foi criado e validado o Inventário de Estilos de Aprendizagem-Enfermagem, com aplicação em TE, caracterizando seus diferentes estilos. Esta pesquisa está situada dentro da dinâmica contemporânea das questões mais modernas e relevantes sobre os processos de aprendizagem. As conclusões e sugestões propostas poderão adquirir sentido de aplicação prática. 

Estudo dos incidentes ocorridos em um hospital geral acreditado de Minas Gerais
Autor: Mirela Lopes de Figueiredo| Orientação: Maria D Innocenzo| Doutorado 2018

Palavras Chave: Segurança do paciente, Gestão da Segurança, Qualidade da Assistência à Saúde, Garantia da Qualidade dos Cuidados de Saúde, Enfermagem.


Resumo
Objetivo: Analisar os incidentes ocorridos no período de 2011 a 2014 notificados espontaneamente em um hospital geral Acreditado de Minas Gerais - Brasil. Método: Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, descritiva, de abordagem quantitativa com base em dados secundários, que consistiram nas notificações dos incidentes. A amostra foi de 1316 incidentes, notificados entre os anos de 2011 a 2014. Os dados foram submetidos à estatística descritiva no software Statistical Package for the Social Sciences versão 18.0. Resultados: A prevalência foi de 2,04%, 1,85%, 5,07% e 4,82% em 2011, 2012, 2013 e 2014, respectivamente. Os tipos de incidentes mais notificados foram os relacionados à cadeia medicamentosa 249 (18,9%), seguidos pelas úlceras por pressão 176 (13,4%) e falhas durante técnica/procedimento/transporte 154 (11,7%). Os setores com maior número de notificações foram as unidades de internação, com 344 (26,1%); em seguida, os setores de atendimento de urgência e emergência, com 139 (10,6%) e o centro cirúrgico, 113 (8,6%). As principais causas para ocorrência dos incidentes se referem ao descumprimento da rotina/protocolo, sendo que os profissionais indicaram, como medida para evitar recorrência destes, a alteração de rotina/protocolo, além de orientação e treinamento. Conclusão: O estudo permitiu analisar os incidentes notificados espontaneamente em um hospital geral, evidenciando considerável prevalência e aumento ao longo do período investigado. Revelou-se uma realidade que requer especial atenção dos gestores e colaboradores, embora seja possível observar maturidade dos profissionais e desenvolvimento da cultura de segurança do paciente. 

Evidências de poder da enfermagem expressas em projetos arquitetônicos de um hospital paulistano modelo referência: 1974 - 2002
Autor: Patricia Bover Draganov| Orientação: Maria Cristina Sanna| Doutorado 2018

Palavras Chave: Arquitetura hospitalar, Legislação Hospitalar, Poder, Enfermagem, História da Enfermagem


Resumo
O objetivo do estudo foi analisar as mudanças espaciais ocorridas no ambiente hospitalar, no período de 1974 a 2002, tendo como base a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) no 50 e as normas que a antecederam, no campo real de um hospital modelo referência, e explicar as transformações ocorridas nas evidências de disputa de poder entre os atores sociais que atuam nesse ambiente, em especial, a Enfermagem. Nessa perpectiva, coube desenvolver um estudo de caso de natureza histórica sobre a legislação que envolveu a regulamentação da construção e reforma de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) no Brasil e suas manifestações na administração em saúde. O recorte temporal teve seu marco inicial no ano de concepção da primeira publicação oficial sobre “Normas de Construção de Hospitais”, elaborada em 1974, e o final em 2002, com a promulgação da RDC50. Foram utilizadas, como fontes documentais, as legislações voltadas à reforma e construção de EAS e projetos arquitetônicos do hospital modelo referência estudado. O tratamento das fontes ocorreu em quatro etapas, sendo a primeira delas o trabalho com as legislações, e as seguintes com os 14 projetos arquitetônicos estudados, que foram organizados e tratados para gerar categorias de análise, discutidas à luz do referencial teórico-filosófico de Michael Foucault. Apurou-se que, na arquitetura moderna de edifícios de saúde, persistem alguns princípios nightingaleanos voltados a questões sanitárias do ambiente, demonstrando como a Enfermagem se posicionou ao longo do tempo nesse campo, em função das características dos processos de trabalho que esse grupamento social vem historicamente desempenhando. Já as normas para a construção de EAS apresentaram dinâmica de intensas transformações que afetaram a distribuição espacial para acomodar o trabalho multiprofissional, obrigando a Enfermagem a compartilhar espaços antes privativos, embora tenha mantido seu espaço de poder, em certa medida, preservado. A arquitetura hospitalar é um elemento terapêutico; e analogamente, também se presta a ser um elemento disciplinador, que contribui para a categorização, classificação e individualização dos atores sociais que compartilham esse espaço, como afirmou Michael Foucault. A Enfermagem, um dos grupos presentes nesse espaço, ao longo de todo o período e local estudado, ora ampliou ora teve reduzido o domínio sobre ele, pois ora estes lhe foram destinados privativamente, ora esta foi deslocada para áreas onde eram mais difícil a vigilância e a observação, ou teve que compartilhar espaços, antes exclusivos, com religiosos, médicos e outros elementos da equipe multiprofissional, que surgiram ao longo dos anos, em virtude do avanço do conhecimento, das políticas públicas de saúde e da transformação da sociedade. Este estudo permitiu a construção de fundamentação teórica que facilitou a compreensão das relações de poder que permearam as transformações dos espaços físicos destinados à prática de saúde no ambiente hospitalar e propiciou reflexões acerca do pocicionamento da Enfermagem a esse respeito e as implicações desse cenário na assistência à saúde. 

Fatores de risco associados à complicações em membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus
Autor: Maria Vigoneti Araujo Lima Armelin| Orientação: Rosali Isabel Barduchi Ohl| Doutorado 2018

Palavras Chave: diabetes mellitus, pé diabético, síndrome do pé diabético, fatores de risco


Resumo
Panorama: O diabetes mellitus é uma das maiores emergências de saúde do século XXI, devido ao crescente número de pessoas que vivem com esta condição, chegando a assumir proporções epidêmicas na maioria dos países, independente do seu grau de desenvolvimento. Entre os cinco países com maior número de pessoas com diabetes mellitus, o Brasil ocupa o 4º lugar com 12,5 milhões de pessoas na faixa etária de 20 a 79 anos. Denomina-se síndrome do pé diabético os casos de ulceração e ou destruição dos tecidos dos pés, com ou sem infecção, associados à neuropatia e ou doença arterial periférica na extremidade inferior das pessoas com diabetes – condição fortemente relacionada à perda da qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Com o objetivo de determinar a frequência de fatores de risco relacionados às complicações em membros inferiores de pacientes com diabetes no município de Três Lagoas (MS), e investigar suas associações com fatores sóciodemográficos e clínicos como forma de fornecer bases para futuras politicas públicas locais, o presente estudo (de caráter exploratório, transversal e correlacional) foi desenvolvido. Método: A amostra constituiu-se de 335 pacientes, usuários de nove unidades de Estratégia de Saúde da Família presentes no município. Uma ampla gama de dados sóciodemográficos e clínicos individuais foram coletados, e uma avaliação minuciosa do risco para a síndrome do pé diabético foi realizada em cada paciente. Posteriormente, correlações entre as variáveis sociodemográficas e os riscos para a síndrome foram traçadas por meio de testes estatísticos adequados aos dados. Resultados: Os resultados caracterizaram uma população predominantemente feminina, em média com 62 anos, usualmente brancas e pardas, em sua maioria casada, com renda de 1 a 3 salários mínimos, com tempo médio de diagnóstico de DM de aproximadamente 10 anos e com um escore médio de 10 pontos para risco de lesões nos pés (máximo de 56). A maioria não soube identificar com qual tipo de DM foi diagnosticado, uma quantidade significativa (37,91%) de pessoas não faz exames para acompanhar a glicemia, a maioria (93,73%) nunca tiveram seus pés examinados por nenhum profissional de saúde. A glicemia média dos pacientes se mostrou bastante elevada, em média 204,90 mg/dL. Os testes de avaliação neuropática e de vasculopatias demonstraram que a maioria dos pacientes se encontra dentro da normalidade. Por fim, diversas correlações positivas foram reveladas entre risco para a síndrome do pé diabético e fatores sociodemográficos e clínicos locais. Conclusões: O panorama da presença de fatores de risco para a síndrome do pé diabético nos pacientes estudados não é demasiadamente severo – não acometendo a maior parcela da população. Os fatores de risco estiveram associados principalmente à idade, sexo, obesidade, hipertensão arterial e cuidados básicos com os pés inadequados. Além de traçar o perfil populacional local relacionado ao risco para a síndrome do pé diabético, esses resultados apontam para a importância do reforço de políticas públicas voltadas à atenção primária à saúde, com foco na prevenção e educação. 

Fatores maternos e neonatais associados a prematuridade em maternidades públicas do Acre
Autor: Clisangela Lago Santos| Orientação: Janine Schirmer| Doutorado 2018

Palavras Chave: Nascimento prematuro, Gravidez, Fatores de risco, Estudos de casos e controles.


Resumo
Objetivo: Analisar os fatores maternos e neonatais associados a prematuridade em maternidades públicas do Acre. Método: Estudo do tipo caso-controle, com 383 nascimentos prematuros (casos) e 396 nascimentos a termo (controles) de partos de mães atendidas nas maternidades de referência para alto risco do Acre de outubro de 2016 a julho de 2017 localizadas em Rio Branco e em Cruzeiro do Sul. As mães foram entrevistadas utilizando instrumento validado e também foram coletadas informações do registro hospitalar de prontuários obstétricos e dos recém-nascidos. Foram excluídos os recém-nascidos que apresentavam divergência entre os registros de IG informadas que interferissem na classificação pré-termo/a termo. As variáveis foram divididas em cinco blocos e analisadas segundo modelo conceitual hierarquizado. Foram realizadas análises descritivas e inferencial utilizando o teste Qui-quadrado e estabelecido o corte de p menor ou igual a 20% para a inclusão na análise de regressão logística múltipla por bloco de variáveis, foram calculadas as Odds Ratio brutas e ajustadas com intervalos de confiança de 95%, e estabelecido um novo corte com p menor ou igual a 5% para inclusão na regressão logística múltipla para análise hierárquica. Resultados: 287 (75%) das mães tiveram partos classificados como espontâneos e 96 (25%) por indicação médica (todos por operação cesariana) devido a agravo materno ou fetal. Os nascimentos entre 32 e 36 semanas representaram 89% do total de nascimentos prematuros. Entre os casos 61,1% foram classificados de baixo peso e 3,5% no grupo controle. Após a modelagem por blocos pode-se afirmar que recém-nascidos de mães que nasceram prematuras (p=0,010), com IMC baixo peso (p=0,003), com intervalo intergestacional menor que 12 meses (p=0,028), com histórico de filho anterior prematuro (p<0,001), que tiveram preocupações durante a gestação (p=0,003) e dano físico durante a gestação (p=0,045), com qualidade de assistência pré-natal classificada como inadequada I (p=0,020) e inadequada II (p=0,029), com gestação múltipla (p<0,001), que apresentou alteração do volume de líquido (p<0,001), pré-eclâmpsia/eclâmpsia (p<0,001) e internação durante a gestação (p<0,001), apresentaram maior chance de nascimento prematuro. A escolaridade materna (8 a 11 anos) e ocupação materna (manual/semiqualificada, do lar ou estudante, desempregada) se apresentaram como fator protetor quando comparadas a categoria de referência. Conclusão: As variáveis de características biológicas, condições maternas psicológicas e emocionais, assistência pré-natal inadequada, gestação múltipla, e complicações como sangramento, préeclâmpsia/ eclâmpsia e alteração no volume de líquido foram os principais fatores de risco identificados. Devido a multicausalidade do nascimento prematuro, pesquisas posteriores com dados primários poderão contribuir avaliando os fenótipos do parto pré-termo espontâneo e por indicação médica com vistas a verificar se há diferença entre os fatores associados, buscando contribuir para a elucidação do enigma da prematuridade. 

Fatores prognósticos e mortalidade por infecção relacionada à assistência à saúde em hospital de ensino na amazônia ocidental brasileira
Autor: Andre Ricardo Maia da Costa de Faro| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Doutorado 2018

Palavras Chave: Mortalidade, Infecção Hospitalar, Epidemiologia


Resumo
Objetivo: Analisar a mortalidade hospitalar e investigar os óbitos associados à infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) em um hospital de ensino localizado na Amazônia Ocidental brasileira. Método: Utilizou-se de bancos de dados do Sistema de Informações Hospitalar (SIH) e Sistema Sobre Mortalidade (SIM) do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos registros do Serviço de Vigilância Epidemiológica da instituição dos óbitos ocorridos no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2016. Resultados: Os resultados desta investigação permitiram a elaboração de três artigos com abordagens temáticas sobre a mortalidade com ênfase nas IRAS. O primeiro artigo resultou de um estudo transversal, exploratório e censitário que observou 634 óbitos ocorridos na instituição, dos quais a maioria dos pacientes era do sexo masculino (56,9%), com idade média de 63,03 (DP = 17,02) anos, cor parda predominante (68,9%), situação conjugal declarada solteira (32,2%), com tempo médio de internação de 20,76 (DP = 55,09) dias, principal causa básica do óbito as neoplasias (45,4%) e as doenças infecciosas e parasitárias como as principais causas imediatas de morte (28,9%). O segundo resultou de um estudo descritivo e analítico com 422 pacientes acima de 48 horas de internação e que morreram no período do estudo, a maioria era do sexo masculino (59,0%), com idade média de 63,75 (DP = 17,18) anos, raça/cor não branca (75,1%), sem companheiro(a) (53,8%), com tempo médio de internação de 17,7 (DP = 13,80) dias, procedentes de suas residências (54,7%). A frequência de IRAS foi 23,5% e destas, 55,6% foram contribuintes ao óbito. Após o ajustamento das variáveis por regressão logística pelo método da razão de verossimilhança, estiveram associados à ocorrência de IRAS o uso de corticoides (OR 1,94 IC 95% 1,07-3,54, p=0,04), sonda vesical de demora (OR 2,67 IC 95% 1,27-4,83, p=0,01) e tempo de permanência acima de 7 dias (OR 7,89 IC 95% 2,96-21,03, p<0,001). Infecção presente na admissão apresentou associação inversa (OR 0,12 IC 95% 0,06-0,23, p<0,001). O terceiro resultou de um estudo de coorte retrospectivo com 99 pacientes com IRAS que morreram no período da observação. A probabilidade de sobreviver nos primeiros sete dias após diagnóstico de IRAS foi de 54,5%. A mediana do tempo de sobrevivência após o diagnóstico de IRAS foi de 9 dias. O risco foi maior entre pacientes do sexo feminino (52,2%) com idade acima de 65 anos (48,1%). Estiveram associados ao risco de morte: uso de dispositivos invasivos (ventilação mecânica, tubo orotraqueal, traqueostomia, cateter venoso central e sonda vesical de demora) e internação em UTI. Conclusão: A ocorrência de IRAS necessita de atenção especial por se constituírem um grave problema de saúde pública em decorrência de sua alta morbidade e mortalidade. Reforça-se a necessidade do aprimoramento das medidas de prevenção e controle da transmissão deste tipo de agravo. Contudo, além dos achados apresentados nesta tese encontrarem amparo na literatura sobre esta temática e contribuir com as informações na área da saúde, aponta-se a necessidade de mais investigações com o propósito de conhecer a gravidade dessas infecções, bem como os agentes etiológicos envolvidos. 

Forças políticas e sociais que mobilizaram a fundação, implantação e consolidação da santa casa de Guaxupé-MG
Autor: Maria Regina Guimaraes Silva| Orientação: Maria Cristina Sanna| Doutorado 2018

Palavras Chave: História, Hospitais Filantrópicos, Política Social.


Resumo
Com o objetivo de descrever e analisar a história da fundação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Guaxupé, que ocorreu na época em que a agricultura cafeeira estava em expansão e era a grande riqueza da região, realizou-se pesquisa que, espera-se, contribua para ajudar na compreensão de como se organizaram as comunidades de cidades emergentes economicamente no início da República e como, nessas, foi o enfrentamento das questões relacionadas à saúde. Pesquisa documental, cujo recorte temporal vai de 1908, quando foi realizada a primeira reunião com a proposta para fundar a Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de Guaxupé, até o último registro do Livro dos Enfermos, que data de 29 de dezembro de 1932. Utilizou-se, como fontes, as atas, os jornais de época e documentos cartoriais referentes à fundação da Santa Casa. Os documentos foram lidos várias vezes e deles se extraiu as informações relevantes para a concretização do objetivo do estudo, articulando-se-as para narrar e discutir o que foi encontrado, com o apoio da literatura científica. A Santa Casa foi fundada com a proposta de atender à população menos favorecida economicamente e sem condições sanitárias suficientes, o que gerava número significativo de enfermos que, em sua maioria, era constituído pelos agricultores e pelos operários que trabalhavam na expansão da malha ferroviária. A ação desse hospital, assim como as demais iniciativas no campo da saúde, à época, atendia ao postulado segundo o qual, quanto mais saudável se encontrasse o trabalhador, maior seria a sua produtividade e, consequentemente, geraria mais lucro para os empregadores. Nessa perspectiva, o processo de transição do escravismo para o trabalho livre, a chegada dos trabalhadores imigrantes e a expansão da malha ferroviária foram os principais elementos que causaram o surgimento e a consolidação da Santa Casa de Misericórdia de Guaxupé, tendo nesse mister se destacado os detentores de capital financeiro e a Igreja Católica, que dirigiram os trabalhos na instituição desde a sua concepção. 

Funcionamento e satisfação sexual de casais heterossexuais
Autor: Maria Cristina Romualdo Galati| Orientação: Ana Lucia de Moraes Horta| Doutorado 2018

Palavras Chave: Sexualidade, Parceiros sexuais, Terapia Conjugal, Saúde sexual.


Resumo
A Satisfação Sexual é um fenômeno complexo e multifatorial e quando vivida dentro do casamento adquire características que dizem respeito ao próprio relacionamento conjugal. Apesar desta constatação, a maioria dos estudos que investigam a Satisfação Sexual em relacionamentos é realizada somente com os indivíduos e, raramente, o casal é pesquisado como uma díade. Objetivo: Investigar a Satisfação Sexual na díade conjugal de casais heterossexuais, explorando-se suas associações com as variáveis sociodemográficas e com as variáveis latentes: Ansiedade, Depressão e Satisfação Conjugal. Método: Participaram deste estudo 100 casais heterossexuais, com tempo de união variando entre 2 e 48 anos (M = 15.69, DP = +9.34). A idade das esposas variou entre 24 e 70 anos (M = 41.13, DP = +9.86) e dos maridos entre 26 e 81 anos (M = 43.61, DP = +9.96). Por meio da Modelagem de Equações Estruturais foram analisadas as associações entre os constructos latentes Satisfação Sexual, Satisfação Conjugal, Ansiedade e Depressão. Para análise da díade conjugal foi adotado o Modelo de Interdependência Ator-Parceiro. Resultados: Foram encontradas associações significativas entre Satisfação Sexual e os demais constructos latentes. Na análise das relações, verificou-se que, no modelo mais parcimonioso encontrado, a Satisfação Conjugal assume um efeito mediador entre sintomas depressivos e a Satisfação Sexual, sendo esse efeito mais forte nas esposas. Conclusão: Constatou-se que a Satisfação Sexual está fortemente associada com a qualidade do relacionamento conjugal em casais, sendo que a Satisfação Conjugal assume uma função mediadora entre Depressão e Satisfação Sexual. Tais achados sugerem que o estudo da Satisfação Sexual seja feito sob uma abordagem diádica. 

Hepatite crônica b e superinfecção por vírus d: prognóstico dos pacientes segundo a carga viral e aspectos clínicos na Amazônia ocidental brasileira
Autor: Marcelo Siqueira de Oliveira| Orientação: Dayana Souza Fram| Doutorado 2018

Palavras Chave: Hepatite B, Hepatite D, Perfil de Saúde, Prognóstico, Saúde Pública


Resumo
Objetivo: correlacionar a quantificação do VHB-DNA com aspectos clínicos entre pacientes com hepatite crônica por vírus da hepatite B (VHB) e aqueles superinfectados por vírus da hepatite D (VHD) segundo o prognóstico. Método: estudo transversal, realizado com pacientes cronicamente infectados por VHB (Grupo VHB) e superinfectados por VHD (Grupo VHB+VHD), avaliados através de sorologia, marcadores bioquímicos, hematológicos, ultrassonografia, quantificação do VHB-DNA e análise do Modelo para doença hepática terminal (MELD). Resultado: dos 112 pacientes investigados, 74% eram do grupo VHB e 26% do grupo VHB+VHD. Não houve diferença na distribuição por gênero. A idade média variou entre 35 (Grupo VHB+VHD) e 37 anos (Grupo VHB) com desvio padrão de ±12 anos. Os sintomas e sinais apresentaram maior distribuição no grupo VHB+VHD (p=0,001). Entre os investigados, 82,4% estavam com AgHBe não reagente. Dos pacientes com VHB-DNA entre 2.000 e 20.000 UI/ml, 30% estavam com ALT elevada. O grupo VHB+VHD apresentou maior elevação das enzimas alanina aminotranferase (ALT) (p=0,001) e aspartato aminotransferase (AST) (p=0,017). O registro de alterações bioquímicas e hematológicas apresentou maior frequência no grupo VHB+VHD (p<0,05). Não houve associação entre o VHB-DNA e alterações ultrassonográficas. O MELD revelou um risco de 27% de óbito em 90 dias para 28% da amostra. Não houve correlação entre VHB-DNA e o MELD. Conclusão: O estudo revelou um perfil de pacientes formado por adultos jovens, com distribuição equivalente entre os gêneros masculino e feminino, apresentando maior registro de alterações clínicas, sorológicas, bioquímicas e hematológico entre aqueles superinfectados por VHD. A descrição da relação entre o status do AgHBe e a carga viral revelou que o perfil sorológico e a carga viral apresentam limitações para fins de classificação da infecção. A relação da USG abdominal e do resultado do escore MELD com os aspectos clínicos e laboratoriais encontrados, mostrou-se útil para, de modo complementar, auxiliar no diagnóstico e prognóstico dos pacientes investigados. A descrição do perfil inicial dos pacientes cronicamente infectados por VHB e VHD carece de diversas tecnologias, elementos escassos quando se leva em consideração a realidade de comunidades localizadas em áreas de difícil acesso na Amazônia Ocidental brasileira. 

O desperdício de materiais nos procedimentos de enfermagem de um hospital universitário
Autor: Magaly Cecilia Franchini Reichert| Orientação: Maria D Innocenzo| Doutorado 2018

Palavras Chave: desperdício de materiais, procedimentos de enfermagem, hospital universitário


Resumo
Objetivo: analisar e avaliar o desperdício de materiais nos procedimentos de enfermagem de um hospital universitário. Métodos: estudo de caso com um levantamento (survey). A população do survey foi composta por 410 profissionais de enfermagem (PE), de 39 unidades do hospital, que faziam parte de oito serviços de enfermagem (SE). Foram selecionadas as unidades com maiores valores gastos em materiais e que realizavam procedimentos de enfermagem variados. Os participantes responderam a um questionário apontando os procedimentos de enfermagem (PDE) com desperdício de materiais (DM) e questões referentes à caracterização dessa população. Dois PDE com maiores citações de DM foram observados para que o cálculo do desperdício fosse obtido. Resultados: A predominância dos participantes foi do sexo feminino (83,7%), 46,6% auxiliares de enfermagem, média de idade 38,9 anos (DP=8,9), média de atuação na unidade 6,5 anos (DP=5,7), média de atuação no hospital 8,6 anos (DP= 6,5) e média de atuação profissional 12,9 anos (DP=7,5). Os PDE com DM mais frequentes foram: Punção venosa periférica (48,5%), Preparo de medicamento IV (47,9%), Administração de medicamento IV (47,3%), Curativo em feridas (46,6%) e Banho no leito (35,9%). A existência de associação entre as características dos PE e os PDE com DM foi verificada, utilizando-se o teste de Qui-quadrado ou teste exato de Fisher para amostras pequenas. Foi adotado para todos os testes um nível de significância de 5%. Houve correlação entre algumas características dos PE e os PDE com DM, com destaque para o Serviço de enfermagem, Turno de trabalho e Tempo de atuação no hospital que mostraram resultados significantes para o Preparo de medicamentos IV. Para a avaliação dos efeitos das características dos PE sobre os PDE com DM, foram empregadas regressões logísticas. Algumas características apareceram em destaque: o enfermeiro tem maiores chances de citar alguns PDE com DM e os serviços de enfermagem de UTI e Anestesia e Clínicas Pediátricas e Obstétricas também têm chances maiores. O DM foi observado na Punção venosa periférica e representou 13,2% sobre o custo direto médio de materiais do procedimento e a estimativa do DM para um ano foi de R$ 1.463,70. O Banho no leito também foi observado, e o DM representou 17,9% sobre o custo direto médio de materiais do procedimento e a estimativa do DM para um ano foi de R$ 13.923,00. Conclusões: os PE apontaram DM em todos os PDE; algumas características desses PE apresentaram relação com os PDE com DM; o índice do DM variou de 13,2% a 17,9%; a grande parte dos materiais desperdiçados foram da Classe A; o DM evitável e o não evitável mostraram resultados opostos nos PDE observados. O custo do DM estimado para um ano foi de R$ 15.386,70. 

O envelhecimento e qualidade de vida de idosos indígenas da etnia Karipuna do estado do Amapá
Autor: Fabio Rodrigues Trindade| Orientação: Lais Helena Domingues Ramos| Doutorado 2018

Palavras Chave: Indígenas, Idosos, Autopercepção, Qualidade de Vida


Resumo
Introdução: O envelhecimento da população é uma tendência mundial, que tem impactos na pirâmide etária brasileira. Esse fenômeno possui dimensão física e biológica, psíquica e sociocultural, que repercute de forma diferenciada em nichos populacionais mais vulneráveis como os indígenas, especialmente, no que se refere à autopercepção do processo de envelhecer e sua qualidade de vida. Objetivo: Analisar como os idosos indígenas da etnia Karipuna que moram nas aldeias do Município do Oiapoque - Estado do Amapá - vivenciam sua percepção de envelhecimento e qualidade de vida. Método: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva, exploratória e transversal. A amostra compõe-se de 90 índios em idade igual ou superior a 50 anos da etnia Karipuna. Selecionou-se indígenas de 12 (63,16%) aldeias localizadas na região do Baixo Rio Oiapoque, município de Oiapoque, estado do Amapá, Região Norte do Brasil, os quais assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), atendendo aos preceitos éticos da resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466/12. A coleta de dados foi realizada no período de 04/05/2018 a 01/07/2018, com o uso de três instrumentos: Roteiro de Entrevista, Questionário de Autopercepção do Envelhecimento - APQ e Questionário sobre Qualidade de Vida – SF 36. A análise dos dados ocorreu através de método e testes estatísticos, cujo arranjo dos dados foi organizado por meio de gráficos e representação tabular. Resultados: O perfil sociodemográfico é composto pelo predomínio da maioria dos índios na faixa etária de 50 a 60 anos de idade (43,33%), 73,3% casados, 68,89% com ensino fundamental incompleto, 51,1% agricultores e 31,11% aposentados, sendo que 50% apresentam uma renda mensal de R$ 700,01 a 1.100. Evidenciou-se boa aceitação do processo de envelhecer e positiva autopercepção em todas as dimensões desse fenômeno, com escores médios superiores a 50% em todos os domínios, alguns ultrapassando 70% de aprovação. Além da satisfação nos domínios relativos à qualidade de vida que atingiram valores médios em torno de 50% cada, com exceção do domínio “Estado Geral da Saúde” com apenas 29,78% de percepção positiva e “Limitação do Aspecto Físico” com 36% da amostra atingindo 0 pontos, detectando-se a insatisfação com a saúde física. Identificou-se a manutenção de estilo de vida e atividades produtivas tradicionais: 77,1% pesca, 73,9% roça e 69,7% pesca. Além da forte valorização dos elementos culturais nos seus modos de vida e na sua visão de mundo e, consequentemente, nas autopercepções em estudo. Conclusão: Conclui-se que ao contrário do que prévia a hipótese desta pesquisa, a percepção sobre o envelhecimento e qualidade de vida dos idosos indígenas da etnia Karipuna é positiva, mesmo vivenciando cenários de vulnerabilidades socioeconômicas característicos das comunidades indígenas rurais. Constatou-se a necessidade de maior efetividade das políticas públicas indigenistas no sentido de promover equidade em saúde entre indígenas e não indígenas. 

O estágio curricular supervisionado nos cursos de graduação em enfermagem: um retrato do ensino no estado de São Paulo
Autor: Larissa Sapucaia Ferreira Esteves| Orientação: Isabel Cristina Kowal Olm Cunha| Doutorado 2018

Palavras Chave: Ensino, Estágios, Educação em Enfermagem, Ensino Superior


Resumo
Objetivo: analisar o desenvolvimento do Estágio Curricular Supervisionado (ECS) nos Cursos de Graduação em Enfermagem do Estado de São Paulo. Método: pesquisa quantitativa, descritiva e transversal. A população do estudo foi composta pelos coordenadores dos cursos de graduação em enfermagem do estado de São Paulo e fizeram parte da amostra 38 enfermeiros. Para a coleta de dados, os coordenadores receberam um questionário semiestruturado via e-mail com perguntas que caracterizaram os cursos e sobre a implementação e desenvolvimento do ECS. Os dados obtidos foram organizados em planilhas do programa Excel® e analisados por meio da estatística descritiva e inferencial, utilizando-se o programa SPSS 23.0. Após análise descritiva, foram selecionadas perguntas do questionário que representavam a implementação das orientações vindas das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em enfermagem. Cada uma das questões recebeu uma pontuação no sentido de identificar as escolas que mais atendem ao documento norteador do estudo. Resultados: dos coordenadores de curso que participaram da pesquisa, 84,2% estão na iniciativa privada, e 89,5% dos questionários foram respondidos pelo próprio coordenador de curso. O tempo médio de duração dos cursos foi de 4.304,5 horas, operacionalizados entre quatro e cinco anos. A média da carga horária específica para o desenvolvimento do ECS foi de 860,4 horas, sendo que em 89,5% dos casos essa atividade é iniciada a partir do 7º semestre, e 71,1% das escolas oferecem o ECS no período matutino e vespertino. Quanto ao preparo do estudante para adentrar nas atividades de ECS, 71,1% realizam aulas práticas simuladas, e 68,4% realizam práticas clínicas em instituições de saúde, sendo a média de tempo de 221,9 horas, e 508,1 horas para cada tipo de atividade respectivamente. A principal forma de acompanhamento do estudante encontrada foi “supervisão direta, estando o docente fixo em uma unidade do serviço de saúde junto aos alunos” (71,1%). Contraditoriamente, a principal metodologia de ensino-aprendizagem empregada (86,8%) é “aprendizagem baseada na prática profissional (inserção do estudante no estabelecimento de saúde de forma autônoma mediado pelo enfermeiro e docente)”, e o método de avaliação mais utilizado durante o ECS é a avaliação formativa (73,7%). Em relação à participação efetiva do enfermeiro do campo de estágio, 44,7% das escolas afirmaram que há a participação do profissional. A pontuação média obtida pelos cursos foi de 3,1. As perguntas que mais influenciaram os resultados foram: processo de avaliação, metodologias e estratégias de ensino utilizadas, momento em que o ECS se inicia no curso, estratégias para integração ensino-serviço e preparo do estudante antes de adentrar o ECS. Considerações finais: as DCN têm sido atendidas, na maioria dos cursos de graduação em enfermagem do estado de São Paulo investigados neste estudo, no que tange à carga horária, momento em que se inicia na diversidade dos meios e métodos de ensino-aprendizagem e em processos avaliativos em que o estudante é incluído como parte. Embora o ECS se caracterize pelo ensino em serviço, em que o estudante participa dos processos de trabalho guiado pela figura do enfermeiro tutor e mediado pela organização didático-pedagógica do docente, o estudante tem sido supervisionado diretamente pelo professor, com pouca participação dos profissionais que atuam nos estabelecimentos de saúde campos de estágio. 

Orientação farmacêutica de idosos com hipertensão arterial em acompanhamento no ambulatório da geriatria e gerontologia da Unifesp
Autor: Beatriz Vieira de Moura| Orientação: Guiomar Silva Lopes| Doutorado 2018

Palavras Chave: Adesão Medicamentosa, Idosos, Hipertensão Arterial Sistêmica.


Resumo
Introdução: o envelhecimento da população brasileira vai progressivamente alterando o perfil populacional e promovendo mudança das características epidemiológicas, evidenciando maior incidência das doenças crônicas, como a hipertensão arterial associada a mais de uma comorbidade. Deve-se ressaltar que, no Brasil, a frequência da hipertensão arterial sistêmica (HAS) atinge mais de 50% da população com 65 anos ou mais. Tais condições exigem com frequência a polimedicação que, por sua vez, pode levar à não adesão ao tratamento e aos problemas relacionados às medicações. A orientação farmacêutica mostra-se como uma ferramenta no processo de educação dos pacientes hipertensos, objetivando a adesão ao tratamento e a otimização dos resultados farmacoterapêuticos na busca para reduzir os problemas relacionados aos medicamentos (PRM). Objetivo: analisar a contribuição da orientação farmacêutica em idosos com hipertensão na melhora da adesão terapêutica, controle da pressão arterial e conhecimento da doença. Métodos: trata-se de um estudo clínico randomizado. Resultados: Foi observado no estudo a presença de polifarmácia e PRM e a intervenção educativa melhorou o conhecimento dos idosos do estudo em relação a doença. 

Os efeitos do uso de um jogo de tabuleiro no enfrentamento do câncer infantil
Autor: Daniela Doulavince Amador| Orientação: Myriam Aparecida Mandetta| Doutorado 2018

Palavras Chave: Criança, Câncer, Enfrentamento, Tecnologia da informação Enfermagem


Resumo
Introdução: investigações sobre o enfrentamento da experiência de doença pela criança evidenciam a importância da informação, considerada um direito, que deve ser contemplado pelos profissionais de saúde. Crianças com câncer desejam ser informadas sobre a doença e o tratamento de maneira interativa, em linguagem apropriada ao seu desenvolvimento. Questiona-se se o uso de um jogo de tabuleiro, contendo informações e recursos sobre o câncer aumenta o emprego e a eficácia das estratégias de enfrentamento utilizadas pela criança. Objetivo: avaliar os efeitos do uso de um jogo de tabuleiro no enfrentamento do câncer infantil. Método: estudo de intervenção do tipo antes e depois, realizado em um instituto especializado no tratamento de câncer infanto-juvenil na cidade de São Paulo. Participaram 35 crianças com câncer, em tratamento quimioterápico, com idade entre oito e 12 anos, no período de agosto a outubro de 2017. A intervenção consistiu no jogo de tabuleiro denominado Skuba! Uma aventura no fundo do mar, desenvolvido e validado pela pesquisadora. Na pré-intervenção, aplicou-se um questionário sociodemográfico e o instrumento kidcope para avaliação da frequência e eficácia das estratégias de enfrentamento utilizadas pela criança com câncer. Na pós-intervenção reaplicou-se o kidcope e realizou-se observação participante e entrevista semiestruturada explorando a compreensão do significado das estratégias de enfrentamento utilizadas pela criança. Utilizou-se o método misto para coleta e análise dos dados. Os dados quantitativos foram submetidos a análise descritiva e inferencial (p≤0,05). A Análise Qualitativa de Conteúdo guiou a análise dos dados qualitativos. Resultados: as crianças revelaram que o jogo promoveu aprendizado e distração, ajudando-as a passarem o tempo de maneira lúdica e interativa, além de proporcionar uma melhor percepção das situações difíceis. Os dados evidenciaram aumento estatisticamente significante no uso das estratégias de enfrentamento (p=0,004), principalmente “Distração” (p=0,008) e “Reestruturação cognitiva” (p=0,002). As crianças avaliaram como mais eficazes as estratégias de enfrentamento ativo “reestruturação cognitiva” (p<0,001), “resolução de problemas” (p<0,001), “regulação emocional” (p=0,025) e “suporte social” (p=0,002); e as estratégias de evitação “distração” (p<0,001) e “resignação” (p=0,046). Houve redução no escore total de distress (p<0,001). O sentimento tristeza foi o mais referido, com redução significante na pós-intervenção (p=0,003). Para as crianças o jogo as ajudou a mudar o foco do problema, a partir da interação com um profissional da área da saúde. Conclusão: o jogo de tabuleiro “Skuba! Uma aventura no fundo do mar” apresenta-se como uma ferramenta útil para compartilhar informações com a criança com câncer, promover a interação entre o profissional e a mesma, aumentando o emprego de estratégias de enfrentamento ativo e de evitação. 

Processo educacional interprofissional participativo de prevenção de broncoaspiração: perspectiva da andragogia
Autor: Caio Sussumu de Macedo Motoyama| Orientação: Luiza Hiromi Tanaka| Doutorado 2018

Palavras Chave: Educação interprofissional, Trabalho em equipe, Métodos de ensino, Pneumonia aspirativa, Andragogia


Resumo
Introdução: A interprofissionalidade apresenta-se como condição da integralidade na assistência à saúde, fruto do esforço e confluência de vários saberes do espaço concreto e singular do serviço de saúde, com o trabalho organizado de forma cooperativa, contemplando atividades e rotinas que refletem a aprendizagem com e sobre os diferentes integrantes da equipe de saúde. Conhecer possibilidades de interação construtiva e dialogada, implica conhecer a totalidade do processo de trabalho. Objetivo: Compreender e analisar o processo educativo em equipe no formato interprofissional participativo, numa perspectiva andragógica, por meio da implantação de uma ação educativa de prevenção de broncoaspiração em unidade de terapia intensiva de um hospital universitário de São Paulo. Método: Pesquisa de abordagem qualitativa em que utilizou-se a estratégia metodológica da pesquisa-ação. Foi implementada uma ação educativa organizada por meio de grupos focais interprofissionais, compostos por enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, nutricionistas e técnicos de enfermagem, para a construção coletiva de um protocolo de prevenção de broncoaspiração, pautada na teoria da andragogia. Na sequência foi realizado um treinamento interprofissional sobre o protocolo com os colaboradores da equipe multiprofissional da UTI. Na fase da avaliação, procedeu-se o comparativo entre o pré e pós-ação educativa em que foram realizadas as coletas de dados dos cuidados envolvendo prevenção de broncoaspiração por meio de questionário, observação sistemática beira leito e análise de prontuário. E as técnicas de entrevistas individuais e grupo focal com a equipe multiprofissional e com os colaboradores que participaram do treinamento. Resultados: Os encontros por meio dos grupos focais e as entrevistas, mostraram que a interação proporcionada pela ação educativa, trouxe maior compreensão sobre o processo educativo interprofissional e fortaleceu a conscientização da importância de se estabelecer relações de aprendizagem na equipe de trabalho, motivando a equipe na busca de estratégias para intensificar este intercambio educativo interprofissional, por meio da proposta de organização deliberada pelo grupo de realizar visitas multiprofissionais periódicas. Os dados objetivos pós-ação educativa, demonstraram diferenças estatísticas significantes, como o aumento no desempenho de notas dos enfermeiros e técnicos de enfermagem nos questionários, além de significante evolução na realização de ações de prevenção de broncoaspiração na observação sistemática em campo, como a padronização do destino conferido ao volume residual gástrico, e no registro em prontuário, sobre a mensuração da pressão de cuff e higiene oral. O bom desempenho desses profissionais de enfermagem pode ser atribuído ao fato do treinamento ter sido realizado na perspectiva andragógica e da interprofissionalidade. Considerações finais: A aprendizagem de adultos possui um maior potencial de sucesso, a partir da organização de ações utilizando formatos que favoreçam a dialogicidade, por meio de técnicas de ensino-aprendizagem que observem os princípios andragógicos. A construção de ações educativas no formato interprofissional, pode ser um caminho ainda mais promissor quando esses conceitos andragógicos são observados. 

Programa de melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica - pmaq - ab atenção em diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica
Autor: Rosimeyre Correia Costa| Orientação: Monica Antar Gamba| Doutorado 2018

Palavras Chave: Saúde pública, Avaliação em saúde, Enfermagem, HAS, DM, PMAQ.


Resumo
INTRODUÇÃO: O enfrentamento e a avaliação da qualidade para o atendimento às pessoas com doenças crônicas não transmissíveis se constitui em desafio para a assistência de enfermagem. OBJETIVO: O objetivo desta investigação foi avaliar e comparar o acesso e a qualidade da atenção básica às pessoas com hipertensão arterial e diabetes mellitus, por meio da análise de dados secundários do 2º Ciclo do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade – PMAQ das cinco regiões federativas do Brasil. Considerou-se, como referencial teórico, a tríade de Donabedian, relacionada com variáveis independentes de estrutura, processo e resultados da atenção básica em saúde, identificando padrões do PMAQ. MÉTODOS: A análise foi realizada por meio do teste de homogeneidade de proporções, baseado na estatística do Teste Qui-Quadrado de Pearson. A variável satisfação do usuário, utilizada para obtenção da variável desfecho dicotômica foi pela Análise de Clusters. Foram construídos modelos de regressão logística múltipla para as cinco regiões do Brasil. RESULTADOS: Os resultados apontaram importantes diferenciais de equidades das avaliações entre as regiões brasileiras para o banco total, considerando-se as cinco regiões do Brasil. Obteve-se um percentual de 77,1% satisfeitos e 22,9% de não satisfeitos. Os indicadores de associação relacionados à satisfação do usuário foram a avaliação clínica, o acesso à unidade de saúde e a presença de profissionais na unidade (OR ajust = 2,09 e 1,86; IC 95%). CONCLUSÃO: A análise dos módulos I, II e III do PMAQ-AB permitiu comparar as regiões brasileiras, identificando diferenças nos modelos de atenção à usuários com diabetes e hipertensão. 

Qualidade de vida de idosos brasileiros e portugueses na atenção primária de saúde
Autor: Fabianne de Jesus Dias de Sousa| Orientação: Monica Antar Gamba| Doutorado 2018

Palavras Chave: Promoção da saúde, Idoso, Qualidade de vida, Enfermagem, Estudos transculturais, Gerontologia


Resumo
Objetivo: Comparar a qualidade de vida dos idosos usuários da Atenção Primária à Saúde dos municípios de Benevides e Coimbra. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, do tipo descritivo e correlacional, desenvolvido em duas etapas que incluem as cidades de Benevides, Pará, Brasil e Coimbra, Portugal em três unidades de saúde da família que apresentavam elevado número de idosos na sua área adstrita. A coleta de dados ocorreu entre janeiro de 2015 a maio de 2017. Participaram da amostra 294 idosos usuários da Estratégia saúde da família. Os dados foram coletados por meio de aplicação de três instrumentos de pesquisa, de forma distinta e separada. Em Benevides foi aplicado os instrumentos Brazilian Version of Older Multidimensional Functional Assessment Questionnaire (BOMFAQ), Mapa Mínimo de Relações do Idoso (MMRI) e World Health Organization Quality of Life Questionnaire (WHOQOL-bref) versão em português enquanto que em Coimbra foi utilizado o instrumento World Health Organization Quality of Life Questionnaire (WHOQOL-bref) versão português europeu. Resultados: As análises destacaram dois grupos populacionais: idosos brasileiros e portugueses: Entre os idosos brasileiros houve predominância do sexo feminino, com aumento da longevidade, casados seguido dos viúvos, aposentados com escolaridade baixa. Em relação à capacidade funcional verificou-se que a maioria dos idosos brasileiros possuem algum grau de dependência funcional (p<0.4298), apresentaram melhor rede de suporte social informal (p<0.0001) do que o formal (p< 0.1101) e, avaliação da qualidade de vida obtendo melhor índice no domínio Psicológico (p<0,001) e, pior no domínio Meio Ambiente (p<0,001). Foi constatado que existe correlação entre a qualidade de vida, capacidade funcional e suporte social. Enquanto que os idosos portugueses mostraram o predomínio do sexo feminino, maior parte de octogenários, casados, aposentados com escolaridade baixa. Em relação a avaliação da qualidade de vida, os idosos portugueses obtiveram melhor índice no domínio Meio Ambiente (p<0,001) e, pior no domínio Físico (p<0,116). Conclusão: O reconhecimento desses instrumentos (BOMFAQ, MMRI e WHOQOL-bref)proporciona aos profissionais de saúde ampliar seu atendimento multiprofissional buscando um cuidado integral no processo de envelhecimento com vistas a proporcionar maior qualidade vida mantendo sua capacidade funcional e suporte social preservados pelo maior tempo possível. Para isso é necessário fortalecer a promoção da saúde, como descrito na Carta de Ottawa, que indica que os sistemas de saúde são responsáveis juntamente com a comunidade em propor ações de saúde que possam contribuir para as necessidades específicas dessa população idosa. 

Qualidade de vida de idosos octogenários em hemodiálise
Autor: Odete Teresinha Portela| Orientação: Angelica Goncalves Silva Belasco| Doutorado 2018

Palavras Chave: Terapia Renal Substitutiva, Idoso, Qualidade de Vida, Avaliação, Longevo.


Resumo
Estima-se que em 2025 o Brasil ocupará o sexto lugar entre os países com maior número de idosos. Serão aproximadamente 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos (1). Indivíduos idosos têm maior predisposição às doenças crônicas por inúmeros motivos, dentre eles, o processo natural de envelhecimento do organismo, que favorece a diminuição das reservas fisiológicas(1). As doenças crônicas mais prevalentes na população brasileira, o Diabetes Mellitus e a Hipertensão Arterial Sistêmica, são as principais causadoras de Doença Renal Crônica(1,2,3,4). De acordo o censo realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, em 2011, 27,2% dos pacientes em diálise tem entre 61 e 80 anos e 4,3% tem 81 anos ou mais(5). Objetivo: Investigar a qualidade de vida de idosos com idade igual ou superior a 80 anos em diálise. Método: Foi realizada uma pesquisa descritiva e exploratória, de caráter quantitativo. A coleta de dados ocorreu em duas fases. Na primeira, os dados foram coletados através de consulta de prontuários e entrevistas com idosos de 80 anos ou mais, em sete centros ambulatoriais de diálise, da cidade de São Paulo. A segunda etapa, a coleta de dados incluiu idosos com 80 anos ou mais, que não apresentassem diagnóstico doença renal crônica terminal. Esta etapa abordou longevos frequentadores do ambulatório de geriatria da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Ao atingir um número de 103 idosos em cada etapa, a coleta de dados foi finalizada. Nas duas etapas da pesquisa, os idosos foram convidados a participar do estudo, mediante a explicação da proposta de pesquisa e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Foram avaliadas cinco dimensões: a mental e emocional; a clínica; a física; a sócio-familiar e a qualidade de vida, por meio de entrevistas e a realização de testes para avaliar a memória, força muscular e risco de quedas, com a utilização de escalas e questionários, traduzidos e validados no Brasil. Nos centros de diálise, os testes de força muscular foram realizados, na sala de espera, antes do início da sessão de hemodiálise. As entrevistas e testes de avaliação da memória foram realizados durante a primeira hora da hemodiálise, período de melhor estabilidade hemodinâmica. No ambulatório de geriatria, os dados referentes a avaliação das atividades da vida diária, velocidade de marcha, teste senta e levanta da cadeira, fluência verbal, escala de depressão geriátrica, foram coletados do prontuário do paciente. Demais testes e questionários, propostos no estudo, foram aplicados no período que antecedia a consulta de rotina do idoso, em local reservado, na sala de espera. Os dados coletados foram digitados em planilha Excel. Para a obtenção dos cálculos estatísticos foi utilizado o software SPSS Statistics, na versão 24.0. O nível de significância utilizado nos testes estatísticos foi de 5%. Resultados: Foram analisadas as informações de 206 longevos, residentes na cidade de São Paulo, cuja idade média foi de 84,4 anos (DP= 3,9 anos), sendo observada uma idade mínima de 79 anos e máxima de 96 anos. Comparado ao grupo controle, os longevos do grupo dialítico pertencem a classe social mais alta, com menor porcentagem de longevos de classe C e D (88,3% versus 74,8%), tiveram média maior no índice de comorbidades (7,8 ± 2,4 vs. 5,8 ± 2,3, respectivamente, p <0,001), porcentagens maiores de baixo peso (33,3% versus 12,6%), de diabetes (39,8% versus 16,5%) e de hipertensão (72,8% versus 56,3%), maiores porcentagens de inadequação de velocidade de marcha (30,1% versus 14,6%), de sentar-se e levantar-se da cadeira (50,5% versus 31,1%), dependência moderada nas AIVD (26,2% versus 10,7%) e declínio cognitivo em fluência verbal (76,7% versus 45,6%). Na análise de regressão logística múltipla, apresentaram chance de dependência para as AIVD nove vezes maior do que o grupo controle e as chances de inadequação nos testes de velocidade de marcha e sentar-se e levantar-se da cadeira foram 4,3 e 3,2, vezes, respectivamente, maiores do que os controles; e chance 4,4 vezes maior de declínio cognitivo no teste de fluência verbal. Conclusões: Pacientes muito idosos em hemodiálise comparados a idosos da comunidade apresentaram pior avaliação na capacidade funcional e na qualidade de vida. 

Remoção de cateteres intravenosos periféricos a cada 96 horas ou segundo indicação clínica: estudo clínico, randômico e de não inferioridade
Autor: Patricia Vendramim| Orientação: Mavilde da Luz Goncalves Pedreira| Doutorado 2018

Palavras Chave: cateteres intravenosos periféricos, estudo clínico, randômico, não inferioridade


Resumo
Introdução: Cateteres intravenosos periféricos (CIP) são amplamente utilizados na prática clínica para a realização da terapia intravenosa. Apesar de apresentarem inúmeras vantagens em relação a outros tipos de acesso intravascular, não estão isentos de gerar complicações, destacando-se neste estudo a flebite. Com o intuito de prevenir flebite, pratica-se, em grande parte das instituições de saúde, a remoção programada do CIP a cada 72 ou 96 horas. Objetivos: Verificar se a remoção do CIP mediante indicação clínica não é inferior à remoção programada a cada 96 horas quanto à ocorrência de flebite; comparar a gravidade da flebite, tempo de permanência do CIP e outras complicações de terapia intravenosa entre os grupos de estudo. Casuística e Método: Trata-se de um estudo clínico, randômico, controlado e de não inferioridade, que recrutou pacientes com idade igual ou maior de dezoito anos, de dois hospitais do município de São Paulo, após a aprovação do mérito ético e registro do estudo clínico, de novembro de 2015 a agosto de 2016. Para o cálculo amostral, foram adotados: 5% de prevalência de flebite, nível de significância de 5%, poder do teste de 80% e margem de não inferioridade de 3%, sendo estimada amostra de 1.305 pacientes. A amostra final do estudo foi de 1.319 pacientes, sendo 672 (50,9%) pacientes com remoção do CIP mediante indicação clínica e 647 (49,1%) com CIP removidos a cada 96 horas. Variáveis demográficas, clínicas e da terapia intravenosa foram estudadas. Para a análise estatística de variáveis categóricas, foram aplicados os testes do Qui-quadrado, Exato de Fisher e Generalização do Teste Exato de Fisher; para variáveis numéricas, Mann-Whitney ou Kruskal-Wallis (p≤0,005). Para a análise de sobrevida, utilizou-se a curva de Kaplan-Meier. Resultados: Quanto às variáveis demográficas, identificou-se maioria de idosos, com cor da pele branca, proporção semelhante quanto ao sexo, e cerca de 55% apresentavam algum grau de sobrepeso ou obesidade, sem diferenças significantes entre os grupos, exceto quanto ao tipo de admissão que foi predominantemente clínica no grupo indicação clínica (p=0,025). Os 1.319 pacientes utilizaram 2.747 CIP de material vialon de vários tipos, sendo que 119 (9,0%) pacientes desenvolveram flebite em 134 (4,9%) CIP, com 89,6% de flebite Grau 1 e Grau 2. Não houve diferenças significantes quanto à ocorrência de flebite em pacientes (p=0,162) e CIP (p=0,324). A taxa de incidência de flebite/1000 CIP-dia foi 14,9 no grupo indicação clínica e 23,8 no grupo remoção a cada 96 horas (p=0,006). A análise de sobrevida não evidenciou diferença significante (p=0,247) entre os grupos no que tange ao tempo para ocorrência do primeiro episódio de flebite. Quanto ao número de CIP inseridos, observou-se que quase metade dos pacientes (46,6%) fez uso de um CIP e 42,2% utilizaram de dois a três CIP, sem diferenças entre os grupos (p=0,339). O grupo indicação clínica apresentou maior média (p<0,001) de tempo de permanência do CIP. Quanto às complicações relacionadas ao CIP, foram mais frequentes no grupo remoção por indicação clínica (p<0,001), destacando-se a dor (p=0,004) e a infiltração (p=0,002). Conclusão: A hipótese do estudo foi aceita. A remoção do CIP segundo manifestações clínicas não foi inferior à remoção programada em 96 horas quanto à ocorrência de flebite. O tempo de permanência e a ocorrência de outras complicações, destacando-se dor e infiltração, foram mais frequentes quando da retirada do CIP por indicação clínica. 

Representações sociais de idosas sobre o corpo e sexualidade no envelhecimento
Autor: Claudia Ajzen Peress| Orientação: José Roberto da Silva Bretas| Doutorado 2018

Palavras Chave: idoso, comportamento sexual, sexualidade, pesquisa qualitativa


Resumo
Este estudo de investigação sobre representações de idosas a respeito do corpo e sexualidade no envelhecimento foi realizado junto a Universidade Aberta à Terceira Idade – UATI da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Teve por objetivo: Conhecer a representação que idosas constroem acerca de seu corpo, sob a ótica das experiências vivenciais em relação a sexualidade e identificar as subjetividades emergentes deste contexto. Utilizada uma abordagem qualitativa, e dentro do universo da pesquisa qualitativa, optamos por utilizar os pressupostos das Representações Sociais, na qual os sujeitos participantes foram alunas e ex-alunas da UATI. Foi realizada uma pesquisa de campo sendo que a coleta de dados foi feita a partir de dois instrumentos não estruturados com a finalidade de organizar questões para serem aplicadas num grupo focal o qual ocorreu em três encontros de uma hora cada. A análise dos dados foi realizada através análise de conteúdo do tipo categorial segundo Bardin. Foi realizada a transcrição do material obtido nas etapas do estudo, leitura flutuante, intercalando a escuta do material gravado com a leitura do material transcrito de modo a afinar a escuta deixando aflorar os temas, atentando para a construção, para a retórica, permitindo que os investimentos afetivos emerjam. Emergiram as dimensões (categorias) principais do discurso coletado junto aos sujeitos e onde se definiu o caminho para a análise. Desta análise quatro questões foram elaboradas para serem aplicadas no Grupo Focal. Este foi analisado seguindo o mesmo percurso metodológico. O grupo focal foi realizado com três encontros e nele foram discutidas as quatro questões elaboradas de onde emergiram as 9 categorias a seguir, Geracional, Permitir-se viver a experiencia, Independência feminina na busca do prazer, Corpo e auto-estima-auto/exploração, Experiencias vividas determinando o comportamento sexual/medo de se relacionar, expectativa x realidade, Fidelidade ao que não existe mais, Parceiro tem que corresponder e Intercurso além do corpo. Concluímos que a sexualidade é construída e modificada ao longo da existência do indivíduo, tendo suas particularidades em cada etapa do viver, sendo influenciada pela educação, formato de relacionamento e história de vida. A relação que o indivíduo estabelece com o corpo, sua educação e o processo de envelhecimento influenciam na sexualidade. 

Tecnologias educativas em saúde: pesquisa-ação com profissionais e usuários da estratégia de saúde da família de um município da Amazônia ocidental
Autor: Carlos Frank Viga Ramos| Orientação: Luiza Hiromi Tanaka| Doutorado 2018

Palavras Chave: Educação em Saúde, Saúde Coletiva, Tecnologia em Saúde, Tecnologia Educacional


Resumo
Trata-se de um estudo sobre as tecnologias educacionais em saúde desenvolvidas pelos profissionais na Estratégia de Saúde da Família (ESF), que teve como principal objetivo analisar as ações educativas aplicadas na atenção básica da rede de saúde do munícipio de Rio Branco – Acre, com profissionais e usuários. Utilizou-se a metodologia da pesquisa-ação, com duas equipes da Estratégia de Saúde da Família do Município de Rio Branco (Acre-Brasil). As coletas de dados foram realizadas em três fases: a primeira por meio de entrevistas semiestruturada, com 26 participantes, 10 usuários, 10 Agentes Comunitários de Saúde, 02 Enfermeiros, 02 médicos e 02 Técnicos de Enfermagem e observação participante. Na segunda fase, pela técnica de Grupo Focal (GF) com 16 participantes, 04 usuários, 08 Agentes Comunitários de Saúde, 02 Enfermeiros, 01 médico e 01 Técnicos de Enfermagem, que haviam participado da primeira fase. Foram realizados cinco encontros, cada um com duração de uma hora e trinta minutos, sendo coordenador o próprio pesquisador e a observadora uma enfermeira docente da Universidade Federal do Acre (UFAC). Na terceira, por meio da técnica de observação participante. Para analisar os dados utilizou-se a técnica de análise de conteúdo, na abordagem temática. Os dados foram organizados por meio do software NVivo Pro®11, versão 11.4. Resultaram seis unidades temáticas: 1- A educação em saúde como estratégia estimuladora de mudanças na vida dos usuários da ESF; 2- Reflexão crítica sobre as causas que interferem nas ações educativas na ESF e proposição de novas estratégias; 3- Dicotomia entre a prática educativa e a produção do cuidado em saúde na ESF; 4- Fazer parcerias possibilita o desenvolvimento das tecnologias leves em saúde; 5- Potencialidades que estimulam o desenvolvimento das práticas educativas na USF; e 6- Propostas de aprimoramento das práticas educativas centradas na tecnologia educacional leve em saúde praticada na dimensão do diálogo. Considerações finais: Os resultados deste estudo alcançaram os objetivos propostos e possibilitaram compreender, discutir as problemáticas, aprimorar as ações relacionadas às práticas educativas e integrar os saberes existentes, popular e técnico profissional, na produção do cuidado em saúde, a partir de uma perspectiva participativa e compromissada com a transformação social e o contexto saúde-doença. A utilização da tecnologia educacional leve em saúde, baseada no diálogo, garantiu maior adesão, credibilidade e autonomia dos usuários em relação ao cuidado em saúde. E os profissionais ampliaram suas ações além da perspectiva técnica. Os resultados desta pesquisa foram discutidos com os profissionais e usuários, que confirmaram a veracidade dos dados apresentados. 

Uso da vitamina D e infecção em pacientes com doença renal crônica
Autor: Emanuela Cardoso da Silva| Orientação: Dulce Aparecida Barbosa| Doutorado 2018

Palavras Chave: Doença Renal Crônica, Tratamento Conservador, Vitamina D, Infecção.


Resumo
Introdução: A deficiência/insuficiência de vitamina D associada a doença renal crônica é um achado comum. Diversos estudos têm apontado que a suplementação de vitamina D nessa parcela da população incide diretamente na diminuição da morbimortalidade associada principalmente às doenças cardiovasculares, ósseas, hiperparatireoidismo, neoplasias e infecções. Ainda não existe consenso se a suplementação de vitamina D se constitui em fator de proteção para infecções. Objetivo: avaliar a efetividade da suplementação de vitamina D em pacientes com DRC em tratamento conservador como fator de proteção contra infecções. Método: Estudo do tipo Coorte retrospectiva realizado no Ambulatório de Tratamento Conservador do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo. Este ambulatório é referência nacional e internacional em ensino, assistência e pesquisa. Possui em torno de 6.000 mil pacientes cadastrados e em acompanhamento. Atende em média 300 pacientes/ mês. Foram analisados os registros dos prontuários dos pacientes que atenderam os critérios de inclusão, atendidos no ambulatório entre 2013 e 2016. População: trata-se de uma amostra de conveniência, onde foram incluídos pacientes renais crônicos em tratamento conservador, em que preencheram os critérios: prontuário com dados completos, idade acima de 18 anos, ambos os sexos, que apresentaram ou não episódio de infecção durante o período de acompanhamento, em uso ou não de suplementação de vitamina D por no mínimo 6 meses. Protocolo do estudo: foram coletados dados sociodemográficos, de comorbidade e episódios de infecção dos pacientes e uso da vitamina D. Os desfechos primários considerados nos dois grupos foram: a presença ou não de infecção em qualquer sítio: urinário, respiratório, corrente sanguínea e sítio cirúrgico. Foi considerado como infecção: casos de infecções com culturas positivas, o registro no prontuário da avaliação e diagnóstico clínico do médico. Análise dos resultados e estatística: foi realizada a análise descritiva das variáveis quantitativas e categóricas, que foram apresentadas em frequências absolutas e relativas. Na análise bivariada (tabela 2x2), de forma exploratória foi testada a associação entre a infecção (variável desfecho) e as demais variáveis (variáveis de exposição), sendo o uso de Vitamina D a variável principal, considerando significativo o resultado de p<0,05 no teste qui-quadrado. Na análise bivariada medida de associação apresentada foi a Odds Ratio (OR), com indicação de seu intervalo de confiança de 95%. Resultados: Foram incluídos 263 pacientes que preencheram os critérios de inclusão. Os pacientes que receberam vitamina D tiveram 59% menos chance de desenvolver infecção (OR=0,41; IC95% 0,15-0,99), quando comparados aos que não receberam vitamina D. Conclusão: Neste estudo foi possível demonstrar que a suplementação de vitamina D em pacientes com DRC em tratamento conservador foi fator de proteção contra infecções de todas as causas. Entre os casos de infecção que ocorreram, a maioria foi do trato urinário e microorganismo mais isolado foi a E. coli. Apontamos a necessidade de ensaios clínicos para melhor estabelecimento desta evidência para esta população estudada. 

 Dissertações de Mestrado

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Adaptação transcultural do preterm parenting & self-efficacy checklist para a língua portuguesa brasileira
Autor: Carolina Queiroz de Souza Mendes| Orientação: Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro| Mestrado 2018

Palavras Chave: Autoeficácia, Recém-nascido prematuro, Estudos de validação, Inquéritos e questionários


Resumo
Objetivos: Realizar a adaptação transcultural para a língua portuguesa brasileira de um instrumento de medida da autoeficácia dos pais de recém-nascidos prematuros após a alta hospitalar, o Preterm Parenting & Self-Efficacy Checklist. Métodos: Estudo metodológico de adaptação transcultural seguindo as etapas de: tradução inicial, síntese das traduções, retrotradução, revisão por um comitê de especialistas, pré-teste/teste-reteste, análises psicométricas após aplicação do instrumento adaptado para 51 pais de recém-nascidos prematuros, desenvolvido no período de junho de 2016 a novembro de 2017. Resultados: O número maior de participantes foi de mães (64,7%); a média de idade dos pais foi de 33,37 anos; a mãe foi a principal cuidadora (82,4%), seguido do pai (58,8%) e familiares (47,1%); a principal orientação recebida na alta foi sobre higiene (100%); e as orientações para a alta aos pais foram dadas pelo médico (92,2%), seguido do enfermeiro (90,2%) e equipe de enfermagem (90,2%). Os principais diagnósticos do RN prematuro foram relacionados aos fatores de risco materno e agravos do sistema respiratório (89,7%, em ambos). A avaliação pelo comitê de especialistas obteve concordância e validade de conteúdo aceitáveis de 97% e 0,97, respectivamente. Na validação semântica, não houve alterações. Na etapa de teste-reteste, obtiveram-se índices de estabilidade satisfatórios. O coeficiente de Alpha de Cronbach foi 0,84 no instrumento como um todo. A análise fatorial encontrou quatros fatores por subescala do instrumento que explicou de 67,0% a 74,2% da variância. Os resultados da aplicação clínica possibilitaram identificar que a percepção parental foi relacionada de modo estatisticamente significante com a figura materna, nas atividades de trocar fralda do prematuro; da importância de entender os sinais apresentados pelo filho; de lidar com a agitação e choro; e de sentir-se bem-sucedido na tarefa de realização do banho. Conclusão: O instrumento adaptado para a cultura brasileira apresenta potencial para ser implementado na prática de enfermagem em unidades ambulatoriais programas de seguimento do RN de risco e para a enfermeira Estratégia Saúde da Família como medida de avaliação do preparo dos pais para a alta do prematuro da unidade neonatal. Recomenda-se a utilização do Preterm Parenting & Self-Efficacy Checklist – Versão Brasileira em pesquisas futuras, com a ampliação da amostra, e avaliação das propriedades psicométricas em outras populações. 

Adaptação transcultural e validação semântica do instrumento necpal ccoms-ico© para a língua portuguesa
Autor: Marcella Tardeli Esteves Angioleti Santana| Orientação: Maria Gaby Rivero de Gutierrez| Mestrado 2018

Palavras Chave: adaptação transcultural, instrumento NECPAL CCOMS-ISCO, língua portuguesa


Resumo
Objetivos: descrever o processo de tradução e adaptação transcultural do instrumento NECPAL CCOMS-ICO© para o Português e analisar a validade semântica e de conteúdo do instrumento NECPAL CCOMS-ICO©. Método: Trata-se de uma pesquisa metodológica, de adaptação transcultural do instrumento NECPAL CCOMS-ICO© da versão original em espanhol para a língua portuguesa e mensuração da validade semântica e de conteúdo neste idioma. A etapa de adaptação transcultural do instrumento foi conduzida com base nas recomendações de Beaton e deu-se da seguinte forma: tradução; síntese da tradução; retrotradução; análise da equivalência semântica, idiomática, conceitual e cultural das versões traduzida e retrotraduzida do instrumento, por um comitê composto por nove especialistas, resultando na versão pré-final, a qual foi submetida aos autores do instrumento original para aprovação e, posteriormente ao pré-teste junto a 35 profissionais de saúde. Para analisar a validade semântica e de conteúdo foi calculado o IVC. Resultado: O processo de adaptação transcultural possibilitou a elaboração da versão final desta ferramenta, que passou a chamar-se NECPAL-BR. A análise da Validade de Conteúdo, realizada na etapa de avaliação pelo comitê de especialistas, indicou um IVC de 0,87. Os dados colhidos na etapa do pré-teste possibilitaram a análise da Validade Semântica. O IVC obtido nesta etapa foi de 0,94. Conclusão: Tendo por base o resultado do IVC, conclui-se que o instrumento tem itens compreensíveis, pertinentes, ou seja, há concordância entre a capacidade solicitada em um domínio específico e o desempenho solicitado no teste que trata de medir este domínio, possuindo então Validade de Conteúdo e Semântica na sua versão adaptada para a Língua Portuguesa do Brasil. 

Adesão ao tratamento farmacológico de pacientes com doença arterial coronariana
Autor: Jaqueline Correia Padilha| Orientação: Juliana de Lima Lopes| Mestrado 2018

Palavras Chave: Doença arterial coronariana, Adesão à medicação, Enfermagem


Resumo
Objetivo: Avaliar a adesão farmacológica de pacientes com doença arterial coronariana (DAC). Método: Estudo transversal correlacional realizado de setembro a outubro de 2016 em hospital de referência em Cardiologia de São Paulo. A amostra foi constituída de 198 pacientes. A variável dependente, adesão farmacológica, foi verificada pelo Teste de Morisky Green, que categoriza os pacientes em aderentes ou não aderentes. As variáveis independentes investigadas foram aquelas propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) relacionadas ao paciente, aos fatores socioeconômicos, à doença, ao tratamento e ao sistema de saúde, além de outras identificadas na literatura. A relação entre as variáveis independentes e a adesão foi verificada pelo teste exato de Fisher, t de student ou Mann Whitney. A associação conjunta entre as variáveis independentes e a adesão foi verificada pelo modelo de Cox. Razões de prevalência (RP) com intervalos de confiança (IC) 95% foram utilizadas como medidas de associação, considerando p<0,05. O projeto foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo e do Hospital Real e Benemérita Beneficência Portuguesa de São Paulo. Resultados: 64,6% dos participantes eram homens, com idade média de 65,7+11,4 anos e escolaridade média de 7,3+5,41 anos. Oitenta e cinco participantes (43,0%) aderiam ao tratamento farmacológico. Na análise univariada, os fatores associados à adesão foram: fadiga (p=0,01), outros sintomas, com a palpitação (p=0,04) e ser atendido por convênio médico (p=0,035) e a não adesão: considerar o tratamento complexo (p=0,042), consumir álcool (p=0,042) e ser atendido pelo Sistema Único de Saúde (p=0,0,048). Na análise múltipla, permaneceram associados significativamente à adesão: a fadiga (RP=3,308, IC 95% 1,83-5,99, p=0,001) e outros sintomas (RP=3,29, IC 95% 2,18-4,98, p=0,001) e a não adesão o consumo de álcool (RP=0,347, IC 95% 0,13-0,91, p=0,031). Conclusão: A presença de fadiga ou outros sintomas da DAC está associada a um aumento em torno de três vezes de chance de adesão ao tratamento farmacológico, enquanto os pacientes que consomem bebida alcoólica têm prevalência de não adesão 2,88 vezes maior do que os pacientes que são abstêmios. Os enfermeiros devem enfocar a orientação aos pacientes com DAC hospitalizados para que não parem de tomar os medicamentos, quando estiverem assintomáticos e na cessação do consumo de álcool. 

Avaliação da adesão de profissionais da saúde a um conjunto de boas práticas para prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica
Autor: Raimunda Xavier Alecrim| Orientação: Dayana Souza Fram| Mestrado 2018

Palavras Chave: Bactérias multirresistentes, Colonização


Resumo
Introdução: Infecção é a principal causa de morbidade e a segunda causa de mortalidade em pacientes com doença renal crônica. Fatores como a imunossupressão, presença de comorbidades, uso de cateteres venosos centrais por períodos prolongados, o ambiente compartilhado por diferentes indivíduos simultaneamente, a manipulação dos dispositivos e as práticas assistenciais contribuem para o risco da ocorrência de eventos infecciosos. A colonização por bactérias Multirresistentes (MDR) é um problema de saúde pública mundial, pois eleva o risco de infecção e contribui de forma significativa para a disseminação da resistência antimicrobiana em ambientes associados aos cuidados de saúde. Entre os pacientes renais crônicos em hemodiálise, o risco para aquisição e disseminação destas bactérias são mais elevados e a cultura de vigilância é recomendada como um componente de programas de controle de infecção. Objetivo: Avaliar a colonização e infecção por bactérias multirresistentes em pacientes renais crônicos, submetidos a hemodiálise (HD) ambulatorial. Material e Métodos: Neste estudo incluímos 158 pacientes em programa crônico de hemodiálise ambulatorial. Foram coletados swabs nasais para detecção de MRSA e swab retal para detecção de bactérias produtoras de carbapenemases e VRE. As coletas foram realizadas em dois momentos diferentes: na admissão no estudo (T0) e 14 dias após a coleta da admissão (T14). Para triagem fenotípica foi utilizado o CHROMagar para MRSA,KPC e VRE. Para a análise molecular foi utilizado o qPCR para a detecção dos genes: blaKPC, blaNDM, blaSPM, blaGES, blaVIM, blaOXA48, VanA, MecA. Resultados: Identificamos em nossa população 37,5% dos pacientes colonizados, sendo 17 (10,8%) por S aureus Gene MecA, 9 (5,7%), Enterococcus Gene VanA, Bactérias Gram negativas Gene blaSPM 2(1,3%) blakpc 7(4,5%) e blaGes24(15,2%). Em relação aos fatores de risco estudados, a colonização por S aureus MecA se associou à realização de Diálise Peritoneal anterior à hemodiálise e a níveis de hemoglobina mais baixos; para Bactérias Gram Negativas Resistentes (BGNR) observamos a associação com maior permanência em hemodiálise, o uso de Vancomicina + Ciprofloxacina e maior período de tratamento com agentes antimicrobianos. Conclusões: A colonização por bactérias multirresistentes em pacientes submetidos à hemodiálise é freqüente e está associada a elevada morbi-mortalidade e aumento dos custos para o sistema de saúde. A associação de análises microbiológicas rápidas e de alta sensibilidade e de um programa sistematizado de prevenção de infecção em unidades de hemodiálise pode ser efetiva na diminuição da ocorrência desses eventos. 

Características definidoras e fatores relacionados do diagnóstico de enfermagem “perfusão tissular renal ineficaz” em pacientes com insuficiência cardíaca
Autor: Li Men Zhao| Orientação: Alba Lucia Bottura Leite de Barros| Mestrado 2018

Palavras Chave: Insuficiência Renal, Lesão Renal Aguda, Cuidados de Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Insuficiência Cardíaca.


Resumo
Objetivo: identificar a prevalência do Diagnóstico de Enfermagem (DE) “Perfusão Tissular Renal Ineficaz” em pacientes com Insuficiência Cardíaca (IC) crônica descompensada. Métodos: trata-se de um estudo observacional, do tipo descritivo, transversal e retrospectivo. O estudo foi realizado em um hospital público de grande porte, especializado em Cardiologia na cidade de São Paulo. O período destinado para a coleta de dados foi de agosto a dezembro de 2016. Foram coletados os dados sociodemográficos e clínicos por meio de um instrumento elaborado pelo pesquisador. A amostra foi constituída por 379 prontuários de pacientes adultos, admitidos no serviço de emergência com diagnóstico médico de IC crônica descompensada no período de janeiro a dezembro de 2015. A amostra foi dividida em dois grupos: 251 pacientes com o DE “Perfusão Tissular Renal Ineficaz” (grupo PTRI) e 128 pacientes sem o DE estudado (grupo controle). Os critérios considerados para a presença do DE “Perfusão Tissular Renal Ineficaz” foram: redução da Taxa de Filtração Glomerular (TFG), isto é, TFG < 60 mL/min/1.73 m2 e presença de pelo menos um ou mais fatores relacionados. Os dados foram apresentados por meio de estatística descritiva. Para as medidas qualitativas foram utilizados os testes de Fisher ou de Qui-Quadrado e para as medidas quantitativas foram utilizados os testes de t-Student ou Mann-Whitney, sendo considerados estatisticamente significativos, quando o valor de p foi menor ou igual a 0,05. Resultados: a prevalência do DE “Perfusão Tissular Renal Ineficaz” foi de 66% em pacientes com IC crônica descompensada. As características definidoras (CD) identificadas no grupo de pacientes com IC crônica descompensada e com o DE “Perfusão Tissular Renal Ineficaz” foram: elevação nas taxas de Creatinina e Ureia (100%), redução da TFG (100%), oligúria (23,5%) e albuminúria (21,9%). Os principais fatores relacionados (FR) encontrados no grupo PTRI foram: presença de comorbidades (98,4%), doença renal prévia (96,8%), idade avançada (79,7%) e alteração no metabolismo (27,9%). As principais características apresentadas pelos pacientes do grupo PTRI foram: a média de idade 69 anos, Dislipidemia, Insuficiência Renal Crônica, Hipotireoidismo, e portador de Marcapasso ou CDI (Cardioversor Desfibrilador Implantável) como antecedentes pessoais; prevalência das etiologias Isquêmicas e chagásicas de IC; inapetência, diminuição do débito urinário e presença de náuseas e vômitos como as principais queixas de admissão; sonolência e perfusão tecidual lentificada pelo achado do exame físico; redução nos valores de parâmetros vitais (pressão arterial e frequência cardíaca); redução nos valores laboratoriais de plaquetas e aumento nos valores de potássio, creatinina e ureia; achado de cardiomegalia pela radiografia de tórax, a disfunção sistólica do ventrículo esquerdo pelo Ecocardiograma transtorácico, e o uso domiciliar de carvedilol. Houve maior tempo de hospitalização e mortalidade no grupo PTRI. Na análise da regressão múltipla, observou-se que a idade; doença renal crônica; presença de náuseas e vômitos; achado de cardiomegalia; e a taxa de Ureia foram características clínicas de grande relevância para a identificação do presente DE. Conclusões: Existe alta prevalência do DE “Perfusão Tissular Renal Ineficaz” e suas CD e FR são indicadores que devem ser avaliados pelo enfermeiro nesses pacientes incluídos no estudo. 

Conflitos vivenciados pelos profissionais de enfermagem em unidades de internação hospitalar
Autor: Katya Araujo Machado Saito| Orientação: Isabel Cristina Kowal Olm Cunha| Mestrado 2018

Palavras Chave: Gestão de conflito., Gestão de recursos humanos em saúde, Equipe de Enfermagem, Conflito (Psicologia)


Resumo
Introdução: O conflito é inerente às relações humanas. A Enfermagem, com o maior contingente de pessoal de um hospital, está mais propensa a conflitos e por isso deve-se reconhecê-los e gerenciá-los de forma adequada. As estratégias de resolução de conflitos devem ser utilizadas para essa gestão. Objetivos: Adaptar e aplicar a Escala de Conflitos Intragrupos (ECIG); Construir, validar e aplicar a Escala de Estratégias de Resolução de Conflitos(EERC); Identificar os conflitos vivenciados pelos profissionais de enfermagem em unidades de internação hospitalar e verificar as estratégias utilizadas pelos profissionais de enfermagem para resolvê-los. Método: O estudo metodológico foi desenvolvido a partir da Escala de Conflitos Intragrupos Adaptada (ECIGA) e construída a Escala de Estratégias de Resolução de Conflitos e validada por experts. A aplicação dos questionários, parte exploratória e de abordagem quantitativa foi realizado em quatro unidades de internação de um hospital filantrópico do município de São Paulo, Brasil. O período de coleta de dados foi julho a setembro de 2015. A amostra foi de 191 pessoas, onde 54 eram enfermeiros e 137 eram auxiliares e técnicos de enfermagem. Foram utilizados três instrumentos: um questionário contendo dados sociodemográficos e as duas escalas. Foi adaptada a Escala de Conflitos Intragrupos, construída a Escala de Estratégias de Resolução de Conflitos, e validada com 11 especialistas através de escala Likert. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: A maior parte dos participantes foi do gênero feminino (133=69,6%), com idade superior a 30 anos (158=82,7%), de 6 a 10 anos de profissão (76=39,8%), com 1 a 5 anos de trabalho na instituição (79=58,3%), 1 a 5 anos na equipe (82=66,7%) e sem outro vínculo empregatício (162=84,8%). O conflito de tarefas entre os enfermeiros foi superior ao dos técnicos de enfermagem. O Alpha de Cronbach da Escala de Estratégias de Resolução de Conflitos foi 0,746. As estratégias mais utilizadas pelos profissionais de enfermagem foram competição e colaboração, com destaque para a colaboração (p<0,001). Conclusão: Para este estudo foram criados o instrumento de coleta de dados sócio-demográficos e de formação e a Escala de Estratégias de Resolução de Conflitos. Foi adaptada a Escala de Conflitos Intragrupos. Os profissionais de enfermagem apresentaram maior conflito de tarefas do que de relacionamentos (p<0,001). A média de conflito de tarefas em enfermeiros foi superior à dos técnicos, não sendo possível identificar diferenças de médias do auxiliar com as demais categorias. As estratégias utilizadas foram competição e colaboração. 

Construção e validação de álbum seriado sobre retinoblastoma
Autor: Juliana Dos Santos Souza Soares| Orientação: Myriam Aparecida Mandetta| Mestrado 2018

Palavras Chave: retinoblastoma, criança, oncologia pediátrica, família, comunicação em saúde, enfermagem


Resumo
Introdução: Investigações sobre o enfrentamento da experiência de doença pela família da criança com retinoblastoma evidenciam a importância da informação, considerada como um direito que deve ser contemplado pelos profissionais da área de Saúde. No entanto, há carência de material educativo sobre esse assunto para uso da família da criança. Objetivo: Desenvolver e validar um material educativo para as famílias de crianças com retinoblastoma. Método: estudo metodológico, em que se utilizou o Modelo do Cuidado Centrado no Paciente e na Família como referencial teórico para nortear a elaboração do material. O estudo foi conduzido em três etapas: na primeira, desenvolveu-se o material educativo, por meio de um estudo de campo realizado em um centro especializado no tratamento de câncer infanto-juvenil, no município de São Paulo, com o objetivo de identificar as necessidades de informação das famílias, e um estudo bibliográfico para nortear o conteúdo teórico do material educativo; na segunda, procedeu-se à validação semântica e de conteúdo com um Comitê de Juízes, em que se aplicou a técnica Delphi. A terceira consistiu em compreender a experiência da família com o uso do material educativo por meio de entrevista semiestruturada com famílias de crianças submetidas ao tratamento do retinoblastoma no mesmo instituto. Para analisar os dados, empregou-se a Análise Qualitativa de Conteúdo. Resultados: construiu-se um material educativo denominado de Álbum Seriado-Retinoblastoma, baseado nas necessidades de informação da família, que foi validado por meio de consenso inter juízes. Da compreensão da experiência da família com o uso do material emergiram três categorias analíticas: “Temor ao diagnóstico e ao tratamento”, “Ações da família para lidar com a situação” e “O álbum seriado como recurso para a família enfrentar a experiência”. Conclusões: O Álbum Seriado-Retinoblastoma foi construído e validado para ser usado com famílias de crianças com retinoblastoma e considerado como uma estratégia informativa potencial para atender às famílias dessas crianças e facilitar o processo de enfrentamento de maneira digna e fortalecida. 

Descrição do serviço de desospitalização de um hospital privado no município de São Paulo
Autor: Luciano Rodrigues de Oliveira| Orientação: Maria D Innocenzo| Mestrado 2018

Palavras Chave: Enfermagem, Alta do paciente, Assistência domiciliar, Tempo de internação, Satisfação do Paciente, Cuidado Domiciliar


Resumo
Objetivos: Geral - Descrever o serviço de desospitalização e avaliar seus indicadores. Específicos - Avaliar a satisfação dos pacientes sobre o serviço recebido das empresas de home care; Avaliar os impactos na gestão de leitos do hospital com o serviço de desospitalização. Metodologia: Descritivo, exploratória, retrospectivo, com abordagem quantitativa. Resultados: Analisados os dados coletados pelo serviço de desospitalização do Hospital Sírio Libanês referente a 2035 solicitações de desospitalização de janeiro de 2014 a dezembro de 2016, 72% delas foram autorizadas pelas fontes pagadoras. Houve queda do de tempo de permanência e tempo médio em dias entre o dia do pedido e o dia da saída real de alta de 5,85 para 4,32 dias. Queda na proporção de pacientes crônicos de 48,5% para 37,9%. Avaliado também a satisfação do pacientes e seus familiares com relação ao serviço recebido pelas empresas de home care após a alta hospitalar, sendo em média 74,01% satisfeitos com a assistência recebida. Conclusões: Constata-se a inexpressiva produção de conhecimento a respeito de atuações de equipes de desospitalização em instituições hospitalares. Podemos afirmar que a instituição que possui uma equipe ativa e dedicada na gestão da permanência do paciente, gera capacidade para atendimento de pacientes agudos, com aumento do giro e disponibilidade de leitos. Os indicadores mostraram que a atuação de um serviço de desospitalização corroborou com a redução do tempo de permanência hospitalar, do número de pacientes crônicos e, na redução do tempo da efetiva desospitalização. Conclui-se que de maneira geral as famílias e seus pacientes estão satisfeitos com o serviço recebido pelas empresas de assistência domiciliar e demais serviços de cuidados continuados. Admite-se a limitação deste estudo, sendo importante a realização de outras investigações para explorar a desospitalização. 

Desenvolvimento da pesquisa sobre diagnósticos de enfermagem nos programas de pós-graduação brasileiros
Autor: Gisele Saraiva Bispo Hirano| Orientação: Alba Lucia Bottura Leite de Barros| Mestrado 2018

Palavras Chave: diagnóstico de enfermagem, Programa de Pós-Graduação


Resumo
Introdução: Os diagnósticos de enfermagem (DEs) categorizam os problemas de saúde do paciente para que o enfermeiro seja capaz de fornecer-lhe as soluções mais adequadas por meio de determinadas intervenções. Sua utilização por meio de linguagens padronizadas, como a NANDA-I e a CIPE®, tem como objetivo tornar a comunicação mais clara, precisa e uniforme. Objetivo geral: Caracterizar o desenvolvimento das pesquisas com linguagens diagnósticas de Enfermagem padronizadas nos Programas de Pós-graduação em Enfermagem (PPGE) no Brasil. Objetivos específicos: Identificar as dissertações e teses sobre DEs desenvolvidos nos PPGE no Brasil; identificar as linguagens diagnósticas de enfermagem padronizadas nesses estudos e as abordagens teóricas utilizadas; descrever as características metodológicas encontradas; identificar as populações foco de estudo destas pesquisas; identificar estudos de análise de conceito e validação de DEs; verificar se o conhecimento gerado sobre linguagens diagnósticas de enfermagem padronizadas nesses estudos tem sido utilizado nos variados cenários de atuação profissional de enfermagem. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo exploratório realizado em duas fases: Fase 1, pesquisa documental em bancos de dados eletrônicos de dissertações e teses (D/T) de universidades brasileiras com PPGE, utilizando-se como critérios de inclusão D/T defendidas entre 2006-2016, cujo título ou palavra-chave contivessem a expressão “diagnóstico de enfermagem” ou “diagnósticos de enfermagem” Fase 2, Survey exploratório: envio de um questionário aos orientadores das D/T encontradas na Fase 1 para verificar se o conhecimento gerado por tais pesquisas vem sendo aplicado nos diversos âmbitos de atuação profissional de enfermagem. Resultados: Na primeira fase, foram identificados e analisados 216 estudos (163 dissertações de mestrado e 53 teses de doutorado), seis de 2006 e 26 de 2016, tendo sido 2014 o ano com maior quantidade de estudos localizados (n=31). A maioria (n=79), tratava-se de estudos descritivos e a taxonomia mais utilizada foi a NANDA International (n=183; 85%). A população adulta foi foco de estudo em 60% das pesquisas (n=129) e trinta e três trabalhos utilizaram um referencial teórico específico para sua elaboração, incluindo-se teorias de enfermagem e de outras áreas. Na fase 2, os pesquisadores que responderam ao questionário referiram pouca utilização na prática de todo o conhecimento que vem sendo produzido pelas D/T sobre a temática, sendo mais prevalente no ensino da graduação no período do 3ª ao 4º ano. Conclusão: Foi possível obter-se um panorama das pesquisas realizadas nos PPGE que envolvem o tema “Diagnósticos de Enfermagem”, ter-se uma percepção de como tais pesquisas vêm sendo realizadas. Identificou-se também que a aplicação prática dos resultados das pesquisas ainda é modesta. Assim, sugere-se que sejam realizados novos estudos no intuito de identificar as barreiras para que ocorra essa transposição da teoria para a prática. 

Efetividade da intervenção educativa para redução da ansiedade e do estresse de pacientes que aguardam o cateterismo cardíaco: ensaio clínico randomizado
Autor: Luisa Murakami| Orientação: Juliana de Lima Lopes| Mestrado 2018

Palavras Chave: Cateterismo Cardíaco, Ansiedade, Estresse Psicológico, Ensaio Clínico Controlado Aleatório, Enfermagem.


Resumo
Objetivos: Avaliar a efetividade de uma intervenção educativa, guiada pelo manual informativo, nos níveis de ansiedade e estresse de pacientes que aguardam o cateterismo cardíaco (CATE) e avaliar a relação das variáveis sociodemográficas e clínicas com a ansiedade e o estresse. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado e cego, realizado em um hospital de cardiologia de São Paulo, Brasil. Os pacientes que aguardavam o CATE foram alocados para o grupo intervenção (GI) ou grupo controle (GC) de forma paralela e aleatória. No GI, os participantes receberam informações escritas por meio de um manual informativo sobre o CATE, previamente validado. No GC, os participantes receberam informações rotineiras da unidade. A ansiedade e o estresse foram avaliados, antes e após as intervenções, por meio do Inventário de Ansiedade-Estado e Escala de Estresse Percebido, respectivamente e seus efeitos fisiológicos nos parâmetros vitais. As variáveis antecedentes analisadas foram: idade, sexo, raça ou cor de pele, estado civil, escolaridade, fatores de risco cardiovascular, uso de betabloqueador, vasodilatador e inibidores da enzima conversora de angiotensina, diagnóstico médico prévio e/ou sintomas de depressão, internação e/ou experiência prévia de intervenção percutânea e local de internação. Para avaliar as alterações dos níveis de ansiedade e de estresse em relação ao tempo e grupos foi utilizado o teste ANOVA. O teste exato de Fisher e o teste t-Student ou Mann-Whitney foram utilizados para avaliar a relação das variáveis antecedentes com a ansiedade e o estresse. Foi considerado um nível de significância de 5% e poder do teste de 0,90. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e registrado no Clinical Trials. Resultados: Observou-se que 128 participantes eram elegíveis, entretanto a amostra foi constituída de 122 participantes, tendo sido alocados 61 para o GC (59,4±8,27 anos; 82% do sexo masculino) e 61 para o GI (61,9±9,67 anos; 72% do sexo masculino). Os grupos eram homogêneos entre si, exceto para a variável cor da pele (GC: 62% x GI: 80% de brancos; p=0,044). Mais da metade dos participantes, de ambos os grupos, apresentavam hipertensão arterial sistêmica, sedentarismo, dislipidemia e antecedentes familiares de doenças cardiovasculares. Foi observado que a maioria dos participantes já tinha ansiedade baixa ou moderada e estresse baixo desde a primeira avaliação. Não houve alteração dos níveis de ansiedade e estresse em relação ao tempo, primeiro e segundo momento (ansiedade, p=0,225 e estresse, p=0,696), interação (ansiedade, p=0,183 e estresse, p=0,444), ou grupos, controle e intervenção (ansiedade, p=0,341 e estresse, p=0,624). A ansiedade apresentou uma relação significativa com os participantes mais jovens (p=0,033), que referiram ser estressados (p=0,046) e ex-tabagistas (p=0,013). O estresse relacionou-se com os tabagistas (p=0,001) e os participantes mais jovens (p=0,019). Conclusão: A hipótese do nosso estudo em que se acreditava que a intervenção educativa, guiada por um manual informativo, reduziria a ansiedade e o estresse de pacientes que aguardavam o CATE não foi comprovada. A ansiedade foi associada à idade, ao estresse e ao tabagismo; e o estresse, com o tabagismo e a idade. 

Epidemiologia das doenças fúngicas invasivas em pacientes oncológicos pediátricos de um centro de referência
Autor: Leticia Maria Acioli Marques| Orientação: Dayana Souza Fram| Mestrado 2018

Palavras Chave: Pediatria, Oncologia, Fungos, Doença, Infecção.


Resumo
Objetivo: Analisar a epidemiologia e incidência das doenças fúngicas invasivas em pacientes oncológicos pediátricos. Identificar fatores associados, analisar a sazonalidade, principais sítios acometidos e desfecho desses episódios. Método: Estudo de coorte retrospectivo de janeiro de 2011 a dezembro de 2016 desenvolvido em hospital referência em oncologia pediátrica. Foram incluídos todos os episódios de doença fúngica invasiva provável ou provada, segundo definições da European Organization for Research and Treatment of Cancer/Invasive Fungal Infections Cooperative Group and the National Institute of Allergy Infectious Diseases Mycoses Study Group., ocorridos em pacientes oncológicos, submetidos ou não ao transplante de células tronco-hematopoiéticas, de 0 a 18 anos, acompanhados na instituição durante o período do estudo. Coletados dados demográficos e clínicos, as foram classificadas em causadas por levedura ou por fungo filamentoso. Feita análise descritiva em frequência absoluta (n) e frequência relativa (%) e para análise da associação entre os dois grupos de agentes causadores das infecções, utilizou-se p<0,05 para significância estatística. Resultados: Foram identificados 103 episódios de doença fúngica invasiva em 94 pacientes. A idade média foi de 8,6 anos, sendo 60,6% (57/94) do sexo masculino e 52,1% (49/94) eram portadores de tumores sólidos. Entre as doenças fúngicas invasivas provadas, 77,3% (68/88) foram causadas por leveduras e 22,7% (20/88) por fungos filamentosos. A incidência geral das doenças fúngicas invasivas foi de 5,6; sendo 3,72 nas leveduras e 1,92 nos fungos filamentosos/1000 pacientes em tratamento/ano. Os principais agentes identificados entre as leveduras foi a Candida parapsilosis em corrente sanguínea (p < 0,0001) e entre os fungos filamentosos o Fusarium solani em sítio cutâneo (p 0,003). A ocorrência de doença fúngica invasiva por fungos filamentosos na primavera mostrou-se significante (p 0,012). A mortalidade em 30 dias por infecções causadas por leveduras foi de 29% e 21% por fungos filamentosos. Conclusão: A incidência geral das doenças fúngicas invasivas foi de 5,6/1000 pacientes em tratamento ano. Foi identificada maior incidência de leveduras em pacientes com tumores sólidos. O principal agente identificado foi C. parapsilosis em corrente sanguínea. Ocorreu uma maior mortalidade em 30 dias para DFI causada por leveduras. 

Estudo da concentração e da estabilidade de comprimidos de captopril após o processo de partição, trituração e dissolução
Autor: Sandra Regina Pereira Kushiyama| Orientação: Maria Angelica Sorgini Peterlini| Mestrado 2018

Palavras Chave: Enfermagem Pediátrica, Enfermagem, Comprimidos, Dissolução, Fracionamento de dose, Estabilidade de Medicamentos, Cromatografia Líquida de Alta Eficiência.


Resumo
Introdução: A administração de comprimidos de Captopril na prática clínica pediátrica é comum, principalmente para o tratamento da hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e nefropatias. A miligramagem dos comprimidos disponíveis no mercado nacional e a ausência de fómula farmacêutica líquida do fármaco nem sempre atendem as necessidades terapêuticas, fazendo com que muitos profissionais realizem a partição, trituração, dissolução e o fracionamento do medicamento. Esta prática pode comprometer a estabilidade e a concentração do fármaco. Objetivos: Verificar a concentração e a estabilidade de comprimidos de Captopril após trituração e dissolução com três diluentes, segundo o tempo de exposição à condições ambientais; verificar a concentração de soluções de Captopril após manipulação do fármaco e fracionamento da dose por enfermeiros, conforme a prática clínica; e identificar a presença e a concentração do Dissulfeto de Captopril em comprimidos de Captopril após a dissolução com três diluentes, segundo o tempo. Materiais e método: Estudo experimental em que foram verificadas a concentração e a estabilidade de comprimidos com 25mg de Captopril, por meio da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência, após trituração e dissolução com três diluentes, água filtrada (AF), água mineral (AM) e água deionizada (AD), tendo como controle a fase móvel (FM). Para verificar a influência do tempo foram realizadas análises imediatamente após o preparo (T0), em 30 (T30) e em 60 (T60) minutos, em triplicata, totalizando 36 análises. A fim de realizar o estudo da concentração de comprimidos triturados, dissolvidos em AF e fracionados, três enfermeiros realizaram essa prática, na tentativa de obter 10mg do fármaco. As análises ocorreram no T0, T30 e T60. A amostra para essa etapa do estudo foi de 54 análises. Para análise dos dados utilizou-se média, desvio padrão, mediana, Kruskal-Wallis e pós-testes de Dunn (p≤0,05). Resultados: A mediana das concentrações dos comprimidos de Captopril dissolvidos foi estatisticamente diferente em T0 (p=0,02), entre a AF (24,86mg), AM (25,74mg), AD (26,98mg) e FM (25,48mg). Entre os tempos iniciais e finais (T0 e T60) não foram identificadas diferenças significantes (AF p=0,87; AM p=0,99; AD p=0,62; FM p=0,83). Os enfermeiros, após transformarem os comprimidos em forma farmacêutica líquida, obtiveram, em média, concentrações maiores do que a pretendida (Enfermeiro A=10,64mg; Enfermeiro B=10,55mg; Enfermeiro C=10,48mg), sem diferença estatística entre os profissionais (p=0,91). Conclusão: As soluções de Captopril permaneceram estáveis após a manipulação e em até 60 minutos, independentemente do diluente. Houve variação na concentração, segundo o diluente utilizado, sendo em AF a menor e em AD a maior. Houve diferença entre as concentrações das soluções preparadas pelos enfermeiros, sendo as médias superiores a 10mg. Os valores de Dissulfeto de Captopril, degradante do Captopril, não apresentaram diferença estatisticamente significante nas soluções estudadas, mantendo-se com níveis aceitáveis, tanto nos tempos quanto nos diluentes testados. 

Familiares de usuários de drogas que procuram internação compulsória: perfil, expectativas e necessidades
Autor: Lorena Laiza Santana Veiga Silva| Orientação: Ana Lucia de Moraes Horta| Mestrado 2018

Palavras Chave: Relações familiares, transtornos relacionados ao uso de substâncias, usuários de drogas, tratamento psiquiátrico involuntário, judicialização da saúde.


Resumo
A dependência de drogas na cena contemporânea tem se mostrado um importante problema de saúde pública e desafiado famílias e governos no seu manejo. Neste bojo, as internações compulsórias (judiciais), enquanto modalidade de tratamento, emergem como uma questão complexa, de modo que o uso abusivo de substâncias psicoativas além de gerar sofrimento aos sistemas familiares, envolve imprevisibilidades, intersubjetividades e recursividades, transcendendo verdades absolutas, soluções verticais e lineares. Ao analisar a literatura, percebeu-se uma lacuna em estudos sobre familiares na lida cotidiana com a problemática em tela. Assim, o presente estudo objetivou delinear o perfil, compreender expectativas, necessidades e percurso de familiares que buscam internação compulsória para membros usuários de drogas. Trata-se de uma pesquisa de Método Misto. Os dados foram coletados em duas etapas, sendo que na primeira, quantitativa, envolvendo análise dos prontuários eletrônicos e manuais. Na segunda fase, qualitativa, os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, a partir de seleção aleatória de onze famílias com a seguinte questão norteadora: “O que fez vocês procurarem a Defensoria Pública e quais eram as suas expectativas e necessidades no atendimento? ”. Os dados quantitativos foram analisados por meio de apoio do Software estatístico - versão 22.0 Statistical Package for the Social Sciences, já os qualitativos, após transcritos, utilizou-se análise de conteúdo, embasando-se na apreciação temática ou categorial. A amostra caracterizou-se predominantemente por mulheres casadas, mães dos usuários, com ensino fundamental, residentes em territórios vulneráveis, sob forte influência do tráfico de drogas, em casas próprias com infraestrutura mínima. Detectou-se ainda que a maioria dos usuários tem histórico de uso de drogas na família, bem como já passou por outras modalidades de tratamento como Centros de Atenção Psicossocial e Comunidades Terapêuticas. Observaram-se associações significativas entre a solicitação da internação e a presença de agressividade, e ainda, alguns comportamentos típicos do uso nocivo de drogas como engatilhadores do pedido de internação compulsória, tais como situação de rua e envolvimento em atividades delituosas. Após a análise das entrevistas, os dados foram organizados segundo o método de análise proposto, dando origem as seguintes categorias: a difícil convivência com o usuário; percurso dos familiares para trazer o usuário „de volta à vida; expectativas e necessidades dos familiares em relação à internação compulsória. Os dados facilitaram ampliação do olhar sobre o tema de forma mais sensível podendo contribuir para a integralidade no atendimento aos sujeitos demandatários das políticas sobre drogas onde encontra-se a necessidade de incluir os familiares na participação do cuidado ao usuário. A partir de tal estudo foi possível ampliar o olhar do profissional de saúde para a complexidade e intersubjetividade deste segmento. 

Fatores estressores do paciente e necessidades do familiar convivente em unidade de terapia intensiva coronariana
Autor: Alue Constantino Coelho| Orientação: Alba Lucia Bottura Leite de Barros| Mestrado 2018

Palavras Chave: Estressores Fisiológicos, Paciente, Satisfação Pessoal, Cuidadores, Unidade de Terapia Intensiva


Resumo
INTRODUÇÃO: A internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Coronariana gera eventos estressores e necessidades nos pacientes e familiares. O ambiente associado ao processo de humanização é fundamental para a estabilidade clínica, recuperação, reabilitação, bem estar e satisfação dos familiares e dos pacientes graves que necessitam de cuidados intensivos. O Cuidado Centrado no Paciente e Família precisa ser aplicado e valorizado, voltado às questões e necessidades dos familiares com relação ao tratamento do paciente. OBJETIVOS: Avaliar os fatores estressores de pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva Coronariana; avaliar a necessidade e a satisfação dos familiares conviventes de pacientes internados em UTI Coronariana. MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional de corte transversal. A amostra constituiu-se de 200 participantes, sendo 100 pacientes com Síndrome Coronariana Aguda, após 24 horas de internação na UTI Coronariana do Hospital São Paulo, e 100 familiares conviventes. Os dados foram coletados no período de Março de 2016 a Janeiro de 2018, após preenchimento dos critérios de inclusão, apresentação do estudo e concordância da participação na pesquisa. Primeiramente foi aplicada a ficha de caracterização sociodemográfica e clínica do paciente seguida da escala de avaliação de estressores em unidade de terapia intensiva. No horário da visita, foi aplicada a ficha de caracterização sociodemográfica do familiar e o inventário de necessidades e estressores de familiares em terapia intensiva - INEFTI. Os estressores foram analisados e representados através da média e desvio-padrão para cada item e posteriormente comparados. RESULTADOS: Os pacientes em sua maioria são do sexo masculino, casados, católicos, aposentados, idade entre 51-60 anos, 1° grau incompleto, autônomos, vivenciando a primeira internação em UTI, com permanência de dois dias internados na unidade, com diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio com Supra Desnível do Segmento ST de Parede Inferior em sua maioria, com comorbidades associadas, sendo a Hipertensão Arterial e Dislipidemia as mais prevalentes, apresentando complicações como Morte Súbita Revertida e arritmia, classificados no momento da internação com Escore Grace de alto risco e tendo a sua saída da UTI com condição clínica melhorada e em acompanhamento ambulatorial. Os fatores muito estressantes dos pacientes foram:“Ter preocupações financeiras”(30%), “Não conseguir se comunicar”(29%), “Não ter controle sobre si mesmo”(28%), “Estar incapacitado para exercer seu papel na família”(27%) e “Desconhecer o tempo de permanência na UTI”(27%). Os familiares conviventes são do sexo feminino, sendo eles filhos(as) e cônjuges, casados, católicos, idade entre 18-30 anos, 2° grau completo, empregados, com renda mensal de 1 a 3 Salários Mínimos, com experiência anterior em UTI, cientes do diagnóstico do paciente internado, porém não cientes do nome do médico e do enfermeiro responsável. As respostas ao Inventário de Necessidades de Familiares em Terapia Intensiva mostraram que os familiares conviventes deram mais importância às suas necessidades do que as tiveram satisfeitas. As necessidades consideradas importantíssimas foram: saber quais as chances de melhora do paciente, estar seguro de que o melhor tratamento possível estava sendo dado ao paciente, ser avisado em casa sobre mudanças na condição do paciente e ser informado a respeito de tudo que se relacione a evolução do paciente. A necessidade considerada menos satisfeita pelos familiares foi ter uma pessoa que possa dar informações por telefone. CONCLUSÃO: Os fatores estressores do paciente relacionam-se com os seus compromissos, suas responsabilidades e a sua adaptação frente sua evolução biopsicosocial na UTI Coronariana, e a satisfação dos seus familiares conviventes precisa ser valorizada frente as suas necessidades em busca de bons resultados. Portanto é necessário que os profissionais ampliem o foco do cuidado para o paciente e a família, contemplando o processo de humanização e os princípios do Cuidado Centrado no Paciente e Família para que a assistência seja eficaz, segura e de qualidade, visando à recuperação e promoção da saúde do paciente e à prevenção e satisfação de seu familiar. 

Fatores preditivos de complicações relacionadas à terapia de oxigenação por membrana extracorpórea venoarterial em adultos
Autor: Gislaine Rodrigues Nakasato| Orientação: Camila Takao Lopes| Mestrado 2018

Palavras Chave: Adultos, Fatores de Risco, Oxigenação por Membrana Extracorpórea, Complicações


Resumo
Introdução: A Oxigenação por Membrana Extracorpórea Venoarterial (ECMO-VA) é utilizada como suporte cardiopulmonar quando a disfunção cardíaca é refratária às medidas terapêuticas convencionais, principalmente em cirurgia cardíaca. Trata-se de uma tecnologia cara, complexa, não isenta de riscos e complicações. As principais complicações associadas à terapia com ECMO estão bem definidas em estudos anteriores, porém seus preditores não são conhecidos no Brasil. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi identificar fatores preditivos de complicações relacionadas à terapia de ECMO-VA em adultos. Método: Estudo de coorte retrospectivo, realizado em duas instituições reconhecidas pela Extracorporeal Life Support Organization como centros de referência em ECMO no estado de São Paulo. Foram coletados dados de prontuários físicos e eletrônicos, de pacientes adultos submetidos a ECMO-VA por quaisquer indicações cardiocirculatórias desde o momento em que ambas as instituições implementaram o tratamento com ECMO (Hospital A desde 1999 e Hospital B desde 2012) até março de 2018 (n=64). As variáveis independentes foram classificadas em demográficas, indicações para ECMO, variáveis pré-ECMO e abordagem de canulação e as variáveis de desfecho foram as complicações neurológicas, renais, vasculares, hemorrágicas, infecciosas e mecânicas. A associação entre as variáveis independentes e os desfechos foi investigada por meio do modelo de regressão simples e aquelas que apresentaram nível descritivo≤0,05 foram submetidas à análise de regressão logística múltipla. Resultados: A idade mediana dos pacientes foi 42,5 anos, 56,2% do sexo masculino, 51,6% submetidos à ECMO devido à choque cardiogênico refratário pós-cardiotomia, 53,5% com canulação central. A frequência de complicações foi: 84,4% complicações hemorrágicas, 60,9% renais, 60,9% vasculares, 59,4% infecciosas, 32,8% neurológicas e 28,1% relacionadas ao dispositivo. Os fatores preditivos de complicações neurológicas foram choque cardiogênico refratário pós-cardiotomia (OR=0,09, IC 95%: 0,00-0,76), p=0,049) e após transplante cardíaco ou pulmonar (OR=0,04, IC 95%: 0,00-0,42, p=0,018) comparadas à indicação da ECMO pós-parada cardiorrespiratória. O uso de drogas vasoativas antes da ECMO (OR=7,72, IC 95%: 1,83-39,87, p=0,008) foi preditor das complicações vasculares. O nível sérico de CK-MB foi preditor de complicações renais (OR=0,87, IC 95%: 0,72-0,97, p=0,046). Os preditores de complicações infecciosas foram bilirrubina total (OR=0,02, IC 95%: 0,00-0,26, p=0,038) e peso (OR=1,24 IC 95%: 1,98-1,61, p=0,028). Insuficiência cardíaca classe funcional III foi preditora de complicações mecânicas (OR=0,07 IC 95%: 0,00-0,66, p=0,034). Conclusão: Foram identificados os fatores preditivos de complicações neurológicas, vasculares, renais, infecciosas e mecânicas em todos os pacientes submetidos à terapia com ECMO em duas instituições especializadas. Estes resultados podem contribuir para aumentar o alerta na avaliação clinica do paciente e na indicação do procedimento. 

Influência da irradiação do laser vermelho na percepção da dor de puérperas com lesão mamilar na amamentação: ensaio clínico duplo cego randomizado e controlado
Autor: Barbara Tideman Sartorio Camargo| Orientação: Ana Cristina Freitas de Vilhena Abrao| Mestrado 2018

Palavras Chave: Mamilos/lesões, Dor, Terapia com Luz de Baixa Intensidade, Aleitamento Materno.


Resumo
Introdução: A amamentação é prática indispensável e considerada a melhor forma de alimentar a criança, no entanto o desmame precoce ocasionado principalmente pela ocorrência de lesões mamilares se constitui um importante problema de saúde pública. O tratamento dessas lesões é um grande desafio na atualidade, devido à escassez de literatura sobre o tema. O uso do laser em lesões mamilares foi estudado por três publicações e em continuidade a essa temática, uma nova proposta terapêutica com laser vermelho foi testada. Objetivo: Avaliar o grau de dor das puérperas com lesão mamilar e comparar o efeito da irradiação do laser com protocolo de 2 Joules de energia, comprimento de onda vermelho, na dor durante a mamada, entre os grupos controle e intervenção. Método: Ensaio clínico, duplo cego, randomizado e controlado, realizado na Unidade de Alojamento Conjunto do Hospital Amparo Maternal - Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC). Participaram do estudo 75 puérperas, que foram alocadas equitativamente entre os grupos (Controle/Intervenção). A terapêutica proposta foi uma única irradiação de 2 Joules do laser vermelho InGaAlP sob aplicação pontual, no modo contato com a pele, no centro da lesão, com duração de 20 segundos, com potência ótica de 100 mW. A avaliação da resposta analgésica foi realizada via Escala Visual Analógica no momento imediatamente após a intervenção (0 horas), no intervalo de 6 horas da intervenção e após 24 horas da primeira irradiação laser, sempre durante a mamada. Os dados foram analisados descritivamente, por meio de medidas-resumo, teste de Qui-Quadrado, teste exato de Fisher e teste t de Student. Para todos os testes estatísticos, foi adotado um nível de significância de 5%. As análises estatísticas foram efetuadas utilizando-se SPSS 20.0 e Stata 12. Resultados: O grau de dor médio apresentado pelas puérperas no momento prévio às intervenções foi de 7.6 em ambos os grupos, os quais se comportaram de modo similar quanto à redução da dor após a irradiação, sendo de 1.4 correspondente ao grupo Intervenção e 0.9 no grupo Controle no momento imediatamente após a intervenção. A percepção da dor reduziu aproximadamente um ponto para ambos os grupos e não foi estatisticamente diferente entre eles. O grau de dor decresceu ao longo do tempo em ambos os grupos (p<0.001). Sensações de formigamento e dormência após a intervenção foram relatadas pelas puérperas, tendo sido consideradas efeitos secundários da terapia. Conclusão: O grau de dor médio atribuído pelas puérperas no momento da inclusão no estudo foi classificado como dor moderada e não foram identificados estudos na literatura que abordem este dado de forma numérica para comparação. A irradiação no protocolo proposto para avaliação do efeito analgésico não evidenciou diferença estatisticamente significante imediatamente após a aplicação, seis e 24 horas após a irradiação, quando comparado ao grupo Controle. Novos protocolos do laser em baixa potência precisam ser testados para que esta terapêutica seja benéfica para as puérperas e se configure em uma nova possibilidade de tratamento das lesões mamilares. 

Lesão por pressão em pacientes críticos com nutrição enteral: análise da adequação calórico - proteica
Autor: Fernanda Wenzel| Orientação: Iveth Yamaguchi Whitaker| Mestrado 2018

Palavras Chave: Lesão por Pressão, Nutrição Enteral, Necessidade Calórica, Necessidade Proteica, Unidades de Terapia Intensiva, Cuidados Intensivos


Resumo
Objetivos: verificar associação entre metas nutricionais (proteica e calórica) e desenvolvimento de lesão por pressão (LP), identificar fatores de risco associados à ocorrência de LP, comparar o tempo até a ocorrência de LP conforme alcance das metas nutricionais e, verificar os riscos associados ao desenvolvimento de LP ao longo do tempo, considerando pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com TNE. Método: estudo observacional, coorte prospectivo realizado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo, durante o ano de 2016. A LP e o tempo até LP foram consideradas variáveis dependentes. A análise estatística foi realizada aplicando-se o modelo de regressão logística múltipla, a curva de sobrevida com o método de Kaplan-Meier e o modelo de regressão de Cox, observando-se nível de significância < 5% e intervalo de confiança de 95%. Resultados: A amostra foi constituída de 181 pacientes, sendo 56,4% do sexo masculino e média de idade de 55,1 anos, procedentes do centrocirúrgico (84,0%). A média do tempo de internação foi de 17,5 dias e a mortalidade foi 30,4%. A incidência de LP foi de 31,5%. Os fatores de risco associados ao desenvolvimento de LP foram tempo de internação na UTI, meta proteica atingida, sendo que o aumento dos escores da escala de Braden reduz a chance de ocorrência da lesão. As curvas de sobrevida não mostraram diferença no tempo até surgimento de LP e alcance das metas nutricionais. Os riscos que se associaram ao tempo até a ocorrência de LP foram unidade de origem (pronto socorro e enfermaria), tempo de internação na UTI, escores das escalas de Braden e Escala de Avaliação do Risco de desenvolvimento de Úlcera por pressão em Cuidados Intensivos (EVARUCI). Conclusões: Os resultados do estudo indicaram que a ocorrência de LP em pacientes de UTI é multifatorial, sendo importante considerar a unidade de procedência e o tempo de internação e a realização da avaliação do risco do paciente. Tendo em vista a importância da terapia nutricional na recuperação do paciente crítico, novos estudos considerando esse aspecto na prevenção da LP devem ser realizados. 

Modelo de gestão do cuidado à pessoa com diabetes para prevenção de ulcerações nos membros inferiores
Autor: Maria Do Livramento Saraiva Lucoveis| Orientação: Monica Antar Gamba| Mestrado 2018

Palavras Chave: 1. Diabetes Mellitus, Pé diabético, administração dos cuidados ao paciente, gerenciamento clínico, prática clinica baseada em evidências


Resumo
Introdução: o risco de amputações decorrentes do diabetes mellitus tem aumentado em função do diagnóstico tardio, controle glicêmico insatisfatório associado a outros fatores ambientais. A avaliação dos fatores de risco como a neuropatia e doença vascular periférica, deformidades e ulcerações, se constitui em desafio para os profissionais da saúde. Objetivo: desenvolver e validar modelo de gerenciamento do cuidado à pessoa com diabetes para prevenção de ulcerações nos membros inferiores, baseado nos cinco pilares do Consenso Internacional do Pé Diabético. Método: trata-se de um estudo com abordagem metodológica, que se baseia no método de Iowa de prática baseada em evidências para promover cuidados qualificados, e foi desenvolvido em etapas: diagnóstico situacional, implantação de projeto piloto, elaboração e a validação de protocolo por doutos expertises na área de diabetes e pé diabético. O processo de validação ocorreu por meio da aplicação da técnica Delphis. Resultados: o modelo de gerenciamento foi desenvolvido e distribuído sob a forma de cinco pilares abordando as principais recomendações para o manejo dos pés das pessoas com diabetes incluindo o exame dos pés, classificação do risco de ulcerações, educação em diabetes do paciente e profissional da saúde, calçado adequado e o tratamento dos sinais pré-ulcerativos. Onze especialistas renomados participaram do processo de validação, os quais referendaram o modelo de gerenciamento em três etapas com o índice de conteúdo individual e global acima de 0,78 e 0,90, respectivamente. O modelo foi sintetizado e diagramado sob a forma de Guia de Bolso como uma tecnologia de informação em saúde. Conclusão: este estudo permitiu criar e validar um modelo de gerenciamento do cuidado para os pés das pessoas com diabetes baseado em evidências e nas melhores recomendações científicas disponíveis. Destacam-se em especial as recomendações para a aplicação do pilar cinco, onde as recomendações ainda são escassas. 

Precauções de contato em pacientes em protocolo de cultura de vigilância com colonização não confirmada
Autor: Glaucia Dias Arriero Martins| Orientação: Dayana Souza Fram| Mestrado 2018

Palavras Chave: Isolamento de pacientes, bactérias, controle de doenças transmissíveis


Resumo
Objetivos: Avaliar a adesão às precauções de contato em pacientes em protocolo de cultura de vigilância com colonização ainda não confirmada; comparar a adesão às precauções entre as diferentes categorias profissionais, identificar os microrganismos isolados e a taxa de positividade das culturas de vigilância. Método: Estudo prospectivo observacional realizado na unidade de terapia intensiva adulto em um hospital geral público com 289 leitos, com profissionais de saúde observados durante o atendimento a pacientes em precaução de contato empírica, quanto a adesão aos seguintes componentes: higienização das mãos, uso de luvas e avental de mangas longas antes do contato com paciente, remoção adequada dos equipamentos de proteção individual e higienização das mãos após o contato com o paciente. Resultados: Foram realizadas 243 observações com 39,5% de conformidade a todos componentes, sendo a melhor adesão entre os fisioterapeutas (51,72%), seguido dos técnicos de enfermagem (40,4%), enfermeiros (37,8%) e médicos (25,8%). Houve significância estatística na comparação da adesão aos componentes antes e após o contato com o paciente nas diversas categorias profissionais, entre os fisioterapeutas (p=0,011), médicos (p=0,001) e técnicos de enfermagem (p <0,001), com melhor adesão aos componentes antes do contato. A taxa de positividade das culturas de vigilância foi 38,36%, a adesão aos componentes em pacientes que apresentaram colonização foi de 43,1%. Conclusão: A adesão a todos componentes foi 39,5%. As medidas que obtiveram maior adesão individualmente foram o uso de luvas e avental antes do contato com o paciente e higienização das mãos após contato com o paciente. 

Qualidade de vida, religiosidade e sintomas ansiosos e depressivos em candidatos a transplante hepático
Autor: Heloisa Barboza Paglione| Orientação: Janine Schirmer| Mestrado 2018

Palavras Chave: Enfermagem, Transplante de Fígado, Qualidade de Vida, Religião e Medicina, Ansiedade, Depressão.


Resumo
Introdução: A hepatopatia é considerada uma doença crônica e em sua fase terminal tem como única opção a realização do transplante de fígado. O portador de hepatopatia apresenta diversas limitações impostas pela doença que causam impacto na sua qualidade de vida. A mensuração da qualidade de vida destes pacientes é importante medida de impacto em saúde. Frente aos agravos de saúde, a religiosidade dos pacientes aparece como recurso adaptativo importante. Estudos mostram que a religiosidade pode contribuir positivamente na evolução clinica dos pacientes, melhorar comportamentos de saúde, além de diminuir sintomas ansiosos e depressivos. O candidato a transplante de fígado vivencia situações peculiares, sendo assim é importante conhecer os aspectos que envolvem a sua experiência de adoecimento como a qualidade de vida e a religiosidade a fim de desempenhar melhorias no cuidado e nas práticas clínicas dos mesmos. Objetivo: Avaliar e correlacionar qualidade de vida, religiosidade e sintomas de ansiedade e depressão em candidatos adultos a transplante de fígado. Método: Estudo epidemiológico e transversal, com candidatos à transplante do ambulatório do Hospital São Paulo/HU da UNIFESP no período de 2014 a 2016. Foram utilizados instrumentos para avaliar qualidade de vida, religiosidade e sintomas ansiosos e depressivos. Resultados: A média de idade foi 52,5 anos, com predominância: sexo masculino (58,0%), acesso ao ensino fundamental (48%), MELD entre 10-19 e hepatite viral como etiologia principal. Apresentaram qualidade de vida mediana (escore 4,1), alto índice de religiosidade intrínseca (5,6) e presença de sintomas ansiosos (52%) e depressivos (48%). Observou-se associação entre religiosidade e qualidade de vida no domínio preocupação – quanto maior a religiosidade não organizacional maior a qualidade de vida; sintomas ansiosos e depressivos não foram associados à qualidade de vida ou à religiosidade. Porém pacientes com altos níveis de escolaridades tiveram maior probabilidade de apresentar sintomas depressivos. Conclusão: A análise de qualidade de vida e religiosidade foi significativa no contexto do pré transplante de fígado reforçando a necessidade da equipe assistencial em considerá-las como estratégia de enfrentamento da doença. 

Satisfação do paciente oncológico sobre o cuidado do enfermeiro: adaptação transcultural e validação do instrumento quality of oncology nursing care scale (qoncs)
Autor: Regina Claudia Soares| Orientação: Edvane Birelo Lopes de Domenico| Mestrado 2018

Palavras Chave: Satisfação do Paciente, Enfermagem Oncológica, Cuidados de Enfermagem, Estudos de Validação


Resumo
Introdução: avaliar a qualidade da assistência prestada ao paciente com câncer é uma necessidade. O uso de instrumentos de medida, confiáveis e fidedignos, proporcionam um resultado mensurável quanto a satisfação e percepção do paciente em relação ao cuidado recebido. O instrumento QUALITY OF ONCOLOGY NURSING CARE SCALE (QONCS), originalmente em inglês, é constituído por 34 itens no total, com 5 domínios, e destina-se ao paciente oncológico. Objetivos: adaptar culturalmente o instrumento “QUALITY OF ONCOLOGY NURSING CARE SCALE” (QONCS); testar a validade e confiabilidade do instrumento na versão adaptada para a língua portuguesa do Brasil; avaliar a satisfação do paciente quanto à assistência prestada por enfermeiros em um hospital de referência no tratamento do câncer, usando o instrumento adaptado e validado; descrever as características profissionais dos enfermeiros que prestaram assistência aos pacientes. Método: estudo metodológico, transversal e quantitativo, desenvolvido em 2 etapas. A etapa 1 constou das fases da adaptação transcultural: tradução, back translation e avaliação pelo comitê de especialistas (n=5). Na etapa 2, o instrumento foi aplicado, primeiramente, como teste piloto (n=15) e, após as alterações, foi reaplicado na casuística de validação nas unidades de internação do AC Camargo Cancer Center, da cidade de São Paulo, Brasil, nos meses de março e abril de 2018. A validade de construto foi obtida por meio das análises fatorial exploratória (AFE) e confirmatória (AFC), e a validade convergente pelo coeficiente de correlação intraclasse (ICC), e o Instrumento de Satisfação do Paciente (ISP). Aplicados, para análise de confiabilidade, o coeficiente de alfa de Cronbach e, para a estabilidade, o teste-reteste. Resultados: a casuística de validação, com 173 pacientes, caracterizou-se por: 51,4% do sexo masculino, 53% com idade acima dos 60 anos, 47,4% com ensino superior e 54,6% da classe econômica B1 e B2. Quanto ao período de internação, 74% estavam entre 05 a 15 dias. O instrumento apresentou uma AFE com uma explicação de 69,6% de variância. Os coeficientes avaliados pelos índices da AFC, demonstraram valores próximos ao original, evidenciando que houve uma melhora no ajuste do modelo re-especificado. Em relação à confiabilidade o coeficiente de alfa de Cronbah, variou de 0,894 a 0,958 e quanto ao teste-reteste, houve diferença significativa para nos seguintes domínios: ser solidário e reconhecido (p <0,001); ser valorizado (p<0,001); cuidado espiritual (p=0,002) e ser respeitado (p=0,007). No que tange a validade convergente, 4 domínios do QONCS apresentaram correlação significativa com o ISP, exceto o domínio cuidado espiritual. O perfil sociodemográfico e profissional dos enfermeiros, atuantes nas unidades de internação caracterizou-se por: 79,2% do sexo feminino; 58,3% com idade menor ou igual a 34 anos. Referente ao tempo de término da graduação e da atuação na instituição, 72,2% e 55,6% acima de 4 anos, respectivamente, performando um grupo com idade e anos de trabalho na Enfermagem e na Oncologia que podem justificar ações profissionais capazes de atender as expectativas dos pacientes. Conclusão: Após a finalização do processo de validação, conclui-se que o QONCS-versão brasileira, mostrou-se válido e confiável para reprodutibilidade. 

Sintomatologia depressiva em enfermeiros de serviços de emergência intra-hospitalar da zona leste paulistana
Autor: Marcia Regina Guedes Silva| Orientação: João Fernando Marcolan| Mestrado 2018

Palavras Chave: Depressão, Doenças Profissionais, Saúde do trabalhador, Enfermagem em emergência, Saúde mental.


Resumo
Introdução: A sintomatologia depressiva é um problema de saúde pública por gerar incapacidade funcional, a prejudicar a qualidade de vida, levando a limitações nas atividades desempenhadas, aumentando a utilização dos serviços de saúde. Objetivo: analisar a presença, intensidade para sintomatologia depressiva em enfermeiros do setor intra-hospitalar de emergência da zona leste paulistana, fatores relacionados às condições de trabalho, a percepção sobre o transtorno depressivo relatado, sua influência na assistência prestada e as estratégias de enfrentamento utilizadas. Método: Estudo descritivo exploratório com abordagem quantitativa e qualitativa por aplicação de três escalas psicométricas para depressão e questionário para sintomatologia depressiva e condições de trabalho realizados com enfermeiros dos serviços de emergência de dois hospitais municipais da zona leste paulistana; análise qualitativa pelo referencial da análise de conteúdo. Resultados: 95,24% dos enfermeiros apresentou sintomatologia depressiva pelas escalas de avaliação pelo observador, maioria com intensidade leve e moderada. Na categoria condições de trabalho inadequadas levam ao sofrimento foram identificados fatores desencadeantes da sintomatologia depressiva relacionado ao trabalho como desorganização do trabalho; relacionamento prejudicial com chefia imediata; comportamento inadequado do médico; agressões; falta de insumos, infraestrutura e recursos humanos; e a desvalorização profissional. Identificados profissionais com sintomatologia depressiva que, por desconhecerem estar acometidos pelo transtorno, não procuraram por tratamento, continuaram a desempenhar suas atividades de forma a comprometer sua saúde física e mental e promover prejuízo a qualidade da assistência prestada. As principais sintomatologias apresentadas pelos enfermeiros pesquisados eram medo, raiva, irritabilidade, sentimento de humilhação, culpa devido as agressões sofridas, desapontamento, sensação de hipoatividade e diminuição da sensibilidade e empatia para com os demais, além de falta de concentração e perturbação no sono. Técnicas utilizadas pelos enfermeiros para realizar o enfrentamento foram realização de atividades físicas que promovem círculo de amizades, dieta alimentar, massagem, orações e conversas com colegas mais experientes e familiares. Conclusão: Por meio da alta frequência de sintomatologia depressiva em enfermeiros, conclui-se que o ambiente de trabalho precarizado existente influenciou negativamente na assistência e no desenvolvimento da sintomatologia depressiva, pois há falta de insumos e materiais básicos para o desempenho da assistência, a falta de funcionários acarretou sobrecarga de trabalho. Os enfermeiros não se perceberam adoecidos o que dificultou a procura por assistência psicológica e psiquiátrica adequada a fim de tratar a sintomatologia depressiva. As estratégias de enfrentamento utilizadas foram diversificadas e não promoveram alívio permanente. Os enfermeiros foram orientados e encaminhados para atendimento especializado. Foi possível refletir sobre o grau de sofrimento emocional detectado e sua influência sobre a assistência prestada, deixando claro a necessidade de intervenções relacionadas às condições de trabalho que diminuam a promoção da sintomatologia depressiva. 

Utilização de bombas de infusão no transporte terrestre inter-hospitalar
Autor: Jenny Del Carmen Arcentales Herrera| Orientação: Denise Miyuki Kusahara| Mestrado 2018

Palavras Chave: Bombas de infusão, Erros de medicação, Transporte inter-hospitalar, Transporte de pacientes, Ambulâncias


Resumo
Introdução: O transporte inter-hospitalar de pacientes refere-se à transferência de pacientes entre serviços de atendimento à saúde de maior ou menor complexidade com vistas a usufruir de intervenções e terapêuticas não disponíveis no local original de atendimento. Durante o transporte, a infusão de fármacos e soluções por meio de bombas de infusão (BI) é prática comum, contudo, questiona-se a adequação de equipamentos utilizados e testados em ambientes estáticos durante o transporte terrestre de pacientes. Objetivos: verificar o desempenho de BI, acionamento dos alarmes e volumes infundidos durante transporte terrestre e a influência das condições de transporte sobre o funcionamento das BI. Materiais e Métodos: Estudo experimental realizado por meio de simulações de infusões usando BI fluxométricas, volumétricas e por seringa, durante transporte inter-hospitalar de pacientes em ambulâncias de suporte básico e avançado de vida de um serviço de atendimento pré-hospitalar no Vale do Ribeira - São Paulo. Foram realizadas 54 simulações, 18 com BI fluxométricas, 18 com BI volumétricas e 18 com BI por seringa. Os equipamentos foram testados em velocidades de infusão de 1mL/h, 5mL/h e 50mL/h. Variáveis investigadas: volumes medido, registrado e esperado, número e tipo de alarmes, e condições de transporte como velocidade, temperatura e umidade ambiente, trepidação e distância percorrida. Para análise de variância foram aplicados os testes One-Way ANOVA e Kruskal-Wallis. Os testes exatos de Fisher ou Qui-quadrado foram adotados para análise de variáveis categóricas. O nível de significância foi estabelecido em 5%. Resultados: média das condições de transporte dentro da cabine: distância 146,31±79,89 km, tempo 128,72±72,20 min., velocidade máxima de 116,24±10,73 Km/h, trepidação máxima de 6,65±0,94 na escala Ritcher, temperatura de 24,41±4,38 ºC e umidade de 76,25±8,39% Média dos volumes praticados durante o transporte: volume medido 32,18±49,98 mL; volume esperado 34,47±51,20 mL e volume registrado 31,50±48,31 mL. BI fluxométricas apresentaram maior frequência de alarmes (50,0%), seguido das BI por seringa (27,8%) e volumétricas (22,2%). O alarme de fluxo livre predominou nas BI fluxométricas, enquanto alarmes de ar na linha e oclusão ocorreram mais nas BI volumétricas e por seringa. A análise dos volumes demonstrou que, nos três tipos de BI, o volume de infusão esperado foi maior do que o realmente infundido. A porcentagem de erro mínima foi de 2,80% e máxima de 25,93%. BI fluxométricas foram as que apresentaram maior porcentagem de erro. A trepidação foi a variável do transporte que mais apresentou correlação com a diferença dos volumes esperado, medido e registrado. Conclusão: Os três tipos de BI apresentaram alterações de funcionamento sendo as BI fluxométricas as que apresentaram a maior frequência de alarmes de fluxo livre, principalmente com velocidade de infusão de 50mL/h. O volume de infusão esperado foi maior do que o realmente infundido e registrado pela BI, nos três tipos de BI testadas. Houve interferência no funcionamento das BI quando submetidas as condições físicas de transporte, principalmente a trepidação e a porcentagem de erro em algumas situações ultrapassou o valor de 5%, referência definida pela Agencia Brasileira de Normas Técnicas. 


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